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Infecções da ferida cirúrgica são comuns mas podem ter um impacto significativamente negativo sobre a saúde do paciente. Sobre os fatores que influenciam a gravidade da ferida cirúrgica , assinale a afirmativa correta.

A A ocorrência de infecção da ferida cirúrgica é maior quando o procedimento cirúrgico é mais longo.
B A infecção da ferida cirúrgica manifesta-se em, no máximo, 15 dias após o procedimento cirúrgico.
C A administração profilática de antibióticos concomitantemente à cirurgia deve ser evitada.
D A infecção da ferida cirúrgica ocorre a partir do momento em que o paciente é submetido ao procedimento, não tendo relação com infecções anteriores ao momento da admissão.
E A infecção de sítio cirúrgico classificada como incisional superficial envolve a pele, subcutâneo e músculos.

As vitaminas são micronutrientes essenciais na dieta e devem ser fornecidas na medida ideal de modo a não acarretar problemas devido à sua deficiência e nem ao seu excesso no organismo. Sobre a deficiência de vitaminas , assinale a afirmativa correta.

A A cegueira noturna é um sinal inconfundível de deficiência em vitamina A.
B A deficiência de vitamina D está associada à hipercalcemia e à paralisia.
C A deficiência de vitamina E é caracterizada por sintomas neurológicos.
D Fraqueza muscular e problemas reprodutivos são os principais sinais da deficiência de vitamina K.
E A deficiência de vitaminas B12 é caracterizada pelo aparecimento de dermatites.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. Mesa farta A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida. Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá. O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas. A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares. O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier. Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição. Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere , ter gosto. (Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado) * Dante Alighieri, escritor italiano.

O texto “Mesa farta” é do tipo

A narrativo e enumera os conflitos sociais decorrentes da escassez de alimentos.
B expositivo e evidencia o embate entre estudiosos dos hábitos alimentares.
C injuntivo e questiona a validade do poder curativo de certos alimentos.
D expositivo e apresenta fatos históricos de forma cronológica.
E injuntivo e dá prioridade ao emprego de verbos no modo imperativo.