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Imagine um quadrado ABCD. No meio do lado AB marcamos o ponto P e no meio do lado BC marcamos o ponto Q. Traçamos então o quadrado PBQR, sendo o ponto R no interior do quadrado ABCD. Nesse segundo quadrado, marcamos o ponto X no meio do lado QR e o ponto Y no meio do lado RP. Traçamos então o quadrado XRYZ, sendo Z um ponto no interior do quadrado PBQR.

A área do quadrado XRYZ corresponde a

A 1 6 1 ​ da área do quadrado ABCD.
B 4 1 ​ da área do quadrado ABCD.
C 8 1 ​ da área do quadrado PBQR.
D 1 6 1 ​ da área do quadrado PBQR.
E 8 1 ​ da área do quadrado ABCD.

A jornalista Luciana prepara uma reportagem sobre as finanças da prefeitura de sua cidade. Para isso, entrevista cinco economistas, de nomes P, Q, R, S e T, que trabalham na própria prefeitura. Eis suas declarações:
P: Este mês, tivemos um déficit de 10 milhões.
Q: O déficit deste mês foi muito inferior a 10 milhões, mas teremos déficit no próximo mês também.
R: O déficit deste mês foi de 10 milhões, mas houve um grande superávit no mês passado.
S: O déficit deste mês foi muito inferior a 10 milhões, mas teremos superávit no mês que vem.
T: Houve superávit no mês passado e haverá déficit no próximo mês.
Logo após as entrevistas, uma fonte que jamais mente informou a Luciana que exatamente dois dos economistas mentiram por razões políticas. Ela não sabe quais são os mentirosos, mas, analisando as afirmações, pode estar certa de que

A O déficit deste mês foi muito inferior a 10 milhões, mas houve déficit no mês passado e haverá déficit no próximo mês.
B Houve superávit no mês passado, mas neste mês o déficit foi de 10 milhões e haverá déficit no próximo mês.
C O déficit deste mês foi muito inferior a 10 milhões, mas houve déficit no mês passado.
D Houve pequeno déficit nos três meses considerados.
E Houve déficit de 10 milhões neste mês, o qual talvez possa ser compensado pelo superávit do próximo mês.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.
Memória de longe
Ao longo da vida, nossas lembranças não apenas se renovam, segundo os fatos que vão acontecendo. A faculdade da memória, em seu misterioso processo, muda de natureza. Na velhice, a memória costuma priorizar as lembranças mais antigas segundo necessidades novas. É o que confirma o caso seguinte.
Meu muito velho vizinho estava morrendo. Ciente de seu estado, pediu que chamassem o filho longínquo, que há tanto tempo estava sem ver, já perdera a conta dos anos. Chamaram, e o filho José se pôs a caminho, ele mesmo, seu filho predileto, o filho Zezito. E o José enfim chegou de sua longa viagem de avião, respondendo contristado ao apelo paterno. Surgiu no quarto penumbroso, achegou-se ao leito, os cabelos e os bigodes já grisalhando contra a luz do abajur.
A filha alertou o velho:
– Olha, aí, pai, o Zezito chegou. Pertinho de você.
O velho entreabriu os olhos turvos e já ia estendendo um braço, quando então o recolheu, murmurando num tom irritado:
– Esse aí não é o Zezito, não! Cadê o Zezito?
Horas depois o velho vizinho partiu. Sem se despedir de ninguém, nem mesmo do menino que há tanto, tanto tempo perdera de vista.
(Jesualdo Calixto, inédito)

O caso narrado no texto é relatado para demonstrar que, como costuma ocorrer na velhice, a memória mais antiga

A torna-se exclusiva, podendo mesmo eliminar a consciência do tempo que já correu.
B traz de novo aos nossos olhos uma imagem realista do que julgávamos esquecido.
C tende a continuar imaginariamente no tempo, compondo uma nova história.
D dá aos fatos mais remotos um novo contorno, no qual se perde todo o valor que tiveram.
E esfuma-se sob as pressões mais recentes, antecipando assim o final de uma vida.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Escolhas da economia
Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

A Na medida que deixa de oferecer resposta à provocações do mercado, diz o autor do texto, um sistema econômico demonstra suas falhas.
B O autor do texto acredita que um sólido sistema econômico deve oferecer respostas plenas às perguntas básicas que se enunciam a seguir.
C À medida em que as perguntas que se faça a um sistema econômico não alcançam resposta, acusa o autor do texto haver aí uma fragilidade desse sistema.
D Segundo o que se afirma no texto, é preciso de que venha a ocorrer, num sistema econômico, respostas às perguntas que lhe proponham o mercado.
E Propõe o autor texto que é necessário haverem boas respostas do sistema econômico às demandas e interpelações que provirem do mercado.

Ariano Capitolino é fiscal municipal e foi flagrado pelo superior imediato exigindo pagamento de propina dos particulares que estavam sob sua competência fiscalizatória. Em vista da situação relatada, o servidor

A não será responsabilizado administrativamente, pois a conduta por ele cometida configura tipo penal, sendo suficiente a responsabilização criminal.
B poderá ser punido imediata e diretamente pelo superior imediato, com base no princípio da verdade sabida.
C não sofrerá responsabilização administrativa, caso se verifique que os particulares de fato estavam infringindo a lei.
D será responsabilizado administrativamente apenas se for condenado na ação penal referente à conduta, dado o princípio da presunção da inocência.
E poderá ser afastado imediatamente, como medida cautelar, para fins de preservação da atividade apuratória da Administração, nos termos da lei.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Escolhas da economia
Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)

No segundo parágrafo, fica explícita uma relação que se estabelece em toda sociedade complexa, qual seja:

A as necessidades de consumo derivam diretamente da divisão do trabalho.
B a divisão do trabalho se faz entre indivíduos que não mostram qualificação específica.
C a especialização do trabalho de uns torna-os dependentes do que outros produzam.
D as necessidades de consumo são independentes da diversidade da mão de obra.
E a especialização do trabalho atende aos terceiros que necessitam de bens e serviços.

De acordo com a Lei Complementar n o 4.729, de 10 de junho de 2015, o alvará de construção

A só deve permanecer no local da obra até o término da realização das fundações do prédio em edificação.
B deve permanecer apenas na repartição pública competente, local em que será consultado pela fiscalização, quando for o caso.
C deve permanecer no local da obra e deve ser apresentado à fiscalização todas as vezes que esta exigir.
D poderá ser dispensado, por ato do prefeito, quando se tratar de edificação de prédio público ou particular, destinado a atividade de higiene e saúde públicas, e a planta utilizada guardar semelhança, em percentual acima de 90%, com a planta de outros prédios públicos.
E será dispensado, por ato do prefeito, quando se tratar de edificação de prédio público, de caráter urgente, destinado às atividades de saúde pública e saneamento básico, quando a planta utilizada guardar semelhança, em percentual acima de 95%, com a planta de outros prédios públicos da mesma natureza.

Havia três concorrentes, P , Q e R , para a presidência de um clube. Cada um dos 99 eleitores poderia votar em um só concorrente (um voto individual) ou em dois concorrentes (um voto duplo). P recebeu 20 votos individuais, 10 votos junto com Q e seus votos junto com R não foram divulgados. Q recebeu 20 votos individuais e 20 com R . Este recebeu 24 votos individuais. Computando os votos totais de cada um, é correto concluir que

A P recebeu 30 votos.
B R venceu a eleição.
C R obteve 10 votos a mais do que P .
D Q obteve 10 votos a mais do que P .
E R obteve 1 voto a menos do que Q .
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.
Memória de longe
Ao longo da vida, nossas lembranças não apenas se renovam, segundo os fatos que vão acontecendo. A faculdade da memória, em seu misterioso processo, muda de natureza. Na velhice, a memória costuma priorizar as lembranças mais antigas segundo necessidades novas. É o que confirma o caso seguinte.
Meu muito velho vizinho estava morrendo. Ciente de seu estado, pediu que chamassem o filho longínquo, que há tanto tempo estava sem ver, já perdera a conta dos anos. Chamaram, e o filho José se pôs a caminho, ele mesmo, seu filho predileto, o filho Zezito. E o José enfim chegou de sua longa viagem de avião, respondendo contristado ao apelo paterno. Surgiu no quarto penumbroso, achegou-se ao leito, os cabelos e os bigodes já grisalhando contra a luz do abajur.
A filha alertou o velho:
– Olha, aí, pai, o Zezito chegou. Pertinho de você.
O velho entreabriu os olhos turvos e já ia estendendo um braço, quando então o recolheu, murmurando num tom irritado:
– Esse aí não é o Zezito, não! Cadê o Zezito?
Horas depois o velho vizinho partiu. Sem se despedir de ninguém, nem mesmo do menino que há tanto, tanto tempo perdera de vista.
(Jesualdo Calixto, inédito)

As formas verbais atendem às normas de concordância e apresentam-se em tempos e modos adequadamente articulados na frase:

A Se nos anos da velhice tudo nos fizessem esquecer os fatos mais antigos, como haveremos de revivê-los?
B Aos olhos do velho, os traços do filho menino estavam muito mais vivos do que os que lhe trouxe a imagem do filho adulto.
C Por mais que o velho se esforçasse, não haverá como reconhecer na imagem do filho que chegara o menininho que ele foi.
D O velho certamente não se espantaria, no caso em que viessem a se apresentar aos seus olhos a figura nítida de Zezito.
E Destaca-se no texto os fundamentos de uma teoria segundo a qual a memória deverá se modificar conforme ocorressem novas motivações.

O século XXI começou em 01/01/2001. Em geral, em nosso calendário, os anos bissextos ocorrem quando o número correspondente ao ano for múltiplo de 4. Uma exceção ocorre se o número correspondente ao ano for múltiplo de 100; nesse caso, o ano só será bissexto se o número for também múltiplo de 400. De acordo com essas informações, o número total de dias do século XXI será

A 36 524.
B 36 525.
C 36 526.
D 36 624.
E 36 625.