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Prazeres da “melhor idade” A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte. Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica. Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão. Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir. (Ruy Castro. Folha de S.Paulo , 29.01.2012. Adaptado) *João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro .

Assinale a alternativa em que a pontuação pode ser modificada de acordo com a norma-padrão e sem alterar o sentido do texto.

A Ponto e vírgula em: Num rápido exercício intelectual; concluí que, não tendo necessidades especiais…
B Parênteses em: … você pensa duas vezes antes de (se abaixar) para pegar o lápis que deixou cair…
C Travessões em: … o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale – segundo o João Ubaldo Ribeiro – a uma modalidade…
D Ponto final em: “Voltando da farra, Ruy.”
E Reticências em: “Que nada… Estou voltando da farmácia…”
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Prazeres da “melhor idade” A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte. Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica. Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão. Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir. (Ruy Castro. Folha de S.Paulo , 29.01.2012. Adaptado) *João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro .

De acordo com o emprego e a colocação dos pronomes estabelecidos pela norma-padrão, a expressão destacada na frase pode ser substituída pela expressão entre parênteses na alternativa:

A Quando encontrou o jovem casal , o autor voltava da farmácia. (encontrou-o)
B Os integrantes da “melhor idade” são aqueles que mais enfrentam hipertensão e queda de cabelo . (enfrentam-nas)
C Em Congonhas, o autor subitamente ouviu o anúncio de embarque . (ouviu-o)
D É difícil, quando se está mais velho, abaixar para pegar um objeto . (pegar-lhe)
E Feitas as constatações, resta ao autor incluir-se no grupo da “melhor idade”. (resta-lhe)
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A Ilha Fiscal Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos. O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país. Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias. Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas. Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda. (Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa , julho de 2014. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que

A a escolha da arquitetura gótica para a construção do posto alfandegário seguia a moda vigente no século XIX.
B o baile de novembro de 1889 na Ilha Fiscal não teve o fausto característico das tradicionais festas imperiais.
C a convicção de D. Pedro II a respeito do poder da monarquia mostrou-se infundada em vista dos fatos sucessivos ao baile.
D os oficiais chilenos receberam tratamento diferenciado, uma vez que foram recebidos por moças vestidas de fadas e de sereias.
E os protestos violentos organizados pelos republicanos contra a monarquia acirraram após a realização do baile na Ilha Fiscal.
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A Ilha Fiscal Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos. O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país. Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias. Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas. Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda. (Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa , julho de 2014. Adaptado)

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:

A A Ilha Fiscal era um posto alfandegário no Rio de Janeiro, à época capital do Brasil.
B Em meio à valsas e polcas, todos os convidados se divertiam pelos salões ricamente decorados.
C A autoria do projeto, que tem influências europeias, é atribuída à Adolpho Del Vecchio.
D A festa, dedicada à receber cinco mil pessoas, foi um marco de extravagância.
E Devido à uma necessidade de controle das mercadorias, a Ilha dos Ratos transformou-se em Ilha Fiscal.
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A Ilha Fiscal Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos. O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país. Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias. Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas. Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda. (Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa , julho de 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal segue a norma-padrão da língua portuguesa.

A O cardápio incluía inúmeras iguarias, que chegava aos convidados em pratos decorados com flores e frutos.
B Homenageadas pela festa, a comitiva chilena era formada por oficiais do couraçado Almirante Cochrane.
C A fiscalização das mercadorias importadas e exportadas eram essencial para a atividade econômica do Império.
D Na noite de novembro de 1889 participava do último e histórico baile imperial cinco mil convidados.
E Por conta dos avanços das ideias republicanas, escreviam-se as últimas linhas do período imperial no Brasil.

Os carregadores trouxeram o armário e o instalador não chegou. A negação lógica dessa afirmação é:

A se os carregadores não trouxeram o armário, então o instalador chegou.
B os carregadores não trouxeram o armário e o instalador chegou.
C se o instalador não chegou, então os carregadores não trouxeram o armário.
D os carregadores não trouxeram o armário ou o instalador chegou.
E os carregadores trouxeram o armário ou o instalador não chegou.

Se as providências foram tomadas, então não houve problema. Uma afirmação que é logicamente equivalente a essa é:

A As providências foram tomadas e não houve problema.
B Se houve problema, então as providências não foram tomadas.
C Houve problema ou as providências não foram tomadas.
D Se as providências não foram tomadas, então houve problema.
E As providências não foram tomadas e houve problema.

Considere as afirmações e os respectivos valores lógicos atribuídos a cada uma delas.

I. Francisco é advogado e Gerson é analista. FALSA

II. Gerson é analista ou Hugo é engenheiro. VERDADEIRA

III. Se Francisco é advogado, então Igor é jornalista. FALSA

IV. Se Joel é assistente, então Hugo não é engenheiro. VERDADEIRA

V. Se Lucas é técnico, então Joel é assistente. VERDADEIRA. A partir dessas informações, é correto concluir que

A Lucas é técnico.
B Joel não é assistente.
C Igor é jornalista.
D Hugo não é engenheiro.
E Gerson é analista.

Em um computador com Microsoft Windows 7, em sua configuração original, dentro da pasta Documentos existe uma pasta chamada Temp e dentro dela existe um único arquivo chamado Anotações.txt. Um usuário abriu esse arquivo usando o Bloco de Notas. Em seguida, e sem fechar o Bloco de Notas, o usuário abriu o Windows Explorer, selecionou essa pasta Temp e pressionou a tecla DEL. Assinale a alternativa correta sobre o resultado de pressionar a tecla DEL e confirmar quaisquer perguntas feitas eventualmente pelo Windows.

A A pasta não será apagada porque o arquivo Anotações.txt está aberto.
B A pasta será apagada, tendo sido enviada para a Lixeira.
C A pasta será apagada em definitivo, não sendo enviada para a Lixeira.
D A pasta ficará oculta, tendo sido enviada para a Lixeira.
E O arquivo Anotações.txt será apagado, tendo sido enviada para a Lixeira, deixando a pasta completamente vazia.