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Texto associado
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) é o principal órgão judicial das Nações Unidas. No tocante ao acesso à CIJ, à sua jurisdição e aos procedimentos perante a Corte, julgue o item a seguir.

Somente Estados soberanos têm acesso à CIJ. Estados que não são membros das Nações Unidas não podem ser partes no Estatuto da CIJ e, portanto, ter acesso à Corte.

A Certo
B Errado
Texto associado
A respeito das relações entre o Brasil e a África, julgue o item a seguir.

Nos últimos 10 anos (2009 a 2018), a balança comercial do Brasil com a África foi deficitária em seis anos e superavitária em quatro anos. Nesse período, as exportações brasileiras para o continente foram compostas majoritariamente por produtos semimanufaturados e manufaturados, enquanto as importações brasileiras da África, em sua grande maioria, foram compostas por produtos básicos (sobretudo, óleos brutos de petróleo).

A Certo
B Errado

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir. Em um regime de câmbio fixo, a taxa de câmbio definida pelo Banco Central será a taxa de equilíbrio quando se verificar a condição da paridade dos juros, ou seja, quando a taxa de juros doméstica for igual à taxa de juros estrangeira.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto A explosão de “Alegria, alegria” Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, parece-me (L.01) assumir, neste momento, uma importância semelhante a Desafinado, como expressão de uma tomada de posição crítica em face dos rumos da música popular brasileira. Ao (L.04) fazer a defesa do “comportamento antimusical” do “desafinado”, Newton Mendonça & Tom Jobim (via João Gilberto) puseram naquela composição a teoria & prática do (L.07) movimento: o desabafo sentimental do “desafinado” (muito bem afinado, por sinal) era, bem compreendido, um manifesto contra os preconceitos da harmonia clássica que (L.10) bloqueavam a receptividade da suposta interlocutora (ou do próprio público, àquela altura), impedindo-os de aceitar como “afinadas”, isto é, como familiares ou “musicais”, as (L.13) harmonias dissonantes da Bossa Nova. A explosão de Alegria, Alegria soa como um novo desabafo-manifesto, mais do que necessário, ante a crise de insegurança que, (L.16) gerando outros preconceitos, tomou conta da música popular brasileira e ameaçou interromper a sua marcha evolutiva. Crise que se aguçou nos últimos tempos, com a (L.19) sintomatologia do temor e do ressentimento, ante o fenômeno musical dos Beatles, sua projeção internacional e sua repercussão local na música da Jovem Guarda. (L.22) Recusando-se à falsa alternativa de optar pela “guerra santa” ao iê-iê-iê ou pelo comportamento de avestruz (fingir ignorar ou desprezar o aparecimento de músicos, (L.25) compositores e intérpretes, por vezes de grande sensibilidade, quando não verdadeiramente inovadores, como os Beatles, na faixa da “música jovem”), Caetano (L.28) Veloso e Gilberto Gil, com Alegria, Alegria e Domingo no Parque, se propuseram, oswaldianamente, a “deglutir” o que há de novo nesses movimentos de massa e de juventude e (L.31) incorporar as conquistas da moderna música popular ao seu próprio campo de pesquisa, sem, por isso, abdicar dos pressupostos formais de suas composições, que se assentam, (L.34) com nitidez, em raízes musicais nordestinas. Pode-se dizer que Alegria, Alegria e Domingo no Parque representam duas faces complementares de uma mesma atitude, de um (L.37) mesmo movimento no sentido de livrar a música nacional do “sistema fechado” de preconceitos supostamente “nacionalistas”, mas na verdade apenas solipsistas e (L.40) isolacionistas, e dar-lhe, outra vez, como nos tempos áureos da Bossa Nova, condições de liberdade para a pesquisa e a experimentação, essenciais, mesmo nas manifestações (L.43) artísticas de largo consumo, como é a música popular, para evitar a estagnação. A letra de Alegria, Alegria traz o imprevisto da (L.46) realidade urbana, múltipla e fragmentária, captada, isomorficamente, através de uma linguagem nova, também fragmentária, em que predominam substantivos-estilhaços (L.49) da “implosão informativa” moderna: crimes, espaçonaves, guerrilhas, cardinales, caras de presidentes, beijos, dentes, pernas, bandeiras, bomba ou Brigitte Bardot. É o mundo das (L.52) “bancas de revista”, o mundo de “tanta notícia”, isto é, o mundo da comunicação rápida, do “mosaico informativo”, de que fala Marshall McLuhan. Nesse sentido, pode-se (L.55) afirmar que Alegria, Alegria descreve o caminho inverso de A Banda. Das duas marchas, esta mergulha no passado na busca evocativa da “pureza” das bandinhas e dos coretos da (L.58) infância. Alegria, Alegria, ao contrário, se encharca de presente, se envolve diretamente no dia a dia da comunicação moderna, urbana, do Brasil e do mundo. (L.61) Da mesma forma que a excelente letra de Gilberto Gil (L.62) para Domingo no Parque, a de Caetano Veloso tem características cinematográficas. Mas, como observou Décio Pignatari, enquanto a letra de Gil lembra as montagens (L.65) eisenstenianas, com seus closes e suas “fusões” (“O sorvete é morango – é vermelho / oi girando e a rosa – é vermelha / oi girando, girando – é vermelha / oi girando, girando – (L.68) Olha a faca / Olha o sangue na mão – ê José / Juliana no chão – ê José / Outro corpo caído – é José / Seu amigo João – ê José”), a de Caetano Veloso é uma “letra-câmara-na- (L.71) mão”, mais ao modo informal e aberto de um Godard, colhendo a realidade casual “por entre fotos e nomes”. Os adversários do “som universal” de Caetano e Gil (L.74) têm colocado mal o problema da inovação nestas composições. Não se trata meramente de adicionar guitarras elétricas à música popular brasileira, como um adorno (L.77) exterior. A posição de Caetano e Gil os aproxima muito das manifestações artísticas da vanguarda brasileira. E especialmente das postulações da Poesia Concreta, (L.80) intimamente relacionada, de resto, com a música de vanguarda de São Paulo, que tem em Rogério Duprat, Damiano Cozzella, Willy Corrêa de Oliveira e Gilberto (L.83) Mendes os seus mais dotados compositores. No manifesto publicado por Décio Pignatari, em 1956 (Nova Poesia: Concreta), já estava sob o signo antropofágico de Oswald de (L.86) Andrade. A música-manifesto de Caetano Veloso manda a sua mensagem. No estágio de desenvolvimento de nossa (L.89) música, a discriminação proposta pelos “nacionalistas” só nos poderá fazer retornar à condição de fornecedores de “matéria-prima musical” (ritmos exóticos) para os países (L.92) estrangeiros. Foi a Bossa Nova que pôs fim a esse estado de coisas, fazendo com que o Brasil passasse a exportar, pela primeira vez, produtos acabados de sua indústria criativa, e (L.95) a ter respeitados, como verdadeiros mestres, compositores como Jobim e intérpretes como João Gilberto. É preciso acabar com essa mentalidade derrotista, (L.98) segundo a qual um país subdesenvolvido só pode produzir arte subdesenvolvida. A produção artística brasileira (que não exclui, num país de camadas sociais tão diversificadas, (L.101) o elemento regional, autêntico, e não mimetizado por autores citadino-sebastianistas) já adquiriu maturidade, a partir de 1922, e universalidade, desde 1956. Não tem que (L.104) temer coisa alguma. Pode e deve caminhar livremente. E para tanto não se lhe há de negar nenhum dos recursos da tecnologia moderna dos países mais desenvolvidos: (L.107) instrumentos elétricos, montagens, arranjos, novas sonoridades. Não creio que seja preciso, por ora, quebrar o violão, que o de João Gilberto ainda é o lema e o leme de (L.110) toda a nossa música. Mas que se quebrem umas tantas tradições e tabus é o de menos. “Larga-me, deixa-me gritar”, já dizia o velho anúncio, redescoberto e transformado em (L.113) happening por Décio Pignatari, Damiano Cozzella, Rogério Duprat e Sandino Hohagen. Deixemos a nossa música (L.115) andar. Sem peias e sem preconceitos. Sem lenço e sem documento. (L.117) CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações. Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

A palavra “como” (linha 64) exprime uma relação de conformidade em “Mas, como observou Décio Pignatari” (linhas 64 e 65), da mesma forma que em “como um adorno exterior” (linhas 77 e 78).

A Certo
B Errado
Texto associado
1 On any person who desires such queer prizes, New York will bestow the gift of loneliness and the gift of privacy. It is this largess that accounts for the presence 4 within the city’s walls of a considerable section of the population; for the residents of Manhattan are to a large extent strangers who have pulled up stakes somewhere and 7 come to town, seeking sanctuary or fulfillment or some greater or lesser grail. The capacity to make such dubious gifts is a mysterious quality of New York. It can destroy an 10 individual, or it can fulfill him, depending a good deal on luck. No one should come to New York to live unless he is willing to be lucky. 13 [...] There are roughly three New Yorks. There is, first, the New York of the man or woman who was born here, who 16 takes the city for granted and accepts its size and its turbulence as natural and inevitable. Second, there is the New York of the commuter—the city that is devoured by 19 locusts each day and spat out each night. Third, there is the New York of the person who was born somewhere else and came to New York in quest of something. Of these three 22 trembling cities the greatest is the last—the city of final destination, the city that is a goal. It is this third city that accounts for New York’s high-strung disposition, its 25 poetical deportment, its dedication to the arts, and its incomparable achievements. Commuters give the city its tidal restlessness; natives give it solidity and continuity; but 28 the settlers give it passion. And whether it is a farmer arriving from Italy to set up a small grocery store in a slum, or a young girl arriving from a small town in Mississippi to 31 escape the indignity of being observed by her neighbors, or a boy arriving from the Corn Belt with a manuscript in his suitcase and a pain in his heart, it makes no difference: each 34 embraces New York with the intense excitement of first love, each absorbs New York with the fresh eyes of an adventurer, each generates heat and light to dwarf the 37 Consolidated Edison Company. White, E.B. (1999) Here is New York. New York: The Little Book Room, with adaptations.

Mark the following item as right (C) or wrong (E) in summarizing the opinions of the author of the text. The influx of people from other places is eroding New York’s unique character.

A Certo
B Errado

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir. Ao alienar reservas em moeda estrangeira, o Banco Central reduz a oferta de moeda doméstica disponível. Na ausência de operações de esterilização compensatórias, essa transação poderia ter como resultado a depreciação da moeda doméstica.

A Certo
B Errado
Texto associado
A respeito das relações entre o Brasil e a África, julgue o item a seguir.

Após o encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o maior contingente de tropas brasileiras empregadas em missões de paz está na África, particularmente em três países: República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Sudão.

A Certo
B Errado
Texto associado
Os velhos, as mulheres, os meninos que não têm forças, nem armas com que se defender, morrem como ovelhas inocentes às mãos da crueldade herética, e os que podem escapar à morte, desterrando-se a terras estranhas, perdem a casa e a pátria. […] Não fora tanto para sentir, se, perdidas fazendas e vidas, se salvara ao menos a honra; mas também esta a passos contados se vai perdendo; e aquele nome português, tão celebrado nos anais da fama, já o herege insolente com as vitórias o afronta, e o gentio de que estamos cercados, e que tanto o venerava e temia, já o despreza. VIEIRA, A. Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. In: BOSI, A. (org.) Essencial Padre Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011,

Considerando as dimensões econômica, social e política da América portuguesa, julgue (C ou E) o item a seguir. Condenada por intelectuais da igreja como Antônio Vieira, a escravidão indígena foi proibida logo no primeiro século de colonização da América portuguesa. Sintomas da mudança do padrão de mão de obra indígena para o africano ao longo do século 16 foram o fim das bandeiras, na capitania de São Vicente, e o início da edificação de reduções jesuíticas, como a de Sete Povos das Missões.

A Certo
B Errado
Texto associado
1 On any person who desires such queer prizes, New York will bestow the gift of loneliness and the gift of privacy. It is this largess that accounts for the presence 4 within the city’s walls of a considerable section of the population; for the residents of Manhattan are to a large extent strangers who have pulled up stakes somewhere and 7 come to town, seeking sanctuary or fulfillment or some greater or lesser grail. The capacity to make such dubious gifts is a mysterious quality of New York. It can destroy an 10 individual, or it can fulfill him, depending a good deal on luck. No one should come to New York to live unless he is willing to be lucky. 13 [...] There are roughly three New Yorks. There is, first, the New York of the man or woman who was born here, who 16 takes the city for granted and accepts its size and its turbulence as natural and inevitable. Second, there is the New York of the commuter—the city that is devoured by 19 locusts each day and spat out each night. Third, there is the New York of the person who was born somewhere else and came to New York in quest of something. Of these three 22 trembling cities the greatest is the last—the city of final destination, the city that is a goal. It is this third city that accounts for New York’s high-strung disposition, its 25 poetical deportment, its dedication to the arts, and its incomparable achievements. Commuters give the city its tidal restlessness; natives give it solidity and continuity; but 28 the settlers give it passion. And whether it is a farmer arriving from Italy to set up a small grocery store in a slum, or a young girl arriving from a small town in Mississippi to 31 escape the indignity of being observed by her neighbors, or a boy arriving from the Corn Belt with a manuscript in his suitcase and a pain in his heart, it makes no difference: each 34 embraces New York with the intense excitement of first love, each absorbs New York with the fresh eyes of an adventurer, each generates heat and light to dwarf the 37 Consolidated Edison Company. White, E.B. (1999) Here is New York. New York: The Little Book Room, with adaptations.

Considering the text, mark the following item as right (C) or wrong (E). The fragment “to dwarf the” (line 36) could be correctly replaced with that contribute to.

A Certo
B Errado

Considerando as pressões britânicas pelo fim do tráfico atlântico de escravizados e as posições brasileiras acerca do tema a partir da década de 1840, julgue (C ou E) o item a seguir. A aprovação da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850, acarretou mudanças na política do Estado brasileiro, com a repressão à entrada de novos africanos escravizados e a configuração do tráfico como pirataria.

A Certo
B Errado