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Texto associado
Uma das metas mais importantes do tratado era [...] controlar a Alemanha (segundo uma expressão usada naquela época), isto é, destruir sua força militar no presente e no futuro. [...] ficou decidido que o exército alemão ficaria limitado a 100 mil homens, recrutados com base em um compromisso voluntário de doze anos para os soldados e suboficiais. (Jean-Jacques Becker. O Tratado de Versalhes, 2011)

O Tratado de Versalhes, assinado após a Primeira Guerra Mundial, contribuiu para

A a constituição, pelas nações asiáticas e europeias derrotadas na guerra, de um bloco militar contrárioao imperialismo na África e na Ásia.
B o desenvolvimento duradouro da economia internacional como resultado da redução de gastospúblicos com equipamentos militares.
C a adoção de planos internacionais de ajuda financeira aos países economicamente destruídos peloconflito bélico.
D a emergência de relações estáveis, baseadas nos princípios de reciprocidade, entre as potênciasindustrializadas europeias.
E o fortalecimento de ideologias antidemocráticas habilmente exploradas por partidos políticosnacionalistas.
Texto associado
Mais ócio, por favor Quando o sociólogo italiano Domenico De Masi lançou o conceito de “ócio criativo”, em seu livro homônimo de 2000, foi alçado à condição de pensador revolucionário e à lista dos mais vendidos. O sucesso se deveu à explicação do espírito daquele tempo, ao apontar que tão essencial ao crescimento profissional quanto o estudo e o trabalho eram os momentos de desconexão com a labuta que abririam as portas para a criatividade e para “pensar fora da caixinha”. A intenção era alcançar uma fusão entre estudo, trabalho e lazer para aprimorar o conhecimento, vivenciar diferentes experiências e instigar a criatividade. Com o lançamento de “Uma Simples Revolução”, um best-seller, o sociólogo prega uma nova guinada no pensamento empresarial. Ao analisar as taxas de desemprego e de desocupação, para De Masi, a única saída é reduzir a carga de trabalho individual e abrir novas vagas. “Se as regras do jogo não mudarem, o desemprego – aberto ou oculto – está destinado a crescer em dimensão patológica”, escreve. O Brasil é um dos países que vivem essa realidade, com um desemprego de mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 5 milhões de pessoas procuram trabalho no país há um ano ou mais, o que representa quase 40% desse total. A lógica do mercado não ajuda a melhorar esses números. As empresas tentam reduzir suas folhas de pagamento, mesmo que isso signifique mais horas extras. Só que, de acordo com o sociólogo, quanto mais horas um indivíduo trabalha, mais ele contribui para a taxa de desocupação. “Na Alemanha, onde todos trabalham, em média, 1400 horas, o desemprego está em 3,8% e o emprego está em 79%. Já na Itália, onde um italiano trabalha em média 1800 horas, o desemprego está em 11% e o emprego está em 58%”, detalha. “Para eliminar o desemprego, o único remédio válido é reduzir as horas de trabalho, mantendo o salário e aumentando o número de vagas”, diz, em entrevista ao UOL. (Lúcia Valentim Rodrigues, “Mais ócio, por favor”. https://noticias.uol.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que se transcreve uma passagem do texto na qual o termo destacado é empregado em sentido figurado.

A O sucesso se deveu à explicação do espírito daquele tempo... (2° parágrafo)
B As empresas tentam reduzir suas folhas de pagamento... (6° parágrafo)
C ... o sociólogo prega uma nova guinada no pensamento empresarial. (3° parágrafo)
D ... mais ele contribui para a taxa de desocupação. (7° parágrafo)
E … que abririam as portas para a criatividade … (2° parágrafo)
Texto associado
Cerca de 12 milhões de hectares de florestas tropicais desapareceram em 2018, o equivalente a 30 campos de futebol por minuto. Os dados de 2018 são do Global Forest Watch, atualizado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. O levantamento mostra o complexo retrato do desmatamento em áreas com densas florestas tropicais. (https://www.bbc.com/portuguese/geral-48046107. Acesso em 13.05.2109. Adaptado)

Além da Amazônia, a campeã em desmatamento, outra área de forte desmatamento é

A a Índia, devido à implantação de indústrias de papel e celulose e dos incêndios naturais.
B o sul da Ásia, devido ao aumento da exploração mineral e da implantação de usinas hidrelétricas.
C o norte da África, devido à criação de reservatórios e da expansão da pecuária intensiva.
D a Ásia central, devido à instalação de novos centros urbanos e da produção petrolífera.
E a África Central, devido à expansão da agropecuária e da produção de carvão vegetal.

Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada expressa sentido de projeção futura.

A ... os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados... (3° parágrafo)
B O primeiro tem redução nos empregos de 23,57%... (4° parágrafo)
C ... a pesquisa estipulou três cenários... (2° parágrafo)
D ... alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV. (3° parágrafo)
E Os dados são de um estudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti... (1° parágrafo)
Texto associado
Até finais dos anos sessenta, o enfrentamento com o comunismo definiu a política exterior. [...] houve períodos de grande tensão internacional [...]. O êxito soviético ao lançar o satélite não tripulado, Sputnik, em outubro de 1957, demonstrava aparentemente a superioridade dos soviéticos tanto em tecnologia espacial como na capacidade para atacar o hemisfério ocidental por meio de mísseis orbitais. (Philip Jenkins. Breve história dos Estados Unidos, 2017.)

Pode-se acrescentar às condições das relações internacionais referidas pelo texto

A o acordo entre potências favorável à manutenção da democracia em escala global.
B a reduzida influência política das potências nos países do Terceiro Mundo.
C o aumento constante do arsenal nuclear nas potências rivais.
D o emprego de armas convencionais no confronto direto entre as potências.
E a ausência de movimentos sociais nas áreas controladas pelas potências.

Cláudio, Alice, José e Elen são quatro amigos com alturas distintas. Colocados em uma fila indiana ordenada pela altura, José está entre Cláudio e Alice, e Cláudio está entre Alice e Elen. Sendo assim, é verdade que

A Cláudio é mais baixo que José e mais alto que Alice.
B Alice está entre José e Cláudio.
C José está entre Alice e Elen.
D José é mais baixo que Cláudio e mais alto que Elen.
E Elen está entre José e Alice.
Texto associado
Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV Responsável por reduzir burocracias, automatizar processos e aumentar a eficiência, o uso de inteligência artificial (IA) pode aumentar o desemprego no País em quase 4 pontos porcentuais nos próximos 15 anos. Os dados são de um estudo desenvolvido pelo professor Felipe Serigatti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Microsoft. Para simular o impacto da adoção de IA na economia brasileira, a pesquisa estipulou três cenários: um conservador, no qual a taxa de crescimento da adoção de IA pelo mercado brasileiro é de 5%, durante 15 anos. Nesse panorama, a economia também cresce menos do que o estimado para os próximos anos. No cenário intermediário, o número é de 10%, com crescimento estável. Já no mais agressivo, em um mundo em que a economia tem projeção otimista de crescimento, a adoção de IA subiria 26% no período – é nesse último que o desemprego pode aumentar em 3,87 pontos porcentuais, no saldo geral da população. No mais severo dos cenários, os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados, que poderão ver o desemprego aumentar em 5,14 pontos porcentuais; já o número de vagas qualificadas pode subir com a adoção massiva de inteligência artificial, em até 1,56 ponto percentual. “A inteligência artificial aumentará a desigualdade”, alertou Serigatti, que é professor de Economia da FGV. A pesquisa analisou seis segmentos diferentes da economia: agricultura, pecuária, óleo e gás, mineração e extração, transporte e comércio e setor público (educação, saúde, defesa e administração pública). Os trabalhadores mais afetados no cenário mais agressivo são os mais qualificados dos setores de óleo e gás e de agricultura, dois dos principais pilares da economia brasileira. O primeiro tem redução nos empregos de 23,57%, e o segundo, de 21,55%. (Bruno Romani, “Uso de inteligência artificial pode aumentar desemprego no Brasil, diz FGV”. https://link.estadao.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a informação apresentada é coerente com o exposto no texto.

A No cenário intermediário, o número é de 10%, com crescimento inconstante. Já no mais ofensivo, emum mundo em que a economia tem projeção limitada de crescimento, a adoção de IA subiria 26% no período.
B No mais rigoroso dos cenários, os mais afetados serão aqueles trabalhadores com menos qualificação,já o número de vagas qualificadas poderá subir com a adoção intensiva de inteligência artificial.
C Para simular o efeito da adoção de IA na economia brasileira, a pesquisa estabeleceu três cenários:um deles é reacionário, no qual a taxa de crescimento da adoção de IA pelo mercado brasileiro é de 5%, durante 15 anos.
D A inteligência artificial, cuja responsabilidade é diminuir burocracias, automatizar processos e intensificar a eficiência, promete reduzir a falta de emprego no País em 4 pontos porcentuais nos próximos 15 anos.
E A pesquisa da FGV aponta que os trabalhadores mais privilegiados no cenário mais agressivo são os mais qualificados dos setores de óleo e gás e de agricultura, dois dos pilares menos influentes da economia brasileira.
Texto associado
Mais ócio, por favor Quando o sociólogo italiano Domenico De Masi lançou o conceito de “ócio criativo”, em seu livro homônimo de 2000, foi alçado à condição de pensador revolucionário e à lista dos mais vendidos. O sucesso se deveu à explicação do espírito daquele tempo, ao apontar que tão essencial ao crescimento profissional quanto o estudo e o trabalho eram os momentos de desconexão com a labuta que abririam as portas para a criatividade e para “pensar fora da caixinha”. A intenção era alcançar uma fusão entre estudo, trabalho e lazer para aprimorar o conhecimento, vivenciar diferentes experiências e instigar a criatividade. Com o lançamento de “Uma Simples Revolução”, um best-seller, o sociólogo prega uma nova guinada no pensamento empresarial. Ao analisar as taxas de desemprego e de desocupação, para De Masi, a única saída é reduzir a carga de trabalho individual e abrir novas vagas. “Se as regras do jogo não mudarem, o desemprego – aberto ou oculto – está destinado a crescer em dimensão patológica”, escreve. O Brasil é um dos países que vivem essa realidade, com um desemprego de mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 5 milhões de pessoas procuram trabalho no país há um ano ou mais, o que representa quase 40% desse total. A lógica do mercado não ajuda a melhorar esses números. As empresas tentam reduzir suas folhas de pagamento, mesmo que isso signifique mais horas extras. Só que, de acordo com o sociólogo, quanto mais horas um indivíduo trabalha, mais ele contribui para a taxa de desocupação. “Na Alemanha, onde todos trabalham, em média, 1400 horas, o desemprego está em 3,8% e o emprego está em 79%. Já na Itália, onde um italiano trabalha em média 1800 horas, o desemprego está em 11% e o emprego está em 58%”, detalha. “Para eliminar o desemprego, o único remédio válido é reduzir as horas de trabalho, mantendo o salário e aumentando o número de vagas”, diz, em entrevista ao UOL. (Lúcia Valentim Rodrigues, “Mais ócio, por favor”. https://noticias.uol.com.br. Adaptado)

De acordo com Domenico De Masi, uma ação que tem efeito negativo no sistema produtivo das empresas é

A a oferta de mais vagas de trabalhos para os cidadãos.
B a busca pela redução das folhas de pagamento.
C a tentativa de fundir estudo, trabalho e lazer.
D o aperfeiçoamento profissional por meio do ócio.
E a alteração da lógica do mercado vigente.
Texto associado
Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda Em setembro de 1522, chegava ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda (próximo a Sevilha, no sul da Espanha) uma estranha embarcação com o casco perfurado. Os 18 homens que compunham a tripulação vinham muito magros, com barbas e cabelos longos. Na pele queimada de sol, traziam feridas mal curadas. Quando desembarcaram, suplicaram por velas de cera. Queriam ir até a igreja mais próxima acendê-las em agradecimento aos céus por terem retornado à terra, depois de três anos no mar. Da última vez que a embarcação havia partido daquele porto, estava acompanhada de outras quatro naus, e a tripulação era de 243 marinheiros. Durante os anos no mar, aqueles homens enfrentaram tempestades capazes de destruir frotas inteiras, batalhas campais, rebeliões, naufrágios, doenças desconhecidas e frio. No meio do mar, passaram sede e fome severas. Depois de devorar os ratos, comeram pedaços de couro que cobriam os barcos. Com muitas perdas e só alguma carga valiosa a bordo, os viajantes retornavam de uma expedição que parecia fadada a ser vista como um fracasso. Ainda assim, a primeira viagem a contornar a Terra, que neste 2019 completa 500 anos de seu início, entrou para a história como um dos maiores feitos da humanidade. Para alguns, tal saga, iniciada pelo português Fernão de Magalhães, é comparável à chegada do homem à Lua. Para outros, trata-se de façanha ainda maior, por ser a primeira viagem que efetivamente descobriu o planeta Terra. “Há um paralelismo feliz desta viagem com a ida à Lua. Os astronautas nos anos 1960, antes mesmo de chegarem à Lua, sempre falavam de Magalhães, Vasco da Gama e Colombo como pessoas inspiradoras, homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo”, explica o historiador português João Paulo Azevedo de Oliveira e Costa. De fato, em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço, só conseguiu retornar à superfície da Terra com ajuda remota dos engenheiros nos EUA. “Isso não existia para os navegadores. Não havia comunicação com Lisboa ou Sevilha, e os riscos eram maiores”. (Fabrício Lobel e Marcelo Pliger, “Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda”. https://www1.folha.uol.com.br. 15.09.2019. Adaptado)

No trecho inicial do último parágrafo – De fato , em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço... –, a expressão destacada confirma que

A a ajuda remota dos engenheiros dos EUA foi algo tão difícil como a viagem dos navegadores.
B os navegadores de 1519 fizeram algo considerado mais difícil do que os astronautas que foram à Lua.
C a aventura vivida no mar é tão importante como aquela vivida pelos astronautas em 1970.
D os acidentes no espaço são mais difíceis de se vencer do que os obstáculos da viagem ao redor da Terra.