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Homem, 40 anos, previamente hígido, deu entrada no centro de terapia intensiva com sepse por pneumonia adquirida na comunidade, sem histórico de internações prévias, sem uso recente de antimicrobianos, sem alergias. Foi coletado hemoculturas antes do início do tratamento empírico. Seguindo as boas práticas de uso de antimicrobianos, assinale a opção que contém a prescrição correta de antimicrobiano(s) iniciado(s) empiricamente para o tratamento desse paciente.

A Ceftriaxona.
B Polimixina B.
C Polimixina B +Meropeném.
D Vancomicina + Meropeném.
E Vancomicina + Piperacilina-Tazobactam

Paciente do sexo feminino de 62 anos, teve eventos tromboembólicos e atualmente faz uso de Varfarina 5 mg/dia. Ao chegar no Centro de Informações sobre Medicamentos na unidade de saúde, relatou se automedicar com ácido acetilsalicílico de forma paliativa para evitar sentir dores no corpo. Sobre a conduta do farmacêutico responsável ao se deparar com esse caso no Centro de Informações sobre Medicamentos, assinale a afirmativa correta.

A Deve prescrever outro medicamento que evite interação medicamentosa.
B Deve indicar a remoção da varfarina, uma vez que o uso crônico de aspirina promove efeito anticoagulante e possui menor reação adversa quando comparada à varfarina.
C Deve recomendar a descontinuação do ácido acetilsalicílico e manter o uso da varfarina, explicando os efeitos adversos e os perigos associados ao uso desses dois medicamentos.
D Deve explicar os efeitos adversos do uso desses medicamentos e elaborar um questionário para a paciente, recolhendo possíveis medicamentos que possam gerar mais efeitos adversos.
E Deve recolher a receita da varfarina 5mg/dia e informar ao médico responsável a interação medicamentosa, indicando possíveis medicamentos que não gerem efeitos adversos para a paciente, garantindo uma correta abordagem terapêutica.

O Centro de Informações sobre Medicamentos possui uma equipe competente para desempenhar suas atividades no contexto de atenção à saúde dos pacientes que recorrem à essa unidade. Assinale a opção que apresenta a correta organização da equipe do Centro de Informações sobre Medicamentos.

A Uma equipe multidisciplinar que deve ter médicos para a correção de possíveis erros de diagnóstico.
B Uma equipe multidisciplinar que deve ter farmacêuticos para prestar informações de média e alta complexidade sobre o uso adequado de medicamentos para os pacientes.
C Uma equipe multidisciplinar com profissionais de residência farmacêutica, que devem apresentar relatórios para o rastreio de possíveis erros de prescrição médica para a Secretaria de Saúde.
D Uma equipe multidisciplinar com representantes da comunidade local que, em conjunto com profissionais farmacêuticos, rastreiam possíveis usos equivocados de medicamentos.
E Uma equipe multidisciplinar que deve ter farmacêuticos para acompanhar os pacientes em suas casas quanto ao uso dos medicamentos prescritos pela unidade de saúde, a fim de complementar a atenção farmacêutica.

Paciente grávida de 54 anos entrou em contato com o Centro de Informações sobre Medicamentos e relatou ter tomado um chá de algum material vegetal recomendado por um parente, com o intuito de reduzir constipação. Entretanto, ela apresenta fortes dores abdominais e diarreia após o consumo do chá e demostra preocupação com a gravidez. Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que indica a orientação correta dada pelo farmacêutico presente no Centro de Informações sobre Medicamentos.

A Indicar repouso e ingestão maior de líquidos para evitar desidratação, evitando alarmar a paciente, pois a princípio não foi administrado nenhum medicamento que promovesse o caso clínico.
B Convocar uma equipe técnica para levar a paciente o mais rápido possível para o atendimento médico, elaborando relatório com a breve descrição do caso, recomendando uma ultrassonografia para ver o estado do feto.
C Encaminhar relatório para o médico responsável pela paciente sobre o uso do chá, informar a paciente sobre a ingestão de chás sem consentimento do médico e levar imediatamente para a emergência, prescrevendo soroterapia.
D Encaminhar a paciente diretamente para a emergência e informar a possibilidade de entrada em trabalho de parto ao obstetra responsável, convocando equipes especializadas na unidade de saúde para internação da paciente.
E Perguntar se a paciente sabe de que planta foi feito o chá, a quanto tempo ela tomou esse chá, se ela usa faz uso de algum medicamento e orientar sobre a ingestão de certas substâncias durante a gravidez, encaminhando-a para a unidade de atendimento de saúde.

O procedimento operacional padrão para prescrição por via de administração, garante a padronização da administração medicamentosa em unidades de saúde e tem como objetivo, garantir a correta administração de medicamentos, graças ao estabelecimento de diretrizes claras e precisas. Dessa forma, em caso de internação hospitalar em que se dará a administração de medicamento endovenoso, assinale a opção que apresenta todas as informações necessárias.

A Deve conter o nome do medicamento e a concentração do fármaco, pois são as informações mais importantes.
B Deve conter o nome do medicamento, a concentração do fármaco, as orientações de uso do medicamento, para garantir a correta administração.
C Deve conter o nome do medicamento, a concentração do fármaco, as orientações de uso do medicamento e a velocidade de infusão endovenosa evitando complicações na administração.
D Deve conter o nome do medicamento, a concentração do fármaco e a velocidade de infusão endovenosa sem haver a necessidade de explicitar as orientações de uso do medicamento que serão passadas pela equipe farmacêutica.
E Deve conter o nome do medicamento, a concentração do fármaco, a forma farmacêutica, a dose do medicamento, o diluente, o volume de administração, a via de administração, a velocidade de infusão, a posologia e as orientações de administração e uso, pois assim se garante um gerenciamento detalhado da administração endovenosa para o paciente.

Um paciente de 57 anos, recuperando-se de infarto agudo do miocárdio e da revascularização deste com dois stents farmacológicos, encontra-se agora em uso de dupla antiagregação plaquetária pelos próximos 6 meses. Descobriu, durante a investigação do infarto, um nódulo tireoidiano em ⅓ superior de lobo direito, isoecoico, regular, altamente vascularizado, com margens regulares, mais largo do que alto, medindo 2,2x1,8x3 cm. Seu TSH é 0,8 (N 0,40 a 5,8 µUI/ml). Foi solicitada a citologia do nódulo, que resultou em Bethesda IV (neoplasia folicular). Nesse cenário, os resultados que indicariam baixo risco de malignidade e permitiriam, com isso, evitar uma cirurgia nesse momento são:

A PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), calcitonina baixa e cintilografia não captante no nódulo;
B cintilografia não captante no nódulo, teste molecular negativo, calcitonina baixa;
C PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), revisão de lâmina Bethesda II e cintilografia não captante no nódulo;
D PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), teste molecular negativo, calcitonina baixa;
E PET-Scan (Alto SUV no nódulo), teste molecular negativo, cintilografia captante no nódulo.

Uma paciente de 24 anos, nuligesta e com desejo de engravidar, foi submetida a uma anexectomia unilateral por cisto ovariano. Contudo, o exame histopatológico evidenciou cistoadenocarcinoma seroso. A conduta mais adequada para essa paciente é:

A realização de quimioterapia e radioterapia adjuvante;
B conduta expectante, uma vez que já fora realizada a anexectomia;
C reabordagem cirúrgica para estadiamento, com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica e biópsias peritoneais múltiplas;
D reabordagem cirúrgica com histerectomia total, salpingo-oforectomia contralateral, omentectomia infracólica e linfonodectomia pélvica e periaórtica;
E reabordagem cirúrgica com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica, biópsias peritoneais e do ovário contralateral, mesmo se macroscopicamente normal.

Uma mulher de 50 anos, submetida a colecistectomia devido a colelitíase, apresenta, no laudo histopatológico, neoplasia de vesícula (T1b), com invasão perineural e microvascular, sem imagens sugestivas de metástase aos exames complementares. A conduta mais adequada nesse caso é:

A cirurgia de Fain e congelação da margem do ducto cístico;
B seguimento clínico, pois o problema já foi resolvido com a colecistectomia;
C hepatectomia direita e linfadenectomia das regiões periportal, hepatoduodenal e tronco celíaco;
D ressecção dos pórticos e linfadenectomia das regiões periportal, tronco celíaco e hepatoduodenal;
E ressecção dos segmentos IV e V, linfadenectomia periportal, hepatoduodenal e do tronco celíaco, ressecção dos pórticos e congelação da margem do ducto cístico.

O psicólogo, ao atuar na Saúde Pública, precisa assumir o compromisso com um novo paradigma assistencial, que, por vezes, é pouco abordado durante a sua graduação. Entre os conceitos que instrumentalizam o psicólogo para atuar especialmente no campo da saúde pública, e que o capacitam nos processos de intervenção e de produção de conhecimento estão

A as necessidades sociais de saúde, a multideterminação das doenças e a prevenção e promoção de saúde.
B as necessidades de saúde, a produção da doença psicossomática e a prevenção de doenças.
C as necessidades sociais de saúde, a determinação psicológica das doenças e a prevenção e promoção de saúde.
D as necessidades sociais de saúde, a multideterminação das doenças e a prevenção em saúde mental.
E as necessidades de saúde, a produção da doença psicossomática e a prevenção em saúde mental.

As consequências psicológicas de um desastre são inevitáveis, pois este se configura como uma fonte acelerada de estresse, de ameaça à vida e fonte de destruição. Na fase de prevenção , o psicólogo deve atuar

A na elaboração de políticas públicas junto com os outros profissionais que atuam na área da Defesa Civil.
B na estruturação da ajuda humanitária, no retorno o mais breve possível à normalidade e no resgate moral da população atendida.
C nos sinistros, direta ou indiretamente, ajudando a trabalhar as consequências do desastre sobre a vida das vítimas, da comunidade e dos profissionais.
D na elaboração de ações públicas, em uma equipe de profissionais de diferentes áreas, agindo como intermediário junto aos órgãos competentes.
E como colaborador na elaboração de projetos pedagógicos sobre práticas preventivas, percepção dos riscos e educação ambiental.