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Sobre o Materialismo Histórico Dialético e a práxis profissional, assinale a alternativa correta.

A A interlocução entre marxismo e Serviço Social é datada desde os primórdios da profissão no Brasil, na década de 1930.
B O método em Marx não é um conjunto de regras formais que se “aplicam” a um objeto que foi recortado para uma investigação determinada dos assistentes sociais.
C A teoria social dá origem ao materialismo histórico dialético e se trata de uma metodologia de intervenção dos assistentes sociais, pois, para Marx, conhecimento é aplicação.
D A análise da sociedade burguesa de Marx está contida em uma única obra, O capital, que é fundamental para a práxis profissional do assistente social.
E Marx cunhou o termo questão social, objeto do Serviço Social, que tem sua lógica fundada na Lei geral de Acumulação Capitalista.

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. Até o décimo primeiro mês de 2014, Recife convivia apenas com uma arbovirose, ______________, porém, em 2015, constatou-se a presença de circulação de um novo vírus denominado ___________ e, ainda em 2015, no segundo semestre, detectou-se a transmissão ativa de mais uma arbovirose no Recife, ________________.

A a esquistossomose / leishimaniose / a difteria
B o tétano / coqueluche / a difteria
C o sarampo / rubéola / a cachumba
D a dengue / zika / a chikungunya
E a influenza A / meningite C / o rotavírus

Considerando as disposições da Lei nº 8.080/1990, assinale a alternativa correta.

A As ações e os serviços de saúde voltados para o atendimento das populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou individualmente, não obedecem ao disposto na Lei n° 8.080/1990, devendo ser regulamentada a legislação específica a respeito.
B A assistência à saúde é livre à iniciativa privada, sendo dispensada a observância das normas quanto às condições para seu funcionamento expedidas pelo órgão de direção do Sistema Único de Saúde (SUS).
C A política de recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS) exige dedicação exclusiva e integral dos profissionais.
D Estão incluídas no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): a proteção social, a vigilância socioassistencial e a provisão de direitos socioassistenciais.
E A referida Lei regula, em todo o território nacional, as ações e os serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado.

TEXTO

II O Ano Passado Carlos Drummond de Andrade O ano passado não passou, continua incessantemente. Em vão marco novos encontros. Todos são encontros passados. As ruas, sempre do ano passado, e as pessoas, também as mesmas, com iguais gestos e falas. O céu tem exatamente sabidos tons de amanhecer, de sol pleno, de descambar como no repetidíssimo ano passado. Embora sepultos, os mortos do ano passado sepultam-se todos os dias. Escuto os medos, conto as libélulas, mastigo o pão do ano passado. E será sempre assim daqui por diante. Não consigo evacuar o ano passado. Disponível em: . Acesso em 14 jan. 2020.

A Temporal.
B Consecutiva.
C Aditiva.
D Adversativa.
E Concessiva.

A aplicação de exames ou testes em pessoas sadias, implicando garantia de benefícios relevantes frente aos riscos e danos previsíveis e imprevisíveis da intervenção como uma forma de prevenção, denomina-se

A rastreamento.
B diagnóstico inicial.
C matriciamento.
D promoção em saúde.
E método de intervenção diagnóstica.

Sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município do Recife (Lei nº 14.728/85), no que se refere a Concurso Público, é correto afirmar que

A a primeira investidura em cargo de provimento efetivo efetuar-se-á mediante indicação por cargo em comissão.
B no concurso para provimento de cargo de nível universitário não haverá necessidade de prova de títulos.
C a aprovação em concurso público cria direito efetivo à nomeação.
D terá preferência para a nomeação, em caso de empate na classificação, o candidato já pertencente ao serviço público do Município.
E poderá ser aberto concurso para o preenchimento de cargo público, mesmo quando houver funcionário de igual categoria em disponibilidade.

Entre 2007 e 2017, ocorreram 121.739 óbitos de residentes em Recife, com média de 11.072 mortes por ano, sendo que o Sistema de Informação utilizado para a obtenção regular de dados sobre mortalidade é o

A SIM.
B SIO.
C SINAM.
D SIAM.
E SISOB.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020.

A lendo.
B leram.
C lerão.
D leem.
E lêm.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020.

A possibilidade de ter uma boa ideia.
B reciprocidade entre quem é uma brastemp e quem tem uma ideia.
C apassivação de quem pratica a ação de ter a ideia.
D indeterminação do sujeito que realiza a ação de ter uma ideia.
E reflexão por parte do sujeito que realiza e sofre a ação de ter uma ideia.