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Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945 e 1964, julgue (C ou E) o item a seguir. Lançada por Jânio Quadros, tendo à frente o chanceler San Tiago Dantas, e ampliada no governo João Goulart, especialmente sob a liderança de Afonso Arinos, a Política Externa Independente rompeu com a tradição brasileira de aproximação com Washington e aproximou o País do bloco socialista, à época liderado pela República Popular da China.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto O contexto de emergência do Brasil independente e da (L.01) correlata ideia de uma nacionalidade brasileira, no decorrer do século 19, é recheado de polêmicas e debates públicos levados a cabo por intelectuais, gramáticos, filólogos, escritores, juristas, (L.04) jornalistas e médicos. Tais debates retratam a maneira como as políticas linguísticas foram mobilizadas no percurso histórico de construção do Brasil e da brasilidade, revelando chaves (L.07) epistemológicas de definição e enquadramento das línguas. Exemplificando, nesse contexto: reforça-se a diferenciação entre fala e escrita; intensificam-se os estudos lexicais e (L.10) gramaticais; constroem-se narrativas sobre a história do português no Brasil; defende-se a documentação da língua em uso; debate-se o estatuto do português do Brasil – variedade, (L.13) modalidade, dialeto ou língua; debate-se a designação da língua falada no Brasil; categorizam-se elementos linguísticos sob os rótulos de neologismos, estrangeirismos, brasileirismos, (L.16) jargões; discute-se a possível origem crioula do português do Brasil; polemiza-se sobre a autenticidade da língua do Brasil; discute-se a língua literária brasileira; entre outros aspectos. (L.19) Trata-se, sobretudo, de um debate político em torno da língua. A criação da Academia Brasileira de Letras, evidentemente, não ficaria alheia a esse processo que inscreveu (L.22) na língua questões relevantes para a formação de um imaginário brasileiro. Nesse contexto, a arte literária desempenhou um papel importante, seja na definição de um (L.25) padrão escrito, seja na problematização dos limites linguísticos normativos. Ressalta-se que os discursos em torno da questão da (L.28) língua nacional fazem pouca ou nenhuma menção às influências das línguas africanas. A título de ilustração, João Ribeiro (1889) definiu o “elemento linguístico negro” como (L.31) modificações feitas na linguagem brasileira em decorrência das influências das línguas africanas faladas pelos escravizados, defendendo que corresponderiam a modificações profundas, (L.34) pois afetariam o sistema gramatical, especialmente no que tange ao “elemento popular”. Nessa época, João Ribeiro sinalizou para a escassa bibliografia sobre o tema, com exceção dos (L.37) trabalhos de Macedo Soares. Décadas depois, Gilberto Freire (1961) identificou, em anúncios de jornais do século XIX, o uso de termos de origem africana que seriam mais próximos da (L.40) “expressão nacional do que toda a nossa literatura do mesmo período”. No contexto de construção de um imaginário nacional, (L.43) podemos mencionar as políticas linguísticas modernistas e da Era Vargas, que estavam vinculadas a políticas culturais e educacionais, todas envolvidas com a criação dos sentidos de (L.46) nacionalismo e brasilidade (Velloso, 1987). Esse período agrupou uma série de discursos sobre as línguas que mobilizavam uma chave interpretativa que girava em torno das (L.49) ideias de miscigenação, cultura popular, oralidade e regionalismos (Severo, 2016). Em termos de cultura popular e línguas africanas, Mario de Andrade (1928), Câmara Cascudo (L.52) (1944), Renato Mendonça (1923), Nina Rodrigues (1932) e Jacques Raymundo (1933), por exemplo, vincularam a sonoridade africana – seja pela tradição oral, seja pela herança (L.55) musical – à formação de uma ideia de “cultura popular”. A oralidade se tornou um lugar central de inscrição de sentidos nacionalistas no período modernista e na Era Vargas, momento (L.58) de difusão de uma cultura popular através do rádio. Data de 1937, por exemplo, a criação do I Congresso da Língua Nacional Cantada, organizado por Mario de Andrade quando (L.61) coordenava o Departamento de Cultura de São Paulo. Tratou-se de uma política linguística explícita que buscou incidir sobre a pronúncia, o ritmo e a prosódia aquilo que deveria ser definido (L.64) como língua-padrão cantada e falada. Evidentemente, sabemos que as regulações nem sempre têm um papel efetivo na prática, o que se percebe na inexistência de outras políticas linguísticas (L.67) explícitas e governamentais envolvendo as práticas orais brasileiras. (L.69) SEVERO, Cristine Gorski. Uma visão panorâmica das políticas linguísticas no Brasil: construindo diálogos. Revista Brasileira. Fase IX, janeiro-fevereiro-março 2018, ano I n. 94. Disponível em: http://www.academia.org.br/. Acesso em: 15 ago. 2019, com adaptações. Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.

Para alguns estudiosos, a sonoridade africana está relacionada à ideia de cultura popular no Brasil.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto Original datado de 1917, redigido conforme a grafia da época. A história das mulheres na carreira diplomática tem (L.01) início em um momento conturbado da cena internacional, com reflexos diretos no Brasil, em geral, e no Ministério das Relações Exteriores (MRE), em particular. O então (L.04) chanceler era Nilo Peçanha, que devia haver-se, desde maio de 1917, com as sucessivas violações da soberania brasileira pelo império alemão, e, a partir de 26 de outubro daquele (L.07) ano, com as obrigações decorrentes do engajamento brasileiro no conflito internacional. Um dos problemas que o chanceler teve de enfrentar foi a carência de pessoal na (L.10) Secretaria de Estado; após 15 anos sem a realização de concurso público, era preciso dar início a certame para a contratação de terceiro oficial da Secretaria de Estado. (L.13) Pelo Decreto no 12.998, de 24 de abril de 1918, foram aprovadas as instruções que regeriam, doravante, os concursos para terceiros oficiais da Secretaria de Estado, (L.16) classe inicial para ingresso nos serviços do MRE. Segundo aquele texto, eram elegíveis os candidatos que provassem: “ter de 18 a 35 annos de idade; ter bom procedimento; não (L.19) soffrer molestia contagiosa; ter sido vaccinados”, entre outros. Deveriam ainda apresentar “caderneta de reservista, e poderão ajuntar outros documentos, relativos ás suas (L.22) habilitações e serviços”. Dos nove requerimentos de inscrição, um deles, recebido no dia 28 de agosto de 1918, causou polêmica. Em (L.25) documento sucinto, escrito de próprio punho em folha de papel almaço, Maria José de Castro Rebello Mendes dizia: “achando-se habilitada, requer V. Ex. se digne mandar (L.28) inscrevel-a no concurso para o provimento do logar de 3º official da Secretaria de Estado das Relações Exteriores”. O requerimento trazia apensas certidão de nascimento, certidão (L.31) de aptidão física assinada pelo médico Manuel Bernardino Costa e carta de recomendação do diretor da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Cândido Mendes de Almeida, (L.34) em que afirmava que a interessada “tem dado, neste estabelecimento de ensino, bellas provas de um talento digno de ser aproveitado no cargo a que aspira”. Em (L.37) despacho no mesmo dia, manuscrito na folha do requerimento, Nilo Peçanha respondeu: Ouvido o Sr. Dr. Consultor Jurídico, deferido, ficando (L.40) autorizado o Sr. Dr. Secretario Geral a mandar fazer a respectiva inscripção. Não há, na Constituição da Republica, nenhum dispositivo que impeça ás mulheres o (L.43) accesso aos cargos públicos. O Codigo Civil vigente também estabeleceu a mais completa igualdade entre o homem e a mulher, quanto ao gozo e exercicio dos direitos (L.46) privados. Num dos seus artigos prevê que as mulheres possam ocupar funções de administração, quando estatue: “Considera-se sempre autorizada pelo marido a mulher que (L.49) occupe cargo publico”. Não sei se as mulheres desempenhariam com proveito a diplomacia, onde tantos atributos de discrição e competencia são exigidos – mas que (L.52) não são privilegio do homem – e se a requerente está apparelhada para disputar um lugar nesta Secretaria de Estado, e só as provas do concurso hão de dizer – mas o (L.55) que não posso é restringir ou negar o seu direito, toda vez que as leis existentes não restringem nem negam. Si nas monarchias “as mulheres podem ser imperatrizes e (L.58) rainhas” não vejo porque nas republicas se lhes feche o ingresso aos cargos administrativos. No final do despacho do chanceler, dando a impressão (L.61) de ter sido adicionada posteriormente, já que não seguia a mesma organização espacial do restante e aproveitava o pouco espaço ainda existente entre o texto citado acima e a (L.64) assinatura de Nilo Peçanha, figurava a sentença seguinte: “Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuassem a direcção do lar, taes são os desenganos da (L.67) vida publica, mas não há como recusar a sua aspiração, desde que disso careçam, e fiquem provadas suas aptidões”. (L.69) FRIAÇA, Guilherme José Roeder. Mulheres diplomatas no Itamaraty (1918-2011): uma análise de trajetórias, vitórias e desafios. Brasília: FUNAG, 2018, p. 59-62. Disponível em: http://funag.gov.br/. Acesso em: 15 ago. 2019, com adaptações. Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.

A forma nominal “adicionada” (linha 62) concorda em gênero e número com o nome “sentença” (linha 65) a que se refere.

A Certo
B Errado
Texto associado
1 Since 1914 the structure of the world has changed. Compared to the present struggle between West and East, the rivalries of the eighteenth and nineteenth centuries sink 4 into insignificance. Today we are faced, not with a clash of interests, but with a fight between the desire on the one hand to defend individual liberties and the resolve on the other 7 hand to impose a mass religion. In the process the old standards, conventions and methods of international negotiation have been discredited. Had it not been for the 10 invention of the atomic bomb, we should already have been subjected to a third world war. Members of the Communist bloc today are 13 convinced that sooner or later they will acquire world dominion and will succeed in imposing their faith and their authority over the whole earth. They strain towards this 16 objective with religious intensity and are prepared to devote to its achievement their lives, their comfort and their prospects of happiness. Anything that furthers their purpose 19 is “right”; anything that obstructs it is “wrong”; conventional morality, even the creation of confidence, has no part in this scheme of things. Truth itself has lost its 22 significance. Compared to the shining truth of their gospel, all minor forms of veracity are merely bourgeois inhibitions. The old diplomacy was based upon the creation of 25 confidence, the acquisition of credit. The modern diplomat must realize that he can no longer rely on the old system of trust; he must accept the fact that his antagonists will not 28 hesitate to falsify facts and that they feel no shame if their duplicity be exposed. The old currency has been withdrawn from circulation; we are dealing in a new coinage. 31 This transformation of values has been aided by a new or “democratic” conception of international relations. In the old days the conduct of foreign affairs was entrusted to a 34 small international élite who shared the same sort of background and who desired to preserve the same sort of world. Today the masses are expected to take an interest in 37 foreign affairs, to know the details of current controversies, to come to their own conclusions, and to render these conclusions effective through press and parliament. At the 40 same time, however, current issues have been rendered complex and interconnected; it is not possible to state issues, such as the Common Market, in short and simple terms. 43 Thus, whereas the man in the street is expected to have an opinion on international problems, the very complexity of these problems has rendered it difficult to provide him with 46 the information on which to base his judgment. Nicolson, H. (1963) (3rd edition) Diplomacy. Oxford: OUP, with adaptations.

With regard to lexical understanding, check the following item as right (C) or wrong (E). In the fragment “ resolve on the other hand to impose a mass religion.” (lines 6 and 7), the underlined word means “alternative”.

A Certo
B Errado
Texto associado
1 Since 1914 the structure of the world has changed. Compared to the present struggle between West and East, the rivalries of the eighteenth and nineteenth centuries sink 4 into insignificance. Today we are faced, not with a clash of interests, but with a fight between the desire on the one hand to defend individual liberties and the resolve on the other 7 hand to impose a mass religion. In the process the old standards, conventions and methods of international negotiation have been discredited. Had it not been for the 10 invention of the atomic bomb, we should already have been subjected to a third world war. Members of the Communist bloc today are 13 convinced that sooner or later they will acquire world dominion and will succeed in imposing their faith and their authority over the whole earth. They strain towards this 16 objective with religious intensity and are prepared to devote to its achievement their lives, their comfort and their prospects of happiness. Anything that furthers their purpose 19 is “right”; anything that obstructs it is “wrong”; conventional morality, even the creation of confidence, has no part in this scheme of things. Truth itself has lost its 22 significance. Compared to the shining truth of their gospel, all minor forms of veracity are merely bourgeois inhibitions. The old diplomacy was based upon the creation of 25 confidence, the acquisition of credit. The modern diplomat must realize that he can no longer rely on the old system of trust; he must accept the fact that his antagonists will not 28 hesitate to falsify facts and that they feel no shame if their duplicity be exposed. The old currency has been withdrawn from circulation; we are dealing in a new coinage. 31 This transformation of values has been aided by a new or “democratic” conception of international relations. In the old days the conduct of foreign affairs was entrusted to a 34 small international élite who shared the same sort of background and who desired to preserve the same sort of world. Today the masses are expected to take an interest in 37 foreign affairs, to know the details of current controversies, to come to their own conclusions, and to render these conclusions effective through press and parliament. At the 40 same time, however, current issues have been rendered complex and interconnected; it is not possible to state issues, such as the Common Market, in short and simple terms. 43 Thus, whereas the man in the street is expected to have an opinion on international problems, the very complexity of these problems has rendered it difficult to provide him with 46 the information on which to base his judgment. Nicolson, H. (1963) (3rd edition) Diplomacy. Oxford: OUP, with adaptations.

Based on the text, mark the following item as right (C) or wrong (E). The general tenor of the text reflects the bipolar world order prevalent in the diplomatic scene after the Second World War.

A Certo
B Errado
Texto associado
Heatwaves are killing people 1 In recent days heatwaves have turned swathes of America and Europe into furnaces. Despite the accompanying blast of headlines, the implications of such 4 extreme heat are often overlooked or underplayed. Spectacular images of hurricanes or floods grab attention more readily, yet heatwaves can cause more deaths. Heat is 7 one of climate change’s deadliest manifestations. Sometimes its impact is unmistakable — a heatwave in Europe in 2003 is estimated to have claimed 70,000 lives. 10 More often, though, heatwaves are treated like the two in the Netherlands in 2018. In just over three weeks, around 300 more people died than would normally be expected at that 13 time of year. This was dismissed as a “minor rise” by officials. But had those people died in a flood, it would have been front-page news. 16 The havoc caused by extreme heat does not get the attention it merits for several reasons. The deaths tend to be more widely dispersed and do not involve the devastation of 19 property as do the ravages of wind and water. Moreover, deaths are not usually directly attributable to heatstroke. Soaring temperatures just turn pre-existing conditions such 22 as heart problems or lung disease lethal. Heatwaves will inevitably attract more attention as they become more frequent. As greenhouse gases continue to 25 accumulate in the atmosphere, not only will temperatures rise overall but extremes of heat will occur more frequently. Britain’s Met Office calculates that by the 2040s European 28 summers as hot as that of 2003 could be commonplace, regardless of how fast emissions are reduced. Urbanisation intensifies the risk to health: cities are hotter places than the 31 surrounding countryside, and more people are moving into them. The good news is that most fatalities are avoidable, if 34 three sets of measures are put in place. First, people must be made aware that extreme heat can kill and warning systems established. Heatwaves can be predicted with reasonable 37 accuracy, which means warnings can be given in advance advising people to stay indoors, seek cool areas and drink plenty of water. Smart use of social media can help. In 2017 40 a campaign on Facebook warning of the dangers of a heatwave in Dhaka, Bangladesh’s capital, reached 3.9m people, nearly half the city’s population. 43 Second, cool shaded areas and fresh water should be made available. In poor places, air-conditioned community centres and schools can be kept open permanently. In Cape 46 Town, spray parks have been installed to help people cool down. Third, new buildings must be designed to be resilient to the threat of extreme heat and existing ones adapted. 49 White walls, roofs or tarpaulins, and extra vegetation in cities, all of which help prevent heat from building up, can be provided fairly cheaply. A programme to install “cool 52 roofs” and insulation in Philadelphia reduced maximum indoor temperatures by 1.3 ?C. It is a cruel irony that, as with other effects of climate 55 change, the places that are hardest hit by heatwaves can least afford to adapt. In poor countries, where climates are often hotter and more humid, public-health systems are 58 weaker and preoccupied with other threats. Often, adaptation to extreme heat is done by charities if it is done at all. Particular attention should be paid to reaching both 61 remote areas and densely populated urban ones, including slums where small dwellings with tin roofs packed together worsen the danger that uncomfortably high temperatures 64 will become lethal. Adaptation is not an alternative to cutting emissions; both are necessary. But even if net emissions are reduced to 67 zero this century, the persistence of greenhouse gases in the atmosphere means that heatwaves will continue to get worse for decades to come. As the mercury rises, governments in 70 rich and poor countries alike must do more to protect their populations from this very real and quietly deadly aspect of 72 climate change. Heatwaves are killing people. Available at: . Retrieved on: Aug. 22. 2019, with adaptations.

Considering the ideas and vocabulary in the text , check the following item as right (C) or wrong (E). Not only do heatwaves kill immediately but they also lead to eventual deaths.

A Certo
B Errado

Em julho de 1945, aos oito anos de idade, embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas fechadas, contudo, um confronto épico tivera início. ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo: Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações. Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial e considerando acontecimentos marcantes da história contemporânea, julgue (C ou E) o item a seguir. Última conferência entre os três grandes líderes aliados na Segunda Guerra, Potsdam debateu o futuro da Alemanha derrotada: divisão do país entre os vencedores, completa desnazificação e criação de tribunal para julgar criminosos de guerra.

A Certo
B Errado
Texto associado
1 Since 1914 the structure of the world has changed. Compared to the present struggle between West and East, the rivalries of the eighteenth and nineteenth centuries sink 4 into insignificance. Today we are faced, not with a clash of interests, but with a fight between the desire on the one hand to defend individual liberties and the resolve on the other 7 hand to impose a mass religion. In the process the old standards, conventions and methods of international negotiation have been discredited. Had it not been for the 10 invention of the atomic bomb, we should already have been subjected to a third world war. Members of the Communist bloc today are 13 convinced that sooner or later they will acquire world dominion and will succeed in imposing their faith and their authority over the whole earth. They strain towards this 16 objective with religious intensity and are prepared to devote to its achievement their lives, their comfort and their prospects of happiness. Anything that furthers their purpose 19 is “right”; anything that obstructs it is “wrong”; conventional morality, even the creation of confidence, has no part in this scheme of things. Truth itself has lost its 22 significance. Compared to the shining truth of their gospel, all minor forms of veracity are merely bourgeois inhibitions. The old diplomacy was based upon the creation of 25 confidence, the acquisition of credit. The modern diplomat must realize that he can no longer rely on the old system of trust; he must accept the fact that his antagonists will not 28 hesitate to falsify facts and that they feel no shame if their duplicity be exposed. The old currency has been withdrawn from circulation; we are dealing in a new coinage. 31 This transformation of values has been aided by a new or “democratic” conception of international relations. In the old days the conduct of foreign affairs was entrusted to a 34 small international élite who shared the same sort of background and who desired to preserve the same sort of world. Today the masses are expected to take an interest in 37 foreign affairs, to know the details of current controversies, to come to their own conclusions, and to render these conclusions effective through press and parliament. At the 40 same time, however, current issues have been rendered complex and interconnected; it is not possible to state issues, such as the Common Market, in short and simple terms. 43 Thus, whereas the man in the street is expected to have an opinion on international problems, the very complexity of these problems has rendered it difficult to provide him with 46 the information on which to base his judgment. Nicolson, H. (1963) (3rd edition) Diplomacy. Oxford: OUP, with adaptations.

Regarding grammar and based on the text, check the following item as right (C) or wrong (E). Another correct preposition used with the verb “Compared” (line 2) is with, as in “to compare with”.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto Original datado de 1917, redigido conforme a grafia da época. A história das mulheres na carreira diplomática tem (L.01) início em um momento conturbado da cena internacional, com reflexos diretos no Brasil, em geral, e no Ministério das Relações Exteriores (MRE), em particular. O então (L.04) chanceler era Nilo Peçanha, que devia haver-se, desde maio de 1917, com as sucessivas violações da soberania brasileira pelo império alemão, e, a partir de 26 de outubro daquele (L.07) ano, com as obrigações decorrentes do engajamento brasileiro no conflito internacional. Um dos problemas que o chanceler teve de enfrentar foi a carência de pessoal na (L.10) Secretaria de Estado; após 15 anos sem a realização de concurso público, era preciso dar início a certame para a contratação de terceiro oficial da Secretaria de Estado. (L.13) Pelo Decreto no 12.998, de 24 de abril de 1918, foram aprovadas as instruções que regeriam, doravante, os concursos para terceiros oficiais da Secretaria de Estado, (L.16) classe inicial para ingresso nos serviços do MRE. Segundo aquele texto, eram elegíveis os candidatos que provassem: “ter de 18 a 35 annos de idade; ter bom procedimento; não (L.19) soffrer molestia contagiosa; ter sido vaccinados”, entre outros. Deveriam ainda apresentar “caderneta de reservista, e poderão ajuntar outros documentos, relativos ás suas (L.22) habilitações e serviços”. Dos nove requerimentos de inscrição, um deles, recebido no dia 28 de agosto de 1918, causou polêmica. Em (L.25) documento sucinto, escrito de próprio punho em folha de papel almaço, Maria José de Castro Rebello Mendes dizia: “achando-se habilitada, requer V. Ex. se digne mandar (L.28) inscrevel-a no concurso para o provimento do logar de 3º official da Secretaria de Estado das Relações Exteriores”. O requerimento trazia apensas certidão de nascimento, certidão (L.31) de aptidão física assinada pelo médico Manuel Bernardino Costa e carta de recomendação do diretor da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Cândido Mendes de Almeida, (L.34) em que afirmava que a interessada “tem dado, neste estabelecimento de ensino, bellas provas de um talento digno de ser aproveitado no cargo a que aspira”. Em (L.37) despacho no mesmo dia, manuscrito na folha do requerimento, Nilo Peçanha respondeu: Ouvido o Sr. Dr. Consultor Jurídico, deferido, ficando (L.40) autorizado o Sr. Dr. Secretario Geral a mandar fazer a respectiva inscripção. Não há, na Constituição da Republica, nenhum dispositivo que impeça ás mulheres o (L.43) accesso aos cargos públicos. O Codigo Civil vigente também estabeleceu a mais completa igualdade entre o homem e a mulher, quanto ao gozo e exercicio dos direitos (L.46) privados. Num dos seus artigos prevê que as mulheres possam ocupar funções de administração, quando estatue: “Considera-se sempre autorizada pelo marido a mulher que (L.49) occupe cargo publico”. Não sei se as mulheres desempenhariam com proveito a diplomacia, onde tantos atributos de discrição e competencia são exigidos – mas que (L.52) não são privilegio do homem – e se a requerente está apparelhada para disputar um lugar nesta Secretaria de Estado, e só as provas do concurso hão de dizer – mas o (L.55) que não posso é restringir ou negar o seu direito, toda vez que as leis existentes não restringem nem negam. Si nas monarchias “as mulheres podem ser imperatrizes e (L.58) rainhas” não vejo porque nas republicas se lhes feche o ingresso aos cargos administrativos. No final do despacho do chanceler, dando a impressão (L.61) de ter sido adicionada posteriormente, já que não seguia a mesma organização espacial do restante e aproveitava o pouco espaço ainda existente entre o texto citado acima e a (L.64) assinatura de Nilo Peçanha, figurava a sentença seguinte: “Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuassem a direcção do lar, taes são os desenganos da (L.67) vida publica, mas não há como recusar a sua aspiração, desde que disso careçam, e fiquem provadas suas aptidões”. (L.69) FRIAÇA, Guilherme José Roeder. Mulheres diplomatas no Itamaraty (1918-2011): uma análise de trajetórias, vitórias e desafios. Brasília: FUNAG, 2018, p. 59-62. Disponível em: http://funag.gov.br/. Acesso em: 15 ago. 2019, com adaptações. Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.

Na linha 37, é facultativo o emprego da preposição “a” em “no cargo a que aspira”.

A Certo
B Errado
Texto associado
O relacionamento com os países da América do Sul representa importante dimensão da política externa brasileira, retratada em iniciativas de natureza política e econômica. A esse respeito, julgue o item a seguir.

A despeito da importância historicamente atribuída ao relacionamento com os países do entorno sul-americano, as iniciativas diplomáticas brasileiras, anteriores à primeira reunião de presidentes da América do Sul e voltadas para essa região, foram limitadas no próprio alcance geográfico ou quanto às respectivas agendas, não expressando, por conseguinte, abordagem genuinamente regional e abrangente à dimensão sul-americana da política externa brasileira.

A Certo
B Errado