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Uma terapeuta ocupacional atua em um serviço comunitário de saúde mental e avalia um adulto com transtorno mental grave que relata dificuldades para manter rotinas domésticas, vínculos sociais e papéis produtivos. Os testes cognitivos formais indicam desempenho preservado, porém observa-se importante prejuízo no cotidiano. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a estratégia avaliativa mais coerente com a terapia ocupacional.

A Priorizar testes neuropsicológicos adicionais para refinar a mensuração cognitiva.
B Utilizar avaliações baseadas no desempenho de atividades reais, associadas à análise de contextos e papéis ocupacionais.
C Aplicar exclusivamente escalas de autorrelato, por refletirem a percepção subjetiva do usuário.
D Direcionar a avaliação para mensuração isolada de habilidades motoras e sensoriais.
E Postergar a avaliação ocupacional até estabilização clínica completa.

Um adulto com deficiência física, usuário de cadeira de rodas, apresenta bom desempenho funcional em ambiente terapêutico, porém permanece com participação social restrita após a alta, devido a barreiras arquitetônicas no domicílio e no território, além de dificuldades de acesso ao transporte público. Considerando a perspectiva da reabilitação integral, qual conduta do terapeuta ocupacional é mais adequada?

A Priorizar exclusivamente o aprimoramento das habilidades motoras individuais, adiando intervenções ambientais.
B Encaminhar o usuário para serviços especializados, encerrando o acompanhamento territorial.
C Desenvolver ações articuladas de adaptação ambiental, orientação familiar, tecnologia assistiva e articulação intersetorial no território.
D Focar apenas a prescrição de dispositivos de tecnologia assistiva, sem avaliação do contexto social.
E Restringir a atuação ao ambiente clínico, evitando intervenções comunitárias.

Um homem de 58 anos permanece hospitalizado por várias semanas após doença crítica, apresentando perda de autonomia em atividades de autocuidado, fadiga persistente e dificuldades para retomar rotinas significativas. Considerando os processos de enfrentamento e a atuação do terapeuta ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a estratégia mais adequada.

A Priorizar exclusivamente exercícios motores, adiando intervenções ocupacionais até a alta hospitalar.
B Focar apenas a prescrição de dispositivos de auxílio, sem intervenção direta no cotidiano hospitalar.
C Desenvolver intervenções centradas em ocupações significativas, promovendo engajamento gradual, adaptação ambiental e reconstrução de papéis.
D Aguardar estabilização completa do quadro clínico para iniciar qualquer intervenção terapêutica.
E Concentrar a atuação em orientações verbais, evitando práticas no ambiente hospitalar.

Uma mulher de 46 anos recebe alta hospitalar após internação psiquiátrica por transtorno mental grave. Apresenta histórico de isolamento social e dificuldade de retomar atividades comunitárias. Segundo evidências sobre reintegração pós-alta, qual fator favorece a participação social sustentada?

A Exclusiva adesão ao tratamento medicamentoso.
B Realização de orientações padronizadas antes da alta, sem continuidade no território.
C Encaminhamento direto para atividades laborais, independentemente do contexto psicossocial.
D Restrição temporária de atividades sociais para evitar recaídas.
E Participação em intervenções ocupacionais que favoreçam adaptação grupal, construção de vínculos e experiências de pertencimento.

Um terapeuta ocupacional participa do planejamento de ações em um serviço público que atende usuários com condições crônicas e necessidades complexas. Durante a discussão do plano de ação, surge o debate sobre a articulação entre serviços de saúde e outras políticas públicas, considerando fatores sociais que impactam o processo saúde-doença e a continuidade do cuidado. À luz da Lei Federal nº 8.080/1990 e da organização do SUS, qual entendimento apresenta maior coerência com o princípio da integralidade e com a atuação intersetorial?

A A integração entre ações de saúde e políticas sociais depende de pactuações intersetoriais e estratégias que considerem determinantes sociais e necessidades do território.
B A articulação entre saúde e outras políticas públicas ocorre principalmente por meio de encaminhamentos individuais, conforme demandas identificadas durante o atendimento.
C A abordagem de fatores sociais relacionados à saúde é atribuída prioritariamente a políticas assistenciais, cabendo ao SUS a oferta de ações clínicas.
D A atuação intersetorial no SUS se estabelece de forma pontual, conforme disponibilidade institucional e prioridades administrativas locais.
E A integralidade do cuidado no SUS é operacionalizada sobretudo pela ampliação da oferta de serviços especializados, reduzindo a necessidade de articulação com outros setores.

Um terapeuta ocupacional atua em unidade de internação clínica e acompanha um paciente idoso com déficit cognitivo leve e dependência parcial para mobilidade. Durante o acompanhamento, observa que o paciente apresenta episódios recorrentes de desorientação espacial, faz uso de múltiplos medicamentos e necessita de auxílio frequente para transferências. A equipe relata ocorrência prévia de quase quedas durante o período noturno. Diante desse contexto, o terapeuta ocupacional avalia sua atuação no âmbito da segurança do paciente, considerando os protocolos institucionais e a articulação com a equipe multiprofissional. Qual estratégia apresenta maior coerência técnica para contribuir com a prevenção de eventos adversos nesse caso?

A Comunicar à equipe os episódios de desorientação observados, sugerindo reavaliação clínica e acompanhamento sistemático do quadro cognitivo.
B Intensificar o acompanhamento terapêutico durante os períodos de maior desorientação, priorizando intervenções individuais voltadas à mobilidade segura.
C Integrar a avaliação funcional e cognitiva do paciente às estratégias de prevenção de quedas, propondo adaptações ambientais, orientações à equipe e ajustes nas rotinas de cuidado.
D Registrar em prontuário os riscos identificados, participando das discussões de caso para definição conjunta das condutas preventivas.
E Planejar intervenções terapêuticas focadas na estimulação cognitiva e no treino de mobilidade, ajustando-as conforme a resposta do paciente ao longo da internação.

Uma mulher de 58 anos, viúva há quatro meses, apresenta queixa de fadiga persistente, desorganização da rotina, abandono de atividades de lazer e dificuldade em realizar tarefas domésticas que antes eram compartilhadas com o cônjuge falecido. Não há sinais de transtorno mental grave. Considerando a atuação do terapeuta ocupacional, qual intervenção é mais coerente com o manejo do luto e dos sintomas associados?

A Incentivar retorno imediato às atividades anteriores, mantendo a rotina prévia sem adaptações.
B Evitar o contato com objetos e atividades que remetam ao cônjuge falecido.
C Priorizar exclusivamente técnicas de relaxamento para redução da fadiga.
D Avaliar impactos do luto nas ocupações e apoiar a ressignificação do cotidiano, respeitando o ritmo do processo de luto.
E Direcionar a usuária para outros profissionais, pois o luto não é campo de atuação da terapia ocupacional.

Uma terapeuta ocupacional atende um paciente com sequelas de AVC no serviço público do SUS, em que a limitação de recursos dificulta a confecção imediata de uma órtese personalizada. Diante da demora, a família oferece pagamento extra para que o caso seja priorizado em clínica particular conveniada à rede. Considerando-se a ética profissional e os princípios de equidade no acesso, qual é a conduta mais adequada?

A Priorizar o paciente no fluxo conveniado, sem formalizar a oferta, porque o objetivo é acelerar o resultado funcional
B Encaminhar o paciente para atendimento particular vinculado ao serviço, entendendo a medida como alternativa legítima de complementação assistencial.
C Aceitar o valor, desde que ele seja revertido para aquisição de materiais destinados a outros pacientes atendidos no mesmo serviço.
D Recusar a vantagem oferecida, registrar o ocorrido no prontuário e manter a condução do caso pelos fluxos regulares, com plano terapêutico compatível com os recursos disponíveis

Em um hospital filantrópico, um terapeuta ocupacional observa que um colega publicou fotos de sessões com pacientes idosos com demência em rede social, sem consentimento explícito, com finalidade de “divulgação profissional”. Conforme o Código de Ética da Terapia Ocupacional e a LGPD, qual é a resposta prioritária mais adequada?

A Orientar a remoção imediata do conteúdo, registrar institucionalmente o ocorrido pelos canais adequados e adotar comunicação ética e reservada sobre a infração.
B Utilizar as imagens em material interno de educação permanente, porque a finalidade seria técnica e não comercial.
C Discutir inicialmente o caso em grupo profissional de mensagens, para definir se a equipe considera a publicação realmente inadequada.
D Manter o conteúdo no ar, desde que os nomes dos pacientes não apareçam na postagem original.

Durante o acompanhamento de uma criança em quimioterapia, observa-se redução da participação em autocuidado e brincar, associada à fadiga relacionada ao câncer. Levando em conta a prática baseada em evidências em Terapia Ocupacional, qual conduta é mais adequada?

A Preservar a rotina anterior sem adaptações, para evitar regressão funcional e perda de hábito ocupacional.
B Suspender, temporariamente, as atividades ocupacionais até a remissão da fadiga, evitando qualquer demanda adicional.
C Priorizar o fortalecimento muscular como recurso central, porque a fadiga decorre, principalmente, de descondicionamento.
D Aplicar estratégias de conservação de energia, organizar a rotina e adaptar atividades para manter participação com menor custo fisiológico.