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O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares ; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares. As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito. Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação , Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . (com adaptações). No último período do primeiro parágrafo do texto 1A1-I, seriam mantidas a coerência e a ideia expressa no texto caso o vocábulo “delineada” fosse substituído por

A sintetizada.
B objetivada.
C limitada.
D determinada.
E planejada.

Os níveis hierárquicos, responsáveis pelo funcionamento adequado de qualquer organização e pela solução dos problemas enfrentados, diariamente, pelos seus integrantes, incluem a administração, à qual cabe

A fazer a supervisão cotidiana de funcionários e a supervisão da produção de bens ou serviços, ainda que não tenha compromisso gerencial.
B verificar se os setores estão utilizando os recursos de modo eficiente e eficaz, para alcançar os objetivos, uma vez que tem responsabilidade interdepartamental.
C preocupar-se, por ser responsável pela coordenação das partes e dos esforços, com o desenvolvimento e com a utilização dos recursos da organização de modo eficiente e eficaz.
D responsabilizar-se, como nível que contempla os gerentes de primeira linha, por trabalhadores operacionais, tomada de decisões estratégicas de longo prazo, direção da organização e estabelecimento de políticas organizacionais.
E garantir a vinculação da organização ao sistema social mais amplo, responsabilizando-se pelas decisões de direção da organização tomadas pelo alto escalão.

A Divisão Hidrográfica Nacional, instituída pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), órgão do Conselho Federal, adota uma classificação de doze regiões hidrográficas para o território brasileiro. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.

A O principal uso da água na Região Hidrográfica Parnaíba é o industrial.
B A região que possui as maiores demandas por recursos hídricos é a Região Hidrográfica Paraná.
C A Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental é a menor do país.
D Os critérios utilizados para essa classificação foram baseados apenas nos aspectos físicos das bacias hidrográficas.
E A baixa disponibilidade hídrica da Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental ocorre em função do regime fluvial tropical.

Texto 1A1-

II O conhecimento científico é muito frequentemente associado à formação escolar. Por conta disso, existe uma tendência a restringir o conhecimento oferecido pela ciência a determinadas esferas da vida. Nada mais limitante. A ciência versa sobre a maioria dos assuntos relacionados à nossa existência, inclusive aqueles raramente associados ao tema. A má compreensão da abrangência da ciência leva a outras questões, como o argumento de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e a torna asséptica. Isso pode ajudar a explicar por que as pessoas raramente associam o estudo de um assunto como o amor à ciência. Uma eventual concepção de incompatibilidade entre o conhecimento científico e os mais diferentes temas que dizem respeito à vida cotidiana não faz sentido. A maioria das pessoas subestima o alcance e as possibilidades que uma visão científico-racional de mundo possui. Um olhar cético para o mundo pode permitir a redução dos preconceitos, mais tolerância a visões políticas e ideológicas divergentes, maior diálogo e consideração constante de que sua compreensão pode ser equivocada ou incompleta. Mas, ao mesmo tempo, esse exercício permite reconhecer que, ainda que falha, a compreensão válida naquele momento é a melhor possível à disposição. Ronaldo Pilati. Ciência e pseudociência: por que acreditamos naquilo em que queremos acreditar. São Paulo: Editora Contexto, 2018, p. 26-8 (com adaptações). Em cada uma das opções a seguir é apresentada uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto 1A1-II: “A má compreensão da abrangência da ciência leva a outras questões, como o argumento de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e a torna asséptica.”. Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita gramaticalmente correta e que mantém o sentido original do texto.

A O argumento de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e torna asséptica, é uma das questões advindas da má compreensão da abrangência da ciência.
B A abrangência da ciência leva à má compreensão de outras questões, como a discussão a respeito de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois fragmenta e a torna asséptica.
C Por fragmentar e tornar asséptica a beleza do universo, diminuída, fria e distante, o conhecimento científico é o argumento que engloba outras questões trazidas pela má compreensão da abrangência da ciência.
D O conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, fragmentando-a e tornando-a asséptica por ser uma das questões trazidas pela má compreensão da abrangência da ciência.
E A compreensão ruim da ciência leva a questões outras como o argumento de que a beleza do universo fica diminuída, fria e distante, fragmentada e asséptica com o conhecimento científico.

Em um levantamento de dados realizado em um conjunto de domicílios, era preciso verificar a existência de jovens (abaixo de 18 anos de idade), adultos (de 18 a 60 anos de idade) e idosos (acima de 60 anos de idade) em cada domicílio visitado. Sabe-se que: • em 10 dos domicílios visitados, residem jovens, adultos e idosos; • em 12 dos domicílios visitados, residem jovens e adultos, mas não residem idosos; • em 9 dos domicílios visitados, residem adultos e idosos, mas não residem jovens; e • em nenhum dos domicílios visitados, residem apenas jovens e idosos, assim como em nenhum dos domicílios visitados residem apenas idosos ou apenas jovens. Considerando-se essa situação hipotética e sabendo-se que, em qualquer dos domicílios visitados, reside, pelo menos, uma pessoa e que, no total, foram visitados 42 domicílios, é correto afirmar que,

A em 10 dos domicílios visitados, residem apenas adultos.
B em 11 dos domicílios visitados, residem apenas adultos.
C em 21 dos domicílios visitados, residem apenas adultos.
D em 31 dos domicílios visitados, residem apenas adultos.
E em 42 dos domicílios visitados, residem apenas adultos.

Os irmãos Pedro, Mateus e José foram entrevistados por um agente do IBGE que obteve deles as seguintes informações: Pedro disse: “apenas um dos meus irmãos tem mais de 25 anos de idade.”; Mateus disse: “apenas um dos meus irmãos tem mais de 30 anos de idade.”; José disse: “meus dois irmãos têm mais de 28 anos de idade.”. Considerando que as três afirmações estão corretas conclui-se, a respeito das idades dos três irmãos, que

A Pedro tem menos de 30 anos, Mateus tem mais de 25 anos e José tem mais de 30 anos de idade.
B Pedro tem mais de 28 anos, Mateus tem mais de 28 e José tem mais de 25 anos de idade.
C Pedro tem 25 anos, Mateus tem 28 e José tem 30 anos de idade.
D Pedro tem mais de 30 anos, Mateus tem mais de 28 anos e José tem no máximo 25 anos de idade
E Pedro tem menos de 28 anos, Mateus tem mais de 30 anos e José tem mais de 25 anos de idade.

Setembro passou Outubro e Novembro Já tamo em Dezembro Meu Deus, que é de nós, Meu Deus, meu Deus Assim fala o pobre Do seco Nordeste Com medo da peste Da fome feroz [...] Sem chuva na terra Descamba Janeiro, Depois Fevereiro E o mesmo verão Meu Deus, meu Deus Entonce o nortista Pensando consigo Diz: “isso é castigo não chove mais não” [...] Agora pensando Ele segue outra tria Chamando a famia Começa a dizer Meu Deus, meu Deus Eu vendo meu burro Meu jegue e o cavalo Nós vamos a São Paulo Viver ou morrer [...] Em um caminhão Ele joga a famia Chegou o triste dia Já vai viajar Meu Deus, meu Deus A seca terrível Que tudo devora Lhe bota pra fora Da terra natá [...] Patativa do Assaré. Triste partida . Internet: . Os trechos da poesia de Patativa do Assaré apresentados remetem à

A partida do sertanejo da cidade para o campo.
B volta da população do meio urbano para o meio rural.
C relação campo-cidade no contexto do êxodo rural.
D dependência da cidade em relação ao campo.
E desigualdade entre os espaços rural e urbano.

Texto 1A1-

II O conhecimento científico é muito frequentemente associado à formação escolar. Por conta disso, existe uma tendência a restringir o conhecimento oferecido pela ciência a determinadas esferas da vida. Nada mais limitante. A ciência versa sobre a maioria dos assuntos relacionados à nossa existência, inclusive aqueles raramente associados ao tema. A má compreensão da abrangência da ciência leva a outras questões, como o argumento de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e a torna asséptica. Isso pode ajudar a explicar por que as pessoas raramente associam o estudo de um assunto como o amor à ciência. Uma eventual concepção de incompatibilidade entre o conhecimento científico e os mais diferentes temas que dizem respeito à vida cotidiana não faz sentido. A maioria das pessoas subestima o alcance e as possibilidades que uma visão científico-racional de mundo possui. Um olhar cético para o mundo pode permitir a redução dos preconceitos, mais tolerância a visões políticas e ideológicas divergentes, maior diálogo e consideração constante de que sua compreensão pode ser equivocada ou incompleta. Mas, ao mesmo tempo, esse exercício permite reconhecer que, ainda que falha, a compreensão válida naquele momento é a melhor possível à disposição. Ronaldo Pilati. Ciência e pseudociência: por que acreditamos naquilo em que queremos acreditar. São Paulo: Editora Contexto, 2018, p. 26-8 (com adaptações). Conforme o texto 1A1-II, o conhecimento científico

A é incompatível com temas do cotidiano.
B é habitualmente associado a um contexto específico.
C torna a vida inexpressiva e feia.
D centra-se em combater preconceitos e intolerância.
E oferece a melhor visão possível do mundo à disposição na atualidade.