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Ao prestar assistência de enfermagem à mulher durante o trabalho de parto e o parto, o enfermeiro deve considerar as recomendações do Ministério da Saúde apresentadas na Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal

( 2022 ), que incluem, entre outros itens,

A manter a parturiente com gestação de risco habitual em jejum de líquidos e alimentos a partir do momento que atingir 5 cm de dilatação do colo uterino.
B realizar a limpeza vaginal de rotina com clorexidina 0,5% durante o trabalho de parto, com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas.
C aferir a pressão arterial, a temperatura e a frequência cardíaca materna a cada 4 horas e monitorar a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas de 1 em 1 hora no primeiro período do parto.
D restringir a deambulação e a livre movimentação materna no segundo período do trabalho de parto.
E oferecer à mulher, sempre que possível, a imersão em água para alívio da dor no trabalho de parto.

Ao desenvolver grupos de educação em saúde com mulheres no climatério ou menopausa, a discussão sobre a terapia hormonal da menopausa (THM) desperta grande interesse. Nessa oportunidade, fundamentado na Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa

( 2024 ), o enfermeiro deve esclarecer que

A o risco de câncer de mama associado à THM é baixo.
B o início da THM após os 60 anos de idade ou mais de 10 anos após a menopausa não está associado ao aumento de risco de hipertensão, tromboembolismo venoso e doença arterial coronariana.
C a THM deve ser iniciada até 2 anos antes do início da menopausa ou antes dos 65 anos.
D a história de antecedentes de doença coronariana em parentes do sexo feminino de primeiro grau constitui contraindicação para o uso da THM.
E o uso da THM não pode ultrapassar 10 anos, mesmo na ausência de mudanças de riscos.

Em consulta de enfermagem para acompanhamento de G.G., 42 anos de idade, sexo masculino, com diagnóstico recente de hipertensão arterial, o enfermeiro aplicou o questionário AUDIT ( Alcohol Use Disorders Identification Test ) para identificar problemas relacionados ao uso de álcool, o qual indicou o consumo moderado de bebidas alcoólicas. Ao discutir o resultado do teste com G.G., o enfermeiro constatou que ele reconhecia ter problemas com o álcool e que precisava mudar. Nessa oportunidade, G.G. também demonstrou que estava começando a planejar e colocar em prática algumas atitudes no sentido da mudança. Frente a essa situação, de acordo com o conteúdo apresentado na linha de cuidado do Ministério da Saúde intitulada Transtornos por uso de álcool no adulto , o enfermeiro deve considerar que o estágio de mudança (EM) em que G.G. se encontra e a conduta (C) a ser adotada são

A EM = manutenção; C = identificar e estabelecer estratégias para evitar a recaída.
B EM = contemplação; C = auxiliar na elaboração de estratégias para mudança.
C EM = preparação/ação; C = estabelecer metas e planos realísticos.
D EM = contemplação; C = identificar razões para a mudança/riscos de não mudar.
E EM = preparação/ação; C = trabalhar técnicas de prevenção de recaídas.

Reconhecida pelo alto nível de evidência científica, a higiene das mãos (HM) consiste em uma medida eficaz para a prevenção e o controle das infecções e da resistência microbiana aos antimicrobianos (Glowicz et al., 2023 citado em Anvisa, 2024). De acordo com a Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ Anvisa n° 05/2024, a qual apresenta orientações gerais para higiene das mãos em serviços de saúde, é correto afirmar que

A o dispensador de preparação alcoólica para HM, devidamente identificado, deve ser instalado junto às pias e lavabos, ao lado do dispensador de sabonete líquido, facilitando o acesso do usuário e a seleção do produto correto para a realização do procedimento de HM, conforme necessidade.
B o uso de álcool líquido a 70% antisséptico deve ser evitado para a prática de HM, uma vez que, por não conter emolientes em sua formulação, podem ser observados efeitos adversos provenientes do ressecamento da pele das mãos com o seu uso frequente, podendo assim reduzir a adesão ao procedimento e comprometer a segurança do paciente em serviços de saúde.
C os dispensadores de parede, os frascos de pump ou frascos individuais devem ser preenchidos quando estiverem com 50 % de sua capacidade vazia, com o propósito de evitar o risco de contaminação em seu interior.
D os secadores de ar quente para secagem das mãos após a lavagem são mais eficientes do que as toalhas de papel descartáveis porque não necessitam ser tocados antes da secagem, não deixam resíduos nas mãos nem dispersam partículas no ambiente.
E é recomendável que as luvas para procedimentos não cirúrgicos (não estéreis) a serem utilizadas para as atividades do dia sejam porcionadas em pequenas quantidades e acondicionadas em saco plástico, com o propósito de evitar a contaminação da embalagem original e facilitar seu transporte e uso.

Uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benígna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica, considerada uma arbovirose, que tem o Aedes aegypti como mosquito vetor, é conhecida como:

A gripe
B dengue
C filariose
D toxoplasmose

Uma ação combinada de dois ou mais medicamentos que produzem um efeito biológico, cujo resultado pode ser a soma dos efeitos de cada composto ou um efeito total superior a essa soma, podendo resultar em um determinado medicamento aumentar a ação de outro, é um fenômeno conhecido como:

A bruxismo
B sinergismo
C antagonismo
D cooperativismo

A osteoporose é uma condição comum em idosos, caracterizada pela perda de densidade óssea, aumentando o risco de fraturas. No contexto clínico, é essencial que os profissionais de enfermagem adotem condutas adequadas para o manejo dos pacientes com essa condição. Sobre a osteoporose em idosos, é correto afirmar:

A é frequentemente assintomática, sendo descoberta apenas após uma fratura e as condutas de enfermagem devem ser restritas à administração de medicamentos prescritos e monitoramento de sinais vitais
B a avaliação de risco para osteoporose em idosos deve ser feita apenas por meio de exames laboratoriais, sem necessidade de avaliação clínica detalhada, sendo assim, o enfermeiro deve evitar intervenções, uma vez que o tratamento medicamentoso é a principal abordagem terapêutica
C é mais prevalente em homens idosos, devido à diminuição gradual dos níveis de testosterona, sendo as fraturas mais comuns nos membros superiores e cabe ao enfermeiro orientar sobre a medicação, sem necessidade de cuidados específicos quanto à mobilidade do paciente
D os principais fatores de risco para osteoporose em idosos incluem a imobilização prolongada, deficiências nutricionais de cálcio e de vitamina D, além da redução da atividade física. Cabe aos profissionais de enfermagem oferecer orientações sobre a importância de uma alimentação balanceada e de atividades físicas regulares

Em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um técnico de enfermagem se depara com a necessidade de administrar medicamentos prescritos, incluindo infusão intravenosa de medicamentos vasoativos. O técnico sabe que, para garantir a segurança do paciente, deve atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação de enfermagem. Considerando a legislação vigente sobre as atribuições do técnico de enfermagem, suas responsabilidades e limitações em relação à administração de medicamentos e procedimentos invasivos, é correto afirmar que o técnico de enfermagem:

A pode administrar medicamentos, incluindo medicamentos vasoativos intravenosos, com base na prescrição médica, sem necessidade de supervisão do enfermeiro, desde que o procedimento seja considerado urgente
B pode administrar medicamentos, incluindo infusão intravenosa, de acordo com a prescrição médica, mas sempre deve estar sob a supervisão direta do enfermeiro, especialmente para procedimentos complexos, como a infusão de medicamentos vasoativos
C pode prescrever medicamentos para o paciente, conforme sua avaliação clínica, e administrar qualquer tipo de medicamento, incluindo infusão intravenosa, sem a necessidade de supervisão do enfermeiro
D não pode administrar medicamentos, nem realizar nenhum procedimento invasivo, sendo sua atuação restrita apenas a cuidados de higiene e alimentação do paciente, conforme a legislação de enfermagem

Um paciente de 45 anos, com histórico de anemia severa e hemorragia aguda após um trauma, foi encaminhado para receber uma transfusão de concentrado de hemácias. A conduta do técnico de enfermagem acerca da administração, considerando as boas práticas e as recomendações da transfusão de hemocomponentes, deve ser:

A aguardar a chegada do paciente à unidade para iniciar a transfusão e, em caso de reações adversas, interromper o procedimento imediatamente e registrar a ocorrência no prontuário
B administrar o hemocomponente rapidamente, sem a necessidade de realizar a verificação da compatibilidade sanguínea, já que o concentrado de hemácias é um produto seguro que não provoca reações alérgicas
C antes de iniciar a transfusão, verificar a prescrição médica, confirmar a compatibilidade sanguínea do paciente com o hemocomponente e utilizar uma linha de infusão com solução salina para garantir a permeabilidade e a segurança do procedimento
D realizar a transfusão com uma única linha de infusão para economizar tempo, sem a necessidade de verificar a compatibilidade sanguínea, já que os hemocomponentes não causam reações adversas

A notificação compulsória, no contexto da vigilância epidemiológica em saúde, é uma prática essencial para o controle de doenças e agravos. A respeito dela, pode-se afirmar que:

A deve ser realizada apenas em casos de surtos ou epidemias, não sendo necessária em situações isoladas ou para doenças endêmicas
B é uma prática obrigatória apenas para doenças com alta taxa de mortalidade e sua realização é de responsabilidade exclusiva dos profissionais médicos
C o não cumprimento da notificação compulsória por parte dos profissionais de saúde é uma prática aceitável, desde que o caso não represente risco significativo para a saúde pública ou para a comunidade
D é um instrumento legal que visa a identificar, monitorar e controlar doenças e agravos à saúde, sendo obrigatória para todos os profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e outros membros da equipe de saúde