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O velho O que eu mais temo – escrevi em um dos meus agás – não é o Sono Eterno, mas a possibilidade de uma insônia eterna – o que seria uma verdadeira estopada, um suplício sem fim. Porém, em uma de minhas costumeiras noites de sonho acordado, o meu amigo morto me pediu um cigarro, e disse-me: – Não é como tu pensas, todos nós trabalhamos numa série infinita de escritórios (cada geração de mortos num deles) onde a gente se entrega a um sério trabalho de estatística: tem-se de anotar a chegada de cada um e comunicar-lhe o respectivo número, pois isso de nomes é mera convenção terrena. O pior são os que atrapalham a escrita, morrendo antes do tempo – ou porque se mataram ou por culpa dos médicos, e estes ainda são culpados quando fazem os doentes morrer depois da hora, numa espécie de sobrevida artificial, já que os médicos (diga-se em sua honra) julgam criminosa a prática da eutanásia... Uma pena! – E fora do expediente, o que fazem vocês? – Bem, a hora do almoço não deixa de ser divertida por causa dos Santos: põem-se a discutir acaloradamente qual deles fez na Terra o maior número de milagres e outras futilidades. – E Deus? Me conta como é Ele... – Ah, o Velho? Desconfio que certa vez O vi... – Mas conta-me lá como foi que desconfiaste de ter visto o Velho? – Foi há tempos, eu era recém-chegado, quando uma tarde apareceu de surpresa no escritório um velhinho muito simpático. Com as mãos às costas, curvava-se sobre cada mesa, inspecionando o nosso trabalho, por sinal que me atrapalhei, errei uma palavra. Ele bateu-me confortadoramente no ombro, como quem diz: “Não foi nada... não foi nada...” Ao retirar-se, já com a mão no trinco da porta, virou-se para nós e abanou: “Até outra vez se Eu quiser!” (Mário Quintana. Da preguiça como método de trabalho. Adaptado

As informações textuais permitem afirmar que o título do texto se refere:

A à condição humana daqueles que adoecem cedo e filosofam sobre a morte.
B ao narrador, que sente o fim da vida chegando e passa a pensar no Sono Eterno.
C ao velhinho simpático que visitou o amigo morto do narrador no escritório.
D ao narrador, que sente a presença de Deus em uma noite de insônia.
E a um amigo do morto que, como os demais Santos, fez um milagre na Terra.
Texto associado
Mais um desastre Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre. A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG). Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum. Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas. Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco. Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados. Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre. (Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)

É coerente com as informações do texto a ideia de que:

A a tragédia em Bento Rodrigues foi um acontecimento único no país, uma vez que os documentos mostram que as barragens brasileiras são seguras.
B a instalação de comissões para tratar dos desastres ambientais permite que os auxílios às vítimas sejam garantidos com maior rapidez e menos burocracia.
C a punição severa aos reais culpados pelos estragos causados com as catástrofes ambientais decorre da revolta que normalmente acomete a população.
D a efetividade das ações para punir os responsáveis pelos desastres ambientais depende da rapidez nas investigações e da identificação dos culpados.
E Brumadinho entrou nos noticiários do Brasil como a localidade onde ocorreu uma tragédia inédita com o rompimento de uma barragem vista como segura.
Texto associado
O velho O que eu mais temo – escrevi em um dos meus agás – não é o Sono Eterno, mas a possibilidade de uma insônia eterna – o que seria uma verdadeira estopada, um suplício sem fim. Porém, em uma de minhas costumeiras noites de sonho acordado, o meu amigo morto me pediu um cigarro, e disse-me: – Não é como tu pensas, todos nós trabalhamos numa série infinita de escritórios (cada geração de mortos num deles) onde a gente se entrega a um sério trabalho de estatística: tem-se de anotar a chegada de cada um e comunicar-lhe o respectivo número, pois isso de nomes é mera convenção terrena. O pior são os que atrapalham a escrita, morrendo antes do tempo – ou porque se mataram ou por culpa dos médicos, e estes ainda são culpados quando fazem os doentes morrer depois da hora, numa espécie de sobrevida artificial, já que os médicos (diga-se em sua honra) julgam criminosa a prática da eutanásia... Uma pena! – E fora do expediente, o que fazem vocês? – Bem, a hora do almoço não deixa de ser divertida por causa dos Santos: põem-se a discutir acaloradamente qual deles fez na Terra o maior número de milagres e outras futilidades. – E Deus? Me conta como é Ele... – Ah, o Velho? Desconfio que certa vez O vi... – Mas conta-me lá como foi que desconfiaste de ter visto o Velho? – Foi há tempos, eu era recém-chegado, quando uma tarde apareceu de surpresa no escritório um velhinho muito simpático. Com as mãos às costas, curvava-se sobre cada mesa, inspecionando o nosso trabalho, por sinal que me atrapalhei, errei uma palavra. Ele bateu-me confortadoramente no ombro, como quem diz: “Não foi nada... não foi nada...” Ao retirar-se, já com a mão no trinco da porta, virou-se para nós e abanou: “Até outra vez se Eu quiser!” (Mário Quintana. Da preguiça como método de trabalho. Adaptado

Conforme o texto, o amigo morto do narrador desconfiou que tinha visto Deus porque:

A o velhinho simpático disse “Até outra vez se Eu quiser!”, ao sair do escritório.
B a inspeção do velhinho o desconcertou a ponto de errar a escrita de uma palavra.
C o escritório recebeu uma visita surpresa e todos ficaram atrapalhados com a situação.
D a conversa descontraída com os Santos, no almoço, foi seguida de uma inspeção.
E o velhinho transbordava simpatia enquanto inspecionava o trabalho no escritório.

A rotina administrativa deve estar em conformidade com o nível de competência dos profissionais, nível de autoridade e responsabilidades. Considerando-se um funcionário de nível médio que atue no controle e na assistência administrativa, assinale a alternativa que aponta atividade típica inerente a esse nível de competência profissional.

A Planejar atividades gerenciais, de controle, organização e métodos.
B Supervisionar equipes, prestar apoio e controlar metas e resultados.
C Direcionar atividades e equipes para o alcance dos objetivos.
D Organizar e atualizar arquivo de documentos e correspondências.
E Coordenar estratégias e atividades que possam ser executadas num setor.
Texto associado
Mais um desastre Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre. A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG). Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum. Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas. Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco. Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados. Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre. (Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)

No trecho – o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga... (6o parágrafo) –, a informação em destaque sugere que:

A o Ibama isentará a Vale da multa.
B a multa poderá deixar de ser paga.
C o pagamento da multa será rápido.
D a Vale deverá concordar com a multa.
E o pagamento da multa é optativo.
Texto associado
Mais um desastre Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre. A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG). Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum. Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas. Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco. Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados. Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre. (Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)

Sem prejuízo de sentido ao texto, nas passagens “A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais...” (3o parágrafo) e “Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo.” (último parágrafo), as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:

A absolutamente; ademais.
B possivelmente; portanto.
C evidentemente; no entanto.
D improvavelmente; todavia.
E certamente; assim.

Em 01 de janeiro, por decisão do novo presidente da República, Jair Bolsonaro, este Ministério assumiu a responsabilidade de identificar, delimitar e fazer as demarcações de terras indígenas a partir deste ano [2019]. Até então, o processo ficava a cargo da Fundação Nacional do Índio (Funai). (Último Segundo – iG. https://bit.ly/2CBaqQO. 02.01.19. Adaptado. Acesso em 20.03.2019) Os assuntos relacionados a essas terras passaram ao Ministério:

A da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
B do Meio Ambiente.
C da Justiça e Segurança Pública.
D da Casa Civil.
E da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Um reservatório d’água no formato interno de paralelepípedo reto retangular tem altura interna de 15 metros e comporta um volume total de 135 metros cúbicos de água. Sabendo-se que a base desse reservatório é quadrada, a soma das medidas de todas as arestas internas desse reservatório, em metros, é igual a:

A 24.
B 39.
C 54.
D 69.
E 84.
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Mais um desastre Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre. A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG). Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum. Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas. Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco. Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados. Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre. (Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.

A Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre.
B ... pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG).
C A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto.
D Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país.
E ... Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados.

No MS-Outlook 2010, após receber uma mensagem com anexos, o usuário pode utilizar o recurso , do grupo “Responder”, da guia “Mensagem”, para enviar a mensagem recebida para quem não estava originalmente nos campos “Para...” ou “Cc...”. Ao utilizar este recurso, os anexos que foram recebidos com a mensagem original são automaticamente anexados na nova mensagem. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do enunciado.

A Responder
B Responder a Todos
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D Encaminhar
E Categorizar