QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
914 questões encontradas

Os incidentes relacionados ao uso da talidomida na década
de 1960 estimularam a implantação de iniciativas, tais
como a(o)

A Farmacovigilância
B Vigilância Epidemiológica
C Notificação Voluntária
D busca ativa de dados
E emprego do método NNISS

Ao ser submetida ao exame clínico, uma paciente apresentou
midríase, e o médico prescreveu um medicamento
para reveter esse quadro.

Em qual mucosa o técnico de enfermagem deve administrar
a medicação prescrita?

A Oral
B Nasal
C Vaginal
D Auditiva
E Ocular

A classificação das unidades hospitalares, de acordo com
o tipo de assistência, estrutura física e porte, implica planejamento
e organização dos serviços assistenciais, dentre
os quais o de Enfermagem.

Quantos leitos tem que ter um hospital classificado como
de porte especial?

A Menos de 40
B 100
C 200
D 450
E Igual ou superior a 500

Um trabalhador sofreu traumatismo raquimedular que provocou,
além de paralisia dos músculos intercostais e abdominais,
dificuldade respiratória importante e tetraplegia.
Qual é a área da coluna vertebral de ocorrência de tal
trauma ou lesão?

A Cervical
B Torácica
C Lombar
D Sacral
E Coccígea

A atelectasia é uma das complicações do período pós-
-operatório imediato na sala de recuperação pós-anestésica.

Essa complicação apresentada pelo paciente pode ser
identificada quando é feita a observação contínua de enfermagem
em relação à

A função respiratória
B função cardiovascular
C estado de consciência
D atividade motora
E coloração
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

Das palavras acentuadas (todas retiradas do Texto III)
história , camponês , construísse e impossível , quais
recebem acento em razão da mesma norma ortográfica?

A Apenas duas, história e construísse , por serem
paroxítonas terminadas em vogal.
B Apenas duas, construísse e impossível , por terem a
mesma vogal tônica.
C Três delas, história , construísse e impossível , por
serem proparoxítonas.
D Apenas duas, história e camponês , por serem substantivos.
E Nenhuma delas, pois as quatro palavras recebem
acento em razão de normas ortográficas diferentes.
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

No poema citado pelo autor no Texto III, emprega-se a palavra conta com vários sentidos.

O contexto no qual ela figura em uma expressão que significa “realizar uma operação aritmética” é o seguinte:

A “Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?” (l. 35)
B “Não quis, sobrando tempo, fazer conta.” (l. 38)
C “Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,” (l. 40)
D “Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo” (l. 43)
E “Quando o tempo chegar de prestar conta,” (l. 44)
Texto associado
Texto II

Quando eu for bem velhinho — continuação 1

Era um menino quando meu coração gravou
essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de
passar pela minha calçada, eu, velhinho, apenas vi
o bloco passar. Algo me diz que cada um de nós
5 pertence a muitos blocos. Uns nos são impostos;
outros, como os de carnaval, são escolhidos. Dir-
se-ia que os blocos impostos são opressivos e
obrigatórios — como a casa, os irmãos, a escola e
até mesmo o país, a etnia e o gênero; ao passo que
10 os escolhidos, como o bloco de carnaval figurado
nesta música, são marcados por liberdade. Há
uma verdade nisso, mas há também a ilusão que
o carnaval brasileiro representa muito bem. É que
o escolhido e o obrigatório também se confundem,
15 pois muito do que é “escolhido” é determinado por um
“obrigatório” vivido com mais ou menos intensidade.
Há quem transforme escolha em obrigação e quem
faça o justo oposto, diz o meu lado cinzento como
esta quarta-feira, outrora santificada — hoje parte
de um longo e fantasioso feriado.

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

Considere-se a seguinte passagem do Texto II: “Dir-se-ia que os blocos impostos são opressivos e obrigatórios” (l. 6-8).

A classe da palavra impostos no trecho acima é a mesma da palavra destacada em:

A O Congresso debateu muito, mas autorizou o aumento do imposto de renda.
B Muitas pessoas se impressionam com qualquer estilo imposto pela mídia.
C A enfermeira chegou logo a seguir de um grito esganiçado que foi imposto pelo futuro pai.
D A mudança da moda é o imposto que a indústria do pobre lança sobre a vaidade do rico.
E O padre tinha imposto uma pesada penitência àquele infeliz pecador.