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Um empreendedor familiar rural pretende obter crédito para o financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários a serem desenvolvidos em sua propriedade, além de reforma de moradias no imóvel rural. Para que o empreendedor familiar rural possa obter o crédito, a sua propriedade deverá ter área:

A de cinco ou seis módulos fiscais quando se tratar de propriedade individual;
B de até seis módulos fiscais quando se tratar de propriedade individual ou em condomínio;
C entre três e seis módulos fiscais quando se tratar de propriedade individual e outras formas coletivas;
D com fração ideal por proprietário de até quatro módulos fiscais quando se tratar de condomínio rural;
E com fração ideal por proprietário de até seis módulos fiscais quando se tratar de outras formas coletivas de propriedade.

Durante a elaboração do plano de expansão de um consórcio intermunicipal para instalação de um polo logístico de cargas em região de cerrado, técnicos municipais sugeriram que o projeto fosse adaptado às diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Um dos engenheiros afirmou que, por não haver emissão significativa de gases de efeito estufa, não seriam necessárias medidas de mitigação ou adaptação climática. Outro servidor propôs o acesso a linhas de crédito específicas para incentivar práticas sustentáveis no transporte e armazenamento das mercadorias. A Procuradoria-Geral do município solicitou então a análise da legislação federal aplicável. À luz da Política Nacional sobre Mudança do Clima, é correto afirmar que:

A a PNMC não se aplica a empreendimentos que não emitam gases de efeito estufa em níveis superiores aos limites definidos pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;
B a obtenção de linhas de crédito voltadas à mitigação climática exige a prévia adesão formal do município ao Protocolo de Quioto;
C o projeto pode ser incentivado por instrumentos financeiros e econômicos previstos na PNMC, mesmo que não haja emissão significativa de gases de efeito estufa;
D a PNMC se aplica exclusivamente aos setores industrial e energético, não incidindo sobre atividades logísticas, de comércio ou transporte intermunicipal;
E o empreendimento, para ser contemplado pela PNMC, deve obrigatoriamente apresentar plano individual de redução de emissões aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Um estudo realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu que uma política energética adequada deve ser capaz de traduzir o desejo da sociedade e transcender os governos vigentes, estabelecendo objetivos a serem atingidos no longo prazo. Sendo assim, é um objetivo da política energética nacional:

A mitigar as emissões de gases causadores de efeito estufa e de poluentes nos setores de energia e de transportes, inclusive com o uso de biocombustíveis, de hidrogênio de baixa emissão de carbono e seus derivados e da captura e da estocagem geológica de dióxido de carbono;
B proteger os interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos, assegurando que essa proteção perdure mesmo com o fim do governo vigente;
C combater a pobreza energética para garantir o desenvolvimento humano, apoiar as economias locais, fortalecer os serviços públicos e preservar as identidades culturais;
D ampliar o acesso ao gás de cozinha (GLP) entre famílias de baixa renda, reduzindo o uso de lenha e carvão, com impactos positivos para a saúde e o meio ambiente;
E garantir o aproveitamento total da produção nacional de biocombustíveis, restringindo as exportações ao excedente da produção.

A melhoria de processos baseia-se na necessidade de continuamente rever as operações em busca de solução de problemas, aumento de produtividade, racionalização e outros fatores que, juntos, permitem otimização. Nesse contexto, a melhoria contínua de processos em uma organização compreende:

A aplicação de melhorias incrementais para minimização de desperdícios e maximização do uso dos recursos;
B aumento das conferências e aprovações nas etapas de trabalho, garantindo entregas sem erros aos clientes, usuários e cidadãos;
C inclusão de requisitos adicionais a serem cumpridos pela equipe executora, que deve aguardar a disponibilidade dos revisores para avançar para as próximas etapas;
D aplicação de melhorias incrementais, como a automação de processos de ponta a ponta, por meio de alto investimento em tecnologias de informação;
E aplicação de melhorias radicais, realizadas de forma bottom-up ("de baixo para cima"), nas quais pequenas melhorias são incorporadas de maneira autônoma e recorrente pela equipe executora.

A necessidade de sistematizar boas práticas no contexto do gerenciamento de riscos fomentou a criação de diversos modelos e frameworks destinados a auxiliar as organizações nessa tarefa, com destaque para aqueles desenvolvidos pelo COSO ( Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission ), que se tornaram referência no assunto. Entre esses modelos, merece ênfase o COSO-ERM ( Enterprise Risk Management ), atualizado em 2017, que propõe uma abordagem integrada de gerenciamento de riscos, estruturada em componentes inter-relacionados, cada um deles associado a princípios que orientam a atuação organizacional. Com base nesse modelo do COSO-ERM e nas associações entre cada componente e seu princípio correspondente, é correto afirmar que:

A o componente “Governança e Cultura” estabelece, entre seus princípios, que a organização demonstre compromisso com seus valores fundamentais;
B o componente “Estratégia e Definição de Objetivos” estabelece, entre seus princípios, que a organização adote uma visão de portfólio dos riscos;
C o componente “Performance” estabelece, entre seus princípios, que a organização avalie as mudanças importantes capazes de impactar seus objetivos;
D o componente “Revisão e Monitoramento” estabelece, entre seus princípios, que a organização defina o grau de apetite de risco praticado em seus negócios;
E o componente “Informação, Comunicação e Reporte” estabelece, entre seus princípios, que a organização estabeleça as estruturas operacionais do negócio.

Diante do desafio de aprimorar gestão das políticas públicas em uma área social estratégica, um especialista em políticas públicas foi encarregado de elaborar um diagnóstico técnico das ações governamentais implementadas, com o objetivo de classificá-las segundo as principais tipologias de políticas públicas reconhecidas na literatura especializada, facilitando análises mais precisas sobre intervenções futuras. Um exemplo condizente com uma dessas tipologias são:

A as políticas de audiência, que tratam de temas complexos e de difícil estruturação, mas recebem amplo apelo popular;
B as políticas constitutivas, que estabelecem padrões de comportamento a serem seguidos por atores públicos e privados;
C as políticas empreendedoras, que representam políticas em que tanto os custos quanto os benefícios são dispersos na sociedade;
D as políticas redistributivas, que asseguram benefícios específicos a algumas categorias sociais, sendo custeadas por outra categoria distinta de atores;
E as pseudopolíticas, em que os governantes possuem conhecimento suficiente para elaborá-las, mas carecem de interesse legítimo de colocá-las em prática.

“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecidos como Objetivos Globais, foram adotados pelos países-membros das Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade.” (Disponível em: https://www.undp.org/pt/brazil/objetivos-dedesenvolvimento-sustentavel) Dentre as metas dos ODS e da Agenda 2030, está:

A desregulamentar o mercado, segundo o ODS 10 - Redução das Desigualdades;
B garantir a igualdade étnico-racial, segundo o ODS 5 - Igualdade de Gênero;
C garantir acesso a água potável e saneamento a pelo menos 40% da população mundial;
D promover o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental;
E realizar investimentos em energia nuclear para melhorar a produtividade energética e garantir energia a todos.

Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), realizada em Paris, foi adotado um novo acordo internacional com o objetivo principal de intensificar a resposta global frente às mudanças climáticas e fortalecer a capacidade dos países para enfrentar seus impactos. O Acordo de Paris, aprovado por 195 países-membros da UNFCCC, estabelece compromissos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), inserindo esses esforços no contexto mais amplo do desenvolvimento sustentável. Sobre as medidas de mitigação do aquecimento global, o Acordo de Paris estabelece que:

A os países devem seguir as medidas acordadas na COP21 para atingir as metas de redução de emissão de GEE;
B os países em desenvolvimento ficam isentos de medidas de redução da emissão de GEE que impeçam seu desenvolvimento;
C seus signatários se comprometam a manter o aquecimento global abaixo de 3°C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para limitá-lo a 2,5°C;
D os países desenvolvidos devem continuar a assumir a dianteira, adotando metas de redução de emissões absolutas para o conjunto da economia;
E países desenvolvidos devem continuar a fortalecer seus esforços de mitigação, e ser encorajados a progressivamente transitar para metas de redução ou de limitação de emissões para o conjunto da economia, à luz das diferentes circunstâncias nacionais.

Corden e Neary

( 1982 ) foram os primeiros pesquisadores a estudar o fenômeno da doença holandesa. Com base no conhecimento sobre esse tema, é correto afirmar que:

A o aumento da rentabilidade do setor mais competitivo estaria condicionado à descoberta de novas reservas naturais, que ampliaria a oferta produtiva;
B o modelo teórico para compreender a maldição dos recursos naturais era baseado em dois setores: o primário e a indústria;
C o aumento do preço do gás gerou expansão substancial das receitas de exportação dos Países Baixos, o que causou desvalorização da moeda;
D a doença holandesa, também chamada de maldição dos recursos naturais, estaria relacionada à redução de receitas do setor exportador de manufaturas, considerado o setor competitivo;
E o modelo para compreender esse fenômeno era baseado em um setor competitivo (centrado na exploração de recursos naturais), um menos competitivo (indústria em geral); e um terceiro não exposto à concorrência internacional (serviços).

Com base na diversificação e na modernização produtiva do Brasil no século XX, é correto afirmar que:

A a depreciação do câmbio na segunda metade dos anos 1990 prejudicou o desempenho do setor industrial no país;
B o Plano de Metas buscou acelerar o crescimento econômico do Brasil por meio de investimentos em setores estratégicos e com redução de barreiras tarifárias;
C o II PND foi um importante plano de fomento à indústria de bens não duráveis e constituiu-se na última etapa do processo de substituição de importações;
D “carroça” foi a metáfora utilizada por Fernando Collor, no início dos anos 1990, para enfatizar a necessidade da abertura de mercado e modernização do setor automotivo brasileiro;
E a Petrobras, nos anos 1970, após os dois choques do petróleo, reduziu os seus investimentos na exploração offshore , o que prejudicou o desempenho tecnológico da firma na década seguinte.