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Dentre os cuidados no pós-operatório de crianças submetidas a cirurgias pediátricas e que são admitidas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, a analgesia é sempre um dos fatores mais importantes a serem considerados na realização da prescrição. Com relação à analgesia é correto afirmar:

A são considerados medicamentos para a dor moderada a intensa: morfina, fentanil, metadona e etomidato.
B são considerados medicamentos não opioides para o tratamento da dor leve: paracetamol, dipirona, ibuprofeno e tramadol.
C deve-se evitar sempre o uso de morfina, independentemente do nível de dor devido aos efeitos colaterais, especialmente em cirurgias pediátricas abdominais.
D recomenda-se o uso de tratamento analgésico levando-se em consideração o nível de gravidade da dor: dor leve ou dor moderada a grave.
E os lactentes jovens necessitam de menor quantidade de analgésicos, pois têm menor quantidade de conexões nervosas e, portanto, tem menos dor.

No contexto do preenchimento do atestado de óbito, assinale a alternativa que apresenta opção mais adequada para o registro da causa da morte.

A Não há necessidade de se registrar as doenças presentes, que podem ter contribuído com o óbito, mas que não levaram diretamente à causa do óbito. Corresponde à parte II das causas, mas o seu preenchimento não é obrigatório.
B Tanto a causa imediata como as condições subjacentes devem ser registradas em uma ordem adequada. Parte I: linha (a) causa imediata que foi decorrente de algo que fica na segunda linha (b) e, depois, linha (c), até que, na linha (d), a causa básica que levou às anteriores.
C Apenas a causa imediata da morte deve ser registrada, sem qualquer menção as condições subjacentes.
D A causa imediata da morte deve ser registrada na segunda linha de causas, visto que, na primeira linha, sempre se colocará parada cardiorrespiratória, que ocorre em todos os óbitos.
E A causa imediata e as condições subjacentes devem ser registradas, mas não há necessidade de uma ordem específica.

Com relação aos aspectos epidemiológicos da morbimortalidade por acidentes em pediatria, é correto afirmar que

A empos de submersão superiores a 2 minutos estão associados a piores prognósticos, no que diz respeito a lesões cerebrais mais graves e à possível evolução para morte cerebral.
B o acidente de submersão é a causa mais comum de morte acidental em crianças de 1 a 4 anos e a segunda causa de morte no Brasil entre crianças e adolescentes do sexo masculino entre 5 e 14 anos.
C o acidente de submersão em água salgada leva a quadros mais graves e um pior prognóstico neurológico, se comparado ao acidente em água doce.
D quanto mais fria a água, pior o prognóstico do lactente vítima de acidente de submersão, pois, nesta condição, se associa a hipotermia que é uma causa de manutenção da parada cardiorrespiratória.
E as chances de sobrevida em acidentes de submersão não têm relação com a presença de suporte básico e avançado de vida no local do acidente, mas sim com o tempo de resposta do serviço de emergência e o tempo para chegada no serviço de emergência.

Em um cenário de terapia intensiva pediátrica, uma criança de 11 meses é admitida, proveniente da enfermaria, com imunodeficiência grave e suspeita de infecção hospitalar. Quais são as medidas a serem tomadas para tratar e prevenir a propagação da infecção neste cenário?

A Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica e toda equipe assistencial, isolar o paciente, mas não é necessária a introdução de antibioticoterapia. Deve-se coletar exames laboratoriais e culturas e aguardar o resultado; só introduzir antibiótico se a criança apresentar sinais de sepse, após abertura de protocolo de sepse.
B Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, sem necessidade de uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus e é necessário isolar o paciente
C Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos, S taphylococcus coagulase negativo e Staphylococcus aureus e isolar o paciente
D Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus , mas não é necessário isolar o paciente.
E A principal ação para evitar a propagação da infecção são os cinco momentos de higiene das mãos, que são: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo e asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente. As outras medidas tais como isolamento do paciente e introdução de antibióticos profiláticos são desnecessárias.

Em relação ao manejo do traumatismo cranioencefálico em pediatria, assinale a alternativa correta.

A A monitorização de pressão intracraniana não deve ser realizada em crianças devido ao risco aumentado de sangramento do Sistema Nervoso Central e pelo risco de infecção associado ao procedimento.
B A ressonância magnética é preferível à tomografia computadorizada na avaliação inicial das crianças com traumatismo cranioencefálico.
C A hiperventilação é frequentemente benéfica para reduzir a pressão intracraniana em crianças com traumatismo cranioencefálico e praticamente não apresenta efeitos adversos.
D O uso de hipotermia terapêutica pode ser benéfico por reduzir o fluxo sanguíneo cerebral e, assim, auxiliar no controle da pressão intracraniana, mas apresenta efeitos indesejados como discrasias sanguíneas, distúrbios eletrolíticos, arritmias cardíacas e outros.
E O uso de corticosteroides, em especial a dexametasona, é indicado e corresponde a um padrão de boas práticas em crianças com traumatismo cranioencefálico.

A síndrome do bebê sacudido, uma das formas de violência física contra a criança, leva à necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Com relação a este tipo de maus-tratos, assinale a alternativa correta.

A O quadro clínico se caracteriza por rebaixamento do nível de consciência, sonolência, irritabilidade, vômitos, convulsões, apneia e coma.
B A síndrome do bebê sacudido é definida como um tipo de traumatismo cranioencefálico por abuso. Um terço dos casos evolui a óbito e as sequelas neurológicas são raras.
C É muito mais frequente em famílias com condições socioeconômicas ruins, mas pode acontecer em famílias mais abastadas, especialmente quando há história de alcoolismo e uso de drogas ilícitas.
D A síndrome do bebê sacudido ocorre em crianças menores do que 3 anos de idade, sobretudo, em crianças menores do que 6 meses, e acomete principalmente o sexo feminino.
E Deve-se avaliar o fundo de olho à procura de hemorragias oculares decorrentes de chacoalhamento e também pesquisar fraturas em ossos longos, embora a ocorrência de fraturas e a observação de calos ósseos sejam raras.

O acesso periférico em pediatria sempre causa muita preocupação para a equipe, devido a características inerentes a esta faixa etária. A esse respeito, é correto afirmar que

A uma das complicações mais temidas em relação ao acesso intraósseo é o deslocamento da agulha e manutenção da infusão, com a formação de uma possível necrose e síndrome compartimental, porém isso só ocorre com infusão de drogas vesicantes como o bicarbonato de sódio e o gluconato de cálcio.
B nos casos de PCR sem acesso venoso, o acesso intraósseo deve ser tentado antes mesmo de se tentar um acesso venoso periférico, caso se julgue que este acesso será difícil. Deve-se evitar a canulação intraóssea se houver infecção nos tecidos subjacentes.
C o acesso intraósseo só deve ser tentado após 3 tentativas de punção venosa periférica em um período de 1 minuto e 30 segundos, pois os riscos de infecção são muito elevados.
D o acesso intraósseo deve ser lembrado precocemente em situações de PCR, choque hipotensivo e convulsão de difícil controle e, nesta última situação, mesmo antes de se tentar a via intramuscular ou intranasal.
E o acesso intraósseo deve ser utilizado em todas as situações em que a equipe de enfermagem tem dificuldade de punção do acesso periférico. Nele pode- -se administrar qualquer fluido em qualquer idade.

O cuidado progressivo ao paciente tem os seguintes objetivos a seguir relacionados, EXCETO:

A garantir que todos os médicos que atuem nas unidades de cuidados intensivos pediátricos tenham título de especialização em pediatria e a Certificação de Área de Atuação em Medicina Intensiva Pediátrica.
B organizar a atenção ao paciente crítico pediátrico para garantir seu acesso, acolhimento e resolubilidade dos problemas de saúde.
C garantir o cuidado progressivo por meio de acesso aos diferentes níveis da assistência na área pediátrica, por meio da disponibilização de unidade de cuidados intensivos e intermediários de forma integrada.
D garantir a qualificação da atenção e a segurança do paciente nas unidades de cuidados intensivos e intermediários.
E apoiar a educação permanente dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente crítico ou gravemente doente.

É correto afirmar, com relação a cânceres que acometem a população do sexo masculino, que

A estudos científicos recentes sugerem que não há associação entre infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e o câncer de pênis.
B o câncer de testículo tem maior incidência em homens idosos, com idade superior a 60 anos.
C o câncer de próstata está associado ao histórico da doença na família, à obesidade e ao tabagismo.
D o tabagismo é considerado a segunda maior causa de câncer de bexiga.
E o câncer de bexiga, apesar de sua alta incidência nos homens, ocorre com mais frequência em mulheres.

Homem de 78 anos com DPOC (GOLD grau III – grupo E) é levado ao hospital pelo serviço pré-hospitalar (SAMU). Há 3 dias, ele evolui com piora da dispneia e aumento do volume e purulência do escarro. À chegada no hospital, ele está sonolento; temperatura: 37,8 ºC; oximetria de pulso com saturação de 100%; frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 132 x 75 mmHg; frequência respiratória: 30 ipm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Radiografia de tórax mostra campos pulmonares hiperinsuflados, mas sem consolidação. Exames séricos: proteína C reativa: 4,5 mg/dL (normal: até 1,0); neutrófilos: 12210/mm 3 . Gasometria arterial à chegada (máscara de oxigênio): pH: 7,28; PCO2: 76 mmHg; PO2: 162 mmHg; bicarbonato: 33 mEq/L. Nesse momento, o próximo passo recomendado é

A retirada da máscara de oxigênio.
B intubação endotraqueal e ventilação mecânica.
C cânula nasal de alto fluxo.
D ventilação não invasiva de 2 níveis (BiPAP).
E ventilação não invasiva de 1 nível (CPAP).