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Homem de 32 anos é internado com queimaduras de segundo e terceiro graus na parte anterior do tórax e abdômen, bem como nas porções anteriores de ambas as pernas. Ele recebe morfina parenteral e 2 litros de ringer lactato, sendo transferido para unidade de tratamento intensivo. O peso é de 70 kg. Nesse momento, de acordo com a fórmula de Parkland, a estratégia adicional de fluidos mais apropriada nas próximas horas para esse paciente será

A 6 L em 16 horas.
B 3 L em 8 horas.
C 7,5 L em 8 horas.
D 10 L em 24 horas.
E 15 L em 24 horas.

Mulher de 30 anos, previamente hígida, sem comorbidades, apresenta quadro de cefaleia e confusão mental de 3 dias de evolução. Não há dor abdominal, náusea, diarreia, falta de ar, sintomas respiratórios superiores ou dor torácica. O exame neurológico não demonstra alteração focal e tomografia de crânio não demonstra nenhuma anormalidade aguda. Exames séricos: hemoglobina: 8 g/dL; leucócitos: 6500/mm 3 ; plaquetas: 10000/mm 3 ; sódio: 135 mEq/L; potássio: 5,2 mEq/L; cloreto: 105 mEq/L; bicarbonato: 22 mEq/L; ureia: 144 mg/dL; creatinina: 1,7 mg/dL; teste de gravidez: negativo; o esfregaço de sangue periférico demonstra esquizócitos. Nessa paciente, o próximo passo no manejo dessa condição é

A plasmaferese (troca de plasma).
B rituximabe.
C imunoglobulina intravenosa.
D pulso de corticoide com metilprednisolona.
E transfusão de plaquetas e plasma.

Mulher de 47 anos que recebeu um transplante de fígado há 6 meses desenvolve sinais meníngeos e febre. A análise do líquido cefalorraquidiano com tinta nanquim revela uma infecção fúngica. Nessa circunstância, a etiologia mais provável é

A Histoplasma.
B Pneumocystis.
C Aspergillus.
D Candida.
E Cryptococcus.

Homem de 47 anos com obesidade e diabetes sofre uma laceração profunda na coxa esquerda enquanto trabalhava em sua fazenda. Ele se apresenta um dia após a lesão com fortes dores na coxa esquerda, eritema difuso e bolhas. O músculo necrótico é visível na ferida e ele apresenta crepitação ao exame. Antibióticos de amplo espectro são iniciados, e ele é levado ao centro-cirúrgico para desbridamento. A coloração de Gram revela bastonete gram-positivo. Nesse momento, o regime antibiótico mais adequado é

A ampicilina-sulbactam.
B penicilina e clindamicina.
C cefepima e metronidazol.
D linezolida e clindamicina.
E vancomicina e piperacilina-tazobactam.

Homem de 32 anos teve um curso prolongado na UTI com choque séptico e desconforto respiratório agudo (SDRA/ARDS). Ele está intubado há 12 dias e necessitou de vasopressores para o manejo do choque. Vasopressores foram descontinuados e infusões de sedativos e analgésicos foram reduzidos. Ele interage e responde perguntas tipo sim/não, mas está com profunda fraqueza muscular em extremidades, mais intensamente em musculatura proximal que distal. Ele falha em vários testes de respiração espontânea nos últimos dias, e colocação de tubo de traqueostomia é aventado. Constitui a condição que, mais frequentemente, está associada a essa evolução do paciente:

A hiperglicemia.
B acidemia.
C hipoalbuminemia.
D hiperfosfatemia.
E uso de fluoroquinolona.

Homem de 73 anos com insuficiência cardíaca e transtorno afetivo bipolar em uso de lítio evolui com quadro de ataxia, tremores e confusão. A família relata história de doença viral há 4 dias com ingestão oral deficiente, seguido de dispneia. Exames séricos: sódio: 140 mEq/L; potássio: 3,5 mEq/L; cloreto: 100 mEq/L; bicarbonato: 28 mEq/L; ureia: 66 mg/dL; creatinina: 1,5 mg/dL; lítio: 3,0 mEq/L (normal 0,6 a 1,0). O próximo passo mais importante é

A alcalinização sérica com cloreto de sódio e bicarbonato.
B carvão ativado por sonda nasogástrica.
C hemodiálise.
D expansão volêmica com ringer lactato (20 mL/kg).
E furosemida parenteral.

Uma pedestre de 45 anos foi atropelada por um veículo automotor. Ela tem histórico de DPOC e alergia à penicilina. Ela sofreu fraturas bilaterais de costelas com um segmento instável à esquerda, contusão pulmonar esquerda, lesão diafragmática esquerda (status pós-reparo) e fraturas expostas à esquerda da tíbia e da fíbula (também status pós-reparo). Ela estava internada na UTI cirúrgica há 8 dias. Ela tem sido difícil de desmamar do ventilador e tem colocado um cateter central e um dreno torácico esquerdo desde a admissão. Ela começou a ter febre há 2 dias e agora precisa de vasopressores. Foram iniciados cefepima empírico, metronidazol e vancomicina, mas clinicamente não houve melhora. Seu lavado broncoalveolar (LBA) e hemoculturas deram positivo para Candida com espécie pendente. Qual é a melhor opção de tratamento para esse paciente atualmente?

A Fluconazol 200 mg IV diariamente.
B Continue com os antibióticos atuais e dê mais tempo para melhorar.
C Flucitosina 50 mg/kg IV a cada 6 horas.
D Caspofungina 70 mg IV x1 seguido de 50 mg IV diariamente.
E Voriconazol 4 mg/kg IV diariamente.

Sobre os distúrbios da hemostasia e coagulopatias, é correto afirmar, em relação ao uso do alfa-andexanete para a reversão de medicamentos inibidores do fator Xa, que

A a dosagem é baseada na dose do anticoagulante e no tempo desde a última dose.
B constitui um anticorpo monoclonal que se liga ao fator Xa.
C há grande preocupação com efeito pró-trombótico direto após sua administração.
D reverte anticoagulantes orais de ação direta, mas não heparina de baixo peso molecular.
E tem longa meia-vida e nova aplicação não costuma ser necessária após dose inicial em bolus.

Mulher de 64 anos com histórico de cirrose alcoólica em lista de transplante é internada na UTI por encefalopatia hepática. Em relação à terapia nutricional nessa paciente, é correto afirmar:

A aminoácidos de cadeia ramificada incluem lisina, isoleucina, serina e valina.
B nutrição parenteral é contraindicada na cirrose.
C o peso real é superior ao peso seco ou ao peso habitual no cálculo das necessidades energéticas e proteicas em pacientes com cirrose e insuficiência hepática.
D restrição proteica é indicada para reduzir o risco de agravamento da encefalopatia hepática.
E aminoácidos de cadeia ramificada não trazem benefícios relevantes em pacientes que recebem antibióticos de ação luminal e lactulose.