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Uma primigesta de 10 semanas chega à emergência referindo náuseas e vômitos persistentes, mesmo já tendo utilizado gengibre 250 mg 6/6h e realizado acupuntura no ponto P6. Nesse caso, a próxima conduta terapêutica, em termos de tratamento hierarquizado, é:

A vitamina B6 + doxilamina;
B dimenidrato + meclizina;
C prometazina + metoclopramida;
D ondrasentona + tiamina;
E metilprednisolona + difenidramina.

Um paciente de 50 anos, sem doenças crônicas, apresenta história de obstrução nasal, secreção nasal e hiposmia há mais de 12 semanas. Realizou tratamento com antibiótico sem resposta adequada. A tomografia computadorizada de cavidades paranasais evidenciou presença de velamento em seio maxilar esquerdo com material hiperdenso de permeio com calcificações lineares em seu interior. Com base na história clínica e nos achados tomográficos, a hipótese diagnóstica mais provável é:

A rinossinusite fúngica alérgica;
B polipose nasossinusal;
C rinossinusite fúngica não invasiva – bola fúngica;
D nasoangiofibroma;
E rinossinusite fúngica invasiva aguda – mucormicose.

Um paciente de 8 anos queixa-se de pescoço inchado à direita. Ao exame, verifica-se uma massa na região lateral do pescoço, indolor, não endurecida, localizada ao longo da borda anterior do músculo esternocleidomastoideo, próximo ao ângulo da mandíbula à direita. Essa descrição é compatível com:

A abscesso de Bezold;
B angina de Ludwig;
C linfoadenite aguda;
D cisto tireoglosso;
E cisto branquial.

Uma mulher de 39 anos chega ao ambulatório com queixa de dificuldade para engolir, inicialmente apenas para sólidos, mas agora também para líquidos, que vem se agravando progressivamente nos últimos 8 meses. Ela também relata perda de peso significativa de mais de 10 kg e episódios de regurgitação de alimentos não digeridos. Não há histórico de doenças crônicas ou cirurgia prévia. No exame físico, o estado geral é bom, mas com perda ponderal evidente. A endoscopia digestiva alta revela retenção de alimentos no esôfago, sem evidências de estenose ou massa. A manometria esofágica mostra aperistalse no corpo do esôfago e ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição. Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável para essa paciente é:

A esofagite eosinofílica;
B carcinoma esofágico;
C doença do refluxo gastroesofágico;
D acalasia;
E estenose esofágica.

Um paciente de 55 anos, em pré-operatório de retossigmoidectomia, com diagnóstico de adenocarcinoma de junção retossigmoide, relata perda de 7 kg nos últimos 3 meses (peso habitual 85 kg), referindo também perda de apetite nas últimas duas semanas. A ferritina sérica é de 280 ng/dL e a albumina sérica é de 4,2 g/dL. A terapia nutricional ideal para esse paciente é:

A nutrição enteral e imunonutrição parenteral por 14 dias;
B suplementação proteico-calórica e imunonutrição via oral por 5 a 7 dias;
C dieta livre oral normal, pois ele não se encontra em risco nutricional;
D nutrição enteral por 5 a 7 dias e nutrição parenteral total por 5 a 7 dias;
E nutrição parenteral total e imunonutrição parenteral por 5 a 7 dias.

Em relação à depressão geriátrica, é correto afirmar que:

A está associada a um risco maior de desenvolver demência;
B é uma consequência normal do envelhecimento;
C pacientes que apresentam o primeiro episódio depressivo quando já idosos costumam ter história familiar positiva;
D pacientes casados e do sexo masculino apresentam maior risco;
E a ideação suicida é mais comum nesse grupo de pacientes em comparação com pacientes mais novos.

Uma mulher de 24 anos apresenta os seguintes sintomas que ocorrem antes de sua menstruação: irritabilidade, ansiedade intensa, aumento do apetite principalmente para doces, sentimento de depressão profunda e insônia. Os sintomas levam a um prejuízo em seu funcionamento social e melhoram após a menstruarão. O provável diagnóstico é:

A síndrome pré-menstrual;
B transtorno de ansiedade generalizada;
C transtorno depressivo maior;
D transtorno afetivo bipolar;
E transtorno disfórico pré-menstrual.

Um paciente idoso atendido em consulta ambulatorial com perda ponderal significativa não intencional poderia ser classificado com síndrome consumptiva na dependência de outros sinais e sintomas. As principais possibilidades para síndrome consumptiva em idosos ambulatoriais são:

A doença do refluxo gastroesofagiano, úlcera péptica e tumores do estômago;
B transtorno depressivo, alterações benignas do trato digestivo e doenças malignas;
C tuberculose pulmonar, insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica;
D anorexia nervosa, doenças degenerativas neurológicas e medicamentos;
E doença de Parkinson, doença de Alzheimer e efeitos medicamentosos adversos.

Um paciente politraumatizado, vítima de atropelamento, é atendido na via pública pela ambulância do SAMU. A vítima apresenta fratura exposta de pernas e sangramento profuso, por múltiplos pontos. A medida terapêutica que deve ser feita ainda na fase préhospitalar é:

A transfundir plasma fresco congelado;
B infundir ácido tranexâmico em bolo;
C transfundir sangue total;
D infundir concentrado de fator VII recombinante;
E infundir solução de gelatina.