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Com o escopo de garantir às Defensorias Públicas dos Estados mecanismos que lhes possibilitem cumprir suas funções constitucionais, o ordenamento jurídico lhes assegurou autonomia funcional, administrativa e iniciativa para elaboração de sua proposta orçamentária. Nesse sentido, em matéria orçamentária, consoante dispõe a Lei Orgânica Nacional, as Defensorias Públicas Estaduais:

A têm suas propostas orçamentárias elaboradas pelo Chefe do Poder Executivo, atendendo aos limites definidos na lei de diretrizes orçamentárias, que as encaminhará aos respectivos Tribunais de Contas estaduais;
B podem realizar despesas que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, desde que previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais;
C recebem do Poder Executivo os recursos correspondentes às suas dotações orçamentárias próprias e globais, até o dia 5 (cinco) de cada mês ou outra data estabelecida na Constituição Estadual;
D expedem suas decisões orçamentárias próprias, fundadas em sua autonomia funcional e administrativa, obedecidas as formalidades legais, com eficácia limitada e executoriedade condicionada à concordância do Chefe do Poder Executivo;
E são submetidas à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Poder Executivo, mediante controle externo, em especial quanto à legalidade, legitimidade e aplicação de suas dotações e recursos.

Foi demandado a Cláudio, psicólogo da Defensoria Pública (DP), que desenvolvesse parecer para auxiliar na defesa em determinado processo envolvendo crianças acolhidas. O psicólogo questionou tal demanda, considerando que a defesa é atribuição do defensor público e que sua análise compreende o que for observado, ainda que favoreça a acusação. O questionamento do profissional é:

A inadequado, já que também se espera do psicólogo da DP que atue como assistente técnico;
B inadequado, já que se espera que o psicólogo atue como perito nomeado judicialmente;
C adequado, já que, quando há crianças envolvidas, deve-se atuar sempre para a permanência com a família;
D adequado, já que o que se espera do psicólogo da DP é a intervenção extrajudicial;
E adequado, uma vez que o trabalho do psicólogo na DP consiste também em seleção de pessoal e RH.

A expressão “ideologia de gênero” passou a ser usada por setores conservadores da sociedade brasileira, embora não corresponda a nenhuma linha de pensamento, e sim a um slogan que tende a reafirmar valores morais tradicionais e negar a igualdade de direitos às mulheres e pessoas LGBTI+. Por sua vez, os estudos de gênero têm como objetivo mapear diferenças sociais entre gêneros e mostrar como surgem as desigualdades, jamais impor um estilo de vida. De acordo com o glossário proveniente desses estudos, se a pessoa se identifica com o gênero feminino apesar de ter sido biologicamente designada ao nascer como pertencente ao sexo masculino, e sente atração sexual e afetiva por pessoas do gênero feminino, ela é denominada:

A mulher trans homossexual;
B homem trans homossexual;
C homem trans heterossexual;
D agênero pansexual;
E não binário heterossexual.

A Síndrome de Alienação Parental (SAP), criada na década de 80 pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner, teve repercussão no Brasil, inspirando a criação da Lei nº 12.318/2010. Nesse contexto, analise os seguintes sintomas:

I. racionalizações fracas, absurdas ou frívolas para a depreciação do genitor alvo da alienação;

II. ambivalência afetiva em relação ao genitor alienado;

III. fenômeno do “pensador independente”. De acordo com o autor, a criança alienada pode apresentar o(s) sintoma(s) descrito(s) em:

A somente I;
B somente II;
C somente I e II;
D somente I e III;
E I, II e III.

A Defensoria Pública é instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe o exercício da assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado. De acordo com a Lei Orgânica Nacional da Defensoria Pública (Lei Complementar nº 80/94), dentre suas funções institucionais, destaca-se a de:

A exercer o controle externo da atividade policial, com o escopo de tutelar o interesse difuso da coletividade de viver em paz social;
B promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei, em favor de vítimas de crimes consideradas hipossuficientes;
C executar e receber as verbas sucumbenciais decorrentes de sua atuação, exceto quando devidas por quaisquer entes públicos, destinando-as ao aparelhamento da Defensoria;
D prestar atendimento interdisciplinar, por meio de órgãos ou de servidores de suas carreiras de apoio para o exercício de suas atribuições;
E oferecer orientação jurídica e exercer a defesa dos necessitados, na fase judicial, vedada a atuação para solução dos litígios na esfera extrajudicial.

Michelle, 20 anos, presa em flagrante com grande quantidade de drogas escondida nas roupas de sua filha Ana Júlia, 3 anos, foi, posteriormente, condenada a 5 anos de reclusão. Assim que a mãe foi presa, a criança foi encaminhada para uma entidade de acolhimento. Considerando o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, a reintegração familiar da menina poderá ser feita na forma de:

A adoção simples por pessoa com comprovados laços de consanguinidade e parentesco;
B adoção plena pelos progenitores maternos ou por tutores indicados pela genitora;
C guarda temporária por pretendentes habilitados do Cadastro Nacional de Adoção;
D permanência no abrigo no aguardo do cumprimento integral da pena de reclusão pela mãe;
E inserção em família extensa com quem ela tenha convivência e vínculos de afinidade e afetividade.

As Defensorias Públicas de diversos estados da União contam em seus quadros com a presença de psicólogos, que vêm contribuindo para um atendimento mais qualificado da população que recorre ao órgão. A atuação do psicólogo na Defensoria Pública pode se dar através de:

A decisões em ações para guarda e visitação de crianças;
B elaboração de prognóstico criminológico de reincidência e periculosidade;
C atuação em mediação para solução extrajudicial de conflitos;
D entrevistas investigativas com suspeitos de violência sexual contra crianças;
E fornecimento de laudos para a emancipação penal de adolescentes.

Na matriz criminológica positivista lombrosiana, entende-se o sujeito criminoso como:

A portador de patologias individuais;
B livre e moralmente responsável por suas ações;
C membro de um grupo social caracterizado pela subcultura da violência;
D exemplo do processo de criminalização das classes subalternas;
E elemento útil e necessário para o equilíbrio social.

A interdição é um mecanismo legal de natureza civil pertencente ao direito de família, mas que se reflete no campo das políticas públicas, entre as quais a de saúde mental. Nesse contexto, é recomendável que as pessoas interditadas que estejam sob internação psiquiátrica sejam desospitalizadas e, caso impossibilitadas de retornar às famílias de origem, dirigidas a dispositivos como, por exemplo, as residências terapêuticas. O conceito de território, proveniente da análise institucional, é valioso para esse campo de intervenção, e se define como:

A área geográfica sobre a qual determinado serviço se torna responsável;
B espaço físico delimitado pelas instituições que disciplinam o portador de sofrimento mental;
C imóvel que o sujeito habita, seja o hospital, seja a residência terapêutica;
D dispositivo de atendimento terapêutico em que devem ocorrer as sessões;
E espaço vivido e sistema com o qual o sujeito está familiarizado.

Aviso nº 45/SCT-PR Brasília, 27 de fevereiro de 1991. A Sua Excelência o Senhor Fabrício Miranda Ministro do Meio Ambiente Assunto: Seminário sobre economia de energia Esse é o início de um texto representativo da redação oficial. Sobre os componentes acima indicados, a única informação INCORRETA é:

A “Aviso” indica o tipo de expediente;
B 45 indica o número sequencial de produção no ano de 1991;
C SCT é a sigla do órgão expedidor;
D PR identifica o estado do destinatário;
E “Assunto” indica o conteúdo temático do texto.