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“Há uma espécie de conforto na auto-condenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”. Sobre a estruturação desse pensamento, a única afirmação adequada é:

A o segundo período funciona como uma explicação do primeiro;
B o termo “Quando” indica uma condição da ação seguinte;
C o pronome “nos” só se refere aos autores da frase;
D o verbo fazer em “fazê-lo” tem o sentido de “produzir algo”;
E o pronome “lo” se refere a “direito”.

“É natural desejar que se faça justiça”. Se transformarmos a oração reduzida “desejar” em uma oração desenvolvida, a forma adequada será:

A que se deseje que se faça justiça;
B o desejo de que se faça justiça;
C que se desejasse que se faça justiça;
D o desejo de que seja feita justiça;
E desejarmos que se faça justiça.

Sêneca, um filósofo latino, a respeito da autoria de crimes, declarou o seguinte princípio: “Cometeu o crime quem dele recebeu benefícios”. Considerando-se que o crime aludido seja um assassinato, segundo esse pensamento:

A todo assassino recebe pagamento por um crime cometido;
B os assassinos cometem os crimes por razões pessoais;
C todo crime traz benefícios ao assassino;
D os assassinatos retiram bens materiais das vítimas;
E todos os assassinatos encobrem interesses materiais.

“Sem instrução, as melhores leis tornam-se inúteis”. Esse pensamento deve ser entendido do seguinte modo:

A Se não houver educação dos cidadãos, as leis tornam-se inúteis;
B Se as leis não forem acompanhadas de instruções de funcionamento, tornam-se inúteis;
C Caso as leis não possuam instruções claras, elas se tornam inúteis;
D Só com a educação dos juízes, as leis podem tornar-se úteis;
E Se os juízes não forem pessoas cultas, as leis se tornam inúteis por não serem claras.

“Quanto mais a pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será”. Nesse pensamento, há uma correlação entre dois termos precedidos por “Quanto mais” e “tanto mais”, que são:

A mais rápida e mais próxima do delito;
B mais justa e mais útil;
C mais rápida / mais justa;
D mais rápida e próxima / mais justa e útil;
E mais próxima / mais útil.

Algumas frases são construídas tendo por base outras já formuladas e conhecidas (intertextualidade); isso só NÃO ocorre em:

A Em dentadura dada não se olham os dentes;
B A justiça pode ser cega, mas não devemos fazê-la paralítica;
C Água mole em pedra dura tanto bate até que causa um rombo;
D A pressa é inimiga da refeição;
E Para mim, o verdadeiro valor é a prudência.

“Todos aqueles que devem deliberar sobre questões dúbias devem também manter-se imunes ao ódio e à simpatia, à ira e ao sentimentalismo”. A única substituição inadequada entre as propostas nas opções abaixo é:

A deliberar = decidir;
B dúbias = duvidosas;
C manter-se = tornar-se;
D imunes = isentos de;
E sentimentalismo = subjetivismo.

Machado de Assis escreveu certa vez sobre a justiça: “É claro que a justiça, sendo cega, não vê se é vista, e então não cora”. A forma oracional de gerúndio “sendo cega” poderia ser adequadamente substituída por:

A pois é cega;
B embora seja cega;
C a fim de ser cega;
D já que é cega;
E à medida que é cega.

A frase abaixo que NÃO se estrutura com base numa oposição é:

A A tortura é um meio seguro de absolver os criminosos robustos e condenar os fracos inocentes;
B Muitos primeiros virão a ser os últimos;
C A glória deve ser conquistada; a honra, por sua vez, basta que não seja perdida;
D Nenhuma lei se adapta igualmente bem a todos;
E Infeliz é aquele discípulo que não supera seu mestre