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De acordo com o processo de formação do território brasileiro, a ocupação dos sertões nos séculos XVII e XVIII realizou-se com

A a revogação do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha.
B o estabelecimento de feitorias para abastecer populações tradicionais.
C a opção colonial pelo povoamento da América do Sul.
D o desenvolvimento das atividades pecuária e mineradora.
E a abertura de novas fazendas cafeeiras pelos colonos italianos.

As cidades brasileiras foram classificadas, hierarquicamente, a partir das funções de gestão que exercem sobre outras cidades, considerando tanto seu papel de comando em atividades empresariais quanto de gestão pública, e, ainda, em função da sua atratividade para suprir bens e serviços para outras cidades. (https://biblioteca.ibge.gov.br. Adaptado.) Essa classificação é estabelecida a partir da análise

A do PIB per capita das cidades.
B da área de influência das cidades.
C do plano diretor das cidades.
D da densidade demográfica das cidades.
E do déficit público das cidades.

Os aromas da floresta, também chamados de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs), quando misturados ao ar amazônico e na presença da radiação solar, oxidam-se e precipitam-se, formando uma poeira finíssima com característica higroscópica, gerando eficientes núcleos de condensação. (Antonio D. Nobre. O futuro climático da Amazônia . www.socioambiental.org, 2014. Adaptado.) Segundo o excerto, a presença dessa poeira promove núcleos de condensação, que são formadores

A de polinização cruzada.
B do nevoeiro de encosta.
C de chuvas volumosas.
D do ciclo de nutrientes.
E de ventos descendentes.

A intensidade com que ocorre a competição antrópica por recursos naturais fez surgirem processos de coleta, de sistematização e de análise de informações para subsidiar a tomada de decisões. Buscando o equilíbrio na relação sociedade-natureza, passamos a adotar

A a flexibilização geográfica.
B o determinismo geográfico.
C a obsolescência programada.
D o planejamento ambiental.
E a economia de transição.

O Eufrates não é um rio manso e amistoso como o Nilo, com uma inundação de fim de verão, regular como um relógio, que prepara a terra para o plantio do trigo no inverno. [...] Ele transborda de suas margens, de forma errática e imprevisível, durante a primavera, quando a semente já no chão tem de ser protegida, primeiro para não se afogar sob as águas da enchente; segundo, para não secar sob o sol escaldante, que faz evaporar mais da metade do fluxo do rio antes que ele chegue ao mar. (Paul Kriwaczek. Babilônia: a Mesopotâmia e o nascimento da civilização , 2018.) O excerto faz uma comparação entre a sociedade da Suméria e a do Egito da Antiguidade, acentuando, entre elas,

A os aspectos divergentes do ponto de vista da natureza das atividades econômicas.
B a ausência de organização militar para a defesa dos terrenos férteis.
C os esforços para o aproveitamento de condições naturais de sobrevivência social.
D os padrões distintos de submissão da mão de obra capturada nas guerras.
E a existência de sociedades sustentadas pela propriedade coletiva das terras.

[...] os mestres gregos foram à escola com os egípcios, e todos nós somos discípulos dos gregos. [...] Embora alguns [dos] templos [gregos] sejam vastos e imponentes, não atingem as colossais dimensões das construções egípcias. Sente-se que foram edificadas por seres humanos, para seres humanos. De fato, não existia um governante divino imperando sobre os gregos que pudesse forçar – ou tivesse forçado – todo um povo a trabalhar como escravos para ele. As tribos gregas tinham-se instalado em várias cidades pequenas e em portos de abrigo ao longo da costa. Havia muita rivalidade e atritos entre essas comunidades, mas nenhuma delas conseguiu dominar todas as outras. (Ernst H. Gombrich. A história da arte , 1993.) O diálogo intercivilizacional entre o Egito e as cidades-Estado gregas na Antiguidade foi

A impossibilitado pelas diferenças profundas de suas atividades econômicas.
B estimulado por suas alianças militares contra o Império Persa.
C interrompido pela oposição da filosofia grega às explicações religiosas do mundo.
D condicionado por suas específicas organizações políticas.
E favorecido pela presença de colônias egípcias nos territórios gregos.

Da parte dos bárbaros, tudo parece indicar que a forte estrutura hierárquica favoreceu a conversão das populações, em particular das tribos, uma vez que essa era a forma de estrutura social mais comum. Aqui e ali aparecem resistências de chefes, mas no conjunto a conversão dos chefes leva à conversão da população. (Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média , 2017.) O processo de cristianização dos povos que ocuparam a Europa Ocidental com o fim do Império Romano do Ocidente implicou

A a imbricação dos poderes seculares e eclesiásticos nas sociedades europeias.
B a divisão de terras da Igreja com as nações recentemente instaladas na Europa.
C a constituição de um poder político centralizado sobre o conjunto da Europa.
D a elitização progressiva do culto monoteísta em meio às populações europeias.
E a oposição do clero reformista à absorção de crenças pagãs pela Igreja europeia.

O mercador de Veneza é uma peça de teatro escrita por William Shakespeare entre 1596 e 1597. No excerto, o judeu Shylock refere-se a um empréstimo em dinheiro feito por ele ao cristão Antônio. Shylock Ainda um mau negócio para mim! Um falido, um pródigo, que mal se atreve a mostrar a cabeça no Rialto! Um mendigo que habitualmente vinha exibir-se na praça!... [...] Gostava de chamar-me de usurário. [...] Gostava de emprestar dinheiro por cortesia cristã. (William Shakespeare. O mercador de Veneza , 2013.) As palavras de Shylock sobre Antônio revelam

A a separação entre desenvolvimento econômico e crenças religiosas de grupos empresariais.
B a crise do comércio de especiarias no Mar Mediterrâneo com a condenação cristã do lucro monetário.
C a guerra religiosa na cidade com a expropriação econômica dos estrangeiros em benefício dos dirigentes políticos.
D a organização da economia urbana segundo preceitos bíblicos com a exigência legal do perdão de dívidas.
E a ligação entre comportamentos religiosos e mecanismos de acumulação de capitais.

A capitania de São Vicente foi a primeira a ter um engenho de açúcar, mas, apesar do pioneirismo, se viu separada da economia agroexportadora fixada na Colônia a partir da segunda metade do século XVI, o que ocorreu por causa da concorrência das capitanias do Nordeste, sobretudo Pernambuco e Bahia, mais bem localizadas geograficamente e com condições naturais mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar. (Patrícia Albano Maia. “Expansão territorial do Brasil colonial: o bandeirismo”. In: História do estado de São Paulo: a formação da unidade paulista , vol.1, 2010.) Essa particularidade da capitania de São Vicente implicou

A a separação política da região do Planalto de Piratininga em relação às capitanias do norte da colônia.
B a instalação pela Metrópole portuguesa de um aparato militar nesses territórios escassamente povoados.
C a penetração dos colonizadores no interior do território com vistas ao apresamento da mão de obra nativa.
D a expansão de atividades comerciais intensas com as colônias espanholas instaladas no Rio da Prata.
E a dependência da sociedade local aos abastecimentos regulares metropolitanos de gêneros alimentícios.

Os escravos africanos cultivavam açúcar em ilhas das Caraíbas, que forneciam aos trabalhadores ingleses calorias e estímulos. Mas como se tornou possível uma complementaridade tão terrível? Só graças a poderosos sistemas de comércio e de navegação com capacidade de ligarem entre si partes diferentes deste sistema atlântico. Só graças a um aparelho institucional capaz de assegurar a aplicação de direitos de propriedade em diferentes partes de um sistema imperial. (Frederick Cooper. Histórias de África. Capitalismo, Modernidade e Globalização , 2016. Adaptado.) Esse sistema econômico intercontinental, característico da Idade Moderna, baseava-se

A na atuação de uma estrutura estatal coercitiva.
B na transferência de operários europeus para as áreas coloniais.
C na transição da economia de subsistência para a de mercado.
D na relação pacífica de nações de formações culturais diversas.
E na incorporação das classes dominantes afro-ameríndias à industrialização.