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Alguns minutos após iniciado um procedimento endovascular, o arco-em-C que está em uso estranhamente superaquece e, após um leve curto-circuito que desarma o disjuntor da sala, interrompe a emissão de raios. Restabelecida de pronto a energia, o técnico tranquiliza a equipe médica, dizendo que esse aparelho já está antigo para as revascularizações distais. A equipe então nota algumas gotas de óleo no braço do arco, talvez oriundas da ampola emissora de raios-x. O profissional técnico em radiologia que assiste a equipe prontamente oferece a solução de não continuar usando esse aparelho velho e trazer o novo da sala ao lado para que a cirurgia seja reiniciada sem prejuízo de tempo. É adequado que nesse momento, a equipe:

A aceite a sugestão e prossiga tranquilamente sua cirurgia com o aparelho novo;
B aceite o aparelho novo, mas exija a retirada do anterior de sala, dado o risco de vazamento do material radioativo;
C troque o paciente de sala para dar continuidade à cirurgia com o aparelho novo, cuidando para manter distância do que aqueceu;
D suspenda o procedimento e determine o corte de energia elétrica para o setor;
E suspenda o procedimento, evacue a sala e comunique às autoridades sobre o vazamento do óleo contaminado e violação do isolamento da ampola.

Um paciente de 28 anos de idade encontra-se em investigação para aneurisma de aorta abdominal assintomático, descoberto durante exame médico de rotina. Na anamnese o paciente refere úlceras orais dolorosas de repetição e um episódio de úlcera genital. Diante desses fatos, deve-se investigar o diagnóstico de:

A sífilis terciária;
B doença de Bueger;
C arterite de Takayasu;
D síndrome de Behçet;
E aortite mediada por IgG4.

Um paciente de 58 anos se apresenta na emergência com quadro de dor que se iniciou há 4 dias em epigástrio e se localizou em FID. Refere no período febre de 38,5 °C e inapetência. O exame de imagem realizado demostrou um abscesso periapendicular de aproximadamente 6cm. Nesse caso, a conduta associada a menor morbidade é:

A laparotomia exploradora para drenagem de abscesso e apendicectomia;
B drenagem percutânea da coleção associada a terapia com antibiótico;
C laparoscopia para drenagem de abscesso e apendicectomia;
D antibioticoterapia exclusiva;
E apendicectomia robótica.

A doença renal crônica produz anormalidades no balanço do fluido corpóreo e alterações na excreção de sódio e potássio, podendo ocasionar complicações frequentes, do ponto de vista cardiovascular. Uma dessas complicações é(são):

A endomiocardiofibrose;
B síndrome de Takotsubo;
C morte súbita de causa elétrica;
D aneurismas inflamatórios das coronárias;
E displasia arritmogênica do ventrículo esquerdo.

O aqueduto vestibular é um canal ósseo que se estende da parede medial do vestíbulo para uma abertura na superfície posterior da porção petrosa do osso temporal. Através dele, cursa o ducto e o saco endolinfático, preenchidos por endolinfa. A síndrome do aqueduto vestibular alargado (SAVA) é a malformação mais comum do ouvido interno associada a perda auditiva neurossensorial, que cursa com perda auditiva flutuante e/ou progressiva na infância. O diagnóstico é realizado por meio da tomografia computadorizada de mastoide. Segundo o critério clássico de Valvassori, a SAVA é definida como:

A diâmetro maior que 1,0 mm no ponto médio;
B diâmetro maior que 1,5 mm no ponto médio;
C diâmetro maior que 2,0 mm no ponto médio;
D diâmetro maior que 2,5 mm no ponto médio;
E diâmetro maior que 3,0 mm no ponto médio.

Uma lactente de 8 meses, com febre de 38,5 °C, coriza e tosse, foi levada ao posto de saúde para ser vacinada contra influenza pela primeira vez. Considerando o estado dessa lactente, a equipe do posto de saúde deve: Considerando o estado dessa lactente, a equipe do posto de saúde deve:

A aguardar a remissão do quadro febril para vacinar uma criança;
B vacinar a criança com dose única da vacina;
C vacinar a criança e indicar seu retorno ao posto após 1 mês para dose de reforço;
D aguardar 15 dias após o desaparecimento de todos os sintomas para vacinar a criança;
E vacinar a criança após 12 meses, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações.

Paciente feminina de 18 anos é levada ao neurologista com quadro de curso progressivo há 2 anos, de desequilíbrio de marcha e incoordenação motora apendicular, dificultando as atividades de vida diária. Ao exame são identificados nistagmo às miradas horizontais, disartria, dismetria nos quatro membros, arreflexia profunda, reflexo cutâneo-plantar em extensão bilateral e apalestesia distal em membros inferiores. Diagnóstico prévio de escoliose, sem outras comorbidades. Não há história familiar. Os pais são primos. Uma causa genética foi aventada e confirmada com o seguinte exame:

A expansão GAA no gene FXN localizado no cromossomo 9q13;
B expansão CAG no gene CACNA1A localizado no cromossomo 19q13;
C expansão CAG no gene ATXN3 localizado no cromossomo 14q.32.1;
D atrofia cerebelar na ressonância magnética de crânio;
E hipersinal nas fibras transversas na ponte na ressonância magnética de crânio.

Um menino de 12 anos, com deficiência intelectual a alterações comportamentais (irritabilidade, hiperatividade), é levado ao foniatra para esclarecimento diagnóstico. Ao exame, constatamse fácies alongada, orelhas grandes e em abano, mandíbula proeminente e deficiência intelectual. Com base na história e no exame físico, a hipótese diagnóstica mais provável é:

A síndrome do X frágil;
B síndrome de Prader Willi;
C síndrome de Down;
D síndrome de Rett;
E síndrome de Pierre Robin.

Uma criança de 9 anos do sexo masculino, com quadro de impulsividade, inquietude e desatenção que a prejudicam tanto em casa quanto no ambiente escolar, teve a sua mãe chamada na escola devido a seu baixo rendimento escolar e à dificuldade nas funções executivas. Os exames de otoscopia tiveram resultados normais e a audiometria ficou dentro dos padrões da normalidade. Diante do exposto acima, o provável diagnóstico é:

A otite serosa;
B dislexia;
C transtorno do espectro do autismo;
D transtorno do desenvolvimento da linguagem;
E transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Um paciente de 45 anos, com paralisia facial periférica à direita, compareceu a consulta otorrinolaringológica para avaliação. Ao exame, apresentou teste de Schirmer normal, ausência de reflexo estapédico e alteração da gustação à direita. Com relação ao topodiagnóstico, a lesão do nervo facial está localizada:

A antes da saída do ramo grande petroso superficial;
B depois da saída do ramo corda do tímpano;
C antes do gânglio geniculado;
D depois da saída do ramo grande petroso superficial e antes da saída do ramo estapédico;
E depois da saída do ramo estapédico e antes da saída do ramo corda do tímpano.