O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
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O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
O período regencial, entre 1831 e 1840, aprofundou o caráter unitário do Estado brasileiro, definido pela Constituição promulgada em 1824 — com o Ato Adicional de 1834, as províncias perderam o direito de eleger seus governantes e parlamentares — havendo consenso historiográfico de que a alteração constitucional assegurou a integridade territorial do país.
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O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
A escravidão, herança da Colônia e elemento de sustentação do regime monárquico, foi abolida às vésperas da República na culminância de célere processo político no Parlamento graças ao consenso de conservadores e liberais, o que fez eliminar a necessidade de etapas preparatórias à Lei Áurea.
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[Na Divina Comédia] chega-se a uma experiência imediata da vida, uma experiência que sobrepuja todas as outras, a uma concepção do ser humano que tanto se espraia multiplamente, quanto penetra profundamente até as raízes do sentimento, um esclarecimento das suas emoções e paixões, que leva, sem inibições, à cálida participação e até à admiração da sua multiplicidade e grandeza. E, dentro desta participação imediata e admirada do ser humano, a indestrutibilidade do ser humano total, histórico e individual, baseada na ordem divina, dirige-se contra a ordem divina; põe a mesma a seu serviço e a obscurece. A figura do ser humano coloca-se à frente da figura de Deus. A obra de Dante tornou realidade a essência cristã-figural do homem e a destruiu na mesma realização; a poderosa moldura rompeu-se pela supremacia dos quadros que envolvia.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Nas duas últimas orações do texto, identifica-se uma metáfora que sintetiza todo o argumento de Auerbach sobre o caráter realista da Divina Comédia, de Dante: a matéria vital da obra ultrapassou os poderosos limites que a própria realidade histórica lhe impunha.
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[Na Divina Comédia] chega-se a uma experiência imediata da vida, uma experiência que sobrepuja todas as outras, a uma concepção do ser humano que tanto se espraia multiplamente, quanto penetra profundamente até as raízes do sentimento, um esclarecimento das suas emoções e paixões, que leva, sem inibições, à cálida participação e até à admiração da sua multiplicidade e grandeza. E, dentro desta participação imediata e admirada do ser humano, a indestrutibilidade do ser humano total, histórico e individual, baseada na ordem divina, dirige-se contra a ordem divina; põe a mesma a seu serviço e a obscurece. A figura do ser humano coloca-se à frente da figura de Deus. A obra de Dante tornou realidade a essência cristã-figural do homem e a destruiu na mesma realização; a poderosa moldura rompeu-se pela supremacia dos quadros que envolvia.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
No primeiro período, os vocábulos "imediata", "multiplamente", "esclarecimento", "sem inibições" e "multiplicidade" caracterizam-se como atributos da concepção de ser humano "baseada na ordem divina" (segundo período).
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[Na Divina Comédia] chega-se a uma experiência imediata da vida, uma experiência que sobrepuja todas as outras, a uma concepção do ser humano que tanto se espraia multiplamente, quanto penetra profundamente até as raízes do sentimento, um esclarecimento das suas emoções e paixões, que leva, sem inibições, à cálida participação e até à admiração da sua multiplicidade e grandeza. E, dentro desta participação imediata e admirada do ser humano, a indestrutibilidade do ser humano total, histórico e individual, baseada na ordem divina, dirige-se contra a ordem divina; põe a mesma a seu serviço e a obscurece. A figura do ser humano coloca-se à frente da figura de Deus. A obra de Dante tornou realidade a essência cristã-figural do homem e a destruiu na mesma realização; a poderosa moldura rompeu-se pela supremacia dos quadros que envolvia.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
De acordo o texto, a Divina Comédia, de Dante, produz "uma experiência que sobrepuja todas as outras", afirmação a partir da qual é possível inferir que a "concepção do ser humano" artisticamente plasmada pelo poeta italiano já se separava da experiência vital do período medieval e de sua estrutura social teocêntrica.
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[Na Divina Comédia] chega-se a uma experiência imediata da vida, uma experiência que sobrepuja todas as outras, a uma concepção do ser humano que tanto se espraia multiplamente, quanto penetra profundamente até as raízes do sentimento, um esclarecimento das suas emoções e paixões, que leva, sem inibições, à cálida participação e até à admiração da sua multiplicidade e grandeza. E, dentro desta participação imediata e admirada do ser humano, a indestrutibilidade do ser humano total, histórico e individual, baseada na ordem divina, dirige-se contra a ordem divina; põe a mesma a seu serviço e a obscurece. A figura do ser humano coloca-se à frente da figura de Deus. A obra de Dante tornou realidade a essência cristã-figural do homem e a destruiu na mesma realização; a poderosa moldura rompeu-se pela supremacia dos quadros que envolvia.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Erich Auerbach. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental.
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
Apesar de não se caracterizar como uma narrativa ficcional, o texto de Auerbach sobre a Divina Comédia evidencia alguns recursos da composição literária, entre os quais se destaca a antítese, que se apresenta como fio condutor da análise da obra de Dante.
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Os ensaios da primeira parte deste livro tentam analisar alguns casos do que chamei redução estrutural, isto é, o processo por cujo intermédio a realidade do mundo e do ser se torna, na narrativa ficcional, componente de uma estrutura literária, permitindo que seja estudada em si mesma, como algo autônomo. O meu propósito é fazer uma crítica integradora, capaz de mostrar (não apenas enunciar teoricamente, como é hábito) de que maneira a narrativa se constitui a partir de materiais não literários, manipulados a fim de se tornarem aspectos de uma organização estética regida pelas suas próprias leis, não as da natureza, da sociedade ou do ser. No entanto, natureza, sociedade e ser parecem presentes em cada página, tanto assim que o leitor tem a impressão de estar em contato com realidades vitais, de estar aprendendo, participando, aceitando ou negando, como se estivesse envolvido nos problemas que eles suscitam.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.
A expressão "redução estrutural" (primeiro período) refere-se à forma como a literatura promove o contato entre o leitor e a realidade a partir da reprodução exata, embora limitada, das leis vigentes no mundo e para o ser.
Texto associado
Os ensaios da primeira parte deste livro tentam analisar alguns casos do que chamei redução estrutural, isto é, o processo por cujo intermédio a realidade do mundo e do ser se torna, na narrativa ficcional, componente de uma estrutura literária, permitindo que seja estudada em si mesma, como algo autônomo. O meu propósito é fazer uma crítica integradora, capaz de mostrar (não apenas enunciar teoricamente, como é hábito) de que maneira a narrativa se constitui a partir de materiais não literários, manipulados a fim de se tornarem aspectos de uma organização estética regida pelas suas próprias leis, não as da natureza, da sociedade ou do ser. No entanto, natureza, sociedade e ser parecem presentes em cada página, tanto assim que o leitor tem a impressão de estar em contato com realidades vitais, de estar aprendendo, participando, aceitando ou negando, como se estivesse envolvido nos problemas que eles suscitam.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.
No segundo período, a condição atribuída à crítica integradora — "capaz de mostrar" — evidencia o estabelecimento de uma oposição entre teoria e prática, e aponta para a tentativa do crítico de revelar a dinâmica da transformação do não literário em literário que ocorre no processo da criação artística.
Texto associado
Os ensaios da primeira parte deste livro tentam analisar alguns casos do que chamei redução estrutural, isto é, o processo por cujo intermédio a realidade do mundo e do ser se torna, na narrativa ficcional, componente de uma estrutura literária, permitindo que seja estudada em si mesma, como algo autônomo. O meu propósito é fazer uma crítica integradora, capaz de mostrar (não apenas enunciar teoricamente, como é hábito) de que maneira a narrativa se constitui a partir de materiais não literários, manipulados a fim de se tornarem aspectos de uma organização estética regida pelas suas próprias leis, não as da natureza, da sociedade ou do ser. No entanto, natureza, sociedade e ser parecem presentes em cada página, tanto assim que o leitor tem a impressão de estar em contato com realidades vitais, de estar aprendendo, participando, aceitando ou negando, como se estivesse envolvido nos problemas que eles suscitam.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.
Antonio Candido. Prefacio. In: O discurso e a cidade.
São Paulo, Rio de Janeiro: Duas Cidades, Ouro sobre Azul, 2004, p. 9.
Julgue os itens seguintes, acerca dos sentidos e estruturas linguísticas do texto de Antonio Candido.