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Uma mulher de 45 anos de idade apresenta, há seis meses, episódios recorrentes de dor abdominal pós-prandial localizada em hipocôndrio direito, associada a náuseas e vômitos, sem febre ou calafrios. Os sintomas são autolimitados. Uma ultrassonografia de abdome superior realizada há uma semana pela paciente evidenciou a presença de dois pólipos no interior da vesícula biliar, os quais medem 5 mm e 8 mm, respectivamente. A vesícula biliar apresenta paredes finas e sem achados compatíveis com colecistite aguda. Não foram identificados cálculos biliares.

Nesse caso clínico, o tratamento mais adequado para a paciente deve ser

A colecistectomia aberta com ressecção em cunha do leito da vesícula biliar, visto que a soma do tamanho dos dois pólipos é maior que 10 mm.
B colecistectomia laparoscópica, pois a paciente é sintomática e não apresenta fatores de risco para adenocarcinoma de vesícula biliar.
C tratamento conservador, pois a paciente não possui nenhum pólipo maior que 10 mm.
D tratamento conservador, pois a paciente não apresenta litíase biliar.
Texto associado
Caso clínico 1A9-II

Um lactente de 18 meses, do sexo masculino, previamente hígido, foi atendido pelo SAMU, em sua residência, por apresentar febre persistente alta e dispneia que se iniciara havia cerca de três dias. Em seguida, foi transportado para o pronto-socorro mais próximo, onde deu entrada muito dispneico, com SaO2 = 89%, gemente, cianótico, com frequência cardíaca de 145 bpm e frequência respiratória de 60 irpm. Ao exame do tórax, apresentava tiragens intercostais e subcostais. À ausculta, demonstrava estertores crepitantes em todo o HTE e murmúrio vesicular diminuído na base do mesmo lado.

Assinale a opção correta, acerca do diagnóstico no caso clínico 1A9-II.

A Trata-se de pneumonia adquirida na comunidade, com sinais de complicação por derrame pleural.
B A bronquiolite viral aguda é a suspeita diagnóstica mais evidente, devido à idade da criança.
C Dada a febre alta persistente, pode-se falar em dispneia em um quadro de infecção de vias aéreas superiores.
D A cronologia dos sintomas levanta a suspeita de pneumotórax hipertensivo espontâneo.
Texto associado
Caso clínico 1A9-I

Um menino de nove anos de idade foi levado à emergência de um hospital por sua mãe devido a crise de asma iniciada havia dois dias. Conforme a mãe, o menino tinha crises desde os quatro anos de idade, tendo chegado a fazer mais de três episódios ao mês. No último ano, teve de ser levado várias vezes ao pronto-socorro, mas não fazia nenhum tratamento preventivo. Ao exame físico, apresentava-se agitado, falando pouco, frequência respiratória de 36 irpm; frequência cardíaca de 120 bpm; SaO 2 = 90%. À ausculta pulmonar, apresentava sibilância moderada e disseminada em todo o tórax.

No caso clínico 1A9-I, a conduta médica adequada na primeira hora de atendimento ao menino consiste em

A prescrever resgate com quatro jatos de salbutamol spray de 20 em 20 minutos e oxigênio suplementar por cateter nasal.
B administrar metilprednisolona por via intravenosa na dose de 40 mg/kg.
C fazer uma dose de ataque de salbutamol endovenoso, 50 mcg/kg, correr em 5 minutos.
D administrar adrenalina por via intramuscular em dose única, de 0,6 mg/kg.

Marina, de 70 anos de idade, era acompanhada pelo médico Túlio e sua equipe de saúde da família em atendimentos domiciliares desde que sofrera fratura de fêmur em decorrência de uma queda de própria altura. Depois de quatro meses acamada, ela apresentou piora do estado geral e foi removida para uma unidade de pronto atendimento, onde faleceu no mesmo dia, devido a quadro de insuficiência respiratória secundária a pneumonia aspirativa. Familiares da paciente procuraram a unidade de saúde da família onde trabalha Túlio, para a emissão da declaração de óbito de Marina.

Considerando-se que, nessa situação hipotética, a localidade disponha de todos os serviços de saúde que podem emitir declaração de óbito, é correto afirmar que a declaração de óbito de Marina deverá ser emitida

A por Túlio, sendo a causa básica e a causa imediata do óbito, respectivamente, fratura de fêmur e pneumonia aspirativa.
B por médico da unidade de pronto atendimento ou pelo médico do serviço de verificação de óbito, sendo a causa básica e a causa imediata do óbito, respectivamente, síndrome da imobilidade e pneumonia aspirativa.
C por Túlio, sendo a causa básica e a causa imediata do óbito, respectivamente, pneumonia aspirativa e insuficiência respiratória.
D pelo Instituto Médico Legal, sendo a causa básica e a causa imediata do óbito, respectivamente, queda de própria altura e pneumonia aspirativa.

Uma adolescente de 12 anos de idade, vítima de afogamento, deu entrada no departamento de emergência comatosa, apneica, pálida e com má perfusão periférica.

Em relação à clínica e à sistematização do atendimento dessa paciente, assinale a opção correta.

A Em caso de parada cardiorrespiratória, o ritmo cardíaco mais comum esperado é a fibrilação ventricular.
B A apresentação clínica com hipotermia moderada (28 °C a 32 °C) é benéfica para a paciente e deve ser mantida por 72 horas para a proteção cerebral.
C A gravidade do quadro clínico é determinada pelo tempo de submersão.
D No caso de acidose metabólica, é mandatório o uso de bicarbonato de sódio endovenoso.

Uma paciente de 40 anos de idade, com queixa de fadiga, procurou um ambulatório de clínica médica após ter sido identificado um aumento da sua glândula tireoide, cuja superfície se mostrava lisa, elástica e indolor. Ela levou exames que mostraram TSH aumentado e T4 livre normal.

Nesse caso clínico, o diagnóstico mais provável é de

A hipertireoidismo.
B tireoidite de Hashimoto.
C câncer de tireoide.
D bócio difuso atóxico.

No horário da troca de plantão no pronto-socorro de um hospital, dois médicos souberam que um dos colegas escalados para sucedê-los não compareceria ao serviço.

Nessa situação hipotética, de acordo com as disposições do Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina, os dois médicos de plantão

A devem deixar o serviço, pois o outro colega que comparecer poderá executar o trabalho sozinho até que se encontre um substituto para o ausente.
B podem deixar o serviço se conseguirem outro médico do corpo clínico para ficar de plantão a distância.
C podem deixar o serviço desde que façam o acordo com o colega que os suceder de que o atendimento passe a se dar apenas para casos críticos.
D devem comunicar o fato à chefia médica administrativa e aguardar a tomada de providências cabíveis.

Um menino de 11 anos de idade foi levado para avaliação em ambulatório de puericultura. Os pais estavam preocupados com o crescimento dele. Nascido a termo, o menino tinha sido classificado como adequado para a idade gestacional. Sua alimentação e seu sono eram adequados. O exame físico resultou normal, e a classificação de Tanner estava em G1P1. Os pais referiram rinite alérgica moderada persistente como único antecedente patológico do menino. As estaturas da mãe e do pai do menino eram, respectivamente, 1,55 m e 1,70 m. Com relação à altura do paciente, aos 7 anos de idade, ele tinha 1,09 m; aos 9 anos, 1,19 m; aos 10 anos, 1,24 m; e aos 11 anos, 1,29 m.
A imagem seguinte apresenta a curva de altura por idade referente a meninos adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Considerando os dados do caso clínico anterior, bem como a curva de idade/altura apresentada, assinale a opção que indica o exame mais importante para a confirmação da principal hipótese diagnóstica nesse caso.

A dosagem de IGF1 e IGFBP3
B dosagem de T4 livre e TSH
C idade óssea
D ecocardiograma

Uma criança com 6 anos de idade, residente em apartamento em área urbana, com seus pais e um irmão, foi levada a uma unidade básica de saúde, com queixa de queda de cabelo havia 30 dias. A criança não tem histórico de patologias prévias. Tem contato periódico com um avô, que é tabagista, e contato diário com dois gatos e um cão domésticos, que residem com a família. A criança apresenta leve prurido no local da lesão. Ao exame físico, identificou-se uma área circular de rarefação capilar em região parietal esquerda, com cerca de 4,5 cm de diâmetro, com fios capilares esparsos, finos e tonsurados na sua base, com alguma descamação no local, além de hiperemia leve nas bordas.

Com relação a esse caso clínico hipotético, julgue os itens a seguir.

I O tratamento indicado deverá ser a aplicação tópica de um imidazólico em creme ou pomada na lesão, por 12 semanas.
II A presença de linfadenopatia cervical pode ocorrer nessa dermatose.
III O uso de antifúngicos sistêmicos está indicado para todos os casos.
IV A Malassezia furfur está implicada na etiologia dessa dermatose.

Estão certos apenas os itens

A I e III.
B I e IV.
C II e III.
D II e IV.

Criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de choque séptico recebeu, à admissão no serviço de saúde, solução salina em alíquotas de 20 mL/kg por duas vezes, tendo-se mantido com pressão arterial de 0 mmHg × 40 mmHg, TEC = 4 segundos, pulso periférico filiforme e letargia.

O quadro descrito é de

A choque séptico frio hipotensivo, estando indicado o uso de adrenalina EV contínua na dose de 0,1 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
B choque séptico frio, estando indicado o uso de milrinona EV contínua na dose de 0,5 mck/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
C choque séptico quente, sendo indicado o uso de noradrenalina EV contínua na dose inicial de 0,1 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
D choque séptico quente, sendo indicado o uso de dopamina EV contínua na dose de 0,5 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.