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Considerando o que prevê a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (BRASIL, 2017), o trabalho do professor de educação infantil envolve “refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças.” Além disso, cabe ainda ao educador acompanhar tanto essas práticas quanto as aprendizagens das crianças, por meio de:

A sistemáticaavaliação, constituídadeatividadesdiversificadas que a criança desenvolve sozinha e cujo resultado mostra o conhecimento construído
B diferentes instrumentos de avaliação, a fim de analisar a trajetória das crianças, visando definir as “aptas” e as “não aptas” para o ensino fundamental
C observação e análise das produções infantis (orais e escritas), com o objetivo de reunir elementos que justifiquem a avaliação final (aprovação ou reprovação)
D diversos registros, feitos em diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos)

O processo de construção da autonomia é complexo. Conceber uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como:

A seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir no meio em que vivem
B cidadãos em formação que exigem a presença de um adulto para gerenciar suas ações e seus julgamentos conforme princípios legitimados pela sociedade
C pessoas em desenvolvimento, que devem obedecer a regras e valores que provêm de fora, em geral de um adulto a quem atribuem força e prestígio
D sujeitos dependentes, que demandam atenção e cuidados específicos e que só atingirão a autonomia na maior idade

Com o discurso da necessidade urgente de proporcionar formação continuada para os profissionais que atuam com crianças pequenas, muitos sistemas de ensino oferecem cursos esporádicos, de forma aligeirada, sem uma continuidade e sem uma base teórico-metodológica definida, gerando, como demonstram pesquisas na área da educação (KRAMER, 2005), a desqualificação intelectual do profissional. Noutra direção, ao pensar em práticas de formação dirigidas aos profissionais da educação infantil, é necessário:

A substituir os saberes construídos na experiência docente por outros que tenham estatuto de cientificidade
B contratar especialistas em educação para apresentarem a teoria e supervisionarem a prática dos profissionais em formação
C treinar primeiro os formadores em metodologias inovadoras, a fim de que estes possam transmitir aos profissionais as melhores técnicas pedagógicas
D conhecer e considerar os seus saberes, construídos a partir das dimensões de sua profissionalização, para que tais práticas sejam capazes de promover a autonomia dos sujeitos

A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis e todas as etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular. Sendo assim, uma criança de quatro anos, com deficiência física, deve estar matriculada:

A na classe especial, exclusivamente, para receber o apoio de um profissional devidamente habilitado
B numa escola especial, preferencialmente, com direito a um acompanhante e a tempo reduzido de permanência na escola
C na classe comum do ensino regular, na educação infantil, e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou suplementar à escolarização
D no Atendimento Educacional Especializado (AEE), substituindo a escolarização regular, a fim de obter flexibilização curricular e acompanhamento de profissional qualificado

Ao pensar na organização do tempo nas instituições de educação infantil, pode-se optar por algumas possibilidades, como, por exemplo, as atividades permanentes, as sequências de atividades e os projetos. As atividades permanentes se caracterizam como:

A situações didáticas que acontecem com regularidade diária ou semanal na rotina das crianças, como os ateliês, nos quais são oferecidas diversas atividades simultâneas, como desenhar, pintar, modelar e fazer construções e colagens
B formas de trabalho que envolvem diferentes conteúdos e que se organizam em torno de um produto final, cuja escolha e elaboração são compartilhadas com as crianças
C tarefas e/ou desafios com diferentes graus de complexidade, ordenados numa progressão, com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida
D problemas a serem resolvidos em grupo, que demandam negociação e pesquisa, envolvendo a interação entre professores e crianças

Brincar e jogar são atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia, porque as crianças:

A tornam-se capazes de imitar a vida, experimentando regras e papéis sociais, sem que possam transformá-los
B vivenciam concretamente o sistema de regramento social, entendendo que devem obedecer sempre aos comandos dados por outrem
C podem desenvolver capacidades importantes, como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação, além da experimentação de regras e papéis sociais
D ativam a memória, recorrendo aos seus conhecimentos prévios, para reviver cenas de seu cotidiano, fazendo da brincadeira uma cópia legítima do acontecimento real

Para pensar a gestão da escola pública é preciso entendê-la enquanto instituição dotada de função social, isto é, palco de interações em que os seus atores participam coletivamente da construção do projeto político-pedagógico e podem exercitar, assim, a democracia. Para tanto, o que se requer é a:

A valorização das diferenças e da pluralidade de ideias
B neutralização de ideias divergentes que suscitam conflitos
C padronização dos modos de pensar e fazer que podem garantir a equidade
D uniformidade de procedimentos e oportunidades para que direitos iguais sejam assegurados a todos

Ao propor a avaliação mediadora, Jussara Hoffmann estabelece três princípios essenciais. O princípio que propõe a avaliação como um processo embasado em leituras positivas das manifestações de aprendizagem dos alunos e olhares férteis em indagações, na tentativa de ir além de expectativas predeterminadas, é o:

A dialógico
B interpretativo
C da reflexão-na-ação
D da reflexão prospectiva

A tendência liberal tecnicista subordina a educação à demanda da sociedade industrial e tecnológica, tendo a escola a função de preparar recursos humanos para atingir as metas econômicas, sociais e políticas estabelecidas. A partir de tais características, é possível afirmar que essa é uma abordagem:

A crítica da educação
B não crítica da educação
C tradicional da pedagogia
D progressista da pedagogia

No âmbito da política de educação do campo proposta pelo Decreto nº 7.352/2010, a pedagogia da alternância é aceita como:

A instrumento de avaliação formal
B recurso para substituir a formação básica do estudante de até 5 anos de idade
C metodologia adequada à formação de professores que poderá ser feita concomitantemente à atuação profissional
D ferramenta de apoio pedagógico para os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental com necessidades educativas especiais