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As epístolas paulinas constituem um dos principais corpos literários do Novo Testamento. Carson, Moo e Morris analisam cuidadosamente a autoria, a datação, o contexto e a estrutura de cada uma das cartas atribuídas ao apóstolo Paulo, reconhecendo tanto a autenticidade das cartas principais quanto os debates acadêmicos em torno das chamadas “epístolas disputadas”. Segundo os autores, qual é a posição mais tradicional e defendida por boa parte da pesquisa evangélica quanto à autoria paulina?

A Paulo escreveu as epístolas atribuídas a ele, com variações de estilo explicáveis por circunstâncias pessoais e uso de secretários (amanuenses).
B Nenhuma das epístolas é considerada verdadeiramente paulina, pois a crítica interna demonstra profundas divergências teológicas.
C As cartas paulinas devem ser consideradas produto coletivo das comunidades, tendo Paulo apenas como figura simbólica editorial.
D As epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito) são unanimemente rejeitadas pelos estudiosos conservadores como não paulinas.
E Apenas Romanos, Gálatas e 1 Coríntios são aceitas como autênticas entre os estudiosos, sendo as demais consideradas pseudepígrafos.

Na obra Paulo: uma biografia , o teólogo e historiador N. T. Wright propõe uma leitura que interpreta a vida e o pensamento do apóstolo Paulo a partir de seu contexto histórico, social e religioso. Com base nessa perspectiva, é correto afirmar que, para N. T. Wright,

A Paulo escreveu suas cartas apenas para solucionar questões práticas das igrejas locais, evitando qualquer formulação teológica mais ampla.
B Paulo reinterpretou sua herança judaica à luz do Cristo ressuscitado, vendo-se como agente da missão escatológica de Deus para todas as nações.
C a conversão de Paulo o levou a abandonar toda ligação com o judaísmo, passando a adotar uma cosmovisão exclusivamente helenista.
D a ressurreição de Jesus teve pouca influência na teologia de Paulo, que permaneceu ancorada na expectativa escatológica farisaica.
E é um apóstolo isolado do cenário político e religioso do Império Romano, focado unicamente em temas espirituais da comunidade.

Grant Osborne propôs a espiral hermenêutica como uma alternativa metodológica às abordagens fundamentalistas e relativistas. Essa perspectiva considera que, embora nenhum intérprete seja plenamente neutro, é possível uma aproximação progressiva do sentido pretendido. Para tanto, o autor considera que

A a espiral hermenêutica representa um movimento circular que impossibilita alcançar qualquer sentido objetivo do texto.
B a hermenêutica espiral parte da rejeição da história da interpretação e privilegia somente a leitura contemporânea e comunitária do texto bíblico.
C o significado do texto bíblico se esgota na experiência devocional individual, sendo irrelevante o seu contexto histórico.
D o modelo proposto visa a eliminar a subjetividade do intérprete para garantir uma leitura infalível das Escrituras.
E a leitura bíblica envolve interação entre o texto e o leitor, de forma a permitir um aprofundamento progressivo na compreensão da verdade revelada.

No exercício da capelania, conforme os princípios apresentados por Gisleno Gomes de Faria Alves, o capelão deve assumir um posicionamento que articule atribuições profissionais, competências relacionais e aspectos espirituais. Nesse sentido, é correto afirmar que

A o capelão é chamado a ser presença compassiva, estabelecendo vínculos de confiança e oferecendo escuta qualificada à luz da fé cristã.
B a função essencial do capelão é atuar exclusivamente no aconselhamento bíblico e, ao identificar demandas emocionais da pessoa assistida, deverá imediatamente encaminhar o caso à equipe psicossocial.
C o capelão deve exercer sua atividade pastoral com neutralidade ética e emocional, evitando envolvimento afetivo com os assistidos.
D o ministério da capelania tem ação fundamentalmente evangelística e, por isso, deve ter sempre um labor homilético para a elaboração de materiais devocionais.
E o atendimento espiritual deve ser irrestrito aos membros da comunidade religiosa à qual o capelão pertence, respeitando a confessionalidade.

Considerando os diferentes campos de atuação da capelania, é correto afirmar que a

A capelania universitária é voltada exclusivamente ao corpo docente, visto que estudantes demandam atendimento espiritual específico e excepcional.
B capelania escolar visa exclusivamente à catequese, estando desvinculada de qualquer proposta de cuidado emocional ou mediação de conflitos.
C capelania prisional exige preparo específico para lidar com questões como culpa, dignidade humana e reintegração social dos reclusos.
D atuação do capelão militar não deve ultrapassar os limites da administração religiosa formal, sendo vedado o atendimento emocional dos soldados.
E capelania hospitalar é a única modalidade reconhecida oficialmente como prática pastoral institucional no Brasil.

De acordo com a obra Manual do capelão , de Gisleno Gomes de Faria Alves, qual deve ser a prática correta do capelão ao deparar-se com uma situação na qual há pluralidade de crenças em ambientes institucionais?

A É fundamental evitar qualquer tipo de cooperação inter-religiosa, mantendo a ortodoxia.
B É mister que se evite qualquer manifestação de fé explícita para não infringir normas institucionais e padrões de neutralidade.
C É importante delimitar seu serviço às pessoas que compartilham da mesma confissão de fé.
D Deve-se praticar uma escuta respeitosa e ética, sem imposições, promovendo diálogo com sensibilidade e empatia.
E Deve-se adotar uma abordagem apologética a fim de confrontar visões divergentes da fé cristã.

Na contemporaneidade e sua conjuntura diante dos impactos que levam à fragmentação social e à crise de sentido, Sathler-Rosa afirma que o cuidado pastoral deve assumir um caráter hermenêutico e contextual. Com base nessa perspectiva, é correto afirmar que

A o cuidado pastoral deve manter-se distante das tensões sociais, cultivando apenas a salvação espiritual dos indivíduos.
B a missão do cuidado pastoral reside em preservar as tradições eclesiásticas imutáveis, mesmo em contextos de insegurança.
C a prática pastoral deve ser fundamentada exclusivamente em princípios doutrinários, racionais e evidencialistas para então considerar os dilemas existenciais contemporâneos.
D a função do pastor, em tempos de insegurança, é fortalecer a disciplina da comunidade, mantendo-a protegida das influências externas.
E o cuidado pastoral é um ato interpretativo da realidade e da fé, que exige sensibilidade às dores humanas e abertura à escuta comprometida.

De acordo com Sathler-Rosa, o cuidado pastoral não se reduz à ação individual do ministro religioso, mas deve ser entendido como

A um procedimento de aconselhamento, ancorado em modelos psicológicos e de dimensão teológica.
B uma tarefa coletiva e comunitária, em que o corpo eclesial compartilha a responsabilidade pelo cuidado mútuo.
C uma tarefa exclusiva do clero, que mantém autoridade espiritual para interpretar o sofrimento humano.
D uma função disciplinar da liderança, cujo foco é o cultivo ético-moral dos membros da comunidade.
E uma ação pontual em momentos de crise, mas sem transgredir a vida cotidiana da comunidade.

De acordo com Sathler-Rosa, o sofrimento humano, diante das novas formas de exclusão e desamparo, exige da teologia pastoral uma postura que

A reinterpreta a fé cristã à luz das experiências concretas de dor e fragilidade.
B interpreta o sofrimento como superação da falta de fé ou pecado pessoal.
C reforça a obediência doutrinária e a submissão à autoridade religiosa.
D preserva a neutralidade da igreja perante os conflitos sociopolíticos.
E incentiva a superação espiritual do sofrimento, sem fomentar envolvimento social.

Segundo Zabatiero, a Teologia Prática não deve ser vista apenas como uma aplicação de doutrinas previamente estabelecidas, mas sim como um campo teológico com dinâmica própria. Isso significa que

A a função da Teologia Prática é replicar normas eclesiásticas no cotidiano das comunidades cristãs.
B a principal tarefa da Teologia Prática é adaptar os dogmas históricos ao gosto e à linguagem das novas gerações.
C a Teologia Prática é uma disciplina exclusivamente pastoral, subordinada à dogmática.
D o campo prático da Teologia Prática é um desdobramento técnico das decisões tomadas pela teologia sistemática.
E a Teologia Prática se constrói a partir da escuta da realidade e do diálogo entre fé e vida, sendo espaço de reflexão teológica autônoma.