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Na produção de dados geoespaciais, as fotografias aéreas estão entre os inúmeros produtos que podem ser classificados como imagem. Outro exemplo é o Mosaico, a respeito do qual, é correto afirmar que:

A a qualidade de sua construção é dependente, basicamente, da ligação geométrica entre feições e da continuidade radiométrica dos níveis de cinza ou das cores;
B sua construção se restringe ao espaço imagem, e não é possível sua transformação para o espaço objeto, sua principal desvantagem;
C devido à extensão da área imageada, apresenta pouca qualidade posicional, dadas as distorções das lentes usadas nas câmaras fotogramétricas;
D teve forte aplicabilidade em sua forma analógica, o que não acontece na forma digital devido ao uso atual da visão computacional;
E as informações métricas obtidas através dele têm uso expedito, já que não podem ser ortorretificadas.

Na estimação de coordenadas por meio das tecnologias GNSS, o processamento das observações tem aspecto fundamental na obtenção de uma melhor qualidade das coordenadas. Na fase de processamento das observações, podem ser utilizados:

A a estimação por MMQ; a escolha do ambiente computacional; o controle de qualidade;
B a estimação por filtragem de Kalman; a elaboração do plano de coleta das observações; o uso de centragem forçada;
C os modelos funcional e estocástico adequados às observações; a escolha do método de posicionamento; a calibração do rastreador;
D a técnica Data Snooping; a elaboração dos DoPs – Dilution of Precision; a verificação da existência e estado do apoio geodésico básico;
E a reescalação da matriz variância covariância dos parâmetros; a definição do intervalo e tempo de rastreio; a identificação das possíveis obstruções às observações.

A principal característica de um SIG é a capacidade de análise, mais especificamente, análise espacial. Um dos esquemas mais simples de organização dos métodos de análise espacial é a denominada Álgebra de Mapas, desenvolvida por Dana Tomlin, na década de 1980. Na forma em que foi estruturada, é possível:

A calcular resultados em células contíguas de mesmo valor formando blocos, em operações locais, e vinculá-los a toda a camada;
B comparar os valores de células homólogas em camadas distintas de mesma resolução, em operações globais;
C comparar os valores de células adjacentes, normalmente vizinhança 8, em operações focais, restritas a uma mesma camada;
D realizar operações algébricas envolvendo os atributos de células contíguas em camadas distintas, em operações zonais, construindo uma nova camada;
E executar contagem de valores delimitados por envoltórias, em operações de bufferização.

Apenas os países que sustentam vantagens competitivas relevantes nas etapas de criação, design, marketing e coordenação da cadeia de produção e distribuição da indústria calçadista conseguem manter um papel ativo na cadeia de valor, enquanto os países que produzem calçados com base em custos de produção baixos (principalmente mão de obra) tendem a perder competitividade. O deslocamento geográfico da indústria de calçados no mundo é coerente com a dinâmica da concorrência nas cadeias produtivas, cuja competitividade depende de esforços no desenvolvimento dos canais de marketing, dado que a esfera da comercialização é o principal espaço de agregação de valor. Adaptado de: GUIDOLIN, S. et al. Indústria calçadista e estratégias de fortalecimento da competitividade. BNDES Setorial 31, 2010. A indústria calçadista vem passando por transformações significativas no seu padrão de concorrência. Nas últimas décadas, registrou-se uma perda relativa da importância do baixo custo salarial como determinante da competitividade do setor, em favor de fatores como qualidade, design e prazos de entrega. As mudanças tecnológicas são incrementais. O setor se moderniza por etapas, dada a característica descontínua do processo de produção. As fases de costura e montagem ainda são muito artesanais, demandando muita habilidade da mão de obra e com isso, limitando o processo de automação, facilitando a entrada de microempresas. Devido ao forte conteúdo artesanal e fragmentação no processo produtivo, mundialmente a indústria de calçados tem características de produção localizada, estimulando, com isso, as aglomerações geográficas. Adaptado de: GORINI, A. et al. A indústria calçadista de Franca. BNDES – Setor de calçados. 2000. Os textos acima apontam para mudanças no setor industrial calçadista, no qual o Brasil possui uma posição de destaque, sendo o terceiro maior produtor mundial. Apresentam também diferentes aspectos de sua organização espacial. A principal mudança no sistema de produção do setor calçadista e os aspectos de sua organização espacial destacados nos textos são, respectivamente:

A a busca por baixos custos de produção; a formação de arranjos produtivos locais e a consolidação de polos de desenvolvimento;
B a valorização das etapas criativas da produção; a estruturação de cadeias produtivas globais e a formação de clusters;
C a automação das etapas produtivas; a exportação das indústrias com mão de obra intensiva e a estruturação de cadeias produtivas globais;
D a concentração das diversas etapas da produção; a consolidação de polos de desenvolvimento e a formação de clusters;
E o fortalecimento da manufatura; a exportação das indústrias com uso de trabalho humano intensivo e a formação de arranjos produtivos locais.

O estudo dos riscos constitui uma importante ferramenta para a prevenção e a mitigação dos efeitos dos desastres. Esse estudo leva em consideração duas dimensões: a existência de ameaças e a vulnerabilidade. Nas análises tradicionais de risco, a vulnerabilidade é mensurada a partir:

A da abrangência espaço-temporal dos desastres no interior das zonas de risco;
B dos danos potenciais de uma ameaça sobre pessoas, bens e ambientes;
C dos efeitos multiplicadores decorrentes das formas de ocupação do solo;
D da magnitude das perdas humanas que sucedem os eventos catastróficos;
E da probabilidade de ocorrência de processos naturais não constantes.

Muitos dos fenômenos estudados pela Geografia manifestam-se de forma contínua no espaço, porém as informações de que dispomos para caracterizá-los são obtidas de forma descontínua. Uma das técnicas tradicionalmente utilizadas para mapeá-los envolve a construção de superfícies estatísticas, também denominadas modelos numéricos de terreno (MNT). O mapeamento se inicia com a aquisição de amostras representativas do fenômeno de interesse, em diferentes pontos de coleta. Os dados obtidos na amostragem bem como a posição espacial dos pontos de coleta são armazenados. Na etapa seguinte, por meio de procedimentos de interpolação, constrói-se uma superfície estatística tridimensional suavizada, na qual os dados são representados pelas coordenadas planas x e y, e pela coordenada z, que corresponde aos valores do parâmetro estudado. O passo seguinte envolve a transformação da superfície tridimensional para um suporte bidimensional. Essa transformação é feita pela interceptação da superfície estatística por uma série de planos paralelos ao seu plano de origem. As interseções desses planos com a superfície definem linhas que são, em seguida, projetadas ortogonalmente sobre o plano de origem. Cria-se assim um mapa no qual diferentes valores de z são associados às feições lineares. Adaptado de: FERNANDES, M e MENEZES, P. Roteiro de cartografia. São Paulo: Oficina de Textos, 2013. O tipo de mapeamento descrito acima, que representa uma superfície estatística tridimensional por convenção linear, é denominado:

A pictórico;
B dinâmico;
C coroplético;
D isarítmico;
E dasimétrico.

A resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas intitulada “O futuro que queremos” data de 2012 e se inscreve no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento reconhece que cidades bem planejadas e construídas podem fomentar sociedades sustentáveis em termos econômicos, sociais e ambientais. Nesse sentido, as formas e os usos urbanos foram considerados como dimensões a serem repensadas e planejadas. Para tornar as cidades ambientalmente sustentáveis, o documento “O futuro que queremos” preconiza:

A a desdensificação das áreas centrais;
B a supressão gradual de espaços livres;
C o adensamento da franja rural-urbana;
D a remoção de assentamentos informais;
E o incentivo ao uso misto do solo urbano.

Em uma representação vetorial clássica, as feições são armazenadas na forma de nós, arcos e polígonos. Para uma aplicação de logística que envolva um conjunto de municípios, uma rede viária para distribuição e postos de coleta, abastecimento e concentração de produtos, a quantidade de relacionamentos necessários a implementar:

A é definida pelo objetivo do sistema e a frequência de consultas;
B é determinada pelo volume de dados no sistema;
C corresponde aos 9 relacionamentos topológicos que envolvem os três tipos de dados;
D se limita aos que envolvem nós e arcos, pois os polígonos são definidos por nós;
E se limita aos que envolvem nós e arcos, pois os polígonos são definidos por arcos.

Em 2014, o IBGE publicou um estudo sobre as ligações aéreas no Brasil, com dados de 2010. Entre as conclusões do estudo, destaca-se que: ? * Existem ligações entre a maioria das cidades brasileiras que possuem aeroportos. A princípio, de qualquer cidade com aeroporto é possível acessar a outra, já que são poucos os centros que necessitam de mais de um passo para se ligar com as demais cidades da rede. ? * A ligação das seis metrópoles mais populosas do país com São Paulo era responsável por mais de 25% do total de passageiros transportados. ? * Em geral, as viagens para cidades menores e mais periféricas tendem a ser mais longas e apresentar custo mais elevado. As conclusões acima descrevem três aspectos da estrutura da rede de transporte aéreo brasileira. Esses aspectos são, respectivamente:

A fraca centralidade; primazia; extensão variável;
B baixa conectividade; difusão; amplitude variável;
C alta concentração; assimetria; mobilidade desigual;
D forte centralidade; concentração; mobilidade parcial;
E alta conectividade; polarização; acessibilidade desigual.

Uma das funcionalidades dos Sistemas de Informações Geográficas reside na integração de dados que devem estar referenciados a um único sistema de coordenadas. Ao desenvolver um projeto, empregando o Quantum GIS 2.0, para o qual foram disponibilizados dados de diferentes fontes, com sistemas de referência diferentes, a cada inclusão de uma nova camada:

A o sistema fará automaticamente a conversão para o SRC EPSG:4326 - WGS 84;
B o sistema fará automaticamente a conversão para o SRC definido para o projeto;
C o sistema fará automaticamente a conversão para o SRC padrão definido nas opções do sistema;
D a decisão a ser tomada será definida, caso a caso, pelo usuário;
E a decisão a ser tomada será definida nas opções do sistema.