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A população de determinado bairro de um município de médio porte caracteriza-se como 78% sedentária e 51% acima do peso, com 10% classificada como obesa, aproximando-se bastante dos dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. O sedentarismo e a obesidade são fatores de risco modificáveis para muitas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabete melittus (DM), doenças cardiovasculares, entre outras. Considerando o caráter da longitudinalidade da atenção à saúde, medidas de prevenção são importantes ações de controle das DCNT e que demandam da equipe multiprofissional e de enfermagem ativa participação em seu planejamento, execução e avaliação, destacando-se alguns tipos de prevenção que podem ser desenvolvidos junto à população local. Quando a equipe prioriza programação da condição crônica, mediante o levantamento e a identificação das pessoas portadoras de DCNT, estratificação de risco, planejamento de consultas programadas, supervisão do tratamento medicamentoso e ações de educação em saúde, trata-se majoritariamente de qual tipo de prevenção?

A Prevenção quaternária.
B Prevenção oportunística.
C Prevenção terciária.
D Prevenção primária.
E Prevenção secundária.

A Teoria Pedagógica Crítico-Libertadora da Educação Física Escolar, de inspiração freiriana, vem propondo, para o referido componente curricular, a construção de corpos conscientes.

Considere os seis princípios listados a seguir:

1. Dialogicidade;
2. Leitura de mundo/apreensão da realidade;
3. Educação é domesticação;
4. Transformar a realidade;
5. Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa;
6. Valorização da consciência ingênua.

Em relação aos princípios supracitados, assinale a alternativa que indica corretamente os princípios gerais da Teoria Pedagógica Crítico-Libertadora da Educação Física Escolar.

A 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
B Apenas 2, 3, 4 e 6.
C Apenas 1, 2, 4 e 5.
D Apenas 1, 3, 4 e 6.
E Apenas 2, 3, 5 e 6.

A equipe de Educação Física de uma instituição de ensino estruturou um conjunto de aulas sobre a capoeira, contemplando seus elementos culturais, históricos e sociais, além da prática de seus movimentos e uso de instrumentos. Considerando essa proposta, é correto afirmar que, entre os movimentos inseridos, devem estar:

A cabeçada, vela e ponte.
B aú, martelo de chão e tramela.
C coice de boi, bênção e chapa.
D ferrolho, negativa e tesoura.
E ginga, rabo de arraia e floreios.

O campo crítico da Educação Física escolar entende que a expressão corporal reflete saberes, gestos e significados historicamente constituídos, especialmente nas danças. Nesse sentido, a abordagem crítica e criativa das danças na escola deve

A provocar um diálogo com a cultura corporal e sua linguagem (cênica, imagética e escrita) e possibilitar a vivência de suas variadas expressões, explorando diferentes materiais, técnicas e tecnologias.
B restringir sua imagem como apenas um elemento contemplativo ou um espetáculo folclórico, problematizando situações que dialoguem com o contexto em que a escola se insere.
C incentivar o processo de criação e improvisação de elementos e movimentos da dança clássica, partindo de uma concepção eurocêntrica para enxergar e hierarquizar as práticas rítmicas.
D operar com a confecção e a exploração de materiais alternativos e enaltecer o desempenho corporal e a competitividade performática.
E explorar o conjunto das práticas corporais caracterizadas por movimentos rítmicos e selecionar estudantes para competições e festivais de danças externos.

A abordagem crítico-emancipatória entende o esporte como um conteúdo fundamental da Educação Física escolar, mas critica o modelo de esporte voltado ao alto rendimento. Para essa perspectiva, o papel da Educação Física é transformar a prática esportiva por meio de um processo pedagógico reflexivo e emancipador. Nesse contexto, a concepção de ensino defendida por essa abordagem propõe que o processo educativo

A tenha o caminho fechado como norte para estruturar o processo pedagógico.
B se movimente constantemente em um abrir e fechar de suas relações metodológicas.
C tenha o caminho aberto como orientação para selecionar o conteúdo.
D valorize apenas a hierarquia, pois somente o professor detém o conhecimento.
E valorize o treinamento precoce nos esportes, pois este prepara o cidadão para a sociedade.

A abordagem Crítico-Superadora da Educação Física escolar, ao propor o conceito de Cultura Corporal e princípios curriculares, tem como referência qual teoria pedagógica?

A Abordagem Construtivista.
B Pedagogia Libertária.
C Abordagem Humanista.
D Pedagogia Histórico-Crítica.
E Pedagogia Libertadora.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.

Texto 2

Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio

Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”

Graciele Gonzaga e Thiago Braga

O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.

Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.

No escopo das concepções de ensino das formas literárias, considere o texto em análise e assinale a alternativa correta quanto ao potencial formativo da proposta apresentada com o desenvolvimento do projeto “Memória em papel”, tendo em vista o compartilhamento dos sentidos construídos nas atividades de leitura com vistas ao exercício do diálogo coletivo para a construção de uma perspectiva crítica.

A O trabalho proposto pelo projeto objetiva a formação de um leitor com habilidades de leitura estética e formalista, considerando os aspectos composicionais da literatura e da fotografia, sem o estabelecimento de diálogo crítico com outros sujeitos ou obras.
B A concepção de ensino adotada para a execução do projeto reside no compartilhamento dos sentidos produzidos nas trocas entre os discentes e a escolha das fotografias em um trabalho coletivo, dialógico e intermodal, cujo objetivo é o desenvolvimento do leitor crítico.
C A formação do leitor reside em uma concepção que o forma para o trabalho de leitura e escrita de legendas, sem abordar a produção de sentidos ou o diálogo com outras formas de linguagem.
D O ensino promovido pelo projeto se restringe a uma concepção que privilegia a apreciação estética individual, sem tensionamento entre as formas de apreensão do texto literário.
E O desenvolvimento da exposição e da curadoria apresenta como concepção de ensino uma formação literária homogeneizante, com vistas à desconsideração das leituras individuais em detrimento da coletividade.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 26 a 35.

Texto 1

Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio

Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura

Camila Cecílio

Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.

Travaglia (2003), em Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática , elenca 4 tipos de atividades para o ensino de gramática, quais sejam: o uso, a reflexão, a teoria e a norma, argumentando, também, que o objetivo do ensino de língua portuguesa recai sobre o seu uso para a formação de usuários com boa competência comunicativa. Com base na leitura do texto, observa-se que o docente mencionado

A trabalha em uma perspectiva normativa de ensino da língua portuguesa, prestigiando apenas a norma-padrão com a finalidade última da redação do Enem.
B fundamenta-se em uma prática de ensino de língua portuguesa na qual a concepção de gramática adotada vincula-se às situações reais de uso, como as redes sociais e a redação do Enem. Para tanto, há a aplicação de exercícios prescritivos que não promovem a reflexão metalinguística sobre as práticas sociais da linguagem e desconsideram a natureza interacional da linguagem.
C adota uma concepção de gramática na qual se ensina a língua portuguesa desconsiderando-se as questões contextuais de sua utilização, cujo foco recai somente na realização de exercícios normativos e descontextualizados, sem que haja trabalho de análise linguística com reflexão sobre o uso e a interação entre interlocutores.
D orienta-se por uma prática docente que concebe o ensino de língua portuguesa como uma atividade reflexiva com a aplicação de situações reais de uso em diferentes esferas sociocomunicativas. Desse modo, privilegia-se a redação do Enem e desconsideram-se as variações linguísticas, mantendo a hegemonia da norma-padrão da língua portuguesa.
E apresenta uma proposta de ensino na qual se ensina a língua portuguesa atentando-se às questões sócio-históricas da língua e suas formas de utilização com a reflexão sobre as esferas comunicativas em diálogo com aspectos teóricos e conceituais, com o objetivo de trabalhar tanto a variante informal das redes sociais quanto a norma-padrão requerida no Enem.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.

Texto 2

Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio

Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”

Graciele Gonzaga e Thiago Braga

O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.

Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.

O projeto “Memória em papel” trabalha a obra literária Ponciá Vivêncio em uma perspectiva que tensiona concepções tradicionais de ensino de língua e literatura. Tal tensionamento se dá pela articulação entre o texto literário, a legendagem, a curadoria e a exposição. Considerando os desafios contemporâneos para o ensino dessas áreas, assinale a alternativa correta quanto à problematização da prática pedagógica desenvolvida pelo projeto.

A A prática pedagógica adotada pelo projeto questiona a necessidade de se trabalhar em conjunto o ensino de língua portuguesa e de literatura, bem como a interdisciplinaridade com a disciplina de arte, reforçando uma visão fragmentada do conhecimento.
B A problematização central do projeto situa-se no âmbito do trabalho lúdico com a leitura, atribuindo um enfoque secundário e complementar ao ensino estritamente formal da língua portuguesa em suas regras gramaticais.
C A proposta do projeto é o desenvolvimento de habilidades de leitura e de escrita, sem que haja diálogo entre a obra, a cultura e a sociedade, mantendo, assim, uma abordagem puramente técnica e descontextualizada.
D O projeto problematiza metodologias que fragmentam o ensino literário em exercícios descritivos, ressignificando-o em uma proposta interdisciplinar que integra, de forma crítica e criativa, a fotografia ao ensino de língua portuguesa.
E O projeto tensiona o ensino de língua e literatura porque prioriza a dimensão formalista em detrimento do desenvolvimento de competências linguísticas de leitura e escrita.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 26 a 35.

Texto 1

Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio

Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura

Camila Cecílio

Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.

Considere o seguinte excerto do texto:

“Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular. A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernado mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet.”.

À luz dos aspectos semântico-pragmáticos no ensino de língua portuguesa, é correto afirmar que a prática pedagógica do docente evidencia que

A tais aspectos estão em estreita relação com o contexto, tendo em vista o fato de que as línguas naturais necessitam de inferências situacionais para a sua produção e compreensão.
B os referidos aspectos não são necessários quando da delimitação das instâncias de produção e recepção dos textos, porque a situacionalidade não interfere no processo interacional entre sujeitos.
C há diferença entre a linguagem formal e a informal, uma vez que a língua não sofre mutações ao longo dos anos, e a linguagem digital é restrita a esse contexto sociocomunicativo.
D a produção de redação para o Enem pode ser feita tal qual os diálogos na rede social Instagram, uma vez que o aspecto semântico-pragmático de ambas as instâncias de produção e compreensão são similares.
E há diferença na produção de texto em diferentes contextos, e isso ocorre porque a língua se apresenta como imutável, ou seja, não se adequa à situação sociocomunicativa.