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A notificação compulsória, no contexto da vigilância epidemiológica em saúde, é uma prática essencial para o controle de doenças e agravos. A respeito dela, pode-se afirmar que:

A deve ser realizada apenas em casos de surtos ou epidemias, não sendo necessária em situações isoladas ou para doenças endêmicas
B é uma prática obrigatória apenas para doenças com alta taxa de mortalidade e sua realização é de responsabilidade exclusiva dos profissionais médicos
C o não cumprimento da notificação compulsória por parte dos profissionais de saúde é uma prática aceitável, desde que o caso não represente risco significativo para a saúde pública ou para a comunidade
D é um instrumento legal que visa a identificar, monitorar e controlar doenças e agravos à saúde, sendo obrigatória para todos os profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e outros membros da equipe de saúde

Um paciente foi internado com diagnóstico de doença transmissível e está em precaução respiratória. Considerando as normas de segurança para o controle de infecções e a correta paramentação do profissional de saúde, a ordem correta para o processo de paramentação antes de atender o paciente corresponde a:

A colocar avental, máscara N95, luvas e, por último, protetor ocular
B colocar luvas, avental, máscara N95 e, por último, protetor ocular
C colocar máscara N95, avental, luvas e, por último, protetor ocular
D colocar avental, protetor ocular, máscara N95 e, por último, luvas

O leite humano é um alimento funcional e é considerado padrão ouro de alimentação infantil. Em relação à sua composição, é correto afirmar que:

A é composto por uma mistura dinâmica de lipídios, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, além de componentes bioativos, como anticorpos, fatores de crescimento e células imunológicas, os quais são essenciais para o desenvolvimento físico e imunológico do lactente
B possui uma concentração predominante de carboidratos, especialmente lactose, e é praticamente isento de lipídios e proteínas de alto valor biológico, sendo, assim, insuficiente para o crescimento adequado do lactente
C é constante ao longo da amamentação, com a quantidade de proteínas, lipídios e carboidratos sendo igual independentemente da idade do bebê ou da fase da amamentação
D é predominantemente influenciada pela dieta materna, sendo que a quantidade de componentes bioativos, como os anticorpos, se mantém constante, independentemente das condições de saúde da mãe ou do ambiente

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil, criado em 1973, tem sido um marco na política de saúde pública do país. É importante considerar seu impacto na redução das desigualdades sociais, principalmente a ampliação do acesso à imunização. Sobre as estratégias adotadas pelo PNI e suas implicações sociais, é correto afirmar que:

A a adoção de vacinas de difícil acesso e de alto custo pelo PNI restringiu a ampliação da cobertura vacinal para regiões mais pobres e periféricas, o que gerou um aumento das disparidades no acesso à imunização no Brasil
B o PNI foi decisivo na diminuição das desigualdades sociais, pois garantiu o acesso universal à vacinação, incluindo populações indígenas, rurais e periféricas, sendo crucial para a proteção da saúde pública em áreas de maior vulnerabilidade
C o PNI implantou a vacinação universal apenas em grandes centros urbanos, não conseguindo expandir significativamente a cobertura vacinal em áreas rurais e em populações vulneráveis, o que limitou seu impacto na redução das desigualdades sociais
D apesar do sucesso na introdução de novas vacinas, o PNI teve um efeito limitado na redução das desigualdades sociais, pois as campanhas de imunização não estavam adequadamente adaptadas às necessidades específicas das populações marginalizadas, como as comunidades quilombolas e as populações indígenas

O técnico de enfermagem deve estar atento aos sinais e aos sintomas de flebite em pacientes com acesso venoso periférico. Considerando os sinais clínicos e a conduta adequada, é correto afirmar que:

A a flebite é caracterizada por dor moderada, eritema discreto e edema local, sendo necessário apenas monitoramento do quadro e manutenção da infusão até o desaparecimento dos sintomas
B em caso de flebite, o técnico de enfermagem deve continuar a infusão intravenosa até que sinais claros de infecção sistêmica, como febre e calafrios, apareçam, para então realizar a retirada do cateter
C a flebite é caracterizada pela dor leve no local de inserção, acompanhada de leve vermelhidão e inchaço, sendo sufi ciente apenas a observação do quadro, sem necessidade de interrupção da infusão intravenosa
D os sinais de flebite incluem dor intensa, eritema, calor, edema, endurecimento da veia e, em alguns casos, presença de cordão visível ao longo da veia afetada. A conduta é suspender a infusão, remover o cateter e comunicar ao enfermeiro responsável para novas orientações

Durante um atendimento, foi solicitada a aferição da pressão arterial (PA) para verificar o estado hemodinâmico de um paciente de 5 anos. Após a verificação, a PA obtida foi de 115/75 mmHg. De acordo com os parâmetros de referência para a pressão arterial em crianças e a conduta de enfermagem, é correto afirmar que:

A a PA está dentro dos limites normais para a faixa etária da criança, portanto, o profissional deve documentar os resultados e continuar com a avaliação sem a necessidade de intervenções adicionais
B a PA está elevada para a faixa etária da criança, indicando hipertensão e o profissional deve proceder imediatamente com a administração de anti-hipertensivos, conforme orientação médica
C a PA está dentro da faixa normal para crianças dessa idade, mas o técnico deve repetir a medição em um intervalo de 30 minutos para confirmar os resultados, pois variações podem ocorrer em crianças pequenas
D a PA de 115/75 mmHg está ligeiramente elevada para uma criança de 5 anos e a equipe de enfermagem deve iniciar uma investigação detalhada sobre possíveis fatores contribuintes, como dieta e atividade física, antes de realizar novas avaliações ou intervenções

Um paciente de 25 anos deu entrada no hospital após sofrer queimaduras em aproximadamente 18% da sua superfície corporal. As queimaduras atingem a epiderme e a derme superficial, com presença de bolhas, dor intensa e eritema. O técnico de enfermagem, ao avaliar a extensão das queimaduras, deve adotar a conduta apropriada para o cuidado inicial do paciente. A afirmação que descreve corretamente a classificação da queimadura e os cuidados necessários para o manejo inicial desse paciente é:

A a queimadura é de segundo grau, com 18% da superfície corporal afetada, o que exige a administração de analgésicos e a reposição volêmica com solução de Ringer lactato, além de monitorar os sinais vitais e realizar curativos estéreis para evitar infecção
B o técnico de enfermagem deve classificar a queimadura como de terceiro grau e iniciar a reposição volêmica com solução salina isotônica, sem a necessidade de curativos, já que a extensão das queimaduras é menor que 20% da superfície corporal
C a queimadura é de primeiro grau, o que implica que a reposição volêmica não seja necessária; o técnico de enfermagem deve focar no controle da dor com analgésicos não opioides e orientar o paciente quanto ao cuidado domiciliar
D a queimadura é de segundo grau, mas como não ultrapassa 15% da superfície corporal, a reposição volêmica não é indicada; o técnico de enfermagem deve realizar curativos úmidos e administrar analgésicos opioides para controle da dor, sem necessidade de monitoramento dos sinais vitais

Com base nas diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Resolução RDC nº 36/2013 da ANVISA, a ação mais eficaz para minimizar os riscos de eventos adversos em ambientes hospitalares, considerando as práticas recomendadas para a segurança do paciente e os papéis dos profissionais de saúde, é:

A a implementação de uma rotina de identificação verbal do paciente antes de procedimentos invasivos pode ser considerada sufi ciente para garantir a segurança, dispensando o uso de identificação por pulseira, especialmente em casos de urgência
B a priorização de protocolos de comunicação e a utilização de sistemas de verificação de medicamentos podem ser realizadas apenas em serviços de maior complexidade, uma vez que os protocolos são mais eficazes em ambientes com maior volume de pacientes
C a monitorização constante da segurança do paciente deve ser realizada somente após a ocorrência de eventos adversos, para garantir que as ações corretivas sejam efetivas e que os erros não se repitam, sem necessidade de estratégias preventivas contínuas
D a padronização de procedimentos e o uso de checklists de segurança, incluindo a verificação da identificação do paciente, a conferência de medicamentos e a correta realização de procedimentos, são fundamentais e devem ser sistematicamente aplicados por todos os membros da equipe, independentemente da gravidade do quadro do paciente

Um paciente de 72 anos foi internado devido a uma desidratação severa e está utilizando uma sonda vesical para drenagem urinária. O técnico de enfermagem observa que, ao realizar a monitoração da urina, o volume urinário está abaixo de 30 ml/hora nas últimas 6 horas, e a urina apresenta coloração escura, com um aspecto turvo. Na situação descrita, a conduta do técnico de enfermagem deve ser:

A considerar a alteração na cor e no volume da urina como um sinal esperado de desidratação e continuar a monitorar a sonda sem necessidade de intervenção adicional
B aumentar a quantidade de líquidos infundidos via intravenosa e, se o volume urinário não normalizar, deve realizar a remoção da sonda vesical para verificação do problema
C a coloração escura e o volume urinário reduzido indicam possível desidratação ou insuficiência renal, e o técnico de enfermagem deve alertar imediatamente a equipe médica, manter a hidratação do paciente e, se necessário, verificar a perviedade da sonda
D a alteração na coloração escura e no volume urinário é um sinal comum de infecção urinária, e o técnico de enfermagem deve iniciar a administração de antibióticos de amplo espectro enquanto aguarda o resultado dos exames laboratoriais

Em uma unidade de saúde de uma cidade de médio porte, um enfermeiro está conduzindo um estudo epidemiológico sobre a ocorrência de doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos. Durante um período de 12 meses, ele registra 120 casos de doenças respiratórias entre 1.000 crianças dessa faixa etária cadastradas na unidade de saúde. Com base nesse cenário, a medida epidemiológica mais adequada para descrever a proporção de crianças que apresentaram doenças respiratórias durante o ano é:

A incidência, pois reflete o número de novos casos de doenças respiratórias entre as crianças durante o período de estudo
B taxa de mortalidade, pois indica o número de óbitos em crianças menores de 5 anos por doenças respiratórias no período
C prevalência, pois descreve a proporção de crianças que apresentaram doenças respiratórias em relação ao total de crianças da população durante o período de estudo
D risco relativo, pois compara a ocorrência de doenças respiratórias em diferentes grupos de crianças com características diferentes, mas suscetíveis aos mesmos determinantes