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A recomendação sobre a conservação dos bens culturais ameaçados pela execução de obras públicas ou privadas constitui um documento resultante da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas em sua 15a sessão, realizada em Paris em 1968. Esse documento institui, entre outros, o seguinte princípio geral:

A as medidas de preservação dos bens culturais deveriam se limitar a determinados monumentos e sítios de reconhecido valor cultural e não se estender à totalidade do território do Estado;
B Inventários atualizados de bens culturais importantes deveriam ser mantidos, independentemente se de procedência pública ou privada, desde que fossem protegidos por lei;
C A importância relativa dos bens culturais deveria ser levada em conta, para assegurar a preservação do conjunto de um sítio, de um monumento ou de outros tipos de bens culturais imóveis contra os efeitos das obras públicas privadas;
D As medidas destinadas a preservar ou a salvar os bens culturais deveriam ter caráter preventivo e não corretivo, de modo a salvaguardar esses bens antes de serem devolvidos ou transladados;
E Os bens culturais importantes que tenham sido trasladados para evitar sua destruição por obras públicas ou privadas deveriam ser reinstalados em sítio com características distintas de sua implantação primitiva, a fim de resguardar a autenticidade de cada sítio em que foram instalados.

O arquiteto utilizou o comando HATCH para inserir hachuras no desenho de uma planta baixa. Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir.

I. A área a ser hachurada não precisa ter os limites bem definidos, podendo apresentar algumas falhas, porque o próprio comando a definirá com precisão;

II. O comando HATCH se encarrega de achar a moldura automaticamente, por isso a região a ser hachurada não precisa ser totalmente fechada, podendo, inclusive, ter aberturas nos cantos;

III. Um layer deve ser criado para as hachuras, de forma que poderá especificar uma cor diferente do desenho para elas e imprimir com outra espessura de caneta. Está correto somente o que se afirma em:

A I;
B II;
C III;
D I e II;
E II e III.

Durante a elaboração de um contrato, o arquiteto apresentou as regras referentes às obrigações para com o contratante, de acordo com o Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas instituído pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Uma regra apresentada foi a de que o arquiteto e urbanista deve:

A recusar-se a receber, sob qualquer pretexto, honorário, provento, comissão, gratificação ou vantagem oferecidos pelos fornecedores de insumo de seus contratantes, exceto no caso de presente de qualquer natureza;
B manter sigilo sobre os negócios confidenciais de seus contratantes, relativos à prestação de serviços profissionais contratados, mesmo que tenha consentimento prévio formal do contratante;
C assumir serviços profissionais somente quando considerar que, pelo menos, 80% (oitenta por cento) dos recursos materiais e financeiros necessários estão adequadamente definidos e disponíveis para o cumprimento dos compromissos a firmar com o contratante;
D discriminar, nas propostas para contratação de seus serviços profissionais, as informações e especificações necessárias, de modo a informar corretamente os contratantes sobre o objeto do serviço, resguardando-os contra estimativas e honorários inadequados;
E manter seus contratantes informados sobre o progresso da prestação dos serviços profissionais executados em seu benefício, obrigatoriamente, no início e ao término desses serviços, mesmo que não seja solicitado.

Quando analisadas sob o ponto de vista dos sistemas dos espaços livres públicos e de sua qualificação, as Soluções Baseadas na Natureza (SBN) podem ser verificadas nos projetos implantados de parques, praças e demais categorias de espaços urbanos. De acordo com suas linhas de concepção e projeto, há diversos tipos de parques, que podem ser encontrados em diferentes cidades do Brasil. De forma geral, classificam-se os espaços em parques ecléticos, modernos e contemporâneos, tomando-se como base a estrutura formal, o programa, o arranjo espacial, a utilização pelas pessoas, os equipamentos e o tratamento com vegetação. Nesse sentido, no Brasil, um parque de concepção contemporânea, quando atende a preceitos ecológicos de preservação ambiental, responde também aos preceitos das SBN, apresentando como principais características o fato de ser

A contemplativo, ordenado de forma geométrica, idealizado para as pessoas circularem em cenário concebido, de modo a criar uma paisagem de recreação passiva, alheia à realidade do entorno, e que pode conter vegetação de origem nativa entremeada à vegetação de origem exótica.
B recreativo, pouco geometrizado, concebido para as pessoas exercerem atividades esportivas e culturais, de forma a usufruir uma paisagem de recreação ativa, sem preocupação marcante com o entorno, com relevante cobertura vegetal de origem nativa ou de origem exótica.
C estruturalista, ordenado por plasticidade marcante, projetado para as pessoas usufruírem ambientações distintas, com ou sem recreação ativa, com maior integração ao entorno, podendo contar com elementos de água e com vegetação predominantemente de origem nativa.
D modernista, com pisos tratados e programa recreativo, voltado ao uso de extensos gramados pelas pessoas, de forma a usufruir ambientes com sofisticados elementos arquitetônicos, não necessariamente integrados ao entorno, e com vegetação mesclada entre espécies nativas e exóticas.
E formalista, ordenado geometricamente com exuberante cobertura vegetal, de origem nativa ou exótica, destinado à contemplação pelas pessoas, com monumentos e equipamentos sofisticados de lazer, não necessariamente conectados com seu entorno.

O desenvolvimento de um projeto arquitetônico de edificações prevê etapas, cuja sequência e cuja abrangência permitem o dimensionamento do tempo e o escopo das atividades a serem desenvolvidas, possibilitando o cálculo adequado da remuneração básica dos serviços a serem contratados. Tal cálculo vai embasar propostas profissionais a serem elaboradas pelos arquitetos e urbanistas, além de viabilizar a montagem de cronogramas físico-financeiros que fundamentam esse cálculo. Nesse sentido, o projeto de aprovação é caracterizado como a(o)

A fase complementar de projeto que se desenvolve concomitantemente à etapa de execução da obra arquitetônica.
B subfase da etapa de anteprojeto, constituindo a configuração técnico-jurídica da solução arquitetônica proposta.
C conjunto de documentos técnicos necessários à licitação e/ou execução da etapa da obra.
D configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando a etapa de programa de necessidades.
E configuração final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando todas as exigências aprovadas na etapa de estudo preliminar.

Dentre os programas computacionais utilizados para desenvolvimento de projetos arquitetônicos, o AutoCAD, em suas diversas versões, se transformou em ferramenta de trabalho muito utilizada por arquitetos e urbanistas, pois permite otimizar o processo do desenvolvimento dos desenhos que compõem a documentação técnica dos projetos. Na instrumentação disponibilizada pelo programa AutoCAD, há determinados comandos que aceleram o processo de desenho por evitar duplicação de esforços. Tendo em vista o conjunto de elementos, destaca-se a possibilidade de criação de elementos gráficos denominados blocos, que são atribuídos ao desenho de itens de mobiliário, componentes de esquadrias, equipamentos hidrossanitários, dentre outros, e que

A funcionam como entidades gráficas isoladas e levam o profissional de arquitetura e urbanismo a desenhar cada entidade repetidamente.
B permitem a superposição de entidades gráficas isoladas e auxiliam o profissional de arquitetura e urbanismo a visualizá-las de forma virtual.
C se comportam como uma entidade gráfica única e eximem o profissional de arquitetura e urbanismo de desenhar repetidamente os mesmos elementos.
D induzem ao desenho de entidades gráficas de forma isolada e dependente e impedem o profissional de arquitetura e urbanismo de inseri-las repetidamente.
E eliminam demais entidades gráficas e impossibilitam a sua inserção em diferentes escalas e ângulos de rotação.

Dentre as normativas que regulamentam a profissão de arquiteto e urbanista, há aquelas que se dedicam a estabelecer as condições para a elaboração de projetos de arquitetura para a construção de edificações e é aplicável a todas as classes (ou categorias) tipológicas funcionais e formais das edificações (ou de quaisquer ambientes construídos ou artificiais), bem como aos serviços técnicos de obras, conforme as classes (ou categorias) de intervenções correntes para edificações novas e edificações existentes. Segundo essas normativas, na fase do “Programa de Necessidades de Arquitetura”, deverão ser produzidas as seguintes informações técnicas:

A caracterização específica dos elementos construtivos e dos seus componentes principais, incluindo indicações das tecnologias recomendadas.
B plantas, cortes e elevações de ambientes especiais (banheiros, cozinhas, lavatórios, oficinas e lavanderias) e detalhes (plantas, cortes, elevações e perspectivas) de elementos da edificação.
C características funcionais ou das atividades em cada ambiente (ocupação, capacidade, movimentos, fluxos e períodos) e características, dimensões, equipamentos e mobiliário.
D componentes construtivos e estruturais de materiais de construção.
E memorial descritivo detalhado, dos elementos da edificação e caracterização das instalações prediais (aspectos arquitetônicos), dos componentes construtivos e dos materiais de construção.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, que regulamenta intervenções em bens tombados no Brasil, são consideradas, para efeito de análise, contratação e aprovação de serviços de projeto de arquitetura, urbanismo e paisagismo em imóveis, sítios ou paisagens de valor patrimonial, diferentes categorias de intervenção, dentre as quais a restauração. O objetivo principal de uma intervenção de restauração em um bem cultural é

A restabelecer a unidade do bem cultural, respeitando sua concepção original, os valores de tombamento e seu processo histórico de intervenções anteriores.
B promover um conjunto de ações preventivas destinadas a prolongar o tempo de vida de determinado bem.
C realizar intervenção que implique construção de novos elementos ou ampliação ou supressão de área construída.
D manter o bem cultural em bom funcionamento e uso.
E realizar obras, tais como pintura e reparos em revestimentos que impliquem demolição ou construção de novos elementos.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), que regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista no Brasil, segundo a Resolução aprovada em 2013, estabelece obrigações desse profissional perante o interesse público e perante a profissão, seu contratante e seus colegas. Considerando-se essas obrigações previstas em lei e tendo em vista a elaboração de propostas para os serviços a serem contratados, o arquiteto e urbanista deve

A oferecer propostas para a prestação de serviços somente após obter informações necessárias e suficientes sobre a natureza e a extensão dos serviços profissionais solicitados.
B elaborar propostas, visando otimizar custos profissionais, com base apenas na natureza dos serviços profissionais solicitados.
C elaborar propostas, com base apenas na extensão dos serviços profissionais solicitados, tendo em vista cronogramas e prazos de entrega.
D elaborar propostas, com base apenas nas instalações a serem executadas por outros profissionais, tendo em vista os serviços solicitados.
E formular propostas, com base apenas nos materiais de construção a serem empregados em obras, levando em conta os serviços solicitados.