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Leia o texto a seguir para responder à questão. Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos. Cosas de España . Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola. Vi-a pela primeira vez, no Rocio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Vi-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. — Segue-me, disse ela ao pajem. E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela”, lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto. (Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas )

Outro tipo de predicativo: anexo predicativo – Esse determinante predicativo não se restringe à referência ao sujeito, em orações com o concurso de verbos como ser, estar, ficar , etc. Pode aparecer em predicados simples e complexos, com o concurso de verbos outros de ação ou processo, referidos ao sujeito, ao complemento direto, ao complemento relativo e ao complemento indireto. (Bechara, 2018) A explicação sobre anexo predicativo é corretamente ilustrada com a seguinte passagem do texto:

A Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado... (1º parágrafo)
B ... Marcela não possuía a inocência rústica... (2º parágrafo)
C A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela”... (3º parágrafo)
D ... e fiquei, confesso que fiquei tonto. (3º parágrafo)
E Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier... (2º parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão. Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos. Cosas de España . Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola. Vi-a pela primeira vez, no Rocio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Vi-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. — Segue-me, disse ela ao pajem. E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela”, lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto. (Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas )

A reescrita de informações do texto atende à norma- -padrão de concordância verbal em:

A Cabia à Marcela todas as nuances de beleza, razão pela qual era comum que os rapazes da época lhe chamassem usualmente “linda Marcela”.
B A noite das luminárias foram cúmplices da primeira vez que eu vi Marcela, no Rocio Grande. Eu a vi sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa.
C “Segue-me”, disse Marcela ao pajem. Então, eu e o pajem a seguiu; e eu estava tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada.
D Marcela era tolhida pela austeridade do tempo, e assim, impediam-se os estouvamentos e as berlindas dela de serem arrastados pela rua.
E Eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que deviam haver várias damas que levantaram para mim os olhos cobiçosos.
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Leia o texto para responder à questão. O descobridor das coisas A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo. (José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima , 1975. Adaptado)

A concordância atende à norma-padrão em:

A O sabão e a água usados pela minha mãe eram para lavar a roupa alheia.
B Na minha opinião, cantar e assobiar eram bonito e me distraiam.
C Eu e Totoca vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua.
D Haviam boas lembranças, como uma música que Mamãe cantava.
E Mas depois foi descoberto as coisas e vivem dizendo que eu era o cão...
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Leia o texto para responder à questão. Os corpos dos porcos Os caminhos da biomedicina não cessam de surpreender. Quem diria, décadas atrás, que partes dos animais mais identificados com sujidades viriam a salvar milhares de pessoas? Pois agora se convive com a era dos transplantes com órgãos de porcos, com notável avanço anunciado. O Hospital Geral de Massachusetts em Boston divulgou operação bem-sucedida, comandada por um médico brasileiro, em que um homem de 62 anos com insuficiência renal grave recebeu um rim suíno geneticamente modificado. O paciente se recuperava bem. Dá-se o nome de xenotransplante ao procedimento em que o doente recebe órgão de outra espécie, para contornar a escassez de doações humanas. A fila de brasileiros à espera de um rim, por exemplo, conta cerca de 39 mil pessoas. Embora pouco se pareçam com humanos, suínos têm a parte central do corpo e os órgãos vitais nela contidos de tamanhos comparáveis. A desvantagem está no potencial aumentado para rejeição, dado o parentesco distante com a espécie Sus scrofa domesticus. Recorreu-se a dezenas de manipulações de DNA para diminuir a rejeição, com a retirada de genes porcinos e inserção de genes humanos. Também se inativaram sequências genéticas correspondentes a vírus adormecidos, por assim dizer, no genoma de porcos. Vida longa aos xenotransplantes. De uma perspectiva pragmática, é finalidade nobre destinar corpos de animais para salvar pessoas condenadas pela relutância de parentes, esta sim injustificável, a doar órgãos de entes queridos. (Editorial. Folha de S.Paulo, 22.03.2024. Adaptado)

No editorial, a análise desenvolvida trata

A das dificuldades de transplantes em humanos, pelas limitações da medicina atual.
B dos corpos dos porcos, que estão sendo totalmente modificados para os transplantes.
C das diferenças entre órgãos humanos e animais, o que que dificulta os transplantes.
D dos avanços da biomedicina, enfocando o uso de animais para o xenotransplante.
E das manipulações do DNA humano, para permitir a prevenção de doenças nos rins.
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Leia o texto para responder à questão. Os corpos dos porcos Os caminhos da biomedicina não cessam de surpreender. Quem diria, décadas atrás, que partes dos animais mais identificados com sujidades viriam a salvar milhares de pessoas? Pois agora se convive com a era dos transplantes com órgãos de porcos, com notável avanço anunciado. O Hospital Geral de Massachusetts em Boston divulgou operação bem-sucedida, comandada por um médico brasileiro, em que um homem de 62 anos com insuficiência renal grave recebeu um rim suíno geneticamente modificado. O paciente se recuperava bem. Dá-se o nome de xenotransplante ao procedimento em que o doente recebe órgão de outra espécie, para contornar a escassez de doações humanas. A fila de brasileiros à espera de um rim, por exemplo, conta cerca de 39 mil pessoas. Embora pouco se pareçam com humanos, suínos têm a parte central do corpo e os órgãos vitais nela contidos de tamanhos comparáveis. A desvantagem está no potencial aumentado para rejeição, dado o parentesco distante com a espécie Sus scrofa domesticus. Recorreu-se a dezenas de manipulações de DNA para diminuir a rejeição, com a retirada de genes porcinos e inserção de genes humanos. Também se inativaram sequências genéticas correspondentes a vírus adormecidos, por assim dizer, no genoma de porcos. Vida longa aos xenotransplantes. De uma perspectiva pragmática, é finalidade nobre destinar corpos de animais para salvar pessoas condenadas pela relutância de parentes, esta sim injustificável, a doar órgãos de entes queridos. (Editorial. Folha de S.Paulo, 22.03.2024. Adaptado)

Assinale a alternativa em que é possível identificar, no editorial, a opinião do jornal em relação ao tema tratado.

A … procedimento em que o doente recebe órgão de outra espécie, para contornar a escassez de doações humanas.
B … é finalidade nobre destinar corpos de animais para salvar pessoas condenadas pela relutância de parentes...
C … suínos têm a parte central do corpo e os órgãos vitais nela contidos de tamanhos comparáveis.
D Recorreu-se a dezenas de manipulações de DNA para diminuir a rejeição, com a retirada de genes porcinos...
E … um homem de 62 anos com insuficiência renal grave recebeu um rim suíno geneticamente modificado.
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Leia o texto para responder à questão. Os corpos dos porcos Os caminhos da biomedicina não cessam de surpreender. Quem diria, décadas atrás, que partes dos animais mais identificados com sujidades viriam a salvar milhares de pessoas? Pois agora se convive com a era dos transplantes com órgãos de porcos, com notável avanço anunciado. O Hospital Geral de Massachusetts em Boston divulgou operação bem-sucedida, comandada por um médico brasileiro, em que um homem de 62 anos com insuficiência renal grave recebeu um rim suíno geneticamente modificado. O paciente se recuperava bem. Dá-se o nome de xenotransplante ao procedimento em que o doente recebe órgão de outra espécie, para contornar a escassez de doações humanas. A fila de brasileiros à espera de um rim, por exemplo, conta cerca de 39 mil pessoas. Embora pouco se pareçam com humanos, suínos têm a parte central do corpo e os órgãos vitais nela contidos de tamanhos comparáveis. A desvantagem está no potencial aumentado para rejeição, dado o parentesco distante com a espécie Sus scrofa domesticus. Recorreu-se a dezenas de manipulações de DNA para diminuir a rejeição, com a retirada de genes porcinos e inserção de genes humanos. Também se inativaram sequências genéticas correspondentes a vírus adormecidos, por assim dizer, no genoma de porcos. Vida longa aos xenotransplantes. De uma perspectiva pragmática, é finalidade nobre destinar corpos de animais para salvar pessoas condenadas pela relutância de parentes, esta sim injustificável, a doar órgãos de entes queridos. (Editorial. Folha de S.Paulo, 22.03.2024. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão e o sentido do texto, a oração destacada no trecho do 4º parágrafo – Embora pouco se pareçam com humanos , suínos têm a parte central do corpo e os órgãos vitais nela contidos de tamanhos comparáveis. – pode ser substituída por:

A Ainda que pouco se pareçam com humanos...
B À medida que pouco se pareçam com humanos...
C Como pouco se pareçam com humanos...
D Conforme pouco se pareçam com humanos...
E Porquanto pouco se pareçam com humanos...

Considere a seguinte afirmação: Se a e b são números inteiros, com b ≠ 0, então existem os inteiros q e r tais que a = b ⋅ q + r , com 0 ≤ r < | b |. Nesse caso, q e r são únicos e denominados, respectivamente, de quociente e resto da divisão euclidiana. Com base na afirmação apresentada, é correto afirmar que, na divisão de –264 por –9, a soma do quociente com o resto é

A 26.
B 41.
C 32.
D 36.
E 21.

Para manter preservado o local de uma ocorrência militar, foi isolada uma região plana utilizando-se uma circunferência, tendo como centro o exato local da ocorrência. Sabendo que o perímetro de isolamento foi de, aproximadamente, 157 m, é correto afirmar que a área da região isolada é uma medida que está entre.

A 1300 m 2 e 1500 m 2 .
B 1900 m 2 e 2100 m 2 .
C 1500 m 2 e 1700 m 2 .
D 1700 m 2 e 1900 m 2 .
E 2100 m 2 e 2300 m 2 .

Uma equação algébrica de terceiro grau, tem como raízes os seguintes números, sendo i a unidade imaginária no conjunto dos números complexos: 3, (1 + i) e (1 – i). Das alternativas a seguir, indique a que contém uma equação que satisfaz as condições apresentadas.

A x 3 + 5x 2 + 8x + 6 = 0
B –2x 3 – 16x 2 + 10x + 12 = 0
C 2x 3 – 10x 2 + 16x – 12 = 0
D –x 3 + 8x 2 – 5x + 6 = 0
E 12x 3 – 10x 2 + 16x – 2 = 0