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A avaliação é uma ferramenta de gestão que tem caráter subsidiário ao planejamento e deve ser incorporada às práticas dos serviços de saúde com o objetivo de auxiliar na tomada de decisões. As opções a seguir referem-se ao monitoramento e à avaliação dos serviços desenvolvidos na Atenção Básica, à exceção de uma . Assinale-a.

A O Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) é um instrumento de monitoramento dos procedimentos realizados pelas Unidades de Saúde
B O Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) permite o conhecimento da população acompanhada e é de preenchimento obrigatório.
C O Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) possui informações sobre os estabelecimentos de saúde, profissionais e equipes de saúde da família.
D Os municípios podem criar, de acordo com as suas necessidades, ferramentas além do SIA/SUS, SIAB e CNES para a avaliação detalhada das suas equipes de saúde.
E A alimentação regular dos Sistemas de Informação do Ministério da Saúde é facultativa para os municípios, uma vez que ela pode ser substituída por ferramentas próprias.

Com a evolução da Odontologia restauradora, diferentes tipos de materiais de cimentação têm sido utilizados na rotina clínica, exigindo que o auxiliar de consultório conheça e saiba manipular os mesmos. Com relação ao tema, assinale a opção que apresenta o material fotopolimerizável indicado para a cimentação de restaurações estéticas.

A Cimento resinoso dual.
B Cimento de policarboxilato.
C Cimento de fosfato de zinco.
D Cimento de hidróxido de cálcio.
E Cimento de ionômero de vidro convencional.
Órgão: Prefeitura de Canaã dos Carajás PA Cargo: Agente de Serviços de Consultório Odontológico Prova: FGV - Prefeitura de Canaã dos Carajás PA - Agente de Serviços de Consultório Odontológico - 2025

Um defeito congênito de esmalte muito comum atualmente é a hipomineralização molar-incisivo (HMI). A forma clássica dos defeitos envolve os primeiros molares permanentes, podendo ou não estar associada aos incisivos permanentes. A HMI é causa frequente de queixas estéticas pelos pacientes e sintomatologia dolorosa nos elementos afetados. Define-se a HMI como um defeito:

A de origem idiopática, relacionado à ocorrência de traumatismos ou infecções crônicas em dentes decíduos;
B na maturação da camada de esmalte aprismática, tratável após a erupção com aplicações tópicas de fluoreto;
C causado por mutações em genes relacionados à amelogênese e transmitido através de herança mendeliana dominante;
D quantitativo na formação do esmalte, que irrompe apresentando áreas de perda de estrutura e hipersensibilidade;
E qualitativo na formação do esmalte, que irrompe apresentando opacidades que podem evoluir para áreas de perda de estrutura.

Os adesivos dentinários revolucionaram a odontologia, pois permitiram restaurações estéticas mais duradouras e funcionais com margens em dentina. Por atuarem em um tecido mineralizado com conteúdo relativamente alto de matéria orgânica, os sistemas adesivos precisaram de algumas gerações de materiais para alcançar a adesividade mais próxima do ideal nesse substrato. Sobre a composição dos adesivos dentinários autocondicionantes, é correto afirmar que:

A são destituídos de partículas de carga, para que possam penetrar mais profundamente na dentina desmineralizada;
B não possuem água nem solventes em sua composição, para que os monômeros hidrofílicos se liguem à água presente na dentina;
C possuem monômeros hidrofóbicos (oligômeros dimetacrilatos Bis-GMA e TEGDMA), sem necessidade de grupamentos hidrófilos;
D possuem monômeros acídicos em sua composição, com a função de desmineralizar a camada de esfregaço e atingir a dentina subjacente;
E não contêm mais substâncias ácidas e podem ser usados com ou sem uma etapa prévia de condicionamento.

Um paciente de 40 anos comparece ao consultório com queixa de dor moderada e difusa e inchaço, relacionados ao elemento 36. Ao exame clínico, notaram-se boas condições de saúde bucal; porém, esse elemento apresentava extensa restauração metálica fundida com presença de tumefação na gengiva ao seu redor. Ao ser sondada, a região apresentou bolsa profunda e supuração na região distovestibular. A radiografia do elemento evidenciou tratamento endodôntico satisfatório, presença de pino metálico e restauração indireta com bom contorno cervical. No entanto, havia uma significativa área de perda óssea vertical na raiz distal, em associação com o segmento apical do pino, sugerindo fratura da raiz. A condição clínica aguda apresentada pelo paciente refere-se a um abscesso:

A gengival;
B periapical;
C periodontal;
D endodôntico;
E pericoronário.

A estomatite urêmica é caracterizada inicialmente por queimação e vermelhidão da mucosa, coberta com exsudato cinza para, posteriormente, evoluir para franca ulceração. Placas brancas chamadas de geadas urêmicas, causadas por deposição de cristais de ureia, podem ser observadas na mucosa oral. Tendências hemorrágicas estão evidentes, com petéquias e equimoses na mucosa labial e jugal, palato mole e margens da língua, assim como sangramento gengival. Essa condição pode ser encontrada em casos de:

A transplantados renais;
B diabetes tipo 2 não controlada;
C neoplasia renal com metástase;
D insuficiência renal crônica grave;
E insuficiência da glândula suprarrenal.

Um paciente de 8 anos de idade é levado ao consultório pelo seu responsável para um exame odontológico de rotina, sem queixas principais específicas. Ao exame clínico, notou-se uma dentição mista hígida, com incisivos superiores e inferiores irrompidos, e primeiros molares permanentes em relação de topo a topo. No entanto, percebeu-se a esfoliação precoce do elemento 73, provavelmente em decorrência de discrepâncias de tamanho dentário e erupção ectópica do elemento 32. Algumas consequências da perda precoce de um canino decíduo no desenvolvimento da oclusão durante a dentição mista são:

A a perda considerável de perímetro do arco inferior causada pelo colapso lingual do segmento dentário posterior;
B a perda de perímetro do arco inferior no lado afetado associada ao desenvolvimento de mordida aberta anterior;
C o deslocamento da linha média dentária em direção ao lado da perda e o colapso lingual do segmento dentário anterior;
D o atraso da época de erupção do sucessor permanente no lado afetado e desenvolvimento de mordida aberta anterior;
E a impacção do sucessor permanente, com deslocamento da linha média dentária em direção contrária ao lado da perda.

Durante a reabilitação com coroa total em um dente tratado endodonticamente, se a restauração é cimentada em uma preparação com efeito férula ideal, a coroa e a raiz funcionam como uma unidade integrada e as forças oclusais são transmitidas de maneira fisiologicamente normal para o periodonto. A área do dente que corresponde ao efeito férula localiza-se na:

A metade do comprimento do retentor intrarradicular;
B interface entre o retentor intrarradicular e as paredes do canal;
C superfície interna da restauração coronária após adesão ao retentor intrarradicular;
D estrutura dentária hígida remanescente envolvida pela porção cervical da restauração coronária;
E dentina radicular da região de furca, que é envolvida pela porção cervical da restauração coronária.

A técnica de compactação lateral de guta-percha é considerada padrão-ouro para obturação dos canais radiculares. Porém, a complicada morfologia dos canais, irregularidades anatômicas, curvaturas, atresias e ramificações, aliadas ao pequeno escoamento da guta-percha comparativamente aos cimentos, podem dificultar a obturação tridimensional. Dessa maneira, a técnica de compactação de guta-percha termoplastificada também tem sido recomendada, buscando um selamento resistente à penetração de fluidos e de microrganismos no sistema de canais radiculares. Sobre a técnica de compactação de guta-percha termoplastificada, é correto afirmar que:

A a manobra no sentido ápice-coroa ( backfill ) corresponde ao preenchimento do segmento apical;
B para a obturação através dessa técnica, devem-se utilizar cones de guta com pouca ou nenhuma conicidade;
C não é indicada a inserção de cimento obturador no interior do canal radicular para obturação através dessa técnica;
D no caso de cimentação de um retentor intrarradicular, a obturação está concluída após a compactação da guta-percha termoplastificada no sentido coroa-ápice ( downpack );
E compreende manobras realizadas primeiramente no sentido ápice-coroa ( backfill ), complementadas pela compactação da guta-percha termoplastificada no sentido coroa-ápice ( downpack ).

Em uma articulação temporomandibular normal, o disco encontra-se interposto entre o côndilo e a fossa glenóidea. No entanto, em algumas situações de anormalidade, o disco não se encontra exatamente entre as superfícies articulares, mas sim em uma posição anterior a elas. Em uma situação em que o disco não retorna à sua posição fisiológica sobre a cabeça do côndilo e abaixo da fossa articular durante o movimento de abertura e fechamento da boca, todo o deslocamento do côndilo se dá sobre o tecido conjuntivo dos ligamentos retrodiscais. Isso resulta em um movimento incompleto, limitado e alterado, podendo ser acompanhado de sintomatologia dolorosa. O distúrbio temporomandibular reportado acima corresponde ao deslocamento:

A lateral do côndilo;
B do disco articular sem redução;
C do disco articular com redução;
D total do complexo disco-côndilo;
E parcial do complexo disco-côndilo.