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193 questões encontradas

Em um cenário de pesquisa em saúde, o tipo de estudo epidemiológico que avalia a frequência e a distribuição de doenças ou condições de saúde em uma população específica em um único ponto no tempo, coletando dados sobre exposição e desfecho simultaneamente, é conhecido como

A estudo ecológico.
B estudo de coorte.
C ensaio clínico randomizado.
D estudo seccional (transversal).
E estudo caso-controle.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área: Enfermagem Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área: Enfermagem - 2025
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 15 a 29.

Os impactos ambientais da computação

Intensivo em uso de energia e água, o setor responde
por 1,7% das emissões de carbono na atmosfera;
uma nova área de pesquisa surge para lidar com o problema

Parte essencial da vida moderna, a computação está em todos os lugares. É difícil imaginar o cotidiano sem os recursos do mundo digital, como internet, redes sociais, streaming de vídeo, programas de inteligência artificial e os mais variados aplicativos. Governos, organizações e empresas de diversos setores dependem cada vez mais das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O crescente aumento da demanda computacional, contudo, gera impactos no meio ambiente. Estima-se que entre 5% e 9% da energia elétrica consumida no mundo se destine à infraestrutura de TI e comunicações em geral e ao seu uso. A Agência Internacional de Energia (IEA) alerta para uma tendência de forte aumento nessa demanda. O gasto energético de data centers , instalações com robusto poder de armazenamento e processamento de dados, e dos setores de inteligência artificial (IA) e criptomoedas, segundo a entidade, poderá dobrar no mundo em 2026 em relação a 2022, quando foi de 460 terawatts-hora (TWh) – naquele mesmo ano, o Brasil consumiu 508 TWh de energia elétrica.
“O uso de energia é inerente à computação”, constata a cientista da computação Sarajane Marques Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e pesquisadora do Centro de Inteligência Artificial C4AI, financiado por FAPESP e IBM. [...]
“Todas as nossas atividades digitais, como navegar na internet, acessar redes sociais, participar de videoconferências e enviar fotos para os amigos, têm, em última instância, efeitos sobre o ambiente”, aponta a cientista da computação Thais Batista, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e professora do Departamento de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A energia destinada aos data centers é usada não apenas para a operação dos servidores, mas também para manter em funcionamento seu sistema de refrigeração. “Por trabalharem sem parar em processamento numérico, os computadores aquecem, emitem calor e precisam ser resfriados e mantidos em uma temperatura razoavelmente baixa”, ressalta o cientista da computação Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. “A depender da matriz que produz essa energia, haverá mais ou menos efeitos nocivos no ambiente”, afirma Peres, referindo-se à emissão de dióxido de carbono (CO₂) quando são queimados combustíveis fósseis para a obtenção da energia elétrica utilizada.
Google, Microsoft, Apple, Amazon e outras grandes multinacionais de tecnologia, as chamadas big techs, comprometeram-se a zerar suas emissões de carbono até 2030 – segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não há indícios de que esse objetivo possa ser atingido. Em 2023, último ano com dados disponíveis, as emissões dessas companhias cresceram principalmente por causa dos sistemas de inteligência artificial, que demandam grande poder de processamento – e, portanto, elevada carga energética – para serem treinados e funcionar.
O aumento do consumo de energia e da emissão de carbono não é o único fator que preocupa. O uso intensivo de água por data centers para manter em operação seus sistemas de refrigeração, bem como a emissão de calor no ambiente, também acendem um sinal de alerta. “O consumo hídrico é uma preocupação mais recente, visto que a maioria dos grandes data centers usa refrigeração líquida para seus equipamentos de grande porte”, ressalta o bacharel em computação científica Álvaro Luiz Fazenda, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de São José dos Campos. Uma das soluções é usar fontes de água não potável para realizar os processos de resfriamento.
A exploração muitas vezes insustentável de elementos terras-raras e outros minerais, como silício, cobre e lítio, usados para a produção de discos rígidos, chips e baterias, e o descarte de computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos que rapidamente se tornam obsoletos, também elevam a pressão da computação sobre os ecossistemas. [...]
Buscando enfrentar o problema, uma nova área de estudos, conhecida como computação verde ou sustentável, tem ganhado força no Brasil e no mundo. “Ela se refere ao conjunto de práticas, técnicas e procedimentos aplicados à fabricação, ao uso e ao descarte de sistemas computacionais com a finalidade de minimizar seu impacto ambiental”, explica o pesquisador da UFABC.
A fim de alcançar esse objetivo, várias práticas têm sido propostas, como elevar a eficiência energética de hardwares e softwares, permitindo que realizem as mesmas operações consumindo menos energia. Projetar sistemas mais duradouros, reparáveis e recicláveis, que reduzam a geração de lixo eletrônico, é outra abordagem, assim como priorizar o emprego de materiais sustentáveis na produção e operação de dispositivos computacionais e o uso de energias renováveis em data centers. [...]
Reduzir o gasto energético dos sistemas de inteligência artificial foi o que tentaram fazer os pesquisadores da startup chinesa DeepSeek. O chatbot DeepSeek-V3, lançado no fim de janeiro, causou surpresa ao apresentar desempenho comparável ao dos modelos da OpenAI e do Google, mas com custo substancialmente menor.
“O DeepSeek é um exemplo de que é possível desenvolver IA de boa qualidade usando menos recursos computacionais e energia”, ressalta o cientista da computação Daniel de Angelis Cordeiro, da EACH-USP. “Investir em pesquisa de algoritmos mais eficientes e em melhorias na gestão dos recursos computacionais usados nas etapas de treinamento e inferência pode contribuir para a criação de uma IA mais sustentável.” [...]

Adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-ambientais-da-computacao/ Acesso em: 15 mar. 2025.

Assinale a alternativa em que o trecho NÃO apresenta algum elemento utilizado em sentido conotativo.

A “[...] instalações com robusto poder de armazenamento e processamento de dados [...]”.
B “Por trabalharem sem parar em processamento numérico, os computadores aquecem [...]”.
C “[...] bem como a emissão de calor no ambiente, também acendem um sinal de alerta.”.
D “[...] conhecida como computação verde ou sustentável, tem ganhado força no Brasil e no mundo.”.
E “[...] ao uso e ao descarte de sistemas computacionais com a finalidade de minimizar seu impacto ambiental [...]”.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área Engenharia de Segurança do Trabalho Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área Engenharia de Segurança do Trabalho - 2025
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Leia o texto a seguir para responder às questões 25 a 30.

A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO

Em setores sensíveis, como saúde e bem-estar, a falta de um canal de voz pode ser frustrante e até prejudicial; nem tudo pode ser resolvido por texto

Rogério Ramos Weymar Professor e mestre em educação, com especializações em neuropsicopedagogia, antropologia, filosofia, sociologia e marketing digital

A forma como empresas se comunicam com os clientes mudou drasticamente. Antes, a ligação telefônica era essencial para esclarecer dúvidas e resolver problemas. Hoje, muitas empresas eliminaram essa opção, restringindo o atendimento ao WhatsApp e outras plataformas de mensagens. Recentemente, deixei de consumir serviços porque só ofereciam suporte via mensagens e negaram meu pedido de contato por telefone. Isso me fez refletir: essa modernização realmente facilita a vida do consumidor ou estamos perdendo algo essencial?
O atendimento digital trouxe benefícios inegáveis. Empresas podem atender vários clientes ao mesmo tempo, as mensagens deixam um histórico escrito e o consumidor tem mais flexibilidade para interagir no seu próprio ritmo. Além disso, reduzir custos com telefonia e equipe tornou-se uma vantagem competitiva. No entanto, a eliminação das chamadas telefônicas traz consequências. O tom de voz, a empatia e a personalização do atendimento se perdem. Em setores sensíveis, como saúde e bem-estar, a falta de um canal de voz pode ser frustrante e até prejudicial. Imagine um paciente angustiado buscando apoio por mensagens automáticas?
Nem tudo pode ser resolvido por texto. Muitos clientes se sentem mais confortáveis falando do que escrevendo, especialmente quando lidam com questões urgentes ou complexas. O que poderia ser solucionado rapidamente por telefone se arrasta em longas trocas de mensagens. Além disso, idosos e pessoas com dificuldades de digitação podem ficar excluídos desse modelo. A modernização do atendimento deveria priorizar eficiência sem comprometer o contato humano.
Paradoxalmente, a digitalização pode criar barreiras entre empresas e clientes. O argumento da “modernização” muitas vezes mascara a desumanização do atendimento. Se a comunicação deve ser eficiente, também precisa ser acessível e empática. O telefone não deveria ser eliminado, mas sim complementado pelos canais digitais, garantindo opções que atendam às necessidades do cliente.
Acompanho a transformação digital desde os anos 1980 e vi muitas inovações que realmente facilitaram a vida das pessoas. No entanto, tecnologia deve ser aliada, não substituta do contato humano. Empresas que eliminam o telefone sem alternativas viáveis não estão apenas modernizando seus serviços – estão se distanciando dos clientes.
Especialmente em áreas essenciais, o canal de voz deveria ser um direito do consumidor. Isso não é nostalgia ou resistência ao progresso. É apenas reconhecer que, por trás de cada mensagem, há uma pessoa que, muitas vezes, precisa mais do que um simples “Como posso ajudar?” digitado automaticamente.
O verdadeiro progresso está no equilíbrio entre inovação e atendimento humanizado. Afinal, todos queremos ser ouvidos – e não apenas lidos.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/03/a-humanizacao-do-atendimento.shtml. Acesso em: 20 de mar. 2025.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o quarto parágrafo do texto.

A O termo “mascara” não recebe acento porque é uma palavra oxítona terminada em “a”, diferentemente de “máscara”, que é uma palavra proparoxítona.
B O termo “desumanização” é formado por composição, com a junção das palavras “desumanizar” e “ação”.
C A expressão “pelos canais digitais” é o agente da passiva da oração, enquanto “O telefone” é o sujeito paciente.
D O sinal indicativo de crase em “[...] atendam às necessidades do cliente.” está presente devido à regência da palavra “necessidades”.
E Os verbos “pode” e “deve” são auxiliares modais, indicando obrigação e possibilidade, respectivamente.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área: Biologia Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área: Biologia - 2025
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DESCONECTAR PARA CONECTAR

Proibir celulares nas escolas é só o começo: desafio maior é preparar jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual

Stéphanie Habrich
Fundadora e diretora-executiva dos jornais Joca e Tino Econômico

O início do ano letivo trouxe polêmica com a lei que baniu celulares nas escolas. A pausa forçada no uso das telas gera resistência, mas levanta uma questão importante: isso realmente criará um ambiente de aprendizado mais saudável?
A ciência mostra benefícios claros dessa restrição: maior concentração e foco, redução da ansiedade, melhora na interação social e no contato humano. Além disso, combater o cyberbullying e incentivar atividades físicas e culturais são ganhos significativos. O “detox digital” também pode fortalecer o senso crítico e a autonomia dos estudantes.
Essa mudança, porém, exige acolhimento e conscientização. É essencial ouvir as preocupações dos alunos e explicar os benefícios. Pais e professores também precisam entender os impactos do uso excessivo da tecnologia, promovendo debates sobre saúde mental e dependência digital.
Pesquisas indicam que o excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais, como memória e criatividade, além de estar associado a transtornos do sono e aumento da impulsividade. Escolas que já adotaram essa medida ao redor do mundo notam melhores resultados acadêmicos e maior engajamento em atividades extracurriculares.
Claro, a tecnologia é indispensável no mundo atual e pode ser uma grande aliada no aprendizado. O desafio está no equilíbrio entre seus benefícios e a necessidade de desenvolver habilidades interpessoais e emocionais. Cabe aos adultos orientar crianças e jovens no uso seguro e responsável das telas.
A educação midiática é um caminho essencial nessa jornada. Ensinar a diferenciar informações confiáveis de fake news fortalece o pensamento crítico e reduz a vulnerabilidade à desinformação. Esse processo começa cedo e se torna fundamental para a autonomia intelectual dos estudantes.
O afastamento do celular nas escolas também resgata o aprendizado ativo, incentivando a resolução de problemas, a colaboração em projetos e o desenvolvimento da criatividade sem distrações digitais. A aprendizagem significativa acontece quando há espaço para reflexão, troca de ideias e experimentação.
Reduzir o uso de celulares contribui para um futuro mais saudável, tanto para os estudantes quanto para seus relacionamentos. Mais do que proibir a tecnologia, trata-se de construir um ambiente que desenvolva habilidades essenciais para a vida e o mercado de trabalho, como empatia, resiliência e argumentação.
A discussão sobre o uso de celulares nas escolas vai além de evitar distrações em salas de aula. É uma oportunidade de repensar o papel da escola e o tipo de sociedade que queremos construir. A proibição é apenas o começo: o verdadeiro desafio está em preparar os jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual.
Os jornais Joca e Tino Econômico, voltados ao público infantojuvenil e seus educadores, acompanham temas atuais como o “brain rot” — ou “apodrecimento cerebral"—, causado pelo consumo excessivo de conteúdos digitais de baixa qualidade. Afinal, informação sem reflexão é só ruído.

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/opiniao/2025/03/desconectar-para-conectar.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025.

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita gramaticalmente correta, ainda que com mudanças de sentido, para o excerto “A aprendizagem significativa acontece quando há espaço para reflexão [...]”.

A A aprendizagem significativa aconteceria se houvesse espaços para reflexão.
B A aprendizagem significativa aconteceria se houvessem espaços para reflexão.
C A aprendizagem significativa acontece quando existe espaços para reflexão.
D A aprendizagem significativa acontece quando têm espaços para reflexão.
E A aprendizagem significativa aconteceria se tivessem espaços para reflexão.

O modelo de segurança Zero Trust assume que nenhuma pessoa ou dispositivo, seja interno ou externo à rede, deve ser confiável por padrão. Toda solicitação de acesso a recursos é verificada, independentemente de sua origem, garantindo uma abordagem mais rigorosa e proativa. Um de seus pilares é o controle de acesso baseado em contexto, que assegura que o acesso a recursos seja permitido com base em condições contextuais, como o dispositivo de acesso, a localização geográfica, o horário de acesso e o comportamento do usuário. Tendo isso em vista, assinale a alternativa que apresenta uma ferramenta utilizada para essa finalidade.

A Google BeyondCorp.
B Tenable Nessus.
C FileZilla.
D Zabbix.
E Postman.

O período histórico que é coberto pela vigência da autocracia burguesa no Brasil demarca também um momento extremamente importante e significativo no evolver do Serviço Social no país. Do estrito ponto de vista profissional, o fenômeno mais característico desse período relaciona-se à renovação da profissão.

Considerando esse contexto histórico, assinale a alternativa correta.

A O cariz do Serviço Social, em meados dos anos 1980, revela a simultânea e contraditória relação que, nas duas décadas anteriores, o desenvolvimento profissional estruturou com a sua herança: mudança, continuidade e intenção de ruptura.
B Durante a vigência da autocracia burguesa no Brasil, o Serviço Social passa pelo movimento de reconceituação, rompendo definitivamente com o conservadorismo profissional a partir da aproximação com a base metodológica marxista.
C Em meados da década de 1970, o Serviço Social passa pelo processo de renovação ao mesmo tempo em que o Brasil encara a ditadura militar. A repressão política leva o Serviço Social ao afastamento das bases marxistas que fundamentavam o fazer profissional desde a consolidação da profissão na década de 1940.
D O período ditatorial (1964-1985) é contraditório para o avanço do Serviço Social no Brasil. Se, por um lado, os profissionais encaram a repressão e a redução dos direitos sociais, por outro, o Estado cria as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil, como o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS).
E Durante o período ditatorial (1964-1985), o Serviço Social tinha como objetivos: difundir a doutrina e a ação social da Igreja. A ação profissional pautava-se no neotomismo com cunho humanista-conservador contrário aos ideários liberal e marxista.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área Serviço Social Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área Serviço Social - 2025

Um assistente social cometeu uma infração ética passível de advertência reservada. Ele não foi encontrado e, mesmo após duas convocações, ele não compareceu no prazo fixado para receber a penalidade. Nesse caso, a advertência reservada

A será tornada pública.
B será convertida em multa.
C será substituída por suspensão profissional.
D será anulada por falta de contato.
E será publicada nas redes sociais do conjunto CFESS/CRESS.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área Serviço Social Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área Serviço Social - 2025

Uma assistente social do Ministério Público precisa elaborar um parecer social sobre uma situação relacionada à violência contra pessoa idosa. Para a elaboração de tal documento, ela precisará realizar um estudo social, pautado nos preceitos ético-políticos da profissão, com o objetivo de

A averiguar e/ou aferir as verdades relacionadas ao fato.
B buscar elementos que respaldem sanções e/ou punições ao agressor.
C fiscalizar os comportamentos do suposto agressor para atender à demanda institucional.
D apreender e analisar os determinantes sociais presentes na referida realidade.
E decidir sobre a penalidade a ser aplicada a partir do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003).
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área Serviço Social Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área Serviço Social - 2025

A respeito da relação entre o Serviço Social e as políticas sociais no Brasil, assinale a alternativa correta.

A A relação entre as políticas sociais e o Serviço Social se consolida após a promulgação da Constituição Federal de 1988 e a materialização do sistema de seguridade social brasileiro.
B O Serviço Social surge como uma resposta direta à luta dos trabalhadores por políticas sociais universalistas, desenvolvendo-se a partir das mobilizações que buscavam garantir direitos irrestritos e universais desde o final do século XIX.
C A conexão entre política social e Serviço Social no Brasil surge com o incremento da intervenção estatal, pela via dos processos de modernização conservadora no Brasil, a partir dos anos 1930.
D O Serviço Social surge como resposta aos movimentos de base popular da década de 1930 que reivindicavam maior intervenção estatal, resultando na criação das primeiras políticas sociais brasileiras.
E As políticas sociais e o Serviço Social têm um vínculo estrutural; desde a criação das primeiras escolas de Serviço Social, na década de 1930, as políticas sociais são parte essencial do currículo de formação profissional.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área Serviço Social Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área Serviço Social - 2025

Maria, 35 anos, solteira, vive com a mãe idosa em uma pequena casa e está desempregada há dois anos. Ela procura o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) por iniciativa própria, relatando uso abusivo de álcool há cerca de cinco anos, com episódios de abstinência e recaídas frequentes, perdas significativas (trabalho, alguns amigos) e conflitos familiares intensificados. Apresenta ansiedade elevada, insônia e baixa autoestima. Maria manifesta desejo de parar de usar álcool e reconstruir sua vida, mas se sente sobrecarregada pela intensidade do desejo e pela falta de perspectivas. Considerando a abordagem psicossocial e os princípios do Projeto Terapêutico Singular (PTS) no contexto do CAPSad, qual das seguintes ações representa a estratégia mais alinhada com a construção de um PTS efetivo e integral?

A Priorizar a abordagem farmacológica ansiolítica e sedativa para gerenciar a abstinência e o sono, devido à urgência dos sintomas.
B Propor o acolhimento imediato de Maria em um centro de recuperação, e encaminhar sua mãe para uma instituição de longa permanência para idosos.
C Orientar Maria a procurar grupos de ajuda mútua próximos de sua casa e agendar retorno no CAPSad para atendimento a cada 3 meses.
D Padronizar os procedimentos terapêuticos e diagnósticos para todas as condições de saúde, garantindo a uniformidade da assistência e minimizando a necessidade de discussões de caso.
E Desenvolver habilidades de enfrentamento (para lidar com gatilhos e fissura), encaminhar para oficinas terapêuticas no CAPSad e buscar ativamente por oportunidades de reinserção social e profissional.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área: Enfermagem Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área: Enfermagem - 2025