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Rotineiramente ortopedistas ou neurocirurgiões necessitam auxílio para expor a coluna vertebral para execução de suas intervenções. Durante a realização da toracotomia para acesso à coluna vertebral, deve-se ter atenção com a artéria radiculomedular anterior. Com relação ao cuidado para se evitar lesão nessa importante artéria, é correto afirmar que:

A o acesso à coluna torácica inferior é feito pela esquerda e se deve atentar para evitar isquemia medular com a ligadura da artéria de Adamkiewicz;
B o risco de ligadura da artéria radiculomedular anterior no preparo para o acesso à coluna torácica é semelhante à direita ou à esquerda;
C a medula espinhal lombar representa a área mais estreita da medula espinhal e, por isso, é chamada de “zona vascular crítica da medula espinhal”;
D a angiografia pré-operatória antes da cirurgia na coluna torácica inferior é rotineira e deve ser utilizada;
E o acesso à coluna torácica inferior é feito pela direita e se deve atentar para evitar isquemia medular com a ligadura da artéria inominada.

Uma senhora de 64 anos consulta-se por dor nas pernas. A dor é em peso, uma sensação de fadiga nas pernas, relacionada a momentos em que fica por longos períodos em pé. Não usa qualquer medicamento diariamente. Previamente sadia. O exame físico mostra apenas veias dilatadas e tortuosas da coxa e panturrilha visíveis e palpáveis quando o paciente está em pé. Não há edema, hiperpigmentação da pele nem fibrose. É correto afirmar que:

A elevar as pernas à noite não irá melhorar os sintomas;
B meias elásticas devem ser usadas diariamente durante o sono;
C somente o tratamento cirúrgico é eficaz, de modo que devemos referenciar a senhora ao especialista;
D há alto níveis de evidências justificando o uso de medicamentos venoativos como principal medida não cirúrgica;
E meias elásticas de compressão graduada (pressão de 20–30 mm Hg) reduzem a pressão venosa na perna e podem prevenir a progressão da doença.

Um paciente de 34 anos é levado ao pronto-socorro por sua esposa, pois vem apresentando cefaleia intensa e convulsões sugestivas de crises parciais complexas. Há presença de leve paresia braquiocrural à direita. É realizada uma tomografia computadorizada de urgência. Diante da história epidemiológica, sintomas, exame físico e achados na tomografia computadorizada de crânio, há a suspeita de neurocisticercose. O próximo exame complementar para avaliação dessa hipótese diagnóstica é:

A exame parasitológico de fezes;
B ressonância nuclear magnética de crânio;
C ultrassonografia com Doppler transcraniano;
D eletroencefalograma com mapeamento cerebral;
E PET SCAN cerebral com radiotraçador 18F-Fluordeoxiglicose.

Uma paciente com 48 anos de idade comparece ao pronto-socorro devido a um grande edema de lábios superiores e inferiores, sendo este o primeiro episódio. O angioedema também foi observado na língua, porém com menor acometimento. Não havia sinais de obstrução laríngea. Não foram observadas reações cutâneas urticariformes. Prontamente foi administrado 0,3 ml de uma solução 1:1000 via intramuscular de epinefrina, 25 mg de prometazina e 500 mg de hidrocortisona por via venosa. Cerca de 1 hora após, não houve resposta clínico/terapêutica, permanecendo a paciente com o mesmo aspecto, porém com maior acometimento da língua, sem obstrução de vias aéreas. No pronto-socorro, havia disponíveis plasma fresco congelado e ácido tranexâmico, que foram administrados, resultando em excelente melhora. A doença descrita acima é:

A angioedema por alergia a alimentos – frutos do mar;
B angioedema adquirido;
C angioedema hereditário;
D mastocitose;
E alergia a picada de inseto.

Mpox é um ortopoxvírus do mesmo gênero que os vírus da varíola e vaccínia. Vários surtos dessa enfermidade em seres humanos foram descritos a partir da década de 1970, em especial na República Democrática do Congo e na Nigéria. Em 2022, houve um surto global dessa doença. Em agosto de 2024, a OMS a declarou como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Para o tratamento dessa enfermidade, o fármaco atualmente indicado é:

A molnupiravir;
B tecovirimat;
C paxlovid;
D zanamivir;
E baloxavir marboxil.

Uma paciente deu entrada na emergência de um hospital com história de queimaduras por 80% de todo tegumento, provocadas por acidente na cozinha da sua casa. Meses depois, vem a falecer no CTI por broncopneumonia e choque séptico. O médico clínico plantonista solicita necrópsia médica ao serviço de patologia do hospital. Com base nos dados fornecidos, o médico patologista responsável deve:

A fazer a necrópsia;
B fazer a necrópsia, sendo a causa mortis “broncopneumonia e choque séptico”;
C recomendar que o atestado de óbito informe “causa indeterminada”;
D encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML);
E encaminhar o corpo ao serviço de verificação de óbito (SVO) do estado do Rio de Janeiro.

Paciente masculino, 30 anos de idade, porte atlético, administrador de empresa, em tratamento com acupuntura para distúrbios de ansiedade e insônia. Durante agulhamento e manipulação do ponto PC6 (Neiguan), o médico inseriu agulha (0,25 x 30) com 1,5 cm de profundidade, e o paciente queixou-se de sensação de distensão/choque ao longo do antebraço. O médico erroneamente interpretou esse sintoma como obtenção da energia (De Qi). Continuou manipulando, com vigorosa e contínua estimulação, por 15 minutos com melhora da dor. Ao final da sessão, os dedos do paciente ficaram com limitação funcional do ADM (flexão interfalangianas dos dedos) e parestesia. O médico iniciou aplicação de moxabustão no punho e manobras manuais locais (punho), observando melhora dos sintomas contraturais após 30 minutos. A falha técnica, com lesão do nervo mediano, foi causada por manipulação excessiva e profundidade inadequada, gerando neuropraxia com:

A contratura do músculo superficial dos dedos e parestesia mais intensa do 2º e 3º dedos;
B contratura do músculo superficial dos dedos e parestesia mais intensa do 1º e 2º dedos;
C contratura do músculo superficial dos dedos e parestesia mais intensa do 4º e 5º dedos;
D contratura do músculo superficial dos dedos e parestesia de todos os dedos;
E contratura do músculo superficial e profundo dos dedos e parestesia mais intensa do 1º e 2º dedos.

São conhecidas e bem descritas na literatura médica várias reações leves e autolimitadas que ocorrem como consequência de agulhamento a seco com acupuntura, algumas das quais são adversas. Tecnicamente, a profundidade e a angulação das agulhas, bem como sua manipulação de forma inadvertida, podem apresentar desfecho clínico ruim. O evento adverso cuja incidência tem aumentado e que pode oferecer risco iminente é:

A reação vasovagal;
B pneumotórax;
C tamponamento cardíaco;
D anafilaxia;
E lesão de artérias e nervos periféricos.