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Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

Assinale a afirmação correta a respeito do texto.

A Os dados da consultoria comprovam que não houve alteração no número de investidores que dão importância a questões socioambientais.
B Os consumidores não deveriam, mas têm se comportado com total indiferença perante as ações ilícitas de empresas associadas à corrupção.
C O Índice de Sustentabilidade da Bolsa acumulou valorização de mais de 150% graças aos empresários estrangeiros que têm aplicado dinheiro no Brasil.
D A consultoria restringiu sua pesquisa aos pequenos investidores, pois são eles que movimentam o mercado consumidor brasileiro.
E A queda significativa do valor das ações comercializadas na Bolsa é um dos prejuízos para empresas ligadas a práticas desonestas.
Texto associado
Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

De acordo com as ideias do quarto parágrafo, os dados do Índice de Sustentabilidade da Bolsa estão baseados

A no montante financeiro que as companhias podem investir em ações de alto risco.
B nas pesquisas realizadas por empresas internacionais de consultoria.
C na avaliação das empresas quanto a quesitos como seriedade administrativa.
D nos investidores que possuem mais de 10 bilhões disponíveis para empréstimos.
E no aumento da exportação de produtos brasileiros para diferentes continentes.
Texto associado
Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão entre parênteses pode substituir, sem alteração de sentido, a expressão destacada no trecho selecionado do texto.

A … essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. (irrelevante)
B É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. (uma suposição)
C No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado… (critérios)
D … que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases… (antecipar)
E O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. (produtividade)
Texto associado
Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase está redigida em conformidade com as ideias do texto.

A A credibilidade de uma empresa fica comprometida quando escândalos socioambientais são descobertos, por isso a preocupação com a sustentabilidade vem sendo muito valorizada.
B A credibilidade de uma empresa fica comprometida caso escândalos socioambientais sejam descobertos, embora a preocupação com a sustentabilidade não venha sendo muito valorizada.
C A credibilidade de uma empresa fica comprometida mesmo que escândalos socioambientais sejam descobertos, porém a preocupação com a sustentabilidade vem sendo muito valorizada.
D A credibilidade de uma empresa fica comprometida antes que escândalos socioambientais sejam descobertos, entretanto a preocupação com a sustentabilidade vem sendo muito valorizada.
E A credibilidade de uma empresa fica comprometida enquanto escândalos socioambientais são descobertos, todavia a preocupação com a sustentabilidade não vem sendo muito valorizada.
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Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

Considere a frase. O consumidor costuma imediatamente ____________ adquirir produtos de empresas que ___________ corrupção ou algum tipo de manipulação. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, por:

A se recusar de … estão implicadas em
B se eximir de … têm elo à
C se abster com … têm vínculos em
D se negar a … estão comprometidas com
E se furtar com … têm ligação à
Texto associado
Cresce preocupação de investidores com sustentabilidade Pesquisa da consultoria Ernst & Young mostra que cada vez mais os investidores consideram dados socioambientais e de governança antes de decidir pôr dinheiro em uma empresa. No ano passado, 68% disseram que essas informações têm papel fundamental na escolha do destino final dos recursos. É uma evolução em relação a 2015, quando 52% afirmavam atentar para essas questões. A consultoria ouviu 320 investidores ao redor do mundo, sendo um terço deles com mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão. No Brasil, uma das tentativas de estabelecer parâmetros sobre esses dados para o mercado financeiro vem do Índice de Sustentabilidade da Bolsa. Os dados comparam o desempenho de empresas sob aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Desde que foi lançado, esse Índice já acumula valorização de 154,6%. Para H. Bueno, da EY, escândalos ambientais e sociais recentes – e as consequências desses casos sobre as ações das empresas – fazem com que a sustentabilidade ganhe mais espaço dentro das corporações. O estudo cita o episódio envolvendo uma grande fabricante de veículos, que usava um software para manipular testes de verificação das emissões de gases poluentes pelos veículos da montadora. Nos dias seguintes às denúncias, as ações da empresa chegaram a desvalorizar 42,2%. O mercado e os consumidores cobram idoneidade das companhias. “O consumidor tem uma reação imediata em parar de consumir o produto de empresas que estão envolvidas em corrupção e em algum tipo de manipulação. A sustentabilidade é um caminho sem volta. As empresas precisam transitar por esse caminho, senão vão ser penalizadas no mercado consumidor ou na capacidade de receber investimentos”, afirma Bueno. (Danielle Brant. Folha de S.Paulo , 07.08.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal prevista pela norma-padrão.

A Os testes para verificar se a emissão de gases poluentes eram adequadas foram falsificados pela montadora.
B A sustentabilidade é essencial para corporações que desejam estar alinhadas com as expectativas dos consumidores.
C Os investidores, antes de aplicar seu dinheiro nas empresas, analisa se elas seguem padrões administrativo corretos.
D Eficiência econômica, justiça social e governança corporativa são valores, hoje em dia, muito prestigiado pela sociedade.
E A honestidade e a eficiência na gestão administrativa têm sido imprescindível para os consumidores conscientes dos seus direitos.
Texto associado
A idade das palavras Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plastificada dizendo “Eu sou prafrentex!”. Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comportamentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado… Assim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”, agora se usa gato, se não estou atrasado… Volta e meia noto alguém exclamar à passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”. Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas fica difícil mudar o modo de falar. Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90? Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia. Que adolescente aceitaria hoje ir a um “ mingau dançante ”? Vão para a balada, para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde! Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua. Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam. Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”, para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80. A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade mais do que as rugas! (Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que

A há mulheres que, na década de 90, surpreenderam a sociedade com atitudes ousadas como viajar sem a companhia dos pais.
B há pessoas que jamais utilizaram gírias, pois consideram que essas palavras tornam a linguagem incompreensível.
C há mulheres que usam frequentemente gírias com o objetivo de aparentar menos idade, uma estratégia que surte os efeitos pretendidos.
D há pessoas que, como o autor, se confundem ao empregar gírias, já que são expressões que mudam conforme a época.
E há jovens que achariam divertido empregar, no bate-papo com amigos, expressões como “mingau dançante” ou “tou numas com ela”.
Texto associado
A idade das palavras Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plastificada dizendo “Eu sou prafrentex!”. Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comportamentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado… Assim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”, agora se usa gato, se não estou atrasado… Volta e meia noto alguém exclamar à passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”. Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas fica difícil mudar o modo de falar. Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90? Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia. Que adolescente aceitaria hoje ir a um “ mingau dançante ”? Vão para a balada, para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde! Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua. Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam. Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”, para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80. A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade mais do que as rugas! (Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

Assinale a afirmação correta com relação à expressão destacada no trecho do texto.

A Em – O trágico é que, em geral, a gíria é velha… – está empregada em sentido próprio, significando palavra de uso formal.
B Em – uma senhora madura e plastificada – está empregada em sentido figurado, significando que essa mulher já se submeteu à cirurgia plástica.
C Em – … criado por uma marca de refrigerante… – está empregada em sentido figurado, significando que a bebida foi sucesso de vendas.
D Em – Que adolescente aceitaria hoje ir a um “ mingau dançante ”? – está empregada em sentido próprio, significando festas específicas para jovens.
E Em – Muita gente odeia gíria… – está empregada em sentido figurado, significando que há indivíduos que recriminam esse tipo de vocabulário.
Texto associado
A idade das palavras Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plastificada dizendo “Eu sou prafrentex!”. Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comportamentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado… Assim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”, agora se usa gato, se não estou atrasado… Volta e meia noto alguém exclamar à passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”. Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas fica difícil mudar o modo de falar. Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90? Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia. Que adolescente aceitaria hoje ir a um “ mingau dançante ”? Vão para a balada, para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde! Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua. Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam. Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”, para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80. A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade mais do que as rugas! (Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

A frase que apresenta ideia coerente com o significado das gírias citadas no texto está na alternativa:

A Ele é um pão, pois é um homem que possui muito dinheiro.
B Ela é prafrentex, pois trabalha desde os 18 anos.
C Ele está numas com ela, pois vão se casar em breve.
D Ele é um boko moko, pois segue as novas tendências.
E Ela anda nos trinques, pois está sempre bem vestida.
Texto associado
A idade das palavras Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plastificada dizendo “Eu sou prafrentex!”. Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comportamentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado… Assim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”, agora se usa gato, se não estou atrasado… Volta e meia noto alguém exclamar à passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”. Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas fica difícil mudar o modo de falar. Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90? Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia. Que adolescente aceitaria hoje ir a um “ mingau dançante ”? Vão para a balada, para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde! Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua. Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam. Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”, para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80. A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade mais do que as rugas! (Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

Assinale a alternativa em que o sinal de pontuação indicado tem como característica permitir que a ideia exposta pelo autor possa ser complementada pelo pensamento do leitor.

A Reticências em – agora se usa gato, se não estou atrasado … (3° parágrafo)
B Ponto simples em – Reconheço, tenho saudade de certos termos . (6° parágrafo)
C Aspas em – Vão para a balada, para a “night” . (7° parágrafo)
D Ponto de exclamação em – foge de mingau e de qualquer delícia que engorde ! (7° parágrafo)
E Dois-pontos em – A verdade é: não há botox ou plástica que resista. (10° parágrafo)