Em atividades investigativas policiais, a confiabilidade, a rastreabilidade e a integridade de registros armazenados em Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (SGBDs) são essenciais para reconstrução de linhas do tempo, identificação de autoria de ações e preservação da cadeia de custódia digital. Nesse contexto, as técnicas FORCE/NO-FORCE e STEAL/NO-STEAL, que definem as políticas de escrita em disco e de gerenciamento do buffer, determinam a necessidade de operações de UNDO e REDO durante a recuperação de falhas e influenciam diretamente a consistência das evidências digitais.
A
FORCE de REDO será necessário durante a recuperação para garantir a durabilidade da transação.
B
FORCE define com o valor 1 (ou seja, preso) um bit de preso-solto, sinalizando que um buffer de cache não pode ser gravado de volta no disco.
C
STEAL aplica-se quando gerenciador de cache necessitar de um quadro do buffer para outra transação e o gerenciador de buffer substituir uma página existente previamente atualizada de uma transação não confirmada.
D
STEAL tem como consequência demandar grandes espaços de buffer para o armazenamento de todas as páginas atualizadas na memória; assim como NO-FORCE garante o isolamento de transações concorrentes.
E
NO-STEAL é utilizada em esquemas de recuperação imediata como o utilizado no modelo ARIES, dado que as alterações promovidas por uma transação em uma página persistirão no disco, garantindo a consistência dos efeitos da transação.
Em atividades como análise investigativa, detecção de fraudes, monitoramento de organizações criminosas e mapeamento de redes de interação, torna-se essencial utilizar um sistema de gerenciamento de banco de dados capaz de realizar consultas altamente eficientes sobre relacionamentos complexos, envolvendo múltiplos níveis de conexão entre entidades. Esses cenários exigem identificar caminhos, graus de separação, centralidades, comunidades e padrões de vinculação – tarefas que dependem mais da topologia das relações do que das propriedades individuais dos dados.
Considere a versão simplificada de um banco de dados utilizado por uma delegacia, conforme descrito a seguir, especificado em SQL ANSI:
create table cad_suspeito -- Cadastro de suspeitos
(
id integer primary key,
cpf char(11) unique,
nome varchar(50) not null,
endereco varchar(100),
dt_nasc date not null
);
create table cad_crime -- Cadastro de crimes
(
id integer primary key,
descricao varchar(50) unique,
tipo varchar(20)
);
create table cad_ocorrencia -- Cadastro de ocorrências
(
id_crime integer references
cad_crime(id),
id_suspeito integer references cad_suspeito,
data_ocorrencia date,
primary key(id_crime,id_suspeito)
);
Um investigador, conhecedor da linguagem SQL, acessou o módulo de processamento de consultas do sistema gerenciador de banco de dados relacional utilizado pelo sistema, e especificou a seguinte consulta em SQL ANSI:
select cpf, nome from cad_suspeito s
where not exists
(
select id from cad_crime
except
select id_crime from cad_ocorrencia o
where o.id_suspeito=s.id
);
O domínio da arquitetura da rede Tor é essencial para a atuação das forças de segurança no enfrentamento de crimes que se desenvolvem na dark web, em que o anonimato fornecido pelo roteamento em camadas dificulta a identificação de autores, servidores e fluxos de comunicação ilícitos.
A
Na topologia leaky-pipe utilizada pela rede Tor, o limite de um fluxo extrapola o nó de saída como sendo o final, possibilitando tal demanda a qualquer salto do circuito.
B
O mecanismo básico de conexão entre cliente e servidor utilizado pelos serviços ocultos Tor utilizam pontos, denominado rendez-vous, possibilita conexões identificadas de forma cifrada entre cliente e servidor.
C
Os roteadores da rede Tor observam a política estabelecida pela infraestrutura da rede de roteamento onion routing, que busca portas externas de saída livres para conexões seguras.
D
Tor é um serviço sustentado por uma infraestrutura chamada onion routing, baseada em comutação de pacotes, em que cada nó conhece para qual destino o pacote de dados deve ser enviado, sem identificação do emissor.
E
Tor permite que diversos fluxos TCP sejam multiplexados para SSH em vários circuitos, potencializando o anonimato, em detrimento da eficiência, dadas as camadas criadas para proteção do pacote de dados criptografado.
A árvore rubro-negra é uma estrutura de dados de árvore auto-balanceada que mantém propriedades específicas para garantir desempenho consistente na manipulação de dados. Essa estrutura está presente em diversos componentes utilizados, por exemplo, em ferramentas de computação forense, como indexadores, analisadores de sistemas de arquivos e mecanismos de ordenação de eventos.
A
A altura negra (black-height), definida como o número de nós negros no caminho da raiz até qualquer descendente nó externo, pode variar, desde que a árvore mantenha a propriedade de nenhum nó vermelho possuir filhos vermelhos.
B
As árvores rubro-negras representam uma particularização das árvores AVL e tries, preservando a característica do balanceamento do sucessor imediato entre subárvores.
C
Dado que uma operação de inclusão pode desequilibrar uma árvore rubro-negra, as operações de equilíbrio para restabelecer as condições da estrutura são efetuadas com complexidade de tempo igual a O(n).
D
Em uma árvore rubro-negra T, se um nó v não raiz pertencente à T é rubro, então seu pai é negro.
E
Em uma remoção, o nó excluído deve ser substituído pelo nó cuja chave é o menor valor disponível no sub-ramo direito da árvore, com tempo O(n²).
A computação forense desempenha papel essencial na atividade policial moderna, permitindo a identificação, recuperação e análise de vestígios digitais presentes em computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Esses procedimentos técnicos são fundamentais para reconstruir ações criminosas, preservar a cadeia de custódia e fornecer evidências confiáveis que auxiliam investigações, perícias e decisões judiciais.
A rastreabilidade de transações envolvendo criptoativos tornou-se elemento central nas investigações policiais, pois permite identificar fluxos financeiros, reconstruir cadeias de transações e relacionar carteiras digitais a indivíduos ou organizações. Nesse contexto, determinadas criptomoedas são projetadas para manter estabilidade de preço por meio de lastro ou vinculação direta a outro ativo, como o dólar norte-americano, buscando reduzir a volatilidade típica dos criptoativos.
A utilização de arranjos de discos RAID é fundamental para garantir maior disponibilidade, desempenho e proteção dos dados em sistemas computacionais, especialmente em ambientes críticos que exigem continuidade operacional. Cada nível de RAID emprega técnicas distintas de organização e redundância, oferecendo combinações específicas de desempenho e tolerância a falhas.
A crescente complexidade das evidências digitais exige ferramentas capazes de processar grandes volumes de dados com rapidez e precisão. Nesse contexto, as GPUs (Graphics Processing Unit) tornaram-se essenciais na computação forense. Sua arquitetura paralela, aliada ao modelo de programação CUDA, permite distribuir o trabalho, reduzindo significativamente o tempo das análises periciais.
A técnica de journaling empregada em sistemas de arquivos consiste no registro prévio das operações de escrita em um log transacional, permitindo que o sistema recupere seu estado consistente após quedas de energia, travamentos ou interrupções inesperadas.