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Azzi (In Pimenta, 2018) observa que a práxis é uma atividade humana em que o sujeito deve passar por uma idealização consciente. Para isso, necessita conhecer a realidade e, então, negá-la. Para a autora, essa negação, no campo da educação, significa

A perceber a dimensão metafísica da pedagogia.
B transformar a realidade em outra.
C adotar o abstracionismo pedagógico.
D recusar a própria práxis em favor da teoria idealizada.
E substituir os saberes docentes por saberes discentes.

Pimenta

( 2010 ) pontua como a popularização da discussão sobre o conceito de professor reflexivo tem sido marcada pelo “oferecimento de treinamento para que o professor torne-se reflexivo”. Nesse contexto, a autora trata do “mercado do conceito”, destacando que este entende a reflexão como

A forma de ultrapassar os conhecimentos elaborados pela ciência e as respostas técnicas que esta poderia oferecer, reconhecendo o ineditismo das situações vividas.
B superação dos problemas cotidianos vividos na prática docente, tendo em conta suas diversas dimensões, o que expressa uma massificação do conceito.
C valorização dos processos de produção do saber docente a partir da prática e da pesquisa, em que o ensino é tomado como ponto de partida e de chegada.
D questionamento da formação de professores numa perspectiva técnica, reconhecendo a necessidade de formar profissionais capazes de ensinar em situações singulares.
E discussão das questões organizacionais, do projeto pedagógico das escolas, da importância do trabalho coletivo e da autonomia dos professores nas escolas.

De acordo com Manfredi (REVISTA Linhas Críticas, 2010), “a qualificação profissional, entendida como direito social, refere-se ao direito de acesso a oportunidades de educação permanente, tanto no âmbito da qualificação profissional, como no âmbito da educação escolar de nível básico (fundamental e médio)”. Nesse contexto, em relação ao sistema escolar formal, a certificação profissional

A está desarticulada da escola, mesmo que seja um mecanismo de credenciamento para o trabalho e, eventualmente, para a inserção econômica.
B deve ser conduzida pela iniciativa privada de modo que se assegure a relevância do conteúdo ante as necessidades práticas do mercado.
C pode vir a ser um modo de ingresso ou retorno, ou ainda de inserção em percursos formativos de natureza continuada.
D nega a formação ampla educativa ao substitui-la pela formação profissional aplicada, ainda que formal.
E prioriza o reconhecimento social dos saberes acadêmicos sobre as experiências e os conhecimentos do trabalhador acumulados a partir de sua trajetória de vida.

Tardif

( 2014 ) apresenta uma concepção da prática educativa caracterizada pela “ideia de que a ação educativa está ligada a realidades contingentes e individuais que não podem ser julgadas de maneira cientificamente rigorosa e necessária”. Segundo essa concepção, o professor “age guiando-se por certas finalidades, e sua prática corresponde a uma espécie de mistura de talento pessoal, de intuição, de experiência, de hábito, de bom senso e de habilidades confirmadas pelo uso”. Trata-se da concepção de educação como

A arte.
B profissionalidade docente.
C técnica guiada por valores.
D persuasão.
E interação.

Veiga

( 1995 ) sublinha que “o projeto político-pedagógico, ao mesmo tempo em que exige dos educadores, funcionários, alunos e pais a definição clara do tipo de escola que intentam, requer a definição de fins”. Logo, os diferentes sujeitos da escola devem

A revogar suas individualidades e singularidades para exprimir restritamente um fim coletivo.
B compreender que o projeto político-pedagógico é expressão de um ideal, que independe do real.
C definir o tipo de sociedade e o tipo de cidadão que pretendem formar.
D trabalhar separadamente, dado que os fins de cada um são divergentes.
E assumir a sobreposição e a coincidência entre meios e fins na educação.

Oliveira (in Veiga, 2013) entende que o avanço tecnológico “reivindica uma formação que permita à pessoa ampliar as diferentes maneiras de ler, interpretar e interagir com a pluralidade dos diferentes mundos que se entrecruzam”. Para a autora, esse avanço exige a criação de novas maneiras de educar as pessoas para lidar com

A as técnicas quantitativas e estatísticas, que trabalham os dados em grande volume (big data).
B as informações que emergem desse novo tipo de saber.
C o aparato tecnológico, o que demanda a formação tecnicista.
D os conflitos pessoais que surgem a partir da mediação virtual.
E a substituição do letramento convencional pelo letramento audiovisual.

Discutindo a concepção construtivista e a atenção à diversidade, Zabala

( 1998 ) propõe um conjunto de questões que o professor deve se fazer. Entre essas, está se indagar se existem atividades “que possamos inferir que são adequadas ao nível de desenvolvimento de cada aluno”; ou “que provoquem um conflito cognitivo e promovam a atividade mental do aluno, necessária para que estabeleça relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios”. Essas questões podem “facilitar pistas para reforçar algumas atividades ou acrescentar outras novas”, tendo ainda o objetivo específico de reconhecer a validade

A da avaliação formativa.
B da perspectiva construtivista.
C do projeto político-pedagógico.
D do currículo diversificado.
E das sequências didáticas.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão. A vida humana Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana. – Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras. Neste ponto, a taquara contestou: – De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras. A pedra alterou-se ligeiramente. – Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries? – Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos. Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão: – Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar. Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra. (Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro )

Assinale a frase que está coerente com o sentido do texto e em conformidade com a norma-padrão de concordância nominal.

A A taquara ressaltou que ela e suas filhas eram tais qual as vidas humanas, porque não tinham a duração da pedra.
B A pedra e a taquara, categóricas, puseram-se a debater para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana.
C A pedra e a taquara debateram porque queriam saber se suas vidas seriam o mais possíveis semelhantes à dos humanos.
D No debate com a taquara, a pedra disse, com muita dó da outra, que a vida humana era resistente como a das pedras.
E Tanto a pedra quanto a taquara concluíram estar enganada quanto à semelhança de suas vidas com a do homem.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão. A vida humana Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana. – Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras. Neste ponto, a taquara contestou: – De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras. A pedra alterou-se ligeiramente. – Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries? – Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos. Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão: – Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar. Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra. (Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro )

Assinale a alternativa em que o emprego das formas verbais está em conformidade com a norma-padrão.

A A pedra e a taquara se manteram em debate para saber quem se assemelhava mais à vida humana.
B É possível que, se a pedra propor um novo debate sobre o mesmo assunto, a taquara não aceite.
C A pedra anseava por vencer o debate, mas, com sua derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra.
D Quando ouviu a fala categórica da pedra, a taquara interviu: “De forma alguma, amiga pedra.”
E A pedra precisava encontrar uma resposta que contivesse um argumento sólido em defesa de sua ideia.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão. A vida humana Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana. – Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras. Neste ponto, a taquara contestou: – De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras. A pedra alterou-se ligeiramente. – Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries? – Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos. Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão: – Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar. Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra. (Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro )

O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:

A Quando começou à falar, a pedra tinha certeza de que a taquara iria assistir à uma argumentação bem fundamentada.
B Os aspectos de sua existência à que a taquara fazia alusão dizia respeito à fragilidade da sua espécie e ao modo como elas se reproduziam.
C Tanto a pedra quanto a taquara aspiravam à semelhança com a vida humana, por isso dedicaram-se àquele debate com veemência.
D No debate, a taquara referiu-se com ênfase à muitas qualidades que lhe permitiam comparar à sua vida com a dos seres humanos.
E As ideias, às quais eram apresentadas pela pedra e pela taquara, visavam constatar qual delas mais se assemelhava à vida humana.