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O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Já deu o seu melhor hoje? Vou dar o meu melhor. Você tem de dar o seu melhor. Ele prometeu dar o seu melhor. É a expressão da moda. Todos estamos "dando o nosso melhor", e com a maior sinceridade. As sílabas vão se formando na boca sem passar pelo cérebro, cristalizam-se em palavras e, num átimo, estão ditas. Mas é um bom sinal. Significa que estamos querendo fazer direito, seja o que for. Só não está sendo suficiente. (...) Se realmente quisessem "dar o seu melhor", as pessoas pensariam antes de falar no mínimo para se certificar − de que estão realmente dando o seu melhor. Mas não adianta: "dar o seu melhor" já está no imaginário popular. Estar "no imaginário" é outra coisa que me intriga. É mais uma expressão favorita de nosso tempo. Quando ouço falar que isto ou aquilo está "no imaginário" de alguém, imagino perdão − uma pessoa meio − apalermada, com os olhos em espiral voltados para o teto, como se uma nuvem daquelas de história em quadrinhos, só que vazia, flutuasse sobre sua cabeça. O problema é que, muitas vezes, o isso e o aquilo estão no "imaginário popular", o que me sugere uma população de zumbis nessa condição. Por sorte, o povo brasileiro tem manifestado uma fabulosa resiliência. E aí está outra palavra que só há pouco, sem pedir licença nem dar o seu melhor, entrou no nosso imaginário: "resiliência". Saltou dos dicionários de inglês para a boca do povo sem passar pela alfândega. Até três ou quatro anos, ninguém jamais a pronunciara. Hoje, é obrigatória. "Dar o seu melhor", "imaginário" e "resiliência". Só há uma maneira de evitar esses clichês ocos: ficar "focado". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/

Só há uma maneira de evitar esses clichês ocos: ficar "focado". No período acima, o pronome destacado desempenha papel

A anafórico.
B exofórico.
C catafórico.
D dêitico.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Já deu o seu melhor hoje? Vou dar o meu melhor. Você tem de dar o seu melhor. Ele prometeu dar o seu melhor. É a expressão da moda. Todos estamos "dando o nosso melhor", e com a maior sinceridade. As sílabas vão se formando na boca sem passar pelo cérebro, cristalizam-se em palavras e, num átimo, estão ditas. Mas é um bom sinal. Significa que estamos querendo fazer direito, seja o que for. Só não está sendo suficiente. (...) Se realmente quisessem "dar o seu melhor", as pessoas pensariam antes de falar no mínimo para se certificar − de que estão realmente dando o seu melhor. Mas não adianta: "dar o seu melhor" já está no imaginário popular. Estar "no imaginário" é outra coisa que me intriga. É mais uma expressão favorita de nosso tempo. Quando ouço falar que isto ou aquilo está "no imaginário" de alguém, imagino perdão − uma pessoa meio − apalermada, com os olhos em espiral voltados para o teto, como se uma nuvem daquelas de história em quadrinhos, só que vazia, flutuasse sobre sua cabeça. O problema é que, muitas vezes, o isso e o aquilo estão no "imaginário popular", o que me sugere uma população de zumbis nessa condição. Por sorte, o povo brasileiro tem manifestado uma fabulosa resiliência. E aí está outra palavra que só há pouco, sem pedir licença nem dar o seu melhor, entrou no nosso imaginário: "resiliência". Saltou dos dicionários de inglês para a boca do povo sem passar pela alfândega. Até três ou quatro anos, ninguém jamais a pronunciara. Hoje, é obrigatória. "Dar o seu melhor", "imaginário" e "resiliência". Só há uma maneira de evitar esses clichês ocos: ficar "focado". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/

Estar "no imaginário" é outra coisa que me intriga. A respeito do período acima, assinale a alternativa correta.

A O período é composto por duas orações subordinadas entre si.
B O período é composto por subordinação, com oração reduzida
C O período é composto por subordinação, com duas orações reduzidas.
D O período é composto por coordenação e subordinação, com uma oração coordenada assindética.
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Já deu o seu melhor hoje? Vou dar o meu melhor. Você tem de dar o seu melhor. Ele prometeu dar o seu melhor. É a expressão da moda. Todos estamos "dando o nosso melhor", e com a maior sinceridade. As sílabas vão se formando na boca sem passar pelo cérebro, cristalizam-se em palavras e, num átimo, estão ditas. Mas é um bom sinal. Significa que estamos querendo fazer direito, seja o que for. Só não está sendo suficiente. (...) Se realmente quisessem "dar o seu melhor", as pessoas pensariam antes de falar no mínimo para se certificar − de que estão realmente dando o seu melhor. Mas não adianta: "dar o seu melhor" já está no imaginário popular. Estar "no imaginário" é outra coisa que me intriga. É mais uma expressão favorita de nosso tempo. Quando ouço falar que isto ou aquilo está "no imaginário" de alguém, imagino perdão − uma pessoa meio − apalermada, com os olhos em espiral voltados para o teto, como se uma nuvem daquelas de história em quadrinhos, só que vazia, flutuasse sobre sua cabeça. O problema é que, muitas vezes, o isso e o aquilo estão no "imaginário popular", o que me sugere uma população de zumbis nessa condição. Por sorte, o povo brasileiro tem manifestado uma fabulosa resiliência. E aí está outra palavra que só há pouco, sem pedir licença nem dar o seu melhor, entrou no nosso imaginário: "resiliência". Saltou dos dicionários de inglês para a boca do povo sem passar pela alfândega. Até três ou quatro anos, ninguém jamais a pronunciara. Hoje, é obrigatória. "Dar o seu melhor", "imaginário" e "resiliência". Só há uma maneira de evitar esses clichês ocos: ficar "focado". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/

Em relação às possíveis inferências com a leitura do texto, assinale a alternativa correta.

A O emprego que se faz de termos que o autor considera condenáveis só seria superado com uma atitude igualmente equivocada na sua nomeação na contemporaneidade.
B Os termos criticados pelo autor já ocupam o imaginário popular, o que o leva a incorporá-los ao discurso, como forma de poder alcançar um público cada vez mais numeroso.
C O entendimento de que as expressões criticadas devem ser banidas da língua se dá para que a população consiga de fato expressar seus pensamentos de forma coerente, o que vem atrapalhando a evolução social hoje.
D A crítica que se faz ao emprego de termos novos na língua reside numa postura purista do autor, que não vê nessa atitude algo que enobreça a língua, da forma como ela merece.