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Independentemente da definição aceita para Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), em todas deve comparecer, como parte integrante de uma IDE, um conjunto de serviços. Dentre eles, serviços para mapas ou, mais genericamente, para os dados Geoespaciais. Entendendo um serviço web para mapas como aquele que permite qualquer indivíduo interagir com os dados espaciais, está de acordo com esse serviço:

A apresentar alto investimento de implementação, minimizado pela criação de uma IDE, pois a instituição responsável tem aporte de recursos das instituições parceiras;
B empregar computadores robustos, com grande capacidade de armazenamento e gerenciamento de dados, muita memória RAM, no mínimo 256MB, e facilidades para acesso remoto;
C permitir acesso a metadados, além da construção de mapas segundo especificações do usuário;
D usar diferentes padrões proprietários, de maneira a facilitar e permitir acesso a bases heterogêneas de dados;
E usar plataformas computacionais, padrões de interface e linguagens de programação específicas, de maneira a serem interoperáveis com outros sistemas.

Ao se modelar um problema a ser solucionado com auxílio de um Banco de Dados Geográficos, ou um SIG, durante a elaboração do Projeto Lógico, deve-se ter especial atenção:

A à linguagem de implementação, às estruturas de dados e aos objetivos do sistema;
B aos requisitos do usuário, ao domínio da aplicação e aos objetivos do sistema;
C aos requisitos do usuário, aos objetivos do sistema e à linguagem de implementação;
D aos requisitos do usuário, ao domínio da aplicação e às estruturas de dados;
E ao domínio da aplicação, aos objetivos do sistema e às estruturas de dados.

Na organização do espaço urbano brasileiro na contemporaneidade, observa-se uma expansão impulsionada por duas lógicas, a da localização dos empregos nos núcleos das aglomerações e a da localização das moradias nas áreas periféricas. A incorporação de novas áreas residenciais, o aumento da mobilidade e a oferta de transporte eficiente favorecem a formação de arranjos populacionais de diferentes magnitudes que aglutinam diferentes unidades espaciais. Adaptado de: IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 294 arranjos populacionais no País, formados por 938 municípios e que representam 55,9% da população residente no Brasil em 2010. Os critérios utilizados na identificação dos arranjos populacionais empregam a noção de integração, medida:

A pelos movimentos pendulares para trabalho e estudo e/ou pela contiguidade urbana;
B pelas funções urbanas e/ou pelo rendimento dos responsáveis por domicílio;
C pelos fluxos telefônicos e/ou pelas unidades locais das empresas de serviços à produção;
D pela densidade demográfica e/ou pela estrutura da População Economicamente Ativa;
E pelo tamanho populacional e/ou pelo fluxo de bens, mercadorias, informações e capitais.

As Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Digitais Vetoriais para a Mapoteca Nacional Digital (MND), componente da estruturação de dados cartográficos do Mapeamento Sistemático Terrestre da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), tem por objetivo padronizar estruturas de dados que viabilizem:

A a interoperabilidade de sistemas, a padronização de simbologia e a publicação de mapas na WEB;
B a padronização de simbologia, o grau de generalização e a publicação de mapas na WEB;
C o compartilhamento de dados, a interoperabilidade de sistemas e a racionalização de recursos;
D o compartilhamento de dados, a racionalização de recursos e a publicação de mapas na WEB;
E o compartilhamento de dados, a padronização de simbologia e o grau de generalização.

As elipses de Tissot são úteis para avaliação das características de uma projeção cartográfica e, normalmente, ficam definidas por seus dois eixos principais. Elipses com semieixos iguais a m 0 = 0,80; m 90 = 1,25 e m 0 = 1,22; m 90 = 1,48 são indicativas, respectivamente, de projeções:

A conforme e afilática;
B conforme e equidistante;
C equidistante e afilática;
D equivalente e afilática;
E equivalente e equidistante.

Sistemas de Informações Geográficas são tecnologias que envolvem atores com diferentes formações, sendo Geógrafos, Engenheiros Cartógrafos, Agrimensores e de Computação as mais comuns. Ao se operar interdisciplinarmente é fundamental o ajuste e o domínio de termos técnicos para que a comunicação e a produção não sejam prejudicadas. Um conceito elementar em geoprocessamento é o de escala. Assim, considerando a amplitude de área no terreno, a escala associada por geógrafos e a escala associada por engenheiros, os termos empregados, respectivamente, serão:

A se a área for grande, escala pequena, escala grande;
B se a área for grande, escala grande, escala pequena;
C se a área for grande, escala grande, escala grande;
D se a área for pequena, escala grande, escala pequena;
E se a área for pequena, escala pequena, escala pequena.

A abordagem neopositivista na Geografia vinculou a noção de região ao funcionalismo, vendo o espaço como um sistema de fluxos em que cada parcela ou subsistema desempenha um conjunto específico de funções. Funda-se, então, a distinção entre as regiões homogêneas ou uniformes e as regiões funcionais ou polarizadas. Adaptado de: HAESBAERT, R. Regional-global: dilemas da região e da regionalização na geografia contemporânea. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010 Diferentemente das regiões funcionais, as regiões homogêneas:

A baseiam-se nos princípios de coesão e fluidez;
B constituem-se a partir de fenômenos reticulares;
C definem-se a partir da hierarquização de polos;
D distinguem-se pelas relações de complementaridade;
E configuram-se espacialmente em áreas ou zonas.

O Geoprocessamento pode exercer ações que visem, por exemplo, a contribuir, garantir e facilitar, dentre outras, a divisão do território. Nesse sentido, a mudança do referencial geodésico brasileiro para o SIRGAS2000 influenciou:

A as divisas naturais, pois as feições fisicamente não mudaram;
B a área territorial do país, já que essa é dependente de coordenadas;
C a definição das linhas secas empregadas como limite territorial, pois elas não são dependentes de coordenadas;
D a definição das Regiões Integradas de Desenvolvimento, pois são fruto da cooperação entre os governos federal, estadual e municipal;
E a constituição das Mesorregiões Geográficas, pois elas são estabelecidas por municípios adjacentes, pertencentes à mesma UF (Unidade da Federação).

A estrutura regional que caracterizava o Brasil nos anos 1960, resultante da industrialização, era constituída por três grandes unidades: a área core e sua periferia integrada, as periferias deprimidas e a fronteira de recursos. A diferenciação interna da região Centro-Sul em área core e periferia indicava a tendência de especialização regional no quadro de uma sociedade industrial. Adaptado de: BECKER, B. e EGLER, C. Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994. Considerando a área core e sua periferia integrada no final da década de 1960, observa-se que:

A a região dos grandes complexos industriais da metrópole paulistana era circundada por uma faixa que apresentava uma economia agrária tradicional;
B a área sob influência do Rio de Janeiro apresentava forte dinamismo agrícola com importante diversificação após a decadência das plantações de café;
C a região de mineração e metalurgia no centro de Minas Gerais apresentava uma produção fabril diversificada, com o estabelecimento de outros gêneros de indústria;
D a Zona da Mata mineira, o estado do Espírito Santo, e o norte do estado do Rio de Janeiro configuravam uma área de desenvolvimento dinâmico próxima da área core;
E a região Sul apresentava estagnação do setor agropecuário e de exportação de alimentos devido ao fraco desenvolvimento de seu parque industrial.

Na transição do século XIX/XX, o crescimento do Rio de Janeiro, então capital federal, dependia imensamente da provisão de carvão fornecido pelas florestas da mata atlântica. Com a abolição da escravatura, os ex-escravos, quilombolas e pequenos agricultores viram no fabrico de carvão uma atividade possível. Junto com os lenhadores, os carvoeiros penetravam por toda a parte nas serranias do Rio de Janeiro, onde não se tinham estabelecido os sitiantes. Uma pesquisa feita na floresta do maciço da Pedra Branca revelou a existência de 35 ruínas de moradias e 185 platôs de antigas carvoarias. No entanto, apesar do grande desmatamento realizado pelos carvoeiros e lenhadores, a floresta voltou graças à eficiente sucessão ecológica. No entanto, a paisagem florestal ainda guarda outro tipo de vestígio dessa ancestral relação que se manifesta em sua estrutura e composição florística. No ecossistema, observa-se a presença de espécies exóticas de uso ritual, como o comigo-ninguém-pode e a espada-de-são-jorge. Destaca-se também a presença de figueiras que, por questões culturais, foram mantidas intactas quando da derrubada da floresta para a implantação de roçados. Adaptado de: OLIVEIRA, R. A paisagem como esconderijo: invisibilidade social e florestas urbanas do Rio de Janeiro do século XIX. In: Ferreira et al (org). Metropolização do espaço: gestão territorial e relações urbano-rurais. Rio de Janeiro: Consequência, 2013, p. 519-526. O texto acima destaca um procedimento metodológico caro à Geografia Cultural, que consiste em:

A identificar os padrões espaciais da distribuição das formas físicas que compõem uma determinada paisagem;
B compreender as relações hierárquicas estruturantes dos grupos humanos que interagem com a floresta;
C inventariar as formas concretas resultantes da interação entre atividades humanas e processos naturais;
D evidenciar as concepções e julgamentos do pesquisador acerca da natureza e das atividades humanas;
E levantar a iconografia disponível para identificar como os grupos sociais evocam sua relação com a natureza.