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As medidas de risco e as estratégias de hedge desempenham papéis fundamentais na gestão de carteiras de investimentos e na mitigação de riscos associados a movimentos adversos do mercado. Desse modo, é correto afirmar que:

A o Value at Risk (VaR) e o Expected Shortfall (ES) calculam a perda máxima esperada com base na distribuição normal padrão, mas o ES amplia a análise, pois considera como ajuste as variações na volatilidade implícita das opções constantes na carteira;
B uma estratégia de hedge delta-gama só é aplicável a carteiras que contêm exclusivamente opções de venda ( puts ), pois as opções de compra ( calls ) são naturalmente protegidas contra mudanças no preço do ativo subjacente (delta dinâmico);
C testes de estresse são considerados redundantes quando o backtesting do VaR mostra resultados consistentemente precisos, pois esse resultado indica que a estratégia de hedge e as medidas de risco são inerentemente robustas sob todas as condições de mercado;
D estratégias de hedge que utilizam opções devem ser ajustadas em resposta a mudanças na volatilidade implícita, pois ela afeta diretamente o prêmio das opções e pode sinalizar uma alteração na expectativa de mercado quanto à volatilidade futura do ativo subjacente;
E implementar um hedge delta-gama é menos eficaz do que estratégias de hedge baseadas unicamente no delta, pois, para zerar o gama de uma carteira, aumenta-se desnecessariamente a complexidade da estratégia, sem oferecer benefícios tangíveis em termos de redução de risco, já que o gama é uma variação de segunda ordem.

Uma empresa S.A. não elaborou as demonstrações financeiras referentes aos exercícios sociais em 2022 e 2023 e também não elaborou as demonstrações financeiras trimestrais que serviriam como base ao preenchimento dos formulários ITR de 2022 (2º e 3º) e de 2023 (1º, 2º e 3º). Considerando as informações apresentadas e os preceitos da Lei nº 6.404, o analista da CVM identificou que a elaboração das demonstrações financeiras era de responsabilidade do(a):

A conselho de administração;
B conselho fiscal;
C comitê de auditoria;
D diretoria;
E contador.

Uma empresa S.A. celebra um contrato de um ano no qual o cliente recebe um telefone e um plano de dados por um preço de R$ 350,00 mensais. O telefone pode ser adquirido individualmente pelo preço de R$ 3.000,00 e a empresa oferece um plano de 12 meses sem telefone que inclui o mesmo nível de dados por um preço de R$ 150,00 mensais, fornecendo evidências observáveis desse padrão. Considerando as informações apresentadas, o analista da CVM identificou que a empresa deve alocar:

A R$ 4.800,00 para o plano de dados;
B R$ 3.000,00 para o celular e R$ 4.200,00 para o plano de dados;
C R$ 2.625,00 para o celular e R$ 1.575,00 para o plano de dados;
D R$ 3.000,00 para o celular e R$ 1.800,00 para o plano de dados;
E R$ 2.625,00 para o celular e R$ 1.800,00 para o plano de dados.

Uma empresa S.A. constrói uma fábrica de produtos químicos com vida útil de 30 anos. As leis ambientais exigem que a empresa desmonte a planta no final de sua vida útil, e a estimativa a valor presente dessa remoção é de R$ 500 milhões. A instalação e os testes da nova fábrica de produtos químicos da empresa resultam na contaminação do solo da fábrica. A empresa será obrigada a limpar a contaminação causada pela instalação quando a fábrica for desmontada; para essa tarefa a estimativa a valor presente é de R$ 350 milhões. Além disso, haverá danos contínuos ao meio ambiente pelas emissões de poluentes ao longo da vida operacional da fábrica durante a produção dos estoques; a estimativa de recuperação dos danos a valor presente é de R$ 250 milhões. Considerando as informações apresentadas, o analista da CVM identificou que a empresa reconheceu:

A uma provisão para custos de desmontagem e a contrapartida no custo do imobilizado fábrica no total de R$ 850 milhões e divulgou em nota explicativa um passivo contingente de R$ 250 milhões;
B uma provisão para custos de desmontagem e a contrapartida no custo do imobilizado fábrica no total de R$ 850 milhões;
C uma provisão para custos de desmontagem e a contrapartida no custo do imobilizado fábrica de R$ 1,1 bilhão;
D uma provisão para custos de desmontagem na DRE e a contrapartida no passivo de R$ 850 milhões;
E uma provisão para custos de desmontagem na DRE e a contrapartida no passivo de R$ 1,1 bilhão.

Uma empresa S.A denominada A possui 20% da empresa S.A. denominada B e classificada como coligada. Durante 2024, a empresa A vendeu para a empresa B, por R$ 150 mil, mercadorias que custaram R$ 50 mil. Na data de encerramento das demonstrações contábeis em 2024, esse estoque entre empresas não havia sido vendido pela coligada para terceiros. Durante 2025, a coligada vendeu o estoque para terceiros. Considerando as informações apresentadas e 34% de tributos, a empresa investidora:

A reconheceu um lucro de R$ 30.000,00 em 2025;
B reconheceu um lucro de R$ 150.000,00 em 2025;
C excluiu um lucro não realizado de R$ 13.200,00 na DRE em 2024;
D excluiu um lucro não realizado de R$ 20.000,00 na DRE em 2024;
E excluiu das receitas R$ 20.000,00, R$ 10.000,00 dos custos e R$ 30.000,00 dos investimentos em coligada em 2024.

Uma empresa S.A. opera um programa de fidelização de clientes em sua loja, recompensando os clientes com 1 ponto a cada R$ 2,58 gastos. Cada ponto pode ser resgatado pelo valor em dinheiro de R$ 1,00 em compras futuras durante os seis meses seguintes. Nenhum outro desconto ou abatimento é oferecido pela empresa aos clientes. A partir disso, clientes compraram produtos na loja totalizando R$ 258.000,00 e ganharam 100.000 pontos resgatáveis em compras futuras na loja. A empresa estima, com alta probabilidade com base em experiência passada, que os clientes resgatem 95% dos pontos. O preço de venda individual dos produtos vendidos aos clientes sem pontos é de R$ 258.000,00. A taxa de juros do período de 6 meses é de 10%. Considerando as informações apresentadas e os preceitos do CPC 47, o inspetor da CVM identificou que a alocação dos preços será de:

A R$ 213.750,00 aos produtos e R$ 64.125,00 aos pontos;
B R$ 213.750,00 aos produtos e R$ 71.250,00 aos pontos;
C R$ 213.750,00 aos produtos e R$ 85.500,00 aos pontos;
D R$ 285.000,00 aos produtos e R$ 85.500,00 aos pontos;
E R$ 285.000,00 aos produtos e R$ 95.000,00 aos pontos.

Uma empresa S.A. possui uma propriedade classificada como propriedade para investimento. Em 31 de outubro de 2024, a empresa altera a intenção de uso e decide utilizar a propriedade como sede administrativa devido a uma expansão de seus negócios. Em 31 de dezembro de 2024, a empresa inicia a reforma para uso próprio; nesse momento, os construtores estão no local realizando os trabalhos de reforma com vista à ocupação pela empresa. Em 31 de março de 2025, a reforma é encerrada e, em 30 de abril, a sede da empresa e seus funcionários começam a utilizar a propriedade. Em 30 de junho de 2025, a empresa reclassifica, para a divulgação trimestral, a propriedade para investimento como imobilizado. Considerando as informações apresentadas e os preceitos do CPC 28, o inspetor da CVM identificou que a empresa deveria ter reclassificado a propriedade em:

A 31 de outubro de 2024;
B 31 de dezembro de 2024;
C 31 de março de 2025;
D 30 de abril de 2025;
E 30 de junho de 2025.

Uma empresa S.A. denominada X construiu uma nova usina de combustível renovável, que entrou em operação em 1º de janeiro de 2024. O custo total para construir a usina foi de R$ 1.500 milhões. A vida útil estimada da planta é de 20 anos. O valor contábil inicial da usina incluía um valor presente de R$ 100 milhões para desmantelamento, que foi determinado utilizando-se uma taxa de desconto de 10% a.a. Em 31 de dezembro de 2024, a empresa X remensurou a provisão de desmantelamento a valor presente para R$ 130 milhões. Considerando as informações apresentadas e um lançamento anual, a empresa registrou as seguintes contabilizações em 31 de dezembro de 2024:

A Débito: Depreciação R$ 75 milhões Crédito: Depreciação acumulada R$ 75 milhões Débito: Imobilizado (Ativo) R$ 30 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 30 milhões;
B Débito: Depreciação R$ 80 milhões Crédito: Depreciação acumulada R$ 80 milhões Débito: Imobilizado (Ativo) R$ 30 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 30 milhões;
C Débito: Depreciação R$ 75 milhões Crédito: Depreciação acumulada R$ 75 milhões Débito: Despesa com Provisão (DRE) R$ 20 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 20 milhões;
D Débito: Depreciação R$ 75 milhões Crédito: Depreciação acumulada R$ 75 milhões Débito: Despesa de juros (DRE) R$ 10 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 10 milhões Débito: Imobilizado (Ativo) R$ 20 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento R$ 20 milhões;
E Débito: Depreciação R$ 80 milhões Crédito: Depreciação acumulada R$ 80 milhões Débito: Despesa de juros (DRE) R$ 10 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 10 milhões Débito: Despesa com Provisão (DRE) R$ 20 milhões Crédito: Provisão para desmantelamento (Passivo) R$ 20 milhões.

Uma empresa S.A. denominada Alfa vende sua controlada integral Beta para sua coligada (30%) Gama. O valor contábil dos ativos líquidos de Beta, nas demonstrações financeiras consolidadas de Alfa, na data da venda, é de R$ 5.500, e Beta não possui participação de acionistas não controladores. O preço de venda é R$ 9.000, que é também o justo valor de Beta. Levando-se em conta as informações apresentadas e considerando que a empresa adota a política contábil do CPC 18, a empresa Alfa registrou, corretamente, os seguintes lançamentos de transação de venda e de eliminação subsequente, respectivamente:

A Débito: Caixa 9.000 Crédito: Investimento em Beta 5.500 Crédito: Ganho na venda (DRE) 3.500 e Débito: Ganho na venda (DRE) 3.500 Crédito: Investimento em coligadas (BP) 3.500;
B Débito: Caixa 9.000 Crédito: Investimento em Beta 5.500 Crédito: Ganho na venda (DRE) 3.500 e Débito: Ganho na venda (DRE) 2.700 Crédito: Investimento em coligadas (BP) 2.700;
C Débito: Caixa 9.000 Crédito: Investimento em Beta 5.500 Crédito: Ganho na venda (DRE) 3.500 e Débito: Ganho na venda (DRE) 1.050 Crédito: Investimento em coligadas (BP) 1.050;
D Débito: Caixa 9.000 Crédito: Ganho na venda (ORA) 9.000 e Débito: Ganho na venda (ORA) 2.700 Crédito: Investimento em coligadas (BP) 2.700;
E Débito: Caixa 9.000 Crédito: Ganho na venda (ORA) 9.000 e Débito: Ganho na venda (ORA) 1.050 Crédito: Investimento em coligadas (BP) 1.050.

De acordo com a Resolução CVM nº 182/2023, que dispõe sobre certificados de depósito emitidos no Brasil com lastro em ações, certificados de depósito de ações ou em valores mobiliários representativos de dívida emitidos no exterior (BDR), é correto afirmar que:

A na modalidade não patrocinado, o programa de BDR pode ser instituído por três ou mais instituições depositárias;
B em cada programa de BDR, os valores mobiliários que servem como lastro para os BDR devem pertencer a uma única espécie e classe;
C na modalidade patrocinado, o programa de BDR deve ser instituído por duas instituições depositárias, contratadas pelo patrocinador;
D um programa de BDR patrocinado pode vigorar simultaneamente a um programa não patrocinado de BDR com lastro em até dois valores mobiliários da mesma espécie;
E o programa de BDR classificado no nível I é sempre na modalidade patrocinado, sendo uma de suas características a dispensa de registro do emissor na CVM, ressalvada a hipótese de BDR com lastro em valores mobiliários representativos de dívida emitidos por emissores brasileiros.