QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
1.955 questões encontradas

Texto 1A2-

I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura . In : Vários escritos . 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). Segundo o autor do texto 1A2-I, a literatura é uma prática artística

A circunstancial.
B eventual.
C atemporal.
D ocasional.
E especial.

De acordo com o Código de Ética do IBGE, a ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho

A enseja a sua demissão.
B é um direito do trabalhador sujeito as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), caso de quem presta serviço temporário ao IBGE.
C é um direito do servidor público, garantido pelo Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais.
D não fere os preceitos do código, desde que não ultrapasse trinta dias.
E é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.

Texto 1A1-

I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos . Internet: (com adaptações). No texto 1A1-I, a forma pronominal “a” empregada no trecho “Enquadro-a na categoria das listas inúteis” (último parágrafo) refere-se a

A “uma história afetiva das minhas leituras” (último parágrafo).
B “a lista do supermercado” (penúltimo parágrafo).
C “minha vida” (último parágrafo).
D “uma lista dos melhores romances que li em minha vida” (último parágrafo).
E “A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros” (penúltimo parágrafo).

Texto 1A1-

I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos . Internet: (com adaptações). Infere-se do texto 1A1-I que o autor esclarece que toda a explicação acerca das duas categorias de listas foi apresentada com a finalidade de justificar

A o motivo de ele ter organizado uma lista de romances que, a princípio, é inútil.
B o fato de ele ter escolhido vinte obras para representar seus romances preferidos.
C o fato de as pessoas serem competitivas.
D a análise peculiar do autor acerca da necessidade humana de fazer listas.
E a importância das listas na vida das pessoas.

Texto 1A2-

I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura . In : Vários escritos . 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). No trecho “A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante” (primeiro período do último parágrafo do texto 1A2-I), a expressão “na medida em que” poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto, por

A à proporção que.
B à medida que.
C uma vez que.
D mesmo que.
E quando.

Texto 1A1-

I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos . Internet: (com adaptações). No trecho “como somos competitivos” (primeiro parágrafo do texto 1A1-I), a conjunção “como” expressa o mesmo que

A conforme.
B tanto quanto.
C apesar de.
D porque.
E embora.

O projeto para o país do segundo governo de Getúlio Vargas foi pautado pelo ideário do nacional-desenvolvimentismo. Para executar seus programas de industrialização, Getúlio concentrou-os em duas instâncias: o Ministério da Fazenda e a Assessoria Econômica. Internet: (com adaptações). O nacional-desenvolvimentismo foi iniciado por Getúlio Vargas, embora tenha tido seu salto maior no governo de Juscelino Kubitschek. Desde sua primeira passagem pelo governo federal, o governo Vargas já tinha elementos desenvolvimentistas. Uma das marcas mais fortes dos dois governos de Getúlio Vargas foi a

A associação com o capital externo, para o crescimento econômico.
B democratização política para a condução econômica do país
C intervenção estatal em áreas consideradas de interesse nacional.
D ditadura política, para que houvesse o desenvolvimento econômico.
E flexibilização das leis trabalhistas, para o aumento do vínculo empregatício.

No que se refere à composição da matriz energética brasileira, assinale a opção correta.

A O uso em larga escala de fontes de energia não renováveis coloca a matriz energética brasileira em um patamar de forte impacto ao meio ambiente.
B A produção de cana-de-açúcar destina-se tanto ao setor de alimentos quanto ao energético, com a produção de álcool para uso em automóveis; seu bagaço, entretanto, é um rejeito não aproveitado e descartado na natureza.
C As fontes de energia renováveis, principalmente a hidrelétrica, têm expressiva participação na matriz energética brasileira.
D Os conflitos de uso da água para abastecimento, irrigação e geração de energia colocam esse recurso na categoria de recurso não renovável e têm diminuído a participação do setor hidrelétrico na geração de energia.
E A energia eólica tem baixa participação na matriz energética brasileira e o seu alto custo tem impedido a expansão da participação dessa fonte de energia na matriz energética nacional.

A cidade é uma gigantesca fábrica de homens modernos. Com base nessa certeza, o projeto nacional-desenvolvimentista formulou — no Brasil e em quase toda a América Latina —, durante as décadas de 50 e 60 do século passado, uma grande questão e avivou uma grande esperança: como o Estado pode construir uma sociedade cultural e politicamente moderna? O projeto nacional-desenvolvimentista carregava consigo a grande esperança de extensão ampla dos benefícios econômicos, políticos e sociais da modernidade a toda a sociedade brasileira. Internet: (com adaptações). O desenvolvimentismo brasileiro formulou uma visão econômica politicamente engajada no país, e uma das suas ideias mais fortes, diante da sua implantação, e que melhor se encaixa como slogan para a época seria:

A O capital externo é a solução para a erradicação da pobreza social no Brasil.
B Sem as indústrias de bens de consumo e de base, não há solução para esse país.
C O capital nacional é todo o suporte para o desenvolvimentismo industrial.
D A industrialização é a via da superação da pobreza e do subdesenvolvimento.
E Com a exportação e a mecanização agrícola, o crescimento econômico virá.

A Divisão Hidrográfica Nacional, instituída pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), órgão do Conselho Federal, adota uma classificação de doze regiões hidrográficas para o território brasileiro. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.

A O principal uso da água na Região Hidrográfica Parnaíba é o industrial.
B A região que possui as maiores demandas por recursos hídricos é a Região Hidrográfica Paraná.
C A Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental é a menor do país.
D Os critérios utilizados para essa classificação foram baseados apenas nos aspectos físicos das bacias hidrográficas.
E A baixa disponibilidade hídrica da Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental ocorre em função do regime fluvial tropical.