TEXTO I
Janeiro branco: campanha chama atenção para saúde mental dos brasileiros
Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional
Marilia Marasciulo
O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.
Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.
A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.
Disponível em:
iro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros.
html>. Acesso em: 13 jan. 2020.
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
542 questões encontradas
De acordo com o que consta no Decreto Presidencial n° 7.508/11, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A RENAME representa o conjunto de ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde oferecidos pelo SUS à população, para atender à integralidade da assistência à saúde.
( ) O Pacto pela Saúde traduz os acordos de colaboração entre os entes federativos para a organização da rede interfederativa de atenção à saúde, em cada região de saúde.
( ) Uma das principais atribuições das comissões intergestores regionais é efetivar o planejamento regional de acordo com o Plano de Saúde de cada ente federado, aprovado no respectivo Conselho de Saúde.
( ) O Decreto n° 7.508/11 regulamenta a Lei Orgânica da Saúde (Lei n° 8.080/90).
Texto associado
Assinale a alternativa em que a relação estabelecida pela preposição no trecho dado esteja analisada corretamente.
Texto associado
Texto
I
Culpa
Mario Prata
Por que a culpa? É o que eu
tenho perguntado
à minha psicanalista.
No princípio era o verbo e
eu achava que só
eu me sentia culpado. Com o passar do tempo
(e da verba), fui descobrindo que todo
criador tem culpa. Não no cartório. Mas na
consciência.
Vou
tentar explicar.
Todo mundo acha que a pessoa
que vive de
criar, ou seja, um criador, não faz nada o
dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O
problema é que ninguém considera o trabalho
de pensar como ofício. Daí a culpa
ensimesmada. Será que só pode ser
considerado trabalhador o sujeito que fica o
dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo
pela janela olha a uva de Atibaia,
melancia
barata, melancia barata ?
Você vê uma frase num out-
door tipo refresca
até pensamento . São três palavrinhas
mágicas. O sujeito que inventou isso deve
ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém
entende é que ele trabalha há vinte neste
ofício. Pode ser que a frase tenha saído de
um estalo. Mas um estalo vinte anos depois.
Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter
uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo
pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma
bobagem dessas?
Para aliviar meu sofrimento,
penso no
Romário que trabalha umas dez horas por mês
e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem
culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem
trabalhar , jogando futebol, será que
ele
acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma
culpa tremendona?
Vou almoçar fora e quase
emendo com o fim do
dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando
nessas besteiras que vocês estão a ler
agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso,
invento, crio. E esses funcionários
fantasmas, que trabalham em várias
repartições e nunca comparecem? Será que
eles não têm culpa? Será que só eu me sinto
culpado neste país?
Uma vez perguntei para o
Chico Buarque, que
acabava de acordar às duas da tarde, se ele
não tinha culpa. Já tive. Superei . E
o
Caetano Veloso que nunca acorda antes das
quatro (da tarde)?
Foram anos e anos de culpa
para conseguir
escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não
adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que
eu nunca deveria ter saído do Banco do
Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha
vida.
Adaptado
de: .
Acesso em: 13 Jan. 2020
I
Culpa
Mario Prata
Por que a culpa? É o que eu
tenho perguntado
à minha psicanalista.
No princípio era o verbo e
eu achava que só
eu me sentia culpado. Com o passar do tempo
(e da verba), fui descobrindo que todo
criador tem culpa. Não no cartório. Mas na
consciência.
Vou
tentar explicar.
Todo mundo acha que a pessoa
que vive de
criar, ou seja, um criador, não faz nada o
dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O
problema é que ninguém considera o trabalho
de pensar como ofício. Daí a culpa
ensimesmada. Será que só pode ser
considerado trabalhador o sujeito que fica o
dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo
pela janela olha a uva de Atibaia,
melancia
barata, melancia barata ?
Você vê uma frase num out-
door tipo refresca
até pensamento . São três palavrinhas
mágicas. O sujeito que inventou isso deve
ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém
entende é que ele trabalha há vinte neste
ofício. Pode ser que a frase tenha saído de
um estalo. Mas um estalo vinte anos depois.
Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter
uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo
pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma
bobagem dessas?
Para aliviar meu sofrimento,
penso no
Romário que trabalha umas dez horas por mês
e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem
culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem
trabalhar , jogando futebol, será que
ele
acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma
culpa tremendona?
Vou almoçar fora e quase
emendo com o fim do
dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando
nessas besteiras que vocês estão a ler
agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso,
invento, crio. E esses funcionários
fantasmas, que trabalham em várias
repartições e nunca comparecem? Será que
eles não têm culpa? Será que só eu me sinto
culpado neste país?
Uma vez perguntei para o
Chico Buarque, que
acabava de acordar às duas da tarde, se ele
não tinha culpa. Já tive. Superei . E
o
Caetano Veloso que nunca acorda antes das
quatro (da tarde)?
Foram anos e anos de culpa
para conseguir
escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não
adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que
eu nunca deveria ter saído do Banco do
Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha
vida.
Adaptado
de: .
Acesso em: 13 Jan. 2020
No trecho “Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora.”, a perífrase verbal em destaque pode ser substituída adequadamente pelo verbo
As relações entre determinantes sociais e saúde consistem em estabelecer uma hierarquia de determinações entre fatores mais distais e mais proximais relacionados diretamente ao modo de vida, sendo distintos os fatores que afetam a situação de saúde de grupos e de pessoas. A análise dos determinantes sociais de saúde permite intervenções no sentido de ampliar políticas públicas que possam reduzir as iniquidades, desigualdades consideradas injustas e avançar para políticas de saúde no sentido da
Sobre os cuidados ao paciente no pré-operatório, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) No pré-operatório, é realizada uma entrevista, histórico preliminar.
( ) Iniciam-se com a admissão do paciente na unidade de cuidado pós-anestésica e terminam com a evolução de acompanhamento na unidade clínica.
( ) São verificados exames pré-operatórios.
Texto associado
TEXTO II
Como se livrar da
culpa
Vivemos numa sociedade que
cobra perfeição
na vida pessoal e profissional, e as pessoas
se sentem cada vez mais exigidas.
Destrinchar as fontes de
culpa tem sido um
desafio dos especialistas em comportamento.
Aprender a lidar com elas seria o próximo
passo. Todo método que pretende ajudar a
encarar as manifestações do sentimento parte
de sua origem. De maneira geral, a semente
está no desejo da perfeição – física,
profissional, pessoal ou espiritual –, que,
por ser inatingível, leva à frustração, mas
no processo nos força a ultrapassar nossos
limites. São muitos os exemplos que mostram
quão distantes estamos de abandonar metas
impossíveis. O aumento de casos da chamada
síndrome burnout, uma espécie de esgotamento
intelectual e físico, é um deles. Embora não
haja estatísticas consolidadas sobre o tema,
sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de
trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu
de 231 para 390, segundo a TransInsight,
entidade que cataloga documentos
científicos. E nos consultórios também
cresceu a procura por tratamento. “Não é só
o diagnóstico que ficou mais fácil, o número
de casos também vem aumentando”, explica
Duílio Camargo, da Associação Nacional de
Medicina do Trabalho (Anamt).
[…] As vítimas do burnout
geralmente chegam
ao médico submersas em responsabilidades e
metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça
crônicas e distúrbios gastrointestinais são
alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico
surja à luz do esgotamento profissional, é
muito comum identificar o stress
generalizado em quem sofre do mal”, afirma
Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas
afetam a vida como um todo. “O mundo moderno
exige super-homens e supermulheres”, diz
ele. E superespécimes humanos. […]
Disponível
em:
. Acesso em: 15 Jan.
2020.
Como se livrar da
culpa
Vivemos numa sociedade que
cobra perfeição
na vida pessoal e profissional, e as pessoas
se sentem cada vez mais exigidas.
Destrinchar as fontes de
culpa tem sido um
desafio dos especialistas em comportamento.
Aprender a lidar com elas seria o próximo
passo. Todo método que pretende ajudar a
encarar as manifestações do sentimento parte
de sua origem. De maneira geral, a semente
está no desejo da perfeição – física,
profissional, pessoal ou espiritual –, que,
por ser inatingível, leva à frustração, mas
no processo nos força a ultrapassar nossos
limites. São muitos os exemplos que mostram
quão distantes estamos de abandonar metas
impossíveis. O aumento de casos da chamada
síndrome burnout, uma espécie de esgotamento
intelectual e físico, é um deles. Embora não
haja estatísticas consolidadas sobre o tema,
sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de
trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu
de 231 para 390, segundo a TransInsight,
entidade que cataloga documentos
científicos. E nos consultórios também
cresceu a procura por tratamento. “Não é só
o diagnóstico que ficou mais fácil, o número
de casos também vem aumentando”, explica
Duílio Camargo, da Associação Nacional de
Medicina do Trabalho (Anamt).
[…] As vítimas do burnout
geralmente chegam
ao médico submersas em responsabilidades e
metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça
crônicas e distúrbios gastrointestinais são
alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico
surja à luz do esgotamento profissional, é
muito comum identificar o stress
generalizado em quem sofre do mal”, afirma
Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas
afetam a vida como um todo. “O mundo moderno
exige super-homens e supermulheres”, diz
ele. E superespécimes humanos. […]
Disponível
em:
. Acesso em: 15 Jan.
2020.