Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.
Texto 2
Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio
Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”
Graciele Gonzaga e Thiago Braga
O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.
Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.
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A Teoria Pedagógica Crítico-Libertadora da Educação Física Escolar, de inspiração freiriana, vem propondo, para o referido componente curricular, a construção de corpos conscientes.
Considere os seis princípios listados a seguir:
1. Dialogicidade;
2. Leitura de mundo/apreensão da realidade;
3. Educação é domesticação;
4. Transformar a realidade;
5. Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa;
6. Valorização da consciência ingênua.
Em relação aos princípios supracitados, assinale a alternativa que indica corretamente os princípios gerais da Teoria Pedagógica Crítico-Libertadora da Educação Física Escolar.
A equipe de Educação Física de uma instituição de ensino estruturou um conjunto de aulas sobre a capoeira, contemplando seus elementos culturais, históricos e sociais, além da prática de seus movimentos e uso de instrumentos. Considerando essa proposta, é correto afirmar que, entre os movimentos inseridos, devem estar:
O campo crítico da Educação Física escolar entende que a expressão corporal reflete saberes, gestos e significados historicamente constituídos, especialmente nas danças. Nesse sentido, a abordagem crítica e criativa das danças na escola deve
A abordagem crítico-emancipatória entende o esporte como um conteúdo fundamental da Educação Física escolar, mas critica o modelo de esporte voltado ao alto rendimento. Para essa perspectiva, o papel da Educação Física é transformar a prática esportiva por meio de um processo pedagógico reflexivo e emancipador. Nesse contexto, a concepção de ensino defendida por essa abordagem propõe que o processo educativo
A abordagem Crítico-Superadora da Educação Física escolar, ao propor o conceito de Cultura Corporal e princípios curriculares, tem como referência qual teoria pedagógica?
Texto associado
No escopo das concepções de ensino das formas literárias, considere o texto em análise e assinale a alternativa correta quanto ao potencial formativo da proposta apresentada com o desenvolvimento do projeto “Memória em papel”, tendo em vista o compartilhamento dos sentidos construídos nas atividades de leitura com vistas ao exercício do diálogo coletivo para a construção de uma perspectiva crítica.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 26 a 35.
Texto 1
Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio
Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura
Camila Cecílio
Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.
Texto 1
Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio
Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura
Camila Cecílio
Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.
Travaglia (2003), em Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática , elenca 4 tipos de atividades para o ensino de gramática, quais sejam: o uso, a reflexão, a teoria e a norma, argumentando, também, que o objetivo do ensino de língua portuguesa recai sobre o seu uso para a formação de usuários com boa competência comunicativa. Com base na leitura do texto, observa-se que o docente mencionado
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.
Texto 2
Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio
Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”
Graciele Gonzaga e Thiago Braga
O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.
Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.
Texto 2
Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio
Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”
Graciele Gonzaga e Thiago Braga
O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.
Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.
O projeto “Memória em papel” trabalha a obra literária Ponciá Vivêncio em uma perspectiva que tensiona concepções tradicionais de ensino de língua e literatura. Tal tensionamento se dá pela articulação entre o texto literário, a legendagem, a curadoria e a exposição. Considerando os desafios contemporâneos para o ensino dessas áreas, assinale a alternativa correta quanto à problematização da prática pedagógica desenvolvida pelo projeto.
Texto associado
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Texto 1
Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio
Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura
Camila Cecílio
Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.
Texto 1
Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio
Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura
Camila Cecílio
Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.