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Texto associado
[...] a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades.”
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes-mcti/plano--nacional-de-tecnologia-assistiva/pnta_-documento_web.pdf. Acesso em: 19 jan. 2026. Adaptado.

A Base Nacional Comum Curricular afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral.
Nesse contexto, na Educação Básica, na perspectiva de uma prática pedagógica comprometida com a Educação Inclusiva, o processo avaliativo do estudante com necessidades educacionais específicas precisa sempre garantir a

A facilitação do conteúdo a ser avaliado para que ele não se sinta incapaz de aprender o conteúdo trabalhado.
B acessibilização adequada do instrumento de avaliação para identificar o que ele aprendeu do conteúdo trabalhado.
C dispensa de processos avaliativos formais para respeitar o que ele é capaz de aprender sobre o conteúdo trabalhado.
D utilização de instrumentos de avaliação curtos para atender a necessidade de menos tempo de avaliação formal do conteúdo trabalhado.
E dispensa de notas formais para evitar frustrações que levem à conclusão de que ele não aprendeu o conteúdo trabalhado.

Em seu artigo 27, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei nº 13.146/2015, considera que a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo da vida.
Nesse contexto, essa lei visa garantir que os estudantes com deficiência

A tenham acesso à escola e se adaptem ao contexto educacional, aprendendo a lidar com os padrões, as regras e os conteúdos trabalhados na instituição.
B tenham sempre o currículo adaptado e individualizado para garantir seu direito de equidade no processo educativo.
C tenham o plano de atendimento educacional especializado, sempre que houver determinação médica para sua produção.
D aprendam a conviver no coletivo, sem estereotipias e barreiras criadas pelo seu modo de ser e agir na sociedade.
E alcancem o máximo desenvolvimento possível de suas habilidades físicas, sensoriais e intelectuais, segundo suas necessidades de aprendizagem.
Texto associado
[...] a educação continua como um dos mais graves dilemas brasileiros. O Estado, corriqueiramente não age a contento para corrigir as distorções no acesso à educação, bem como permite a existência de uma estrutura de ensino muito desigual. Com isso, as dificuldades de acesso e permanência dos estudantes na rede de ensino se perpetuam historicamente.
MOURA, Alessandro de. Educação, Estado e classes sociais no Brasil: a sociologia da educação de Florestan Fernandes. In: Revista Fim do Mundo, nº 12, jul/dez, 2024.

Considere o trecho a seguir.
Na perspectiva do autor, para a educação pública brasileira ser verdadeiramente um sistema inclusivo e democrático, é urgente garantir condições de

A acesso igualitário à escola pública, priorizando os candidatos com maior desempenho em processos de seleção.
B acesso igualitário à escola pública, dando oportunidade para todas as camadas da sociedade nos processos de seleção.
C permanência na escola, dissociando as questões escolares dos alunos dos seus condicionantes sociais e econômicos.
D permanência condicionadas ao engajamento do aluno, motivando a dedicação e o interesse por parte de todos os alunos.
E permanência vinculadas às notas escolares dos alunos, incentivando a priorização de seus estudos no cotidiano.

A educação profissional e tecnológica é a modalidade educacional que se integra aos diferentes níveis de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.
Quanto à educação profissional técnica de nível médio, oferecida na forma articulada, ela poderá ser desenvolvida de modo concomitante para quem

A tem Ensino Fundamental incompleto, em forma de Educação de Jovens e Adultos.
B tem alguma habilitação profissional técnica de nível médio.
C tem matrícula no Ensino Médio em outra instituição de ensino.
D tem Ensino Médio completo, desejando complementá-lo com habilitação profissional.
E está matriculado no Ensino Fundamental, compondo duas matrículas na mesma instituição.
Texto associado
A taxa de analfabetismo para as pessoas com deficiência foi de 19,5%, enquanto para as pessoas sem deficiência foi de 4,1%. A taxa de analfabetismo deste grupo também reflete as desigualdades regionais, sendo a mais alta no Nordeste (31,2%) e a mais baixa no Sul (12,7%). [...] Enquanto apenas 25,6% das pessoas com deficiência tinham concluído pelo menos o Ensino Médio, mais da metade das pessoas sem deficiência (57,3%) tinham esse nível de instrução. Já a proporção de pessoas com nível superior foi de 7,0% para as pessoas com deficiência e 20,9% para os sem deficiência.
Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html. Acesso em: 10 jan. 2026. Adaptado.

Na Lei nº 8.069/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. Todavia, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2022 explicitam que
Os dados da PNAD Contínua 2022 demonstram a desigualdade social e educacional em todos os níveis da educação no Brasil. No entanto, o ECA é uma das referências legais na luta pela inclusão como direito humano, especialmente no que diz respeito ao direito à educação e às diretrizes de inclusão.
Nesse contexto, de modo a atender à obrigação de efetivar o direito à inclusão dos alunos com deficiência, é dever do Estado

A garantir o atendimento especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, respeitando as condições de peculiar desenvolvimento do aluno.
B encaminhar o aluno para uma escola especial exclusiva, evitando o impacto de sua deficiência no ritmo de aprendizagem dos demais alunos.
C assegurar a matrícula se a escola tiver recursos financeiros próprios para contratação de mediadores, sem dependência de repasses estatais.
D priorizar o ensino domiciliar (homeschooling) como forma de proteção integral do aluno.
E condicionar a permanência do aluno à sua capacidade de acompanhar o currículo padrão estabelecido para os demais alunos sem deficiência.

O Plano Nacional de Educação (PNE) é um plano estratégico que estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação no Brasil, visando orientar e promover a melhoria da qualidade da educação em todos os níveis.
No PNE, um dos indicadores da qualidade da educação é o

A IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
B IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
C PISA - Programa Internacional da Avaliação de Estudantes
D ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio
E TALIS - Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem

Uma escola, ao preparar o seu planejamento a partir da perspectiva do Planejamento Participativo, possibilita, na realização da construção do seu Projeto Político-Pedagógico (PPP), a vivência de um processo pedagógico que valoriza a(o)

A disciplina como fundadora da transformação social.
B explicação da realidade a partir da dimensão econômica.
C aplicação de normas técnicas para a experimentação da ação.
D preenchimento de formulários para a organização do trabalho a ser executado.
E exercício do poder de forma coletiva.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou que, entre 2013 e 2023, os casos de violência interpessoal em escolas cresceram 254%, passando de 3,7 mil para 13,1 mil. Nesse período, ao menos 47 mortes foram registradas. Tais transformações apresentadas pelo MDHC revelam um problema muito grave, que exige uma resolução urgente e que deve ser refletido no processo educativo.
Sendo assim, em uma escola que opte pelo trabalho de enfrentamento dessa realidade, na perspectiva de um Planejamento Participativo, são responsáveis pelo processo de construção de seu Projeto Político-Pedagógico:

A técnicos especializados e experientes no tema das relações interpessoais.
B professores competentes que conseguem manter a disciplina dos alunos.
C profissionais com experiência em lidar com conflitos, como são, por exemplo, os profissionais que atuam na segurança pública.
D profissionais da escola, os alunos e suas famílias.
E cientistas renomados que estudam o tema da violência nas escolas.

A atuação do professor como mediador de práticas que posicionam o aluno como sujeito ativo é um dos pilares para uma educação que se propõe transformadora.
Um professor que considere o aluno sujeito ativo da aprendizagem adota uma prática pedagógica que deve

A incluir a reflexão sobre a aprendizagem adquirida a partir da experiência vivenciada pelo aluno.
B evitar explicitar os objetivos da aula para os alunos.
C provocar ideias que favoreçam a memorização dos conteúdos pelos alunos.
D excluir qualquer momento de intervenção ou explicação para corrigir rotas.
E classificar os alunos com base nos resultados obtidos nas avaliações de larga escala.
Texto associado
A questão do lixo vem sendo apontada pelos ambientalistas como um dos mais graves problemas ambientais urbanos da atualidade, a ponto de ter-se tornado objeto de proposições técnicas para seu enfrentamento e alvo privilegiado de programas de educação ambiental na escola brasileira.
No entanto, apesar da complexidade do tema, muitos programas de educação ambiental na escola são implementados de modo reducionista, [...] em detrimento de uma reflexão crítica e abrangente a respeito dos valores culturais da sociedade de consumo, do consumismo, do industrialismo, do modo de produção capitalista [...]
LAYRARGUES, Philippe Pomier; LOUREIRO, C.F.B.; CASTRO, R. de S. Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania. São Paulo: Cortez, 2002. p. 179-219. Adaptado.

Para a escola ser efetiva na perspectiva de uma Educação Ambiental Crítica abrangente, de acordo com a Política Nacional da área e conforme o texto aponta, a escola deve realizar projetos que priorizem

A trabalhar a reciclagem do lixo como atividade-fim para ensinar aos alunos os aspectos técnicos relativos à coleta seletiva.
B trabalhar o lixo como tema-gerador para o questionamento das causas e consequências dos problemas ambientais, visando à formação cidadã dos alunos.
C ensinar os alunos a não jogarem no lixo coisas de valor, visando recursos para a escola.
D ensinar os alunos a jogarem o lixo no lugar certo, mantendo a escola limpa.
E ensinar os alunos a reaproveitarem coisas para que aprendam a se comportar de maneira educada.