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Maria, assistente social no Ministério Público, é uma profissional experiente que, além de suas atividades regulares, participa ativamente de um grupo de estudos formado por assistentes sociais da instituição. Durante uma das reuniões desse grupo, marcada pela intensa troca de experiências e reflexões sobre os desafios da prática profissional, Maria destacou uma questão crucial que tem impactado diretamente a qualidade de suas intervenções: a falta de priorização do planejamento das suas intervenções.
Ela compartilhou que, ao longo do ano de 2024, o volume crescente de demandas emergenciais e a constante pressão por respostas imediatas têm sido exaustivos, deixando-a sobrecarregada e com a sensação de estar apenas “apagando incêndios” no seu cotidiano profissional. Maria explicou que essa dinâmica compromete significativamente a qualidade de suas ações, pois o tempo e a energia que deveriam ser destinados à reflexão crítica e ao planejamento são continuamente absorvidos pelas urgências diárias.
Ao expor sua preocupação ao grupo, Maria argumentou que o planejamento deve ser compreendido não apenas como uma ferramenta organizacional, mas como um componente necessário para garantir intervenções que concretizem suas intencionalidades profissionais em consonância com o projeto ético-político do Serviço Social. Ela enfatizou que, sem um planejamento adequado, o risco é que a atuação do assistente social se restrinja a respostas pontuais e desarticuladas.

Considerando as reflexões apresentadas por Maria, assinale a alternativa que também poderia ser utilizada, durante a sua fala, para reforçar a importância do planejamento no cotidiano profissional do assistente social em consonância com o projeto ético-político.

A O planejamento da atividade profissional oferece os instrumentos teóricos para captar o movimento da realidade social, é ao projetar suas ações – a teoria-prática se colocando de forma indissociável – que os profissionais se transformam em sujeitos profissionais subjetivamente (ética e teoricamente) ricos, podendo, assim, contribuir com os trabalhadores/usuários na busca por transformações das suas condições de vida e de trabalho.
B O planejamento da atividade profissional e das ações, quando considerado em paralelo com a descentralização de uma formação continuada de excelência, é essencial para a capacitação permanente no exercício do Serviço Social. No exercício profissional diário, a prática profissional deve ser guiada pela flexibilidade e pela capacidade de resposta imediata às necessidades emergentes, relegando o planejamento a um papel secundário, aplicado apenas quando o contexto permite a sua implementação estruturada.
C O planejamento possibilita e facilita a busca de respostas conectadas às finalidades institucionais. O ato de planejar não revela as condições teórico-metodológicas do profissional/equipe para antecipar as ações necessárias, sendo uma necessidade institucional. Tal fato requer uma análise atenta, pois se o assistente social trazer centralidade no planejamento ficará permeado aos limites institucionais.
D O planejamento não exige a realização de levantamentos, estudos e pesquisas sobre a questão social e suas diferentes expressões e estudos e pesquisas sobre o movimento institucional, pois o planejamento é uma etapa que perpassa o universo das ideias. O assistente social precisa ir a campo sem dados pré-levantados, para, com isso, conceber uma neutralidade na situação que será identificada na prática.
E O ato de planejar não é permeado por conflitos próprios da contradição capital/trabalho, refletidos pela presença da luta de classes no movimento institucional. Assim, esses conflitos não necessitam ser identificados, considerados e enfrentados tanto nos momentos de planejamento como nos momentos de atuação, pois caberá ao assistente social apenas o atendimento pontual da necessidade.

Um assistente social do Ministério Público do Estado do Paraná foi convidado pela Promotora de Justiça para participar de um projeto local sobre Direitos Humanos. Nesse projeto, esse assistente social é responsável por trabalhar com um grupo de adolescentes que sofreram violência institucional.

Durante o trabalho em grupo, o profissional utilizou duas formas distintas de condução em momentos diferentes. No primeiro momento, ele focou objetivos específicos, enquanto, no segundo, ele promoveu espaço para a reflexão e autonomia do grupo. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a condução empregada pelo assistente social em cada um desses momentos.

A Planejada e fechada.
B Momentânea e esporádica.
C Proposta e executiva.
D Autônoma e livre.
E Diretiva e não-diretiva.

A Cia. ArPremium apresentou as seguintes contas com seus respectivos saldos ao final de um determinado exercício:

• Ativo Circulante: R$ 800.000.
• Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 500.000.
• Ativo Total: R$ 3.000.000.
• Passivo Circulante: R$ 1.200.000.
• Passivo Não Circulante: R$ 1.500.000.
• Receita Total: R$ 1.200.000.
• Custo das Mercadorias Vendidas: R$ 200.000.

A partir dessas informações, um analista contábil realizou as seguintes afirmações:

I. O Índice de Liquidez Corrente é 0,67.
II. O Índice de Imobilização do Capital Próprio é 5,67.
III. O Índice de Liquidez Geral é 0,48.
IV. O Índice de Participação de Capitais de Terceiros é 9.
V. O Índice de Imobilização dos Recursos não Correntes (IRNC) é 0,94.

Em relação às afirmações do analista contábil, estão corretas:

A apenas I e IV.
B apenas I e III.
C apenas II, III e V.
D apenas I, II, III e IV.
E I, II, III, IV e V.

Uma prefeitura municipal apresentou os seguintes lançamentos de receitas e despesas referentes ao exercício de 2023, conforme detalhado na tabela a seguir:

Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor das despesas de capital.

A R$ 8.000.000.
B R$ 6.700.000.
C R$ 7.900.000.
D R$ 7.400.000.
E R$ 7.500.000.

A Cia. QWERT, em 31/12/2023, extraiu, a partir de seus sistemas contábeis, as seguintes informações:

Tendo em vista as informações apresentadas e o que estabelece o Pronunciamento Técnico CPC 09 (R1) – Demonstração do Valor Adicionado (DVA) –, assinale a alternativa que indica corretamente o Valor Adicionado Líquido produzido pela entidade referente ao exercício de 31/12/2023.

A R$ 6.840.600.
B R$ 5.514.600.
C R$ 5.584.800.
D R$ 5.124.600.
E R$ 4.890.600.

Um determinado município, ao realizar o fechamento de seus demonstrativos contábeis e orçamentários, referente ao primeiro quadrimestre de 2024, apresentou as seguintes informações:

Além disso, extraiu-se as seguintes informações do balanço patrimonial do exercício de 2023:

Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que indica corretamente o valor disponível para abertura de créditos adicionais suplementares e especiais.

A R$ 8.460.
B R$ 13.353.
C R$ 18.921.
D R$ 17.511.
E R$ 15.284.
Texto associado
Como a consciência pode ter evoluído para beneficiar a sociedade, não os indivíduos

Peter W Halligan e David A Oakley

Por que a experiência da consciência evoluiu a partir da nossa fisiologia cerebral subjacente? Apesar de ser uma área empolgante da neurociência, as pesquisas atuais sobre a consciência são caracterizadas por divergências e controvérsias. Existe uma disputa entre uma série de teorias concorrentes. [...]

Perigos da intuição

As principais crenças intuitivas – por exemplo, que nossos processos mentais são distintos dos nossos corpos físicos (dualismo mente-corpo) e que os nossos processos mentais dão origem e controlam as nossas decisões e ações (causalidade mental) – são reforçadas por uma vida inteira de experiências subjetivas.
Estas crenças são encontradas em todas as culturas humanas. São importantes porque servem como crenças fundamentais para a maioria das democracias liberais e dos sistemas de justiça criminal. Elas são resistentes a contraprovas. Isto porque são fortemente validadas por conceitos sociais e culturais como o livre-arbítrio, os direitos humanos, a democracia, a justiça e a responsabilidade moral. Todos esses conceitos pressupõem que a consciência desempenha uma influência controladora central.
A intuição, no entanto, é um processo cognitivo automático que evoluiu para fornecer explicações e previsões rápidas e confiáveis. Na verdade, ela faz isso sem a necessidade de sabermos como ou por que sabemos disso. Os resultados da intuição moldam, portanto, a forma como percebemos e explicamos nosso mundo cotidiano, sem a necessidade de uma reflexão extensa ou de explicações analíticas formais.
Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas, as crenças intuitivas podem estar erradas. E também podem interferir na alfabetização científica. [...]
O problema para os modelos científicos de consciência continua a ser acomodar estas explicações intuitivas dentro de uma estrutura materialista consistente com as descobertas da neurociência. Embora não haja uma explicação científica atual sobre como o tecido cerebral gera ou mantém a experiência subjetiva, o consenso entre (a maioria dos) neurocientistas é que ela é um produto de processos cerebrais.

Propósito social

Se for esse o caso, por que a consciência, definida como percepção subjetiva, evoluiu?
A consciência provavelmente evoluiu como parte da evolução do sistema nervoso. De acordo com várias teorias, a principal função adaptativa (proporcionar ao organismo vantagens reprodutivas e de sobrevivência) da consciência é tornar possível o movimento volitivo. E a volição é algo que, em última análise, associamos à vontade, ao arbítrio e à individualidade. Portanto, é fácil pensar que a consciência evoluiu para nos beneficiar como indivíduos.
Mas argumentamos que a consciência pode ter evoluído para facilitar funções adaptativas sociais fundamentais. Em vez de ajudar os indivíduos a sobreviver, ela evoluiu para nos ajudar a transmitir as nossas ideias e sentimentos vivenciados para o resto do mundo. E isto pode beneficiar a sobrevivência e o bem-estar da espécie como um todo.
A ideia se encaixa no novo pensamento sobre genética. Embora a ciência evolucionista se concentre tradicionalmente nos genes individuais, há um reconhecimento cada vez maior de que a seleção natural entre os humanos opera em vários níveis. Por exemplo, a cultura e a sociedade influenciam características transmitidas entre gerações – valorizamos algumas mais do que outras.
No centro da nossa explicação, está a ideia de que a sociabilidade [...] é uma estratégia de sobrevivência fundamental que influencia a forma como o cérebro e a cognição evoluem.
Adotando esta estrutura social evolutiva, nós propomos que a percepção subjetiva carece de qualquer capacidade independente de influenciar causalmente outros processos ou ações psicológicas. [...] Afirmar que a percepção subjetiva não tem influência causal não significa negar a realidade da experiência subjetiva ou afirmar que a experiência é uma ilusão. [...]
Na verdade, é justamente devido ao valor que damos a estas experiências que os relatos intuitivos permanecem convincentes e difundidos nos sistemas de organização social e jurídica e na psicologia.
Apesar de ser contraintuitivo atribuir arbítrio e responsabilidade pessoal a um conjunto biológico de células nervosas, faz sentido que construções sociais altamente valorizadas, como o livre-arbítrio, a verdade, a honestidade e a justiça, possam ser atribuídas de forma significativa aos indivíduos como pessoas responsáveis numa comunidade social.
Pense nisso. Embora estejamos profundamente arraigados à nossa natureza biológica, a nossa natureza social é amplamente definida por nossos papéis e interações na sociedade. Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada para a troca e recepção de informações, ideias e sentimentos. [...]
Para se chegar a uma explicação mais científica para a percepção subjetiva, é necessário aceitar que a biologia e a cultura trabalham coletivamente para moldar a forma como os cérebros evoluem. [...]

Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9xwge33zko. Acesso em: 05 ago. 2024.

Observe o trecho a seguir:

“ Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas , as crenças intuitivas podem estar erradas”.

A oração destacada indica, nesse período,

A adição, pois acrescenta características atribuídas a crenças intuitivas.
B causa, porque justifica a possibilidade de crenças intuitivas incorretas virem a se realizar.
C proporção, por evidenciar que, apesar da possibilidade de erro, quanto mais se confia na intuição, mais ela se torna útil e crucial para a realização de atividades cotidianas.
D concessão, porque expressa uma informação positiva em relação às crenças intuitivas, algo não esperado, já que se admite a possibilidade de erro na sentença seguinte.
E consequência, por apresentar efeitos positivos da credulidade em ações realizadas por meio da intuição, mesmo que esta, eventualmente, venha a se mostrar equivocada.

Do ponto de vista da lógica, afirmar que a proposição “Todo esporte tem vencedor e perdedor” é falsa é equivalente a afirmar que

A nenhum esporte tem vencedor.
B algum esporte não tem vencedor ou não tem perdedor.
C algum esporte não tem vencedor e não tem perdedor.
D nenhum esporte tem perdedor.
E todo esporte tem vencedor e não tem perdedor.

Um técnico de tecnologia da informação do Ministério Público do Estado do Paraná foi designado para um novo projeto que envolve a construção de uma aplicação web complexa. Para isso, ele precisa garantir que todos os módulos JavaScript utilizados no projeto estejam devidamente empacotados e otimizados para a produção. Após realizar algumas pesquisas, ele identificou que uma ferramenta de bundling será essencial para alcançar esse objetivo.
Diante dessa necessidade, qual das seguintes ferramentas de bundling o técnico deve escolher para empacotar os módulos JavaScript?

A Webpack.
B Node.js.
C NodePack.
D Vue.js.
E jQuery.

O gerenciamento de redes de computadores inclui a administração e o monitoramento dos componentes de uma rede para garantir seu desempenho, disponibilidade e segurança. Nesse contexto, o Simple Network Management Protocol (SNMP) é um

A protocolo utilizado para definir a topologia de rede e configurar roteadores e switches.
B protocolo padrão usado para gerenciar e monitorar dispositivos em uma rede, como roteadores, switches, servidores e impressoras.
C protocolo para autenticação de dispositivos de rede e controle de acesso.
D protocolo de roteamento que determina o caminho dos pacotes de dados na rede.
E método de detecção de falhas que analisa o tráfego de dados para identificar problemas de desempenho.