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Dentro da Estratégia Saúde da Família (ESF), o técnico de enfermagem desempenha um papel multifacetado e essencial para o cuidado integral da saúde das comunidades. Suas atividades envolvem desde ações preventivas até o acompanhamento de tratamentos, sempre com foco na promoção e na redução das desigualdades no acesso à saúde. Com base em suas atribuições, assinale a alternativa que melhor descreve as responsabilidades do técnico de enfermagem na ESF:

A o técnico de enfermagem é responsável unicamente pelo cuidado direto ao paciente durante o atendimento médico, sem participação em ações educativas ou de prevenção de saúde
B o técnico de enfermagem atua no planejamento e execução de atividades educativas em saúde, apoio nas campanhas de vacinação, monitoramento da adesão ao tratamento e acompanhamento do ambiente domiciliar, sempre sob a supervisão da enfermeira ou médico
C o técnico de enfermagem exerce funções exclusivas de administração, coordenando as atividades da equipe de saúde e supervisionando médicos e enfermeiros nas ações de cuidado à comunidade
D o técnico de enfermagem tem autonomia para prescrever tratamentos e realizar diagnósticos de enfermagem, assumindo responsabilidades administrativas na gestão da unidade de saúde

Durante um atendimento de urgência em uma unidade de pronto atendimento (UPA), um enfermeiro é responsável pela triagem e pelo acompanhamento de um paciente que sofreu um acidente de trânsito. Ao iniciar o atendimento, o enfermeiro, em razão da gravidade do quadro clínico e da pressão do momento, decide administrar um medicamento de forma autônoma, sem a devida consulta prévia ao médico responsável, acreditando ser uma decisão necessária para salvar a vida do paciente. Ao perceber que o medicamento administrado não era o indicado para o quadro clínico do paciente, o enfermeiro deve agir de acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº 311/2007). A conduta ética correta neste caso:

A o enfermeiro deve interromper o atendimento imediatamente e corrigir a administração do medicamento, comunicando de forma clara e imediata ao médico responsável, assumindo a responsabilidade pela ação e adotando as medidas corretivas para evitar complicações adicionais
B o enfermeiro pode continuar o atendimento, aguardando a avaliação do médico responsável para discutir o erro na administração do medicamento, já que as condições de urgência podem justificar decisões independentes da equipe médica
C o enfermeiro deve, imediatamente, comunicar ao médico sobre a administração do medicamento errado, mas não precisa reverter a administração, pois foi uma decisão tomada com boa intenção e urgência, e o paciente não apresenta sinais evidentes de complicação
D o enfermeiro deve assumir a responsabilidade pela administração do medicamento, mas somente informar ao médico após o término do atendimento de emergência, sem interromper o processo de atendimento, já que é uma ação comum em situações de urgência

Após o técnico de enfermagem realizar a aspiração traqueal, o paciente apresenta sinais de desconforto, como aumento da frequência cardíaca e dificuldade para respirar. Considerando os cuidados necessários para garantir a segurança do paciente, a conduta do técnico responsável deve ser:

A administrar oxigênio imediatamente, monitorando a frequência cardíaca e respiratória, e realizar a aspiração novamente após 30 minutos
B reavaliar a saturação de oxigênio, monitorar os sinais vitais e proporcionar conforto respiratório, evitando novas aspirações desnecessárias
C solicitar o médico para uma nova avaliação, já que a aspiração traqueal pode causar complicações e o paciente precisa de observação contínua
D continuar a aspiração de secreções até que o paciente apresente melhora completa na respiração, sem a necessidade de monitoramento adicional

Um paciente de 68 anos foi admitido com sepse severa e está sendo mantido em ventilação mecânica invasiva, além de ter acesso venoso central e sonda vesical. Durante o acompanhamento do técnico de enfermagem, foram observados sinais de deterioração clínica, como febre persistente, alteração no débito urinário e instabilidade hemodinâmica. A alternativa que expressa as condutas corretas de biossegurança e controle de infecção hospitalar que o técnico de enfermagem deve seguir é:

A realizar a higienização das mãos apenas após cada procedimento com o paciente, já que a maioria dos dispositivos invasivos é estéril, e não há necessidade de utilizar máscara ou avental, considerando que o paciente está em ventilação mecânica, o que reduz o risco de infecção
B higienizar as mãos apenas após o contato com as superfícies do paciente e, quando manipular dispositivos invasivos, pode utilizar luvas não estéreis, contudo, a máscara e o avental devem ser utilizados apenas em procedimentos de risco elevado, como inserção de cateteres ou punção venosa
C focar apenas na utilização de luvas estéreis para manipulação de dispositivos invasivos e pode dispensar a higienização das mãos, já que o risco de infecção é minimizado pelo uso de dispositivos estéreis, e a máscara não é necessária, pois a ventilação mecânica protege o paciente contra a infecção
D realizar a higienização das mãos antes e após cada contato com o paciente ou manipulação de dispositivos invasivos, utilizar luvas estéreis ao manusear a ventilação mecânica e o acesso venoso central, e utilizar máscara, avental e proteção ocular sempre que houver risco de exposição a secreções corporais ou materiais biológicos

Em um paciente idoso com quadro clínico de desidratação leve, o enfermeiro opta por realizar hipodermóclise para reposição de líquidos. Após o procedimento, o paciente apresenta melhora no turgor da pele e na frequência urinária. A principal indicação dessa técnica no contexto clínico do paciente é:

A pacientes com choque séptico, pois permite uma reposição rápida e eficaz de líquidos
B casos de desidratação leve a moderada e oferece menor risco de complicações relacionadas à infusão intravenosa, sendo bem tolerada em pacientes idosos
C pacientes com insuficiência renal aguda, pois promove uma infusão lenta de líquidos sem sobrecarregar os rins
D exclusivamente em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva para reduzir a sobrecarga hídrica e evitar edema pulmonar

Um individuo presencia seu colega de trabalho, um homem de 55 anos com histórico de hipertensão, subitamente levar as mãos ao peito e colapsar. Ao se aproximar, percebe que o colega não responde a chamados e nem a estímulos dolorosos, e não parece respirar normalmente. Conforme recomendações da AHA, a sequência correta de ações imediatas a serem tomadas pelo socorrista é:

A iniciar imediatamente 30 compressões torácicas, seguidas de duas ventilações, e somente após cinco ciclos acionar o serviço médico de emergência
B tentar acordar a vitima com tapas no rosto e, se não houver resposta, procurar imediatamente por um DEA antes de qualquer outra ação
C verificar o pulso carotídeo por 15 segundos e, se ausente, iniciar ventilações de resgate até a chegada do suporte avançado
D reconhecer a PCR, acionar imediatamente o serviço médico de emergência (ou pedir para alguém o fazer) e iniciar RCP de alta qualidade, começando pelas compressões torácicas

Durante o atendimento a uma vítima de parada cardiorrespiratória, um Desfibrilador Externo Automático (DEA) é trazido ao local. A vitima já está recebendo RCP. Ao receber o DEA, a equipe de socorristas deve priorizar a seguinte sequência de ações com o aparelho:

A continuar as compressões torácicas enquanto um segundo socorrista liga o DEA, aplica as pás no tórax nu da vitima e aguarda a análise do ritmo cardíaco, interrompendo as compressões apenas quando o DEA indicar para fazê-lo
B interromper imediatamente a RCP, ligar o DEA, aplicar as pás e aguardar a análise e o choque, se indicado, para só então reiniciar as compressões
C ligar o DEA e aplicar as pás sobre a roupa da vitima para economizar tempo, seguindo as instruções verbais do aparelho
D aplicar as pás do DEA e administrar um choque imediatamente, sem aguardar a análise do ritmo, pois em toda PCR o choque é benéfico

Um enfermeiro esta orientando um estudante de enfermagem sobre a administração de insulina NPH e Regular prescritas para um paciente diabético antes do café da manha. A prescrição é de 10 unidades de Insulina Regular e 22 unidades de Insulina NPH, ambas por via subcutânea. O estudante questiona sobre a possibilidade de misturar as duas insulinas na mesma seringa. A orientação correta do enfermeiro, baseada nos princípios de farmacotécnica e segurança na administração de medicamentos, deve ser:

A "Não é recomendado misturar diferentes tipos de insulina na mesma seringa devido ao risco de alteração da farmacocinética de ambas, devendo ser administradas em locais distintos com seringas separadas”.
B "Sim, você pode misturar as duas, aspirando primeiro a Insulina NPH (de aspecto leitoso) e depois a Insulina Regular (de aspecto límpido), para evitar a contaminação da Regular com a NPH".
C "Sim, é possível mistura-las. Você deve aspirar primeiro a Insulina Regular (límpida) e depois a Insulina NPH (leitosa), após homogeneizar suavemente o frasco da NPH, e administrar imediatamente para garantir a estabilidade".
D "A mistura é possível, mas apenas se a administração for imediata e o volume total não exceder 1 mL. A ordem de aspiração não interfere na eficácia, desde que não se contamine os frascos".

A equipe de Suporte Avançado de Vida (SAV) é acionada para atender um homem de 58 anos com queixa de palpitações e dor torácica opressiva há 30 minutos. Ao ser examinado, o paciente esta pálido, sudoreico, com Pressão Arterial de 80/50 mmHg, Frequência Cardíaca de 180 bpm (monitor mostra taquicardia de complexo QRS estreito e regular) e Frequência Respiratória de 24 irpm. A conduta imediata prioritária, considerando a instabilidade hemodinâmica, é:

A administrar Adenosina 6 mg IV em bolus rápido, seguida de flush de solução salina, e preparar segunda dose de 12 mg se ineficaz
B realizar cardioversão elétrica sincronizada imediata, iniciando com 50 a 100 Joules (bifásico), após breve sedação se o tempo permitir
C administrar Amiodarona 150 mg 1V infundida em 10 minutos, seguida de infusão de manutenção e reavaliar o ritmo e a pressão arterial
D tentar manobras vagais (Valsalva ou massagem do seio carotídeo) enquanto se prepara acesso venoso calibroso para infusão de volume

Um paciente idoso, acamado há duas semanas devido a uma fratura de fêmur, desenvolveu uma lesão por pressão estágio Il na região sacral. A lesão apresenta-se como uma perda parcial da espessura da derme, com leito vermelho-róseo, sem esfacelo, e bordas definidas. Ao planejar o cuidado de enfermagem para essa ferida, a conduta mais apropriada para promover a cicatrização e prevenir a progressão da lesão é:

A realizar limpeza com solução de clorexidina alcoóica vigorosamente para garantir a desinfecção, seguida da aplicação de uma cobertura oclusiva espessa para proteger contra contaminação externa
B aplicar papaína a 10% para promover o desbridamento químico do tecido necrótico presente, cobrindo com gaze seca para absorver o exsudato
C deixar a ferida exposta ao ar para acelerar a secagem e formação de crosta, orientando o paciente a evitar qualquer contato com a regido afetada
D limpar a lesão suavemente com solução salina isotônica (0,9%), aplicar um curativo que mantenha o leito da ferida úmido (como hidrocoloide fino ou filme transparente) e implementar rigoroso esquema de mudança de decúbito