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Texto associado
Com relação à dimensão de segurança na política exterior do Brasil, julgue o item a seguir.

Para bem se desincumbir de suas responsabilidades de assessoramento ao presidente da República no que tange à interface da política exterior com os assuntos de defesa e segurança, o Ministério das Relações Exteriores possui em sua estrutura, no âmbito da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, um Departamento de Segurança e Justiça e um Departamento de Defesa. Além disso, o ministro de Estado das Relações Exteriores é membro nato do Conselho de Defesa Nacional.

A Certo
B Errado

A intervenção do Estado na economia é uma característica do processo de desenvolvimento brasileiro. A respeito dessa atuação, julgue (C ou E) o item a seguir. Durante o período conhecido como “milagre econômico”, a realização de investimentos públicos foi conciliada com uma redução no deficit primário, pois foi efetivado com forte participação de empresas estatais e, nessa época, a contabilização desse deficit não incluía o resultado dessas empresas.

A Certo
B Errado
Texto associado
A respeito das relações entre o Brasil e a África, julgue o item a seguir.

O Brasil detém representação diplomática em quase todos os países africanos que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com exceção de São Tomé e Príncipe.

A Certo
B Errado

No que tange ao contexto da chamada Revolução de 1930 e ao início da Era Vargas, julgue (C ou E) o item a seguir. O fim da Primeira República consolidou uma aliança duradoura entre os grupos que se articularam pela deposição de Washington Luís. A conciliação dos grupos oligárquicos e dos “tenentes” garantiu o sucesso do governo Vargas.

A Certo
B Errado

No que se refere ao contexto da Revolução Mexicana, julgue (C ou E) o item a seguir. A Lei Lerdo desempenhou relevante papel na escalada das tensões políticas no México a partir de meados do século 19. No estado porfirista, contudo, as políticas de ampliação legal da propriedade privada atenuaram o empobrecimento da população do campo.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto A explosão de “Alegria, alegria” Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, parece-me (L.01) assumir, neste momento, uma importância semelhante a Desafinado, como expressão de uma tomada de posição crítica em face dos rumos da música popular brasileira. Ao (L.04) fazer a defesa do “comportamento antimusical” do “desafinado”, Newton Mendonça & Tom Jobim (via João Gilberto) puseram naquela composição a teoria & prática do (L.07) movimento: o desabafo sentimental do “desafinado” (muito bem afinado, por sinal) era, bem compreendido, um manifesto contra os preconceitos da harmonia clássica que (L.10) bloqueavam a receptividade da suposta interlocutora (ou do próprio público, àquela altura), impedindo-os de aceitar como “afinadas”, isto é, como familiares ou “musicais”, as (L.13) harmonias dissonantes da Bossa Nova. A explosão de Alegria, Alegria soa como um novo desabafo-manifesto, mais do que necessário, ante a crise de insegurança que, (L.16) gerando outros preconceitos, tomou conta da música popular brasileira e ameaçou interromper a sua marcha evolutiva. Crise que se aguçou nos últimos tempos, com a (L.19) sintomatologia do temor e do ressentimento, ante o fenômeno musical dos Beatles, sua projeção internacional e sua repercussão local na música da Jovem Guarda. (L.22) Recusando-se à falsa alternativa de optar pela “guerra santa” ao iê-iê-iê ou pelo comportamento de avestruz (fingir ignorar ou desprezar o aparecimento de músicos, (L.25) compositores e intérpretes, por vezes de grande sensibilidade, quando não verdadeiramente inovadores, como os Beatles, na faixa da “música jovem”), Caetano (L.28) Veloso e Gilberto Gil, com Alegria, Alegria e Domingo no Parque, se propuseram, oswaldianamente, a “deglutir” o que há de novo nesses movimentos de massa e de juventude e (L.31) incorporar as conquistas da moderna música popular ao seu próprio campo de pesquisa, sem, por isso, abdicar dos pressupostos formais de suas composições, que se assentam, (L.34) com nitidez, em raízes musicais nordestinas. Pode-se dizer que Alegria, Alegria e Domingo no Parque representam duas faces complementares de uma mesma atitude, de um (L.37) mesmo movimento no sentido de livrar a música nacional do “sistema fechado” de preconceitos supostamente “nacionalistas”, mas na verdade apenas solipsistas e (L.40) isolacionistas, e dar-lhe, outra vez, como nos tempos áureos da Bossa Nova, condições de liberdade para a pesquisa e a experimentação, essenciais, mesmo nas manifestações (L.43) artísticas de largo consumo, como é a música popular, para evitar a estagnação. A letra de Alegria, Alegria traz o imprevisto da (L.46) realidade urbana, múltipla e fragmentária, captada, isomorficamente, através de uma linguagem nova, também fragmentária, em que predominam substantivos-estilhaços (L.49) da “implosão informativa” moderna: crimes, espaçonaves, guerrilhas, cardinales, caras de presidentes, beijos, dentes, pernas, bandeiras, bomba ou Brigitte Bardot. É o mundo das (L.52) “bancas de revista”, o mundo de “tanta notícia”, isto é, o mundo da comunicação rápida, do “mosaico informativo”, de que fala Marshall McLuhan. Nesse sentido, pode-se (L.55) afirmar que Alegria, Alegria descreve o caminho inverso de A Banda. Das duas marchas, esta mergulha no passado na busca evocativa da “pureza” das bandinhas e dos coretos da (L.58) infância. Alegria, Alegria, ao contrário, se encharca de presente, se envolve diretamente no dia a dia da comunicação moderna, urbana, do Brasil e do mundo. (L.61) Da mesma forma que a excelente letra de Gilberto Gil (L.62) para Domingo no Parque, a de Caetano Veloso tem características cinematográficas. Mas, como observou Décio Pignatari, enquanto a letra de Gil lembra as montagens (L.65) eisenstenianas, com seus closes e suas “fusões” (“O sorvete é morango – é vermelho / oi girando e a rosa – é vermelha / oi girando, girando – é vermelha / oi girando, girando – (L.68) Olha a faca / Olha o sangue na mão – ê José / Juliana no chão – ê José / Outro corpo caído – é José / Seu amigo João – ê José”), a de Caetano Veloso é uma “letra-câmara-na- (L.71) mão”, mais ao modo informal e aberto de um Godard, colhendo a realidade casual “por entre fotos e nomes”. Os adversários do “som universal” de Caetano e Gil (L.74) têm colocado mal o problema da inovação nestas composições. Não se trata meramente de adicionar guitarras elétricas à música popular brasileira, como um adorno (L.77) exterior. A posição de Caetano e Gil os aproxima muito das manifestações artísticas da vanguarda brasileira. E especialmente das postulações da Poesia Concreta, (L.80) intimamente relacionada, de resto, com a música de vanguarda de São Paulo, que tem em Rogério Duprat, Damiano Cozzella, Willy Corrêa de Oliveira e Gilberto (L.83) Mendes os seus mais dotados compositores. No manifesto publicado por Décio Pignatari, em 1956 (Nova Poesia: Concreta), já estava sob o signo antropofágico de Oswald de (L.86) Andrade. A música-manifesto de Caetano Veloso manda a sua mensagem. No estágio de desenvolvimento de nossa (L.89) música, a discriminação proposta pelos “nacionalistas” só nos poderá fazer retornar à condição de fornecedores de “matéria-prima musical” (ritmos exóticos) para os países (L.92) estrangeiros. Foi a Bossa Nova que pôs fim a esse estado de coisas, fazendo com que o Brasil passasse a exportar, pela primeira vez, produtos acabados de sua indústria criativa, e (L.95) a ter respeitados, como verdadeiros mestres, compositores como Jobim e intérpretes como João Gilberto. É preciso acabar com essa mentalidade derrotista, (L.98) segundo a qual um país subdesenvolvido só pode produzir arte subdesenvolvida. A produção artística brasileira (que não exclui, num país de camadas sociais tão diversificadas, (L.101) o elemento regional, autêntico, e não mimetizado por autores citadino-sebastianistas) já adquiriu maturidade, a partir de 1922, e universalidade, desde 1956. Não tem que (L.104) temer coisa alguma. Pode e deve caminhar livremente. E para tanto não se lhe há de negar nenhum dos recursos da tecnologia moderna dos países mais desenvolvidos: (L.107) instrumentos elétricos, montagens, arranjos, novas sonoridades. Não creio que seja preciso, por ora, quebrar o violão, que o de João Gilberto ainda é o lema e o leme de (L.110) toda a nossa música. Mas que se quebrem umas tantas tradições e tabus é o de menos. “Larga-me, deixa-me gritar”, já dizia o velho anúncio, redescoberto e transformado em (L.113) happening por Décio Pignatari, Damiano Cozzella, Rogério Duprat e Sandino Hohagen. Deixemos a nossa música (L.115) andar. Sem peias e sem preconceitos. Sem lenço e sem documento. (L.117) CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações. Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

O emprego recorrente de parênteses no texto de Augusto de Campos reforça a presença predominante da função fática da linguagem, pois o autor interrompe a discussão acerca da canção de Caetano Veloso para, com informalidade própria dos textos literários, conversar com mais proximidade com o leitor.

A Certo
B Errado
Texto associado
Heatwaves are killing people 1 In recent days heatwaves have turned swathes of America and Europe into furnaces. Despite the accompanying blast of headlines, the implications of such 4 extreme heat are often overlooked or underplayed. Spectacular images of hurricanes or floods grab attention more readily, yet heatwaves can cause more deaths. Heat is 7 one of climate change’s deadliest manifestations. Sometimes its impact is unmistakable — a heatwave in Europe in 2003 is estimated to have claimed 70,000 lives. 10 More often, though, heatwaves are treated like the two in the Netherlands in 2018. In just over three weeks, around 300 more people died than would normally be expected at that 13 time of year. This was dismissed as a “minor rise” by officials. But had those people died in a flood, it would have been front-page news. 16 The havoc caused by extreme heat does not get the attention it merits for several reasons. The deaths tend to be more widely dispersed and do not involve the devastation of 19 property as do the ravages of wind and water. Moreover, deaths are not usually directly attributable to heatstroke. Soaring temperatures just turn pre-existing conditions such 22 as heart problems or lung disease lethal. Heatwaves will inevitably attract more attention as they become more frequent. As greenhouse gases continue to 25 accumulate in the atmosphere, not only will temperatures rise overall but extremes of heat will occur more frequently. Britain’s Met Office calculates that by the 2040s European 28 summers as hot as that of 2003 could be commonplace, regardless of how fast emissions are reduced. Urbanisation intensifies the risk to health: cities are hotter places than the 31 surrounding countryside, and more people are moving into them. The good news is that most fatalities are avoidable, if 34 three sets of measures are put in place. First, people must be made aware that extreme heat can kill and warning systems established. Heatwaves can be predicted with reasonable 37 accuracy, which means warnings can be given in advance advising people to stay indoors, seek cool areas and drink plenty of water. Smart use of social media can help. In 2017 40 a campaign on Facebook warning of the dangers of a heatwave in Dhaka, Bangladesh’s capital, reached 3.9m people, nearly half the city’s population. 43 Second, cool shaded areas and fresh water should be made available. In poor places, air-conditioned community centres and schools can be kept open permanently. In Cape 46 Town, spray parks have been installed to help people cool down. Third, new buildings must be designed to be resilient to the threat of extreme heat and existing ones adapted. 49 White walls, roofs or tarpaulins, and extra vegetation in cities, all of which help prevent heat from building up, can be provided fairly cheaply. A programme to install “cool 52 roofs” and insulation in Philadelphia reduced maximum indoor temperatures by 1.3 ?C. It is a cruel irony that, as with other effects of climate 55 change, the places that are hardest hit by heatwaves can least afford to adapt. In poor countries, where climates are often hotter and more humid, public-health systems are 58 weaker and preoccupied with other threats. Often, adaptation to extreme heat is done by charities if it is done at all. Particular attention should be paid to reaching both 61 remote areas and densely populated urban ones, including slums where small dwellings with tin roofs packed together worsen the danger that uncomfortably high temperatures 64 will become lethal. Adaptation is not an alternative to cutting emissions; both are necessary. But even if net emissions are reduced to 67 zero this century, the persistence of greenhouse gases in the atmosphere means that heatwaves will continue to get worse for decades to come. As the mercury rises, governments in 70 rich and poor countries alike must do more to protect their populations from this very real and quietly deadly aspect of 72 climate change. Heatwaves are killing people. Available at: . Retrieved on: Aug. 22. 2019, with adaptations.

Considerando as idéias e o vocabulário no texto, verifique o item a seguir como certo (C) ou errado (E). In the second paragraph, the words “havoc” (line 16) and “ravages” (line 19) both mean “extensive or devastating destruction”.

A Certo
B Errado
Texto associado
Heatwaves are killing people 1 In recent days heatwaves have turned swathes of America and Europe into furnaces. Despite the accompanying blast of headlines, the implications of such 4 extreme heat are often overlooked or underplayed. Spectacular images of hurricanes or floods grab attention more readily, yet heatwaves can cause more deaths. Heat is 7 one of climate change’s deadliest manifestations. Sometimes its impact is unmistakable — a heatwave in Europe in 2003 is estimated to have claimed 70,000 lives. 10 More often, though, heatwaves are treated like the two in the Netherlands in 2018. In just over three weeks, around 300 more people died than would normally be expected at that 13 time of year. This was dismissed as a “minor rise” by officials. But had those people died in a flood, it would have been front-page news. 16 The havoc caused by extreme heat does not get the attention it merits for several reasons. The deaths tend to be more widely dispersed and do not involve the devastation of 19 property as do the ravages of wind and water. Moreover, deaths are not usually directly attributable to heatstroke. Soaring temperatures just turn pre-existing conditions such 22 as heart problems or lung disease lethal. Heatwaves will inevitably attract more attention as they become more frequent. As greenhouse gases continue to 25 accumulate in the atmosphere, not only will temperatures rise overall but extremes of heat will occur more frequently. Britain’s Met Office calculates that by the 2040s European 28 summers as hot as that of 2003 could be commonplace, regardless of how fast emissions are reduced. Urbanisation intensifies the risk to health: cities are hotter places than the 31 surrounding countryside, and more people are moving into them. The good news is that most fatalities are avoidable, if 34 three sets of measures are put in place. First, people must be made aware that extreme heat can kill and warning systems established. Heatwaves can be predicted with reasonable 37 accuracy, which means warnings can be given in advance advising people to stay indoors, seek cool areas and drink plenty of water. Smart use of social media can help. In 2017 40 a campaign on Facebook warning of the dangers of a heatwave in Dhaka, Bangladesh’s capital, reached 3.9m people, nearly half the city’s population. 43 Second, cool shaded areas and fresh water should be made available. In poor places, air-conditioned community centres and schools can be kept open permanently. In Cape 46 Town, spray parks have been installed to help people cool down. Third, new buildings must be designed to be resilient to the threat of extreme heat and existing ones adapted. 49 White walls, roofs or tarpaulins, and extra vegetation in cities, all of which help prevent heat from building up, can be provided fairly cheaply. A programme to install “cool 52 roofs” and insulation in Philadelphia reduced maximum indoor temperatures by 1.3 ?C. It is a cruel irony that, as with other effects of climate 55 change, the places that are hardest hit by heatwaves can least afford to adapt. In poor countries, where climates are often hotter and more humid, public-health systems are 58 weaker and preoccupied with other threats. Often, adaptation to extreme heat is done by charities if it is done at all. Particular attention should be paid to reaching both 61 remote areas and densely populated urban ones, including slums where small dwellings with tin roofs packed together worsen the danger that uncomfortably high temperatures 64 will become lethal. Adaptation is not an alternative to cutting emissions; both are necessary. But even if net emissions are reduced to 67 zero this century, the persistence of greenhouse gases in the atmosphere means that heatwaves will continue to get worse for decades to come. As the mercury rises, governments in 70 rich and poor countries alike must do more to protect their populations from this very real and quietly deadly aspect of 72 climate change. Heatwaves are killing people. Available at: . Retrieved on: Aug. 22. 2019, with adaptations.

Considering the ideas and vocabulary in the text , check the following item as right (C) or wrong (E). The cause-effect relationship between heatwaves and deaths is not obvious.

A Certo
B Errado
Texto associado
Texto O contexto de emergência do Brasil independente e da (L.01) correlata ideia de uma nacionalidade brasileira, no decorrer do século 19, é recheado de polêmicas e debates públicos levados a cabo por intelectuais, gramáticos, filólogos, escritores, juristas, (L.04) jornalistas e médicos. Tais debates retratam a maneira como as políticas linguísticas foram mobilizadas no percurso histórico de construção do Brasil e da brasilidade, revelando chaves (L.07) epistemológicas de definição e enquadramento das línguas. Exemplificando, nesse contexto: reforça-se a diferenciação entre fala e escrita; intensificam-se os estudos lexicais e (L.10) gramaticais; constroem-se narrativas sobre a história do português no Brasil; defende-se a documentação da língua em uso; debate-se o estatuto do português do Brasil – variedade, (L.13) modalidade, dialeto ou língua; debate-se a designação da língua falada no Brasil; categorizam-se elementos linguísticos sob os rótulos de neologismos, estrangeirismos, brasileirismos, (L.16) jargões; discute-se a possível origem crioula do português do Brasil; polemiza-se sobre a autenticidade da língua do Brasil; discute-se a língua literária brasileira; entre outros aspectos. (L.19) Trata-se, sobretudo, de um debate político em torno da língua. A criação da Academia Brasileira de Letras, evidentemente, não ficaria alheia a esse processo que inscreveu (L.22) na língua questões relevantes para a formação de um imaginário brasileiro. Nesse contexto, a arte literária desempenhou um papel importante, seja na definição de um (L.25) padrão escrito, seja na problematização dos limites linguísticos normativos. Ressalta-se que os discursos em torno da questão da (L.28) língua nacional fazem pouca ou nenhuma menção às influências das línguas africanas. A título de ilustração, João Ribeiro (1889) definiu o “elemento linguístico negro” como (L.31) modificações feitas na linguagem brasileira em decorrência das influências das línguas africanas faladas pelos escravizados, defendendo que corresponderiam a modificações profundas, (L.34) pois afetariam o sistema gramatical, especialmente no que tange ao “elemento popular”. Nessa época, João Ribeiro sinalizou para a escassa bibliografia sobre o tema, com exceção dos (L.37) trabalhos de Macedo Soares. Décadas depois, Gilberto Freire (1961) identificou, em anúncios de jornais do século XIX, o uso de termos de origem africana que seriam mais próximos da (L.40) “expressão nacional do que toda a nossa literatura do mesmo período”. No contexto de construção de um imaginário nacional, (L.43) podemos mencionar as políticas linguísticas modernistas e da Era Vargas, que estavam vinculadas a políticas culturais e educacionais, todas envolvidas com a criação dos sentidos de (L.46) nacionalismo e brasilidade (Velloso, 1987). Esse período agrupou uma série de discursos sobre as línguas que mobilizavam uma chave interpretativa que girava em torno das (L.49) ideias de miscigenação, cultura popular, oralidade e regionalismos (Severo, 2016). Em termos de cultura popular e línguas africanas, Mario de Andrade (1928), Câmara Cascudo (L.52) (1944), Renato Mendonça (1923), Nina Rodrigues (1932) e Jacques Raymundo (1933), por exemplo, vincularam a sonoridade africana – seja pela tradição oral, seja pela herança (L.55) musical – à formação de uma ideia de “cultura popular”. A oralidade se tornou um lugar central de inscrição de sentidos nacionalistas no período modernista e na Era Vargas, momento (L.58) de difusão de uma cultura popular através do rádio. Data de 1937, por exemplo, a criação do I Congresso da Língua Nacional Cantada, organizado por Mario de Andrade quando (L.61) coordenava o Departamento de Cultura de São Paulo. Tratou-se de uma política linguística explícita que buscou incidir sobre a pronúncia, o ritmo e a prosódia aquilo que deveria ser definido (L.64) como língua-padrão cantada e falada. Evidentemente, sabemos que as regulações nem sempre têm um papel efetivo na prática, o que se percebe na inexistência de outras políticas linguísticas (L.67) explícitas e governamentais envolvendo as práticas orais brasileiras. (L.69) SEVERO, Cristine Gorski. Uma visão panorâmica das políticas linguísticas no Brasil: construindo diálogos. Revista Brasileira. Fase IX, janeiro-fevereiro-março 2018, ano I n. 94. Disponível em: http://www.academia.org.br/. Acesso em: 15 ago. 2019, com adaptações. Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.

Ao definir o “elemento linguístico negro”, João Ribeiro, em 1889, foi um precursor do debate acerca do papel das línguas africanas na formação do português do Brasil, revolucionando as ideias até então existentes a respeito do tema.

A Certo
B Errado
Texto associado
A União Europeia (UE) está passando por uma conjuntura crítica. Se, até alguns anos atrás, o bloco era considerado como o modelo mais exitoso de integração regional, na medida em que os países europeus superaram rivalidades históricas em benefício de um projeto supranacional comum, atualmente, vários desafios colocam em xeque a continuidade desse projeto, a exemplo do Brexit. Os desdobramentos da integração europeia afetarão as relações entre a União Europeia (UE) e o Brasil, sobretudo após a conclusão do Acordo de Associação MERCOSUL-UE. Com base nessas informações, julgue o item a seguir.

O início das negociações do recém-concluído Acordo de Associação MERCOSUL-UE teve início em 1999, na reunião entre chanceleres dos países de ambos os blocos, realizada no Rio de Janeiro. No âmbito desse acordo, o Brasil poderá exportar produtos com total isenção tarifária nos próximos anos, como o café torrado e solúvel, o suco de laranja e a carne bovina.

A Certo
B Errado