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Na modelagem do espaço geográfico, são estabelecidas duas visões conceituais para as feições e fenômenos, classificando-os em objetos e campos. Os objetos são reduzidos a pontos, linhas e polígonos enquanto os campos representam variações contínuas no espaço. Assim, os modelos de dados matricial e vetorial, com suas estruturas de implementação específicas:

A representam exclusivamente a visão de objetos, pois campos não permitem discretização;
B representam exclusivamente a visão de campo, pois caracterizam superfícies infinitas;
C são característicos, respectivamente, das visões de objeto e de campo;
D são característicos, respectivamente, das visões de campo e de objeto;
E são independentes e modelam, ambos, as duas visões.

A relação entre superfícies geopotenciais é relevante para a determinação de altitudes. Assim sendo, considere um conjunto de ni pontos sobre o geoide e um conjunto de mi pontos sobre uma outra superfície equipotencial, sendo que i = 1,10. Nesse caso, todos os pares n i e m i pontos possuem o mesmo valor:

A da altitude ortométrica;
B da altitude geométrica;
C da altitude normal;
D da altitude de Helmert;
E do número geopotencial.

O sistema normal A T PA de um processo de ajustamento pelo modelo Paramétrico do Método dos Mínimos Quadrados se apresenta singular, ou seja, não é possível obter a inversa de Cayley-Hamilton. A causa do problema é:

A a falta do processo iterativo;
B a falta de injunção mínima para a solução do sistema;
C a matriz peso apresentar covariância;
D o sistema não ser simétrico;
E o valor do sigma zero a priori ser igual a 1.

O processo de construção de mapas ou, de maneira mais genérica, de dados / informações espaciais vêm passando por grande evolução. Uma das atividades que compõem esse processo é a de Reambulação, que:

A é fortemente desenvolvida em gabinete;
B é fortemente desenvolvida no campo;
C encontra-se plenamente automatizada;
D é fortemente dependente de equipamentos óticos;
E está sendo substituída pela atividade de edição e revisão.

A construção de um Modelo Digital de Superfície (MDS), no caso, da superfície terrestre, empregou as altitudes diretamente coletadas por técnicas GNSS. O MDS serviu de suporte a estudos hídricos, mas mostrou-se inadequado quando utilizado. O problema ocorrido se deve à:

A falha do processo de triangulação de Delaunay;
B falha do processamento de interpolação;
C falha na perspectiva isométrica do modelo;
D incompatibilidade do valor das altitudes coletadas;
E incompatibilidade da estrutura de armazenamento do modelo.

Uma das formas usuais de avaliação da qualidade de documentos cartográficos consiste na coleta de pontos sobre o documento considerado e a comparação de sua posição, seu atributo ou validade temporal com a realidade do terreno ou verdade estabelecida. Atualmente essa coleta é realizada, normalmente, por meio de uma digitalização vetorial. Para estabelecimento de parâmetros gerais, foi desenvolvido um teste estatístico, com a técnica de análise de variância, cujas características foram: mesa digitalizadora com resolução de 0,025 mm, 4 operadores; 40 pontos; 2 mídias (papel e filme); 10 repetições, 3.200 digitalizações, sendo que a cada 25 pontos digitalizados a folha era retirada do dispositivo e novamente registrada. Diante da abrangência do estudo e do volume de dados coletados, foi possível estabelecer como diretrizes para um teste de qualidade que:

A os erros nos pontos digitalizados são maiores do que nos pontos empregados para registro;
B as componentes espacias são correlacionados ou não independentes;
C a operação de registro depende muito do tipo de mídia utilizada;
D a principal fonte de erro no processo se deve ao fator humano;
E os erros encontrados nos pontos digitalizados seguem uma distribuição qui-quadrado.

O engenheiro cartógrafo designado para assumir a elaboração de uma série de mapas temáticos em escala média, na fase de planejamento, optou por empregar a projeção cilíndrica de Cassini, que, apesar de não ser equivalente nem conforme, possui escala real no meridiano central e em linhas perpendiculares a este. Um subordinado contestou, com base no histórico do IBGE, e propôs que a produção desses documentos fosse feita na Projeção Policônica ou Conforme de Lambert. Nesse caso, o subordinado está:

A correto, pois deve-se levar em consideração a ortogonalidade entre meridianos e paralelos;
B correto, pois deve-se levar em consideração a familiaridade dos usuários e os custos de produção;
C correto, pois a projeção Policônica é mais simples de construir não ocasionando eventuais atrasos;
D errado, pois a medição de direções é fundamental nesses documentos;
E errado, pois a medição de áreas é fundamental nesses documentos.

A geração de Modelos Digitais de Superfície se verifica em duas etapas distintas, que consistem na amostragem ou aquisição dos pontos amostrais e na interpolação ou geração do modelo propriamente dito. Uma das fontes de dados mais frequentemente utilizadas na amostragem são as curvas de isovalor do atributo (tema) a ser modelado devido à grande quantidade de amostras passíveis de coleta. Ao se realizar uma coleta digital a partir de isoípsas, independentemente por técnica vetorial ou matricial, automática ou manual, o espaçamento ideal a ser obtido por generalização cartográfica entre os pontos amostrais deve ser:

A igual à distância média entre a isolinha considerada e suas vizinhas;
B igual ao erro gráfico na escala de representação dos dados independentemente do relevo;
C menor em terrenos planos do que movimentados para caracterizar a pequena variação do relevo;
D maior em terrenos acidentados do que em planos devido à declividade acentuada;
E maior que a equidistância vertical representada na fonte dos dados.

Dados geográficos são definidos por 3 componentes: posição espacial, atributos relacionados e temporalidade (da posição ou de algum atributo). Assim, tendo sido convidado a integrar uma equipe de projeto para desenvolvimento de um SIG, cujo objetivo é monitorar a linha de costa em uma região de implantação de um molhe e um porto, em uma das reuniões para definição dos requisitos o engenheiro cartógrafo propôs a adoção do modelo mais simples ?Tempo como Atributo?. Durante as considerações, a maioria dos profissionais da área:

A concordou, porque esse modelo requer apenas a criação de novos campos (um ou mais) com o atributo temporal e permite que as feições possam ser incluídas e excluídas. Nessa abordagem as feições lineares e pontuais são vetorizadas apenas uma vez, eliminando redundâncias;
B concordou, porque esse modelo prevê a criação de cinco tabelas (1-atributos, 2-geometria, 3-tempo, 4-evento, 5-versão ativa) organizadas em três níveis de acesso (1-tabelas de atributos e geometria, 2-tabelas do tempo e dos eventos, 3-tabela da versão ativa);
C discordou e propôs o Modelo dos Três Domínios, porque nesse é criada uma tabela para cada componente geográfica (posição, atributos e tempo) e uma quarta tabela, que faz as ligações dessas três através das chaves primárias, em registros que as relacionam, de modo a compor o objeto;
D discordou e propôs o Modelo Date-Stamping ou Time-Stamping, porque se baseia no espaço contínuo subdividido em regiões cujas modificações são armazenadas nos diversos instantes de tempo. A cada alteração da feição essa é segmentada, tornando-se um objeto com histórico distinto;
E discordou e propôs o Modelo dos Compostos-Temporais, porque nessa abordagem as linhas e pontos são vetorizados apenas uma vez, apesar da desvantagem de ser necessária a criação de nova topologia a cada alteração.

As Redes Geodésicas tiveram uma evolução, passando do estado passivo para o estado ativo. Considerando os dois tipos de rede, é correto afirmar que:

A as redes ativas devem ter prioridade de uso em relação às redes passivas;
B as redes ativas são de uso mais complexo, pois apresentam dificuldade aos usuários na ocupação das estações que as compõem;
C as redes passivas facilitam o processamento das observações, pois erros são eliminados quando da ocupação das suas estações;
D não existe diferença no uso das redes, pois ambas são de natureza geodésica;
E o emprego das redes ativas exige, por parte dos usuários, mais equipamentos do que as redes passivas.