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A geração de Modelos Digitais de Superfície se verifica em duas etapas distintas, que consistem na amostragem ou aquisição dos pontos amostrais e na interpolação ou geração do modelo propriamente dito. Uma das fontes de dados mais frequentemente utilizadas na amostragem são as curvas de isovalor do atributo (tema) a ser modelado devido à grande quantidade de amostras passíveis de coleta. Ao se realizar uma coleta digital a partir de isoípsas, independentemente por técnica vetorial ou matricial, automática ou manual, o espaçamento ideal a ser obtido por generalização cartográfica entre os pontos amostrais deve ser:

A igual à distância média entre a isolinha considerada e suas vizinhas;
B igual ao erro gráfico na escala de representação dos dados independentemente do relevo;
C menor em terrenos planos do que movimentados para caracterizar a pequena variação do relevo;
D maior em terrenos acidentados do que em planos devido à declividade acentuada;
E maior que a equidistância vertical representada na fonte dos dados.

Dados geográficos são definidos por 3 componentes: posição espacial, atributos relacionados e temporalidade (da posição ou de algum atributo). Assim, tendo sido convidado a integrar uma equipe de projeto para desenvolvimento de um SIG, cujo objetivo é monitorar a linha de costa em uma região de implantação de um molhe e um porto, em uma das reuniões para definição dos requisitos o engenheiro cartógrafo propôs a adoção do modelo mais simples ?Tempo como Atributo?. Durante as considerações, a maioria dos profissionais da área:

A concordou, porque esse modelo requer apenas a criação de novos campos (um ou mais) com o atributo temporal e permite que as feições possam ser incluídas e excluídas. Nessa abordagem as feições lineares e pontuais são vetorizadas apenas uma vez, eliminando redundâncias;
B concordou, porque esse modelo prevê a criação de cinco tabelas (1-atributos, 2-geometria, 3-tempo, 4-evento, 5-versão ativa) organizadas em três níveis de acesso (1-tabelas de atributos e geometria, 2-tabelas do tempo e dos eventos, 3-tabela da versão ativa);
C discordou e propôs o Modelo dos Três Domínios, porque nesse é criada uma tabela para cada componente geográfica (posição, atributos e tempo) e uma quarta tabela, que faz as ligações dessas três através das chaves primárias, em registros que as relacionam, de modo a compor o objeto;
D discordou e propôs o Modelo Date-Stamping ou Time-Stamping, porque se baseia no espaço contínuo subdividido em regiões cujas modificações são armazenadas nos diversos instantes de tempo. A cada alteração da feição essa é segmentada, tornando-se um objeto com histórico distinto;
E discordou e propôs o Modelo dos Compostos-Temporais, porque nessa abordagem as linhas e pontos são vetorizados apenas uma vez, apesar da desvantagem de ser necessária a criação de nova topologia a cada alteração.

As Redes Geodésicas tiveram uma evolução, passando do estado passivo para o estado ativo. Considerando os dois tipos de rede, é correto afirmar que:

A as redes ativas devem ter prioridade de uso em relação às redes passivas;
B as redes ativas são de uso mais complexo, pois apresentam dificuldade aos usuários na ocupação das estações que as compõem;
C as redes passivas facilitam o processamento das observações, pois erros são eliminados quando da ocupação das suas estações;
D não existe diferença no uso das redes, pois ambas são de natureza geodésica;
E o emprego das redes ativas exige, por parte dos usuários, mais equipamentos do que as redes passivas.

Podem ser identificadas como dificuldades à realização de campanhas com objetivos de Reambulação:

A informações conflitantes para as denominações de um mesmo elemento geográfico e problemas com pronúncias regionais, regionalismos e grafia;
B falta de informantes e garantia de longas e caras campanhas para esclarecer as dúvidas sobre as feições geográficas;
C acesso a áreas remotas a pé ou de moto e facilidade de acesso às áreas geográficas de trabalho;
D informações conflitantes para as denominações de um mesmo elemento geográfico e garantia de longas e caras campanhas para esclarecer as dúvidas sobre as feições geográficas;
E problemas com pronúncias regionais, regionalismos e grafia e facilidade de acesso às áreas geográficas de trabalho.

O processo de construção de dados espaciais atualmente tem forte componente digital. O processo fotogramétrico não poderia ser diferente. Dentre as diversas fases que constituem todo esse processo, tem relevância a de Restituição Digital. Nesse sentido, é correto afirmar sobre a Restituição Digital que:

A é uma fase com restrições, pois como as imagens são bidimensionais, a restituição ficará restrita ao espaço 2D;
B a fase de georreferenciamento das imagens digitais elimina a fase de fototriangulação, pois através dela as imagens já se encontram associadas ao sistema terrestre;
C a construção de modelos digitais de superfície e a ortorretificação das imagens são possíveis depois da execução da Restituição Digital;
D o cálculo da paralaxe estereoscópica é fundamental para sua execução;
E por ser um processo totalmente digital, não necessita realizar as fases de orientação interior e exterior.

Em um levantamento com tecnologia GLONASS, foram utilizados simultaneamente 4 rastreadores, coletando dados simultaneamente em 4 estações a terem suas coordenadas determinadas. Para o levantamento, foi usada uma estação da RBMC como estação de coordenadas conhecidas. Foram feitas 5 sessões de rastreamento, sendo que em cada sessão todas as estações foram ocupadas. De acordo com essas informações, indique o número total de linhas de base levantadas, o número de linhas de base independentes e, se todas as estações têm o mesmo número de ligações, o número de ligações em cada estação:

A 75; 50; 12;
B 75; 20; 8;
C 75; 12; 8;
D 50; 20; 12;
E 50; 20; 8.

O IBGE disponibilizou o ProGriD - sistema computacional que efetua a conversão de coordenadas entre diferentes Sistemas Geodésicos usados oficialmente no Brasil para o SIRGAS. Nesse contexto, a razão de existir mais de uma opção para a conversão dos Sistemas SAD 69 e Córrego Alegre é:

A diferenciar a aplicação para dados digitais e convencionais;
B diferenciar as diferentes materializações para os sistemas;
C diferenciar o uso científico do uso de engenharia;
D proporcionar cálculos com precisões diferentes;
E tornar o uso do sistema mais seletivo.

A Semiologia Gráfica preconiza níveis de medida ou organização para os dados a serem representados, que são: Nominal - Ordinal - Intervalo/Razão. Um engenheiro cartógrafo recebeu um conjunto de dados econômicos informando o valor do PIB per capita de cada município de um determinado estado brasileiro, nesse caso, é possível construir uma representação generalizada com medida Nominal, pois:

A classes ordenadas não podem ser consideradas como classes distintas;
B classes qualitativas não podem ser consideradas como similares;
C dados quantitativos podem ser considerados em classes ordenadas;
D dados qualitativos são naturalmente ordenados;
E dados ordenados podem ser avaliados quantitativamente.

Ao conduzir uma generalização da rede hidrográfica no Pantanal Matogrossense, com rios muito extensos e cheios de meandros, o engenheiro cartógrafo estabeleceu que seria necessária uma redução de cerca de 30% na quantidade de pontos. Entre os vários algoritmos disponíveis, encontra-se o de Douglas-Peucker, considerado padrão de comparação por diversos autores. Mesmo assim, o engenheiro cartógrafo decide não utilizar esse algoritmo clássico porque:

A provoca grande distorção na feição (deslocamento do eixo);
B mantém poucos pontos críticos (estrutura da linha);
C não preserva o grau de complexidade em termos das dimensões fractais;
D apesar das vantagens, ele não trata a feição globalmente;
E ao se adotar uma grande tolerância, podem surgir erros topológicos.

Vários são os modelos geométricos que podem ser usados para representar a Terra, como, por exemplo, o plano, a esfera, o elipsoide de revolução (ou esferoide) e, ainda sem aplicação prática, o elipsoide escaleno. Sobre o possível relacionamento entre esses modelos, é correto afirmar que:

A o esferoide representa o Equador como um círculo;
B para fins práticos, o modelo esférico tem de circunscrever os modelos elipsódicos;
C os valores de comprimento no Equador para o modelo plano e para o esferoidal são iguais;
D tanto o esferoide quanto o elipsoide escaleno apresentam, para toda a superfície, o mesmo valor de área;
E os valores entre o modelo plano e o modelo esférico só se diferenciam quando os pontos não se encontram sobre a superfície.