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Márcia é secretária acadêmica em uma escola de ensino fundamental e médio que está passando por um processo de revisão de seu calendário escolar, regimento escolar e proposta pedagógica. Com a introdução de novas diretrizes educacionais nacionais, Márcia precisa garantir que esses três elementos estejam alinhados para atender tanto às necessidades da comunidade escolar quanto aos requisitos legais. Qual ação Márcia deve priorizar para garantir que o calendário escolar, o regimento escolar e a proposta pedagógica da escola estejam efetivamente integrados e alinhados com as novas diretrizes educacionais?

A Realizar reuniões periódicas com o conselho escolar para revisões constantes do regimento.
B Desenvolver um sistema de feedback online onde professores, alunos e pais possam contribuir com sugestões.
C Coordenar workshops entre professores, pais e gestores para debater e alinhar os três documentos.
D Implementar uma comissão temporária com especialistas em educação para reformular a proposta pedagógica.
E Solicitar uma consultoria externa para revisar e adequar o calendário escolar às novas exigências legais.

Renato, secretário acadêmico de um colégio técnico, está em processo de revisão e atualização do calendário escolar, regimento escolar e proposta pedagógica para alinhar com as últimas mudanças legislativas em educação técnica. O objetivo é adaptar o currículo técnico às demandas do mercado de trabalho local e garantir a conformidade com as novas diretrizes federais de educação. Para assegurar que as alterações no calendário escolar, no regimento escolar e na proposta pedagógica estejam em conformidade com as novas diretrizes e respondam às necessidades dos alunos e do mercado de trabalho local, qual deve ser a ação prioritária de Renato?

A Estabelecer um grupo de trabalho focado na revisão do regimento escolar para incorporar as habilidades técnicas mais recentes exigidas pelo mercado.
B Organizar sessões de feedback regulares com representantes da indústria local para ajustar a proposta pedagógica às necessidades do mercado.
C Criar um calendário escolar flexível que permita inserir módulos de aprendizado intensivo conforme as mudanças no mercado de trabalho.
D Convocar uma reunião anual com todos as partes interessadas para revisar e discutir as adaptações necessárias nos documentos.
E Implementar uma política de revisão contínua e automática de currículo baseada em dados de desempenho dos alunos e demandas do mercado.

Analise as afirmativas a seguir sobre a função estratégica do secretário acadêmico. (__) A função estratégica do secretário acadêmico inclui a gestão eficaz das comunicações entre a administração da instituição e o corpo discente. (__) Um secretário acadêmico raramente está envolvido na formulação de políticas acadêmicas, sendo essa responsabilidade principalmente dos gestores e do corpo docente. (__) É essencial que o secretário acadêmico possua uma compreensão profunda dos regulamentos educacionais vigentes para garantir a conformidade institucional. (__) A função do secretário acadêmico é limitada ao gerenciamento administrativo, sem influência sobre as decisões estratégicas da instituição. (__) O secretário acadêmico deve desempenhar um papel ativo na revisão e implementação de novos programas educacionais para responder às tendências de mercado e necessidades dos estudantes. A sequência correta é:

A V – F – V – V – F.
B F – V – V – F – F.
C V – F – F – V – V.
D F – V – F – V – F.
E V – F – V – F – V.

Carlos é secretário acadêmico em uma universidade e está reavaliando os processos internos da secretaria para aumentar a eficiência e melhorar o atendimento aos alunos e professores. A universidade está passando por uma transformação digital, que inclui a implementação de novas tecnologias para gestão de documentos e comunicação. Carlos precisa garantir que as operações sejam não apenas eficientes, mas também seguras e em conformidade com as regulamentações de privacidade de dados. Qual das seguintes ações é a mais importante para Carlos implementar, com sucesso, a transformação digital na secretaria acadêmica, garantindo a eficiência e a conformidade das operações?

A Priorizar a digitalização de todos os registros acadêmicos para eliminar o uso de papel.
B Implementar uma plataforma integrada de gestão de documentos que inclua funcionalidades de segurança avançadas.
C Restringir o acesso a documentos digitais a um pequeno grupo de funcionários administrativos.
D Focar exclusivamente no treinamento técnico dos funcionários sobre novas tecnologias.
E Adquirir o software mais caro do mercado para garantir qualidade e conformidade.
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

De acordo com as informações apresentados no artigo:

A as inovações tecnológicas funcionam mais adequadamente sem a intervenção de usuários leigos;
B a área das Humanidades deve ser uma aliada para um uso ético das inovações tecnológicas;
C as pessoas não apreciam piadas com indivíduos vivos, já que os falecidos são mais interessantes por não poderem se defender;
D os indivíduos são mais solidários hoje do que antigamente quando veem alguém precisando de ajuda ou correndo perigo de morte;
E as brincadeiras que envolvem a exposição e o vilipêndio de cadáveres têm grande aceitação por parte de pessoas consideradas caretas.
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

No trecho “Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio.” (7º parágrafo), entende-se que os bárbaros:

A dançavam com os mortos;
B torciam para que os inimigos fossem derrotados;
C rugiam diante dos inimigos mortos;
D dançavam em cima dos mortos;
E comiam os corpos dos inimigos.
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

De acordo com seu emprego no texto, a palavra “tecnoidolatria” pode ser classificada como:

A um substantivo abstrato;
B um adjetivo composto;
C um pronome reto;
D um verbo regular da primeira conjugação;
E um pronome de tratamento.
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

Entre o primeiro e o quarto parágrafo do texto, foram destacadas cinco ocorrências da vogal A. Devido ao contexto, quais delas necessitam de vir acompanhadas do acento grave?

A Todas as ocorrências.
B A primeira e a terceira ocorrências.
C A primeira, a segunda e a quinta ocorrências.
D A segunda e a quarta ocorrências.
E Nenhuma das ocorrências.
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

Em meio ao texto, foram inseridos quatro pares de vocábulos em letras maiúsculas. Analise-os e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a escrita das palavras em questão segundo a ortografia oficial da língua portuguesa.

A BOSSALIDADE | SENSSACIONALISMO | PERVERCIDADE | ATROÇIDADES
B BOSSALIDADE | SENSACIONALISMO | PERVERCIDADE | ATROCIDADES
C BOÇALIDADE | SENSACIONALISMO | PERVERSIDADE | ATROCIDADES
D BOÇALIDADE | SENSSACIONALISMO | PERVERSIDADE | ATROÇIDADES
E BOÇALIDADE | SENSACIONALISMO | PERVERCIDADE | ATROCIDADES
Texto associado
Um cadáver no banco, um meme no celular A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite atrocidades com a velocidade de um clique Renato de Faria | 28/04/2024 Uma sociedade produtiva e eficiente, idólatra da pura razão instrumental, dá passos certeiros em direção [a] 1 barbárie. A técnica, por si só, é carente de reflexão ética, pois esse modo de pensar exige tempo, ócio e debate. Os burocratas da tecnoidolatria, tendo em vista seu baixo vocabulário e sua curtíssima carta de leitura, desconhecem a importância do desenvolvimento moral. É por isso que a inovação tecnológica, isolada das Humanidades, não nos levará [a] 2 lugar algum. Diariamente, constatamos as ações inconsequentes na Rede, nos assustando quanto [a] 3 escalada da BOÇALIDADE/BOSSALIDADE que impera nessa terra sem lei e sem reflexão ética. Assistimos [a] 4 uma delas, estarrecidos, nos últimos dias: cenas macabras que mostravam um cadáver sendo levado [a] 5 uma agência bancária. Não era filme de terror, era a vida em carne e nosso. Confesso que resisti a ver a cena. Apenas o relato bastava. A cultura da imagem escandalosa, comum em nosso tempo, não acrescentaria nada em minha reflexão. Porém, mesmo negando o acesso às cenas e todo o seu SENSSACIONALISMO/SENSACIONALISMO midiático, propício à indústria jornalística do escândalo, em pouco tempo, meu telefone já se encontrava infestado com a enxurrada de memes, figurinhas e cenas que retratavam o próprio corpo, vilipendiado pela segunda vez, em situações constrangedoras. Já defendi (e defendo!) [...] a ironia como sobrevivência, como prática de resistência à vida burocratizada e contabilizada. Com isso, reafirmo que o humor é uma das poucas formas que sobraram de uma humanidade corrompida. No entanto, a questão é bem diferente. Os memes, produzidos pelo concreto do corpo representado, ultrapassam qualquer limite ético. Isso não é piada, é sadismo puro, PERVERCIDADE/PERVERSIDADE customizada por aplicativo e compartilhada por alguns que, dessensibilizados pelo cotidiano maldoso que infesta os suportes digitais, ainda dizem, "deixa de ser careta, moralista, isso é apenas uma imagem, uma brincadeira". Não, meu amigo. Sinto em informar, não é apenas uma piada. Uma das cenas mais tristes da Ilíada é justamente quando Aquiles, herói grego, após vencer o nobre Heitor em um duelo de honra, amarra seu cadáver à carruagem e o arrasta diante dos muros de Troia. Príamo, seu pai e Rei daquela cidade, e Andrómaca, sua esposa, presenciaram o vilipêndio e nada puderam fazer. Na guerra, os bárbaros mostram toda sua voracidade, literalmente, dançando sobre o corpo alheio. Estamos construindo uma forma de convivência que desconsidera qualquer limite moral. Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo. É preciso lembrar que essa civilização já não nos oferece nenhuma garantia, caso caiamos desmaiados em algum lugar por aí, sejamos atropelados ou soframos algum acidente. Em poucas horas, nossos filhos, esposa, mãe e pai verão a cena de nosso corpo sem vida compartilhada nos grupos de WhatsApp da família, do futebol e da igreja. A sociedade do espetáculo se apresenta em sua forma mais cruel, casada com a alta tecnologia que permite ATROCIDADES/ATROÇIDADES com a velocidade de um clique. Certo dia, ouvi alguém dizendo: "sossego mesmo só quando estivermos comendo capim pela raiz, quando esticarmos a canela e fecharmos o paletó de madeira". Agora, acho que nem isso... Com muitas câmeras nas mãos e nenhuma ideia na cabeça, perdemos até o direito a essa paz eterna. FARIA, Renato de. Um cadáver no banco, um meme no celular. Estado de Minas, 28 de abril de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/04/6846875-um-cadaver-no-banco-um-meme-nocelular.html. Acesso em: 29 abr. 2024. Adaptado.

Qual é o sentido veiculado pela palavra destacada no trecho abaixo? “Os devotos da tecnoidolatria se comportam como Eichmann (o burocrata nazista relatado por Hannah Arendt), cheios de clichês, esquivando-se da corresponsabilidade no compartilhamento das imagens e sem a noção profunda do mal que estão fazendo.” (8º parágrafo)

A Conformidade.
B Causa.
C Estatuto de algo/alguém.
D Ação de comer.
E Comparação.