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Paciente nascido a termo por sofrimento fetal agudo com diagnóstico de asfixia perinatal, tem 8 horas de vida e está intubado em ventilação mecânica com parâmetros altos: pressão inspiratória de 24 cmH20, PEEP de 8 cmH20, frequência respiratória de 45 irpm e FiO2 de 100%. Apesar disso, mantém saturação em membro superior direito de 80% e em membro inferior direito de 70% com cianose central e instabilidade hemodinâmica. Realizado ecocardiograma funcional que evidenciou abaulamento do septo interventricular para esquerda com refluxo tricúspide importante, além de disfunção biventricular. Em relação à condução desse caso, assinale a alternativa correta.

A A asfixia perinatal não se correlaciona com os achados clínicos e ecocardiográficos devendo-se pesquisar outras causas, sendo infecção a mais importante delas
B Os achados clínicos e ecocardiográficos são compatíveis com hipertensão pulmonar, sendo o óxido nítrico inalatório associado a um inotrópico, como a dobutamina, uma boa opção terapêutica nesse momento
C A disfunção biventricular pode ser tratada com expansão volêmica com solução cristaloide em alíquotas de 20 ml/kg
D Deve-se aumentar ainda mais os parâmetros ventilatórios a fim de aumentar a pressão média de vias aéreas para melhorar a oxigenação
E A diferença de saturação pré e pós-ductal provavelmente se deve a um shunt esquerdo-direito pelo canal arterial ainda pérvio

Pré-termo extremo de 27 semanas e 2 dias com peso de 850 g nasceu por via vaginal após trabalho de parto prematuro com boa vitalidade, sendo acoplado precocemente ao CPAP com pressão de 7 cmH20 e FiO2 de 40%. Foi realizado ciclo completo de corticoterapia antenatal. Evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório com sinais de desconforto e necessidade de aumentos sucessivos da fração inspirada de oxigênio até 50% na primeira hora de vida. Sobre a assistência ventilatória desse paciente, assinale a alternativa correta.

A A administração de surfactante exógeno só está indicada naqueles prematuros extremos que estão sob ventilação mecânica
B O tempo decorrido entre o nascimento e a administração do surfactante não influencia no prognóstico da síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido
C A realização da corticoterapia antenatal contraindica a terapia de reposição de surfactante após o nascimento
D A intubação precoce associada a ventilação mecânica com volume corrente acima de 6 ml/kg está relacionada a melhores desfechos ventilatórios nos prematuros extremos
E Há indicação da realização de terapia de reposição de surfactante, preferencialmente por técnica minimamente invasiva, devido ao diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido

A síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido (SDR) consiste na deficiência de produção e/ou de liberação do surfactante, acarretando desconforto respiratório progressivo, principalmente nos prematuros abaixo de 32 semanas de idade gestacional. Sobre essa doença, sua fisiopatologia e tratamento, assinale a alternativa correta.

A O surfactante é produzido pelos pneumócitos tipo I e reduz a tensão superficial nos alvéolos, impedindo seu colabamento
B A corticoterapia antenatal estimula a produção e a liberação do surfactante e, portanto, quando é realizada de maneira adequada exclui o diagnóstico de SDR
C O surfactante é composto por lipídeos e proteínas que reduzem a tensão superficial alveolar, impedindo o seu colabamento
D A ausência de surfactante leva ao colabamento das vias aéreas de grande calibre, levando a insuficiência respiratória
E A terapia de reposição do surfactante melhora apenas momentaneamente a ventilação e a troca gasosa no prematuro extremo, não influenciando na história natural da SDR

A hérnia diafragmática congênita é uma malformação grave que compromete o desenvolvimento pulmonar do feto, levando a um quadro de hipertensão pulmonar no recémnascido. Sobre a reanimação em sala de parto de um recém-nascido com essa malformação, assinale a alternativa correta.

A A aspiração das vias aéreas está contraindicada
B O uso do ventilador manual em T é contraindicado; deve-se dar preferência ao balão auto inflável com máscara para ventilação
C A intubação deve ser postergada o máximo possível
D Nessa situação deve-se proceder a intubação imediata para realização da ventilação com pressão positiva
E A ventilação não-invasiva em sala de parto melhora o prognóstico desses pacientes

O leite materno é o padrão-ouro na alimentação dos recém-nascidos, inclusive para aqueles internados em unidade de terapia intensiva. Mesmo considerando as necessidades metabólicas diferenciadas dos prematuros, o leite materno é o alimento ideal nesse momento da vida. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.

A O leite da mãe de um prematuro tem maiores concentrações de proteínas e lipídeos, o que está em consonância com a maior necessidade que esses pacientes têm desses nutrientes
B Devido à imaturidade renal dos prematuros e pela maior concentração de proteínas no leite das mães desse tipo de paciente, recomendase utilizar preferencialmente fórmula infantil para alimentação nos primeiros dias de vida.
C Infecções maternas como sífilis e toxoplasmose impedem o uso do leite materno cru em recém-nascidos prematuros
D O processo de pasteurização do leite materno para uso em recém-nascidos prematuros não traz nenhum prejuízo imunológico ou nutricional e é indicado em todos os casos, independentemente da idade gestacional
E O uso de aditivos no leite materno altera profundamente a sua composição, não sendo indicado para prematuros extremos

A hipertensão intracraniana está associada a prognóstico ruim e elevada mortalidade. Há indicação de monitorização da pressão intracraniana em pacientes com trauma cranioencefálico grave com a finalidade de reduzir mortalidade intra-hospitalar e 2 semanas após a lesão. Acerca dos tipos de monitorização intracraniana (intraventricular ou intra-parenquimatosa), assinale a alternativa correta.

A É possível recalibrar a monitorização intraparenquimatosa se necessário
B Os cateteres intraventriculares apresentam menor risco de infecção
C Comparativamente, a monitorização intraventricular é mais cara que a intraparenquimatosa
D É possível utilizar a monitorização intraparenquimatosa como drenagem de líquor e terapia de redução de pressão intracraniana
E Comparativamente, a monitorização intraventricular é mais acurada que a intraparenquimatosa

Recém-nascido de parto vaginal apresenta alteração em parede abdominal em que há saída de alças intestinais com parte do fígado e do estômago para o meio exterior, encobertos por uma membrana translúcida e íntegra localizada na linha média, estando o cordão umbilical localizado no centro do defeito. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.

A Trata-se de uma gastrosquise e há forte associação com alterações genéticas e outras malformações congênitas
B Tem-se uma onfalocele e deve-se investigar outras malformações
C O diagnóstico é de onfalocele, que costuma ser uma malformação isolada, sem necessidade portanto do rastreio de outras alterações congênitas
D O recém-nascido possui uma gastrosquise, sem necessidade de rastrear outras malformações
E Trata-se de um cisto de cordão umbilical e a cirurgia de correção pode ser programada ambulatorialmente após maior crescimento da cavidade abdominal

A parada cardiorrespiratória é uma das situações mais dramáticas na medicina. Quando assistida, há aumento na chance de sobrevivência, principalmente quando seguida a sistematização do atendimento estabelecida pelas diretrizes de suporte avançado de vida cardiovascular. Acerca das drogas administradas nesse processo, assinale a alternativa correta.

A A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
B A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 150 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
C A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 150 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 1 a 1,5 mg/kg e a segunda de 0,5 a 0,75 mg/kg
D A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 150 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 0,5 a 0,75 mg/kg e a segunda de 1 a 1,5 mg/kg
E A adrenalina deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de parada cardíaca; a primeira dose de amiodarona é de 300 mg em bôlus, e a segunda de 300 mg em bôlus, somente em caso de ritmo chocável, com a alternativa à amiodarona sendo a lidocaína, sendo a primeira dose de 0,5 a 0,75 mg/kg e a segunda de 1 a 1,5 mg/kg

Prematuro extremo de 26 semanas de idade gestacional de nascimento, internado em UTI neonatal, tem 20 dias de idade cronológica e estava estável, em ventilação não-invasiva e dieta enteral plena com fórmula infantil para prematuros. Nas últimas horas apresentou três episódios de vômito, distensão abdominal dolorosa e evacuações sanguinolentas. Evoluiu também com pulsos filiformes, hipotensão, tempo de enchimento capilar prolongado e apneias sucessivas, sendo intubado para início de ventilação mecânica invasiva. Sobre essa situação clínica, assinale a alternativa incorreta .

A O paciente apresenta sinais de choque séptico devendo-se realizar expansão volêmica e início imediato de antibioticoterapia
B O jejum faz parte do tratamento do quadro acima, devendo a dieta enteral ser suspensa imediatamente
C A avaliação do cirurgião pediátrico não deve ser solicitada pois não há sinais de pneumoperitônio no exame físico
D A realização de radiografia de abdome pode evidenciar alterações características como a pneumatose intestinal
E Mesmo que o hemograma apresente escore de Rodwell abaixo de 3, não podemos descartar a hipótese de enterocolite necrotizante

A lesão renal aguda é fator de pior prognóstico em pacientes internados na terapia intensiva. Além das medidas clínicas de manejo hemodinâmico e hidroeletrolítico, dispomos das terapias substitutivas renais para melhor condução desses pacientes. Acerca dessa ferramenta, assinale a alternativa correta.

A A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
B A hemodiálise intermitente tem duração diária de 18 a 24 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
C A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, baixo clearance de ureia e pode ser indicada sem anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, alto clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
D A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, alto clearance de ureia e requer anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, baixo clearance de ureia e não necessita de anticoagulação
E A hemodiálise intermitente tem duração diária de 3 a 6 horas, frequência de 3 vezes por semana com indicações adicionais conforme o necessário, baixo clearance de ureia e requer anticoagulação; a diálise peritoneal tem duração diária de 24 horas, frequência diária, alto clearance de ureia e não necessita de anticoagulação