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Considerando que uma criança de 10 anos de idade vítima de atropelamento apresente-se com dificuldade respiratória e seja necessária intervenção na via aérea, assinale a opção correta, acerca da abordagem dessa criança vítima de trauma, dada sua idade.

A Deve-se colocar um coxim na região do dorso do paciente para se evitar flexão passiva da coluna cervical.
B Em caso de intubação, o uso de tubos orotraqueais com balonete está totalmente contraindicado pelo risco de necrose traqueal.
C Em caso de intubação assistida por drogas, deve-se obrigatoriamente utilizar sulfato de atropina como pré-medicação.
D A cricotireoidostomia cirúrgica é contraindicada, devendo-se tentar a ventilação através de máscara laríngea se não for possível a ventilação por bolsa-valva-máscara ou por intubação.
Texto associado
Caso clínico 2A5-IV

Um paciente de 53 anos de idade, com hipertensão resistente, foi atendido na emergência, com queixa de palpitações de início súbito havia três dias. Ele apresentava cefaleia matinal, fadiga e noctúria havia três meses. Negou dor torácica, dispneia ou síncope. No exame físico, apresentava índice de massa corporal de 36 kg/m 2 , circunferência abdominal de 120 cm, circunferência cervical de 41 cm, frequência cardíaca de 110 bpm, pressão arterial de 154 mmHg × 92 mmHg e ritmo cardíaco irregular, sem outras anormalidades significativas. O paciente realizou eletrocardiograma, o qual está apresentado a seguir.

Para a complementação diagnóstica no caso clínico 2A5-IV, o exame mais indicado é

A a polissonografia.
B a tomografia de crânio.
C o cateterismo cardíaco.
D a ultrassonografia de tireoide.

Um escolar previamente saudável apresenta agudamente febre, tosse e dificuldade respiratória. Havia 3 dias que apresentava sintomas gripais leves. Não houve relato de contato com Sars-CoV-2 nos últimos 14 dias. A oximetria de pulso mostrou saturação de oxigênio de 90%. A radiografia do tórax mostrou imagem de condensação em lobo inferior do pulmão direito.

Nesse caso clínico, o agente etiológico mais provável é

A Streptococcus pneumoniae.
B vírus sincicial respiratório.
C Stafilococcus aureus.
D adenovírus.

Hemorragia periventricular e intraventricular são comorbidades encontradas com frequência variável em prematuros com menos de 31 semanas gestacionais, dependendo da idade gestacional e da assistência no pré-natal, no parto e ao recém-nascido.

São medidas que, se aplicadas oportunamente, reduzem a ocorrência dessas comorbidades

I administração de corticosteroide após 14 dias de ventilação mecânica.
II administração de corticosteroide antenatal entre 26 e 34 semanas gestacionais.
III assistência ventilatória não invasiva.
IV manuseio mínimo.

Estão certos apenas os itens

A I e II.
B I e IV.
C II e III.
D II, III e IV.

Kellen, de 34 anos de idade, com 32 semanas de gestação, segue dieta balanceada por nutricionista do núcleo ampliado de saúde da família e está em uso de metildopa por hipertensão gestacional com alto risco para pré-eclâmpsia.
A tabela a seguir mostra recomendações estabelecidas pela 7.ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

recomendação
nível de recomendação
nível de evidência
baixas doses de ácido acetilsalicílico (75 mg/dia a 150 mg/dia) no final do primeiro trimestre da gestação, para prevenção primária de pré-eclâmpsia em gestantes com risco moderado e aumentado para pré-eclâmpsia
IIa
B
suplementação de cálcio (> 1 g ao dia) para gestantes com ingestão normal desse íon e em risco moderado e aumentado de pré-eclâmpsia
III
A
solicitação dos seguintes exames de rotina para paciente com hipertensão arterial (HA): análise de urina; potássio plasmático; glicemia de jejum; HbA1C; ácido úrico plasmático
I
C
uso de tratamento não medicamentoso em situações de HA acima de 150 mmHg persistente por mais de 15 minutos em gestantes
III
B

Considerando a situação hipotética anterior e a tabela apresentada, assinale a opção correta.

A O uso de ácido acetilsalicílico em baixa dose, para casos como o de Kellen, é indicado, ainda que baseado em opinião de especialistas.
B Existem fortes evidências que indicam a suplementação de cálcio para casos como o de Kellen.
C Conforme consenso geral baseado na opinião de especialistas, os exames de rotina mencionados devem ser pedidos para pacientes com quadro semelhante ao de Kellen.
D Evidências conflitantes indicam que, caso Kellen permaneça com nível pressórico acima de 150 mmHg, mesmo após repouso de 15 minutos, deve-se instituir um tratamento não medicamentoso para sua HA.
Texto associado
Caso clínico 1A4-II

Uma paciente de 71 anos de idade compareceu à emergência hospitalar com queixa de dispneia progressiva e piora da tosse produtiva havia três dias. Ela era tabagista de 50 anos/maço e morava só, sem limitações para a realização das atividades diárias habituais. Ela relatou ter sido internada em duas outras ocasiões neste mesmo ano, a despeito do uso regular de indacaterol associado ao glicopirrônio. Ao exame físico, apresentava: saturação de oxigênio em ar ambiente (SO2) de 87%, frequência respiratória de 31 irpm, pressão arterial de 108 mmHg × 62 mmHg, frequência cardíaca de 104 bpm e ritmo cardíaco regular em dois tempos sem sopros. A ausculta pulmonar revelou murmúrio vesicular diminuído globalmente, com crepitações em bases. O restante do exame físico não apresentou mudanças significativas. Os exames laboratoriais na admissão revelaram: pH 7,31; pO2 90; pCo2 53; HCO3 24; BE 1 (gasometria arterial em ar ambiente); hemoglobina 12 g%; leucócitos 7200 com 1% bastonetes, 10% de eosinófilos e creatinina 1 mg/dL. A espirometria prévia demonstrou: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) = 48% do predito (após broncodilatador). Após três nebulizações com fenoterol e ipatrópio, evoluiu com discreta melhora da dispneia, SO2 de 89% e frequência respiratória de 29 irpm.

No caso clínico 1A4-II, melhor conduta inicial a ser tomada é

A instituir prednisona e azitromicina e retorno ambulatorial em uma semana.
B recomendar fenoterol e ipatrópio de resgate e retorno ambulatorial em dois dias
C internação hospitalar para modificação do esquema terapêutico.
D intubação orotraqueal e internação em unidade de terapia intensiva.

Uma paciente do sexo feminino, com 55 anos de idade, portadora de insuficiência renal crônica procura a emergência de um hospital apresentando queixa de febre associada a forte dor na região do esterno de surgimento há 2 dias, a qual é aliviada pela anteversoflexão do tórax. O exame físico mostra atrito pericárdico e pulso paradoxal.

Considerando esse caso clínico, assinale a opção correta.

A Trata-se de uma sinalização frequente da presença de uremia.
B O achado de pulso paradoxal indica bradisfigmia na presença de febre.
C O ECG provavelmente vai mostrar baixa voltagem do QRS com onda T normal.
D Há indicação absoluta para que se submeta o paciente à hemodiálise.

Determinado paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, cardiopata, diabético, hipertenso, apresentando lombalgia havia algumas semanas, fez uso de diclofenaco sódico 150 mg diários por 5 dias, tendo apresentado episódios de melena durante os últimos 4 dias, sem repercussão hemodinâmica. Esse paciente procurou o pronto socorro após apresentar 3 episódios de hematêmese. Ao exame, encontrava-se consciente, sudoreico e com pressão arterial de 90 mmHg × 45 mmHg. Foram-lhe administrados cristaloides, com boa repercussão hemodinâmica. O paciente foi encaminhado para o serviço de endoscopia após estabilização hemodinâmica. A videoendoscopia digestiva alta revelou úlcera de 13 mm × 10 mm de diâmetro no vértice inferior (parede posterior do bulbo duodenal), com bordos elevados, fibrina central, com vaso visível e pontos de hematina.

Considerando esse caso clínico, assinale a opção que apresenta a classificação de Forrest adequada e o tratamento adequado ao paciente, respectivamente.

A Forrest IIa; injetoterapia com adrenalina a 1:10000
B Forrest IIc; terapia térmica com heater probe
C Forrest IIb; aplicação de clipes metálicos
D Forrest IIb; injetoterapia com adrenalina e aplicação de clipes metálicos

___ Um jovem de 19 anos de idade procurou o pronto-socorro com história de 10 horas de náuseas, vômitos e fortes dores no peito, sintomas que haviam iniciado depois de ele ter comido um pedaço de pizza . Foi realizado exame contrastado, que identificou perfuração esofágica.

No caso clínico precedente, entre as opções a seguir, o melhor tratamento é

A cirurgia aberta com reparo cirúrgico primário.
B colocação de prótese por via endoscópica (endoprótese).
C prescrição de sonda nasogástrica, jejum e observação.
D cirurgia imediata com ressecção esofágica e interposição gástrica.
Texto associado
Texto 3A7-I

As complicações pós-operatórias podem ser identificadas e separadas por sistemas em gastroenterológicas, cardiológicas, respiratórias, entre outras.

As complicações respiratórias podem surgir na maioria das cirurgias, mesmo nas abdominais. A partir dessa informação e do texto 3A7-I assinale a opção correta.

A As alterações respiratórias são a causa isolada mais comum de complicações pós-operatórias após grandes procedimentos.
B O risco de tromboembolismo venoso em pacientes cirúrgicos é considerado de muito alto risco em pacientes de 40 a 60 anos de idade que serão submetidos a grandes procedimentos e de baixo risco naqueles pacientes de qualquer idade que serão submetidos a procedimentos menores.
C O exame laboratorial de D-dímero aumentado é suficiente para a confirmação de tromboembolismo pulmonar.
D O exame laboratorial de D-dímero tem alta especificidade e baixa sensibilidade, podendo ser utilizado para o diagnóstico de trombose venosa profunda.